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domingo, 19 de março de 2017

Trabalho de Parto?



Contrações de Braxton-Hicks são esporádicas e aleatórias, mas podem confundir a gestante


As gestantes devem ficar atentas para saber diferenciar entre as contrações de parto e as contrações de Braxton-Hicks. Normalmente, as contrações em trabalho de parto causam desconforto, dores nas costas ou no abdômen, além de fazer pressão na região pélvica. Enquanto as “falsas” são aleatórias, e não chegam a pegar ritmo. São esporádicas, não têm padrão previsível e geralmente param se a grávida descansar ou trocar de posição.

De acordo com o ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli, é comum a gestante sentir as contrações de Braxton-Hicks durante a segunda metade da gestação. “Para a gestante pode ser difícil diferenciar as contrações, principalmente se elas ocorrerem perto da data prevista do parto. As contrações verdadeiras tornam-se mais demoradas, fortes e com menos intervalo entre elas”, explica o médico.

Conforme a gravidez avança esse tipo de “alarme falso” pode ficar mais intenso, sendo possível a gestante até sentir dor. Algumas mulheres acabam notando que as contrações são frequentes quando elas fazem alguma atividade física. “Caso a gestante sinta um desconforto, ela poderá caminhar, tomar um banho de imersão e beber bastante líquido para controlar as contrações. A falta de líquido também provoca mais contrações no útero”, recomenda Mantelli.

Como saber se está na hora do bebê nascer?

O corpo da mulher começa a se preparar para o parto por meio de contrações. Algumas mulheres percebem o endurecimento da barriga. Esse fenômeno acontece porque o útero está contraindo e relaxando ao mesmo tempo, com o intuito de ajudar a abrir o colo do útero e empurrar o bebê para o canal de nascimento.

Antes do parto, as contrações ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos, com duração entre 30 e 45 segundos. Assim que o trabalho de parto progride, as contrações ficam mais frequentes e duram em torno de 60 segundos. “Quando a gestante começa a ter contrações em intervalos de 10 minutos, com duração de 45 segundos ou mais, ela deve procurar o médico. As contrações devem ser regulares e contínuas”, destacou o ginecologista.

O trabalho de parto só inicia mesmo depois de vários sinais. É importante que o médico de confiança seja informado sobre sangramentos ou perda de água pela vagina, o que pode indicar ruptura das membranas. Se a gestante desconfiar que está perdendo líquido amniótico, deve procurar imediatamente o médico. Para acabar com a dúvida, a futura mamãe deve colocar um absorvente limpo e, depois de meia hora, observar se ele está seco, úmido ou encharcado.

Por fim, a grávida deve se encaminhar à maternidade, caso comece a ter contrações regulares antes da 37º semana de gestação. Além disso, deve avisar ao médico se sentiu que o bebê não está se mexendo como de costume.  





Dr. Domingos Mantelli - ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e possui residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.



Check-up: saiba por que o otorrino deve ser incluído nas consultas de rotina



Se você é alguém que tem o hábito de fazer um check-up de saúde todo ano, por um acaso, coloca a especialidade de Otorrinolaringologia na sua lista de exames? Pois saiba que é por meio dela que é possível prevenir diversas doenças que afetam ouvidos, nariz e garganta.

A saúde auditiva, por exemplo. As células da audição, diferentemente das células de outras áreas do corpo, aparentemente não apresentam capacidade regenerativa ou de cicatrização. Uma vez perdidas não é possível recuperá-las.

“Entretanto, existe uma janela ou gap, ou seja, se a perda auditiva for tratada imediatamente diante de sua instalação, maiores são as chances de recuperação da audição. A perda auditiva aguda recente tem chance de reversão. Perda auditiva crônica instalada pode ser tratada, mas com pouca chance de reversão, com algumas exceções”, explica Dra. Jeanne Oiticica, otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A visita de rotina anual aliada ao exame de audiometria são medidas preventivas capazes de reduzir o impacto da deficiência auditiva na população. A especialista conta que estudos recentes mostram que a deficiência auditiva não corrigida aumenta em 36% as chances de demência na população não reabilitada. 

Outras doenças capazes de serem evitadas ou receber tratamento precoce, assim que o problema se instala, são: otite, mastoidite (infecção bacteriana do osso mastoide, localizado atrás da orelha), otoesclerose (formação atípica de osso na orelha média e ou interna, de causa genética, que provoca perda progressiva da audição), colesteatoma (massa de pele - tecido epitelial - que se forma dentro do ouvido), glomus (tumor benigno altamente vascularizado do sistema neuroendócrino que se forma na orelha média), neuroma (tumor benigno que se forma por espessamento do nervo do ouvido),  meniere (aumento da pressão de líquido no ouvido que determina episódios recorrentes de sensação ouvido tampado, zumbido, vertigem e surdez flutuante) e ototoxicidade (lesão das células ciliadas do ouvido – células responsáveis pela audição – pelo uso de drogas e medicamentos – antibióticos e antineoplásicos - potencialmente danosos a estas estruturas). 

No consultório do otorrinolaringologista é possível fazer alguns exames como o eletrofisiológico da audição, incluindo audiometria tonal e vocal, imitanciometria, otoemissões acústicas e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral (PEAT). 

Já nos exames laboratoriais estão incluídos hemograma, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações, triglicérides, dosagem de hormônios da tireoide, entre outros.

“É muito mais fácil prevenir do que cuidar da doença. A visita de rotina aos especialistas é uma das formas de se atingir uma boa qualidade de vida”, alerta Dra. Jeanne.





Dra. Jeanne Oiticica - Médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.



DOENÇAS DE OUTONO: CONHEÇA OS PRINCIPAIS SINTOMAS E SAIBA COMO SE PREVENIR



 A busca por um especialista antes que uma doença se intensifique pode ajudar a evitar ou tratar os sintomas sem trazer prejuízos à saúde do paciente


Com o fim do verão, a instabilidade das temperaturas associada a fatores como poluição e permanência em ambientes fechados aumenta as chances de pessoas ficarem doentes. Por isso, crises de rinite, sinusite e amigdalite são mais comuns neste período, e o cuidado é fundamental, pois podem se agravar e causar uma complicação maior. Nas crianças, a atenção deve ser redobrada, uma vez que elas têm menor defesa imunológica e, muitas vezes, não conseguem explicar aos pais os sintomas.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a automedicação, que, segundo a otorrinolaringologista da rede de centros médicos dr.consulta Samanta Dall’Agnese, pode agravar os casos e impedir que o paciente investigue mais a fundo o quadro de saúde para receber um tratamento adequado. “Não se atentar aos sintomas é sempre um risco. Uma pessoa que tem crise alérgica com importância, do tipo que interfere nas atividades do dia a dia, trazendo dor de cabeça e congestionamento nasal contínuo, precisa ser avaliada por um especialista”, afirma.

A médica destaca que tratamentos direcionados para rinite podem evitar ou amenizar crises de congestão e desconforto nasal e evitar que o quadro evolua para uma sinusite, por exemplo. No caso das amigdalites, se forem muito frequentes, o profissional e o paciente podem discutir sobre a retirada cirúrgica das amígdalas. Quando bem indicada, a cirurgia é bastante benéfica. A rede dr.consulta oferece cirurgia para retirada de amígdalas e de septoplastia. 


SAIBA MAIS:

Principais cuidados para prevenir as doenças de outono


     Lavar o nariz com soro fisiológico pelo menos duas vezes ao dia.
     Deixar os ambientes ventilados. A aglomeração de pessoas em ambientes pouco arejados contribui para a transmissão de bactérias.
     Lavar as mãos frequentemente.
     Higienizar as mãos com álcool em gel.
     Observar os sintomas e, se necessário, procurar um médico. A quem já tem um quadro de obstrução nasal frequente (nariz entupido), recomenda-se buscar a ajuda de um especialista (otorrinolaringologista) para tratar a rinite.


Principais sintomas – Saiba diferenciar as doenças de outono

     Sinusite: nariz com secreção amarelada ou esverdeada, dificuldade para sentir cheiros, tosse com secreção e dores na face. Nesse caso, é recomendado procurar um médico.

     Rinite alérgica: espirro, coriza, nariz entupido e dor de cabeça.

     Amigdalite pode ser de dois tipos:

-     Bacteriana – quadro de saúde mais grave. Muita dor na garganta, dificuldade para engolir, dor no corpo, febre alta e persistente. É fundamental procurar um médico, já que precisa ser tratada com antibióticos e anti-inflamatórios.

-     Viral – dor de menor intensidade e, às vezes, febre baixa.


Caso identifique alguns sintomas de atenção, procure um médico. Vale ressaltar que a rede dr.consulta oferece estrutura e profissionais para consultas com otorrinolaringologistas, exames e cirurgias da especialidade em 29 centros médicos localizados na Grande São Paulo, na região do ABCD e em outras cidades, como Taboão da Serra e Guarulhos. Para mais informações e agendamentos: www.drconsulta.com e (11) 2065-1321, 1325 e 1329. Não é necessário ter plano de saúde para acessar os serviços de dr.consulta.





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