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quarta-feira, 12 de julho de 2017

MEDO



O sentimento de medo, invariavelmente sempre está a rondar a cabeça do homem.  Embora haja períodos de maior ou menor incidência deste sentimento tão nefasto à saúde, de maneira geral, as pessoas sofrem demasiado em função de suas angústias e medos.

E bloqueiam sua vida.

O medo quando não enfrentado, pode assumir níveis de grandeza suficientes para desencadear doenças psíquicas sérias que redundam em estados de desânimo, fobias, depressão e síndrome de pânico.

O resultado é que a vida passa a ser um martírio, uma inquietude permanente onde a alegria de viver se esvai, e com muita frequência, estas anomalias mentais induzem tamanha confusão na cabeça, que alguns indivíduos creem não existir nenhuma solução para o seu problema.

Daí para realizar um atentado contra a própria vida é apenas um passo.

E um fator complicante neste processo é o isolamento.  Pessoas neste estado devem procurar amigos e abrir seu coração, dizendo com clareza a sua dificuldade e clamando por ajuda.

Isto é compreensível e lógico porque temos que saber lidar com nossas fragilidades. Assumir nossa fragilidade é o primeiro passo.

Há tempos atrás presenciei uma cena típica de alguém que efetivamente precisa de cura interior (cura da alma como prefiro manifestar), pois não tem controle sobre seus medos.  Vejam o que ocorreu:

Estava em meu trabalho demonstrando um produto a um casal e o negócio estava praticamente concluído. O produto ofertado satisfazia a necessidade deles, com preço bom e dentro do orçamento dos compradores. Em determinado momento da negociação, porém, a esposa do cliente começou a sentir-se desconfortável e passou a sussurrar algumas palavras ao marido, e percebi que o entusiasmo do casal esfriou.  Alguns instantes depois a esposa interrompe a conversa e chama seu marido para conversar a parte, mas estava visivelmente perturbada.  Logo após, ele vem a mim e diz:

Olha Sr. João, nós pensamos melhor e consideramos que não devemos concluir este negócio. Minha mulher não está bem e entendemos que é um sinal para não fecharmos nada neste momento. Eu sei que o produto é bom e eu lamento, mas...

Bem, eu conhecia o casal há algum tempo e ponderei que naquele instante não deveria insistir.  Melhor seria apresentar outra possibilidade, noutra ocasião.  Percebera que a mulher cujo rosto mostrava a angústia que sentia, tinha um medo muito maior que aquele de fechar o negócio que planejáramos.

Observe que nas ocasiões em que estamos fora de nosso estado emocional normal, nas ocasiões em que somos penalizados pelo medo, todas as nossas ações, todos os nossos pensamentos e capacidades de raciocínio são limitados, e chegam ao nível da mediocridade porque a angústia nos cega, nos bloqueia, nos deixa impotentes e humilhados frente ao fracasso de nosso comportamento.

O medo é uma prisão sem grades, mas de poderosas amarras individuais e só o desafio de enfrentá-lo com coerência e lucidez, romperá estas amarras e o levará ao caminho da luz, do entendimento e da sabedoria.

Perder um negócio me incomoda um pouco.  O que me incomoda muito é presenciar que existem milhões de pessoas transtornadas pelo medo, dificultando suas vidas e sofrendo na pele as agruras deste sentimento tão devastador, porque não se estruturam para lidar com isso. E a maioria sofre em silêncio...

Medo todos nós temos.  Bem dosado até é saudável porque não nos expomos demasiado.  Entretanto quando necessário, enfrente seus medos e domine-os, mantendo-os sob seu controle.

Chorar é muito bom, às vezes.  Abrir-se para o mundo e para as pessoas é muito bom, sempre.
Ajudar o próximo e sentir-se útil para alguém é sublime.  Amar e sentir-se filho de DEUS é a glória.

Reflita mais sobre o real significado da vida. Num mundo conturbado pela ganância e pelo egoísmo, procure ser diferente.  Ore com mais frequência e tenha DEUS em comunhão com você.

Esta é uma terapia e tanto!





João Antonio Pagliosa
Eng.Agrônomo





Invasão ou Segurança?



  Psicóloga Lizandra Arita aponta qual é o momento exato para interferir na privacidade dos adolescentes


A adolescência é a fase mais conturbada na vida dos pais. É complicado manter os filhos seguros sem invadir suas vidas privadas, principalmente quando se trata de internet, onde todos estão submetidos a qualquer coisa. Perceber sinais estranhos do comportamento dos adolescentes, quais são suas amizades e conversas, e avaliar a hora certa para averiguar o que está se passando na vida dos jovens, estes são os desafios. 

Segundo a psicóloga Lizandra Arita, a conversa e a confiança ainda são as principais prevenções para uma vida livre de perigos e paranoias. É bastante plausível que os pais e os filhos adolescentes possam entrar em um acordo para que não haja exageros de ambas as partes. De acordo com a psicoterapeuta, não se pode ultrapassar as barreiras do mundo íntimo do jovem mas, ao mesmo tempo, não podemos deixar com que a segurança dele seja afetada. Invadir a privacidade de maneira excessiva acaba afetando a capacidade de autonomia dos jovens, que estão na fase de transição para criarem suas próprias independências.






Lizandra Arita - psicóloga especialista em clínica e institucional. Especializada em Programação Neurolinguística, Hipnose e Auto-Hipnose, Rebirthing (método de respiração consciente), Psicodinâmicas e Gerenciamento de Emoções e Conflitos.  Atua, em tratamentos de depressão, ansiedade, processos emocionais ou comportamentais, fobias, pânico e Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC). Graduada pela Universidade Bandeirantes de São Paulo, a psicoterapeuta Lizandra Arita tem experiência em Psicologia Clínica e Institucional pelo Hospital Vera Cruz.





Reforma moderniza legislação do trabalho no Brasil



Para especialista, demandas frequentes, inclusive de trabalhadores, agora podem ser atendidas com a regulamentação

Em uma sessão tumultuada, o Senado aprovou na noite de terça-feira a reforma trabalhista. Agora, segue para sanção do presidente Michel Temer e deve entrar em vigor 120 dias após a publicação da Lei no Diário Oficial da União. O projeto altera mais de cem pontos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), publicada em 1943.
O foco é fazer com que tenha valor legal  as negociações entre empresas e empregados, ou entre sindicatos e empregados, o chamado “acordado sobre o legislado”. Com ela, passam a ser flexibilizadas muitas questões atuais como o fracionamento de férias, o trabalho em regime parcial e o home office. “Trata-se demandas frequentes, inclusive por parte dos trabalhadores, que não podem ser atendidas no cenário atual por falta de regulamentação”, afirma a advogada trabalhista Raquel Amaral, sócia do Rosely Cruz Sociedade de Advogados by “neolaw.”.
Os direitos fundamentais dos trabalhadores, como férias, 13º salário, licença maternidade, participação nos lucros e limite de jornada de trabalho semanal máxima, não são afetados, pois já estão garantidos na Constituição.

Algumas das principais mudanças: 

- Férias: podem ser fracionadas em até três períodos, por meio de negociação, desde que um dos períodos seja de pelo menos 15 dias corridos.
Jornada de trabalho: permanecem os limites de horas semanais e mensal da Constituição, porém, a jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso.
Home office: deverá ser formalizado em contrato. Haverá a previsão das despesas que são reembolsadas ao empregado como equipamentos e recursos usados em casa a favor da empresa.
Trabalho parcial: a jornada parcial máxima de 25 horas por semana sem horas extras, passa a ser de 30 horas, sem horas extras, ou 26 horas, com até 6 horas extras, pagas com acréscimo de 50%.
"Essas matérias atualmente costumam ser alvo de pleitos de trabalhadores que buscam alternativas para dividir suas férias, flexibilização jornada de trabalho, banco de horas, trabalho em casa, mas que são impossibilitados de negociá-los com as empresas já que a nossa legislação, em muitos aspectos, é rígida e desatualizada.", diz a advogada.    
Para a especialista, era mais do que necessária a reforma, pois  a legislação trabalhista brasileira é da época de Getúlio Vargas e se inspira na lei trabalhista Mussolini. "Trata-se de uma legislação extremamente engessada, criada em uma época em que a economia vivia outra realidade, onde predominavam a agricultura e a indústria. Contudo, hoje vivemos também em igual importância o setor de serviços e vemos também a expansão da tecnologia, que trazem uma nova realidade que não era devidamente tratada pela lei trabalhista", finaliza.



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