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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

De Pernalonga a Tio Patinhas: arte urbana ressignifica clássicos da infância em exposição no Centro de São Paulo

Divulgação


Assinada pelo artista Robson Melancia, a mostra “Uma Viagem ao Passado Através dos Desenhos Animados” reúne nostalgia e cultura pop no 5º piso do Shopping Light a partir de 5 de outubro

 

Pernalonga, Pantera Cor-de-Rosa, Tio Patinhas e outros ícones da animação global ganham novos contornos, texturas e cores no coração da capital paulista. 

Até 5 de novembro, o Shopping Light recebe a exposição “Uma Viagem ao Passado Através dos Desenhos Animados”, uma mostra que une a memória afetiva de diferentes gerações à força expressiva do graffiti e da arte urbana. 

Assinada pelo artista paulistano Robson Melancia, a exposição propõe uma ponte estética entre a nostalgia dos desenhos animados que marcaram a infância nas últimas décadas e a linguagem das ruas. Instalada no 5º piso do empreendimento, a mostra convida o público a desacelerar do ritmo acelerado do Centro e embarcar em um reencontro lúdico com figuras do imaginário popular, agora relidas sob o olhar contemporâneo do street art. 

“Essa exposição é uma viagem ao passado através dos desenhos animados que marcaram nossa infância. Personagens que despertam memórias, nostalgia e aquela imaginação que nunca deixou de existir” afirma, Robson Melancia. 

Mais do que uma simples homenagem aos clássicos da TV e do cinema, o projeto explora como a cultura pop dialoga com a liberdade criativa do graffiti. Os traços marcantes, o uso vibrante de latas de spray e as composições exclusivas ressignificam os personagens, criando uma experiência que conecta tanto os adultos que cresceram acompanhando essas produções quanto as novas gerações habituadas às artes visuais urbanas.
 

Arte urbana em um patrimônio histórico

A realização da mostra no Shopping Light reforça o movimento constante do empreendimento de se consolidar como um polo dinâmico de cultura, gastronomia e experiências no Centro Histórico de São Paulo. Sediado no emblemático edifício neoclássico projetado por Ramos de Azevedo na década de 1920, o shopping promove um contraste harmônico entre a arquitetura tradicional e as novas manifestações artísticas do ecossistema paulistano. 

a iniciativa integra a estratégia do Shopping Light de incentivar paulistanos e turistas a ocuparem e redescobrirem o Centro da cidade por meio da arte. 

“O Centro Histórico de São Paulo é um caldeirão cultural pulsante. Ao receber a obra de um artista visual no mês de outubro, o Shopping Light cumpre sua vocação de ser um ponto de encontro intergeracional, indo muito além das compras. Queremos que as famílias e os frequentadores da região vivenciem uma pausa poética no seu dia a dia”, pontua Débora Neves, gerente de marketing do Shopping Light.


 

SERVIÇO

Exposição: Uma Viagem ao Passado Através dos Desenhos Animados — por Robson Melancia

Período: até 5 de novembro de 2026

Local: Shopping Light (5º Piso)

Endereço: Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 – Centro Histórico – São Paulo/SP (próximo à estação Anhangabaú do Metrô)

Visitação: De segunda a sábado, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 18h (ajustar conforme horário real do shopping) 

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre


Vladimir Brichta estreia O Menor Palco do Mundo no dia 10 de outubro no Teatro Vivo

 divulgação  J
ulia Mataruna


A história real do premiado autor australiano Kim Crotty aborda a paternidade por meio de temas como presença, ausência, afeto e reparação dos vínculos. A montagem propõe uma reflexão sensível sobre os laços familiares e sobre as histórias que contamos para permanecer próximos daqueles que amamos

 

Histórias podem transmitir valores, nos conectar e, às vezes, nos ajudam a atravessar momentos difíceis das nossas vidas. Em O Menor Palco do Mundo, primeiro solo do ator Vladimir Brichta, contar histórias torna-se uma forma de enfrentar a distância e preservar vínculos. O espetáculo sobre paternidade, afeto e  imaginação tem sua temporada de estreia no Teatro Vivo, de 10 a 31 de outubro, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

 

O Menor Palco do Mundo parte do texto do premiado autor australiano Kim Crotty e tem dramaturgia de Luiz Felipe Reis e Paula Picarelli. A direção é de Luiz Felipe Reis e a idealização do projeto é de Aura Cunha e Paula Picarelli. 

A peça conta a história real do autor australiano, um pai que, após cometer um erro e ser preso, precisa encontrar uma maneira de permanecer próximo dos filhos. Da prisão, Kim Crotty começa a inventar narrativas e enviá-las às crianças por cartas. O que nasce como um gesto de desespero transforma-se em um exercício de amor e imaginação: pela palavra e pela fantasia, ele tenta vencer a distância e reconstruir os laços com os filhos.

As idealizadoras Aura Cunha e Paula Picarelli contam “há algum tempo, estávamos procurando um texto que tivéssemos vontade de montar, até que a Paula leu uma matéria sobre a obra de Kim Crotty. O que nos mobilizou de imediato foi a possibilidade de falar sobre paternidade e, principalmente, sobre essa distância que muitas vezes existe entre os homens e seus filhos — uma distância que não é apenas física, mas também emocional. A peça toca na dificuldade que muitos homens têm de lidar com os próprios sentimentos, de estabelecer vínculos e de se colocar emocionalmente disponíveis para os filhos”. 

Este é o primeiro espetáculo solo encenado pelo ator Vladimir Brichta. “Tem coisas que só arte é capaz, como encurtar os espaços via afetos. Estive minha vida toda do outro lado do mundo dos australianos, imaginando, assistindo, vendo de sua cultura. Tive uma filha que visitou o país e sonhei em ter a mesma sorte um dia. Fui aconselhado pela minha agente a não estimular os filhos a irem viver na Austrália. Os filhos dela viveram lá e um deles casou e morou durante anos, para sofrimento dela por conta da saudade e da distância. Eis que já reverberava aí a peça de Kim Crotty, a nossa peça”.  

“Fui tocado de imediato pela premissa do espetáculo, um homem, um pai, que comete um erro e precisa pagar por ele. Mas o preço não contabilizado é a distância dos filhos que tanto ama e também uma reflexão profunda sobre paternidade e amor, sob o signo da dor da distância, mas também do lúdico do diálogo e da conexão com nossos filhos quando pequenos”. 

“Um relato tão pessoal e comovente como o de Kim só faria sentido aqui, do outro lado do mundo, se também permeado por alguma pessoalidade de quem a conta, com as particularidades de se viver no Brasil. Estou muito feliz de trazer aos palcos um relato tão afetivo de Kim Crotty e igualmente feliz de diminuir a distância geográfica em nome de algo universal como amor e paternidade”, conta o ator. 

O espetáculo original, THE SMALLEST STAGE, de Kim Crotty, foi produzido pelo BREC, coproduzido pelo Festival de Perth e ganhou a cobiçada categoria de MELHOR PRODUÇÃO DE PALCO PRINCIPAL no Performing Arts WA Awards (PAWA Awards), em 2023.


Sinopse

Primeiro espetáculo solo do ator Vladimir Brichta, “O Menor Palco do Mundo” parte do texto do premiado autor australiano Kim Crotty. A história real aborda a paternidade por meio de temas como presença, ausência, afeto e reparação dos vínculos. A montagem propõe uma reflexão sensível sobre os laços familiares e sobre as histórias que contamos para permanecer próximos daqueles que amamos.

 

Ficha Técnica


Elenco: Vladimir Brichta

Direção: Luiz Felipe Reis

Texto: Kim Crotty

Dramaturgia: Luiz Felipe Reis e Paula Picarelli (a partir do texto de Kim Crotty)

Colaboração Dramatúrgica: Vladimir Brichta

Idealização: Aura Cunha e Paula Picarelli

Iluminação: Beto Bruel

Cenografia: Camila Schmidt

Trilha Sonora: Felipe Habib e Luiz Felipe Reis

Figurino: Theodoro Cochrane

Criação de vídeo: Pedro Colombo

Preparador Corporal: Toni Rodrigues

Assistente de direção e de produção (RJ): Julia Lund

Assistente de iluminação: Sarah Salgado

Tradução: Aline Filócomo

Identidade Visual e Projeto Gráfico: Guilherme Falcão

Fotos: Julia Mataruna

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Gestão de Redes Sociais: @evhoa.cc

Produção executiva: Vini Silveira e Yumi Ogino

Direção de Produção: Aura Cunha (Elephante Produções) e Paula Picarelli (Frey Produções)

Realização: Cachalote Produções

 

Ficha Técnica do Teatro Vivo:

Curadoria e gestão: ANDRÉ ACIOLI
Coordenação operacional: ELIS BRAGA e TÂNIA PAES
Coordenação técnica: CLEBER ELI
Técnicos auxiliares: BRUNO MAGIRO e MATHEUS XAVIER

 

 

Serviço


O Menor Palco do Mundo, com Vladimir Brichta

Temporada: 10 a 31 de outubro de 2026

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h

TEATRO VIVO - Av. Chucri Zaidan, 2460 - Morumbi - São Paulo/SP - 04583-110

Ingressos: R$150 (inteira), R$75 (meia-entrada), R$50 (ingressos populares - inteira) e R$25 (ingressos populares - meia-entrada)

Vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/126035/d/409541/s/2668902

Bilheteria: (11) 3430-1524 - Horário de funcionamento da bilheteria: 2h antes da apresentação

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Capacidade: 274 lugares

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessões com interpretação em Libras e Audiodescrição nos dias: 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24, 30 e 31. 

 

Estacionamento no local: entrada pela Av. Roque Petroni Jr, 1464. Valor R$30. Funcionamento 2h antes da apresentação e até 30 minutos após a sessão.

 

A temporada de 10 a 31 de outubro será realizada através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura e conta com o patrocínio da Vivo.

 

Musical infantojuvenil A Menina Que Inundou o Mundo, com direção de Kiko Marques, estreia no Teatro Sérgio Cardoso no dia 10 de outubro

 


Fotos de Helena Melo

 

Com dramaturgia de Andressa Secchin e Laura Sciulli, a montagem trata de temas como compreensão emocional, luto e relações familiares.

 

"Há quem diga que choro é tudo igual. Ou ainda que só se chora de tristeza ou de alegria e que se for de tristeza: é uma pena, mas se for de alegria: é uma dádiva" - trecho da peça

 

Uma pequena menina descobre as suas diferentes emoções e tenta aprender como lidar com elas no musical para família toda, A Menina Que Inundou o Mundo, com direção de Kiko Marques e dramaturgia de Andressa Secchin e Laura Sciulli, que ainda assinam as letras originais ao lado do compositor e diretor musical Guilherme Gila. O espetáculo, encabeçado por Baldaquim Produções, Culturalia e Livre Entretenimento, tem sua temporada de estreia no Teatro Sérgio Cardoso, de 10 de outubro a 1 de novembro, aos sábados e domingos, às 15h, com algumas sessões às segundas-feiras. O elenco conta com Ananza Macedo, Andressa Secchin, Laura Sciulli, Mau Alves e Yuri Izar. A direção coreográfica é de Pablo Petronilho.

*

Na trama, a pequena Biê descobre que beleza, raiva, medo, solidão, gratidão e muitos outros sentimentos, que, às vezes, nem tinham nomes, também fazem chorar. Ela tem 9 anos, mora com a mãe e o irmão, frequenta a escola e ama seus amigos e seu avô. Sua manifestação nas descobertas da vida é expressa através do choro, mas as pessoas ao redor a inibem dizendo que ela chora por tudo.

Após uma briga com o irmão, ela faz um pedido aos céus para que sua "bolsinha de choro" se esvazie. Nesse momento, Biê encontra uma gatinha perdida, o que a faz chorar novamente e ela acredita que, se chorar muito, suas lágrimas secarão logo. Então, mergulha em uma jornada emocional repleta de intensas experiências e cada uma delas gera emoções diversas, desde amor e raiva a dor e euforia.

A ideia da peça é tratar de temas como educação emocional, autocontrole e autorregulação emocional, ajudando o mini público a reconhecer, compreender e nomear diferentes emoções, entendendo que cada pessoa as vivencia e expressa de maneira única e que o corpo também fala através das emoções e das sensações. Afinal, aprender a acolher e respeitar os próprios sentimentos e os dos outros, permitindo que sejam vividos e expressos de forma saudável, fortalece a consciência emocional, o bem-estar e a capacidade de cuidar de si mesmo e dos outros.

Outras questões fundamentais trazidas pelo trabalho são o luto e a saudade, em uma tentativa de ajudar os pequenos a lidar com essas perdas que fazem parte da vida, além das relações sociais, a convivência com pessoas diferentes de nós e o amadurecimento.

O musical original e inédito reforça a importância de investir e valorizar a dramaturgia brasileira e a criação de novas histórias, contribuindo para o fortalecimento da produção cultural nacional e para a ampliação do repertório artístico disponível ao público. Esse espetáculo estimula a diversidade criativa e promove experiências que unem entretenimento, reflexão, aprendizado e sensibilidade.


Em cena, músicos executam a trilha sonora ao vivo, tecendo paisagens sonoras que acompanham e atravessam a dramaturgia. A música amplia emoções, colore as transições entre sentimentos e convida o público a mergulhar, junto aos personagens, em cada descoberta e transformação da jornada.

Ao incentivar a identificação e a expressão dos sentimentos, a peça contribui para a alfabetização emocional. Seus temas dialogam diretamente com propostas pedagógicas voltadas à convivência, ao desenvolvimento sócio emocional, ao mesmo tempo em que ajudam a desconstruir ideias e crenças culturais que associam a expressão das emoções à fragilidade.


Ficha Técnica


Dramaturgia: Andressa Secchin e Laura Sciulli

Letra Original: Andressa Secchin, Guilherme Gila e Laura Sciulli

Composição e Direção Musical: Guilherme Gila

Direção Geral: Kiko Marques

Direção Coreográfica: Pablo Petronilho

Produção: Hilary Marcomino, Lucianno Andrey, Rafael Ramirez, Thiago Dombidau

Figurino: Ùga Agú
Assistente de Figurino: Fê Faria

Visagismo de maquiagem: Louise Heléne
Visagismo de cabelo e peruca: João Eller

Desenho de Luz: Tulio Pezzoni

Desenho de Som: Anna Vis

Cenografia: Marisa Bentivegna

Elenco: Laura Sciulli - Biê; Andressa Secchin - Sinal; Ananza Macedo - Mãe; Mau Alves - Avô; e Yuri Izar - Irmão

Idealização: Planeta Biê

Produção: Baldaquim Produções, Culturalia e Livre Entretenimento


Sinopse

Biê tem 9 anos e sente tudo de um jeito enorme e muitas vezes isso aparece em forma de lágrimas. Mas será que existe só choro de tristeza ou de alegria? Entre descobertas, aventuras e encontros inesperados, ela embarca em uma jornada pelo universo dos sentimentos, aprendendo que cada emoção tem seu lugar e sua importância. Com humor, delicadeza e imaginação, a peça convida crianças e adultos a refletirem sobre empatia, acolhimento e a beleza de expressar o que sentimos.

 Lei Rouanet. Apresentado por Ministério da Cultura e BTG Pactual. Realização Baldaquim Produções, Livre Entretenimento e Ministério da Cultura.

 

Serviço

A Menina Que Inundou o Mundo

Temporada: 10 de outubro a 1º de novembro de 2026

Aos sábados e domingos, às 15h

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno - Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo

Ingressos: R$25 à R$120 

Vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/125973

Bilheteria: Aberta nos dias de espetáculo, das 14h até o início da atração.

Contato bilheteria: (11) 3288-0136

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

Capacidade: 143 lugares + 6 espaços de cadeirantes

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Todas as sessões têm acessibilidade em Libras e Audiodescrição.

Site: https://planetabie.com.br/menina

Instagram: @oplanetabie

 

Mês das Crianças no Sesc Pinheiros: espetáculo Eugênia e os Robôs coloca em cena como o ambiente digital transforma o cotidiano dos pequenos

Foto: Aline Capobianco


A personagem Eugênia encontra nos robôs um universo programável para lidar com aquilo que não consegue controlar na vida real

 

O espetáculo infantil Eugênia e os Robôs faz temporada no Auditório do Sesc Pinheiros, de 11 de outubro a 29 de novembro de 2026, com sessões aos domingos, às 15h e às 17h. No dia 12 de outubro, feriado nacional e data em que também se comemora o Dia das Crianças, a peça terá apresentações às 15h e às 17h. Livremente inspirada no livro homônimo de Janaina Tokitaka, a obra tem dramaturgia de Carla Kinzo, direção de Thaís Medeiros e elenco formado por Luana Tanaka, Manuela Afonso e Marcelo Moraes. A criação parte de questões cada vez mais presentes no cotidiano para refletir sobre tecnologia, amizade e os desafios da convivência. 

Eugênia é uma menina que se sente mais confortável com a tecnologia que ela mesma constrói do que com as pessoas ao seu redor. Relações humanas parecem complicadas: existem conflitos, frustrações e acontecimentos que não podem ser programados. Com a ajuda de seus queridos robôs, ela cria um universo cheio de soluções para tudo aquilo que não consegue resolver na vida real. A princípio, parece ter encontrado a fórmula perfeita. Mas, ao tentar fazer com que tudo aconteça do seu jeito, Eugênia acaba encontrando justamente aquilo que não consegue controlar. 

Em um mundo no qual a tecnologia é capaz de responder perguntas, resolver problemas, automatizar tarefas e até fazer companhia, Eugênia e os Robôs parte de uma questão cada vez mais presente no cotidiano de crianças e adultos: o que acontece quando conversar com uma tecnologia que sempre concorda parece mais fácil do que conviver com outras pessoas? 

Com seus robôs, Eugênia acredita ter encontrado uma solução. Mas, ao tentar organizar o mundo inteiro à sua maneira, começa a se deparar justamente com aquilo que nenhuma programação consegue eliminar: o inesperado, a diferença e a necessidade de conviver com o outro. A experiência coloca em questão a própria ideia de amizade e revela que relações verdadeiras envolvem escuta, negociação, frustração, mudança e descoberta. 

Sem tratar a tecnologia como vilã, Eugênia e os Robôs se aproxima de um debate contemporâneo sobre a maneira como telas, algoritmos, inteligências artificiais e outros ambientes digitais vêm transformando as formas de comunicação e convivência. 

A própria linguagem teatral ocupa um lugar central nessa reflexão. Se boa parte das experiências contemporâneas acontece individualmente diante de telas, o teatro depende de um encontro real entre pessoas. Artistas e espectadores compartilham o mesmo espaço, respiram juntos e participam de uma experiência que nunca pode ser inteiramente reproduzida ou programada. 

Corpos, vozes, silêncios, risadas e reações da plateia fazem com que cada apresentação seja diferente da anterior. Nesse sentido, a encenação transforma o teatro em contraponto à lógica do controle que mobiliza Eugênia: ali, o imprevisto não é um problema a ser eliminado, mas parte fundamental da experiência. 

A montagem tem direção de movimento de Mauricio Florez, cenário e iluminação de Marisa Bentivegna, figurinos de Marichilene Artisevskis, adereços de Tetê Ribeiro e trilha sonora original de Max Huszar e Thomas Huszar. A idealização é de Luana Tanaka e Manuela Afonso, com produção de Paula Malfatti. 

Ingressos à venda em sescsp.org.br, no aplicativo Credencial Sesc e nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.


  
Ficha Técnica:

Livremente inspirado no livro Eugênia e os Robôs, de Janaina Tokitaka
Dramaturgia: Carla Kinzo
Direção: Thaís Medeiros
Elenco: Luana Tanaka, Manuela Afonso e Marcelo Moraes
Direção de Movimento: Mauricio Florez
Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna
Figurino: Marichilene Artisevskis
Trilha Sonora Original: Max Huszar e Thomas Huszar
Fotos: Aline Capobianco
Produção: Paula Malfatti
Idealização: Luana Tanaka e Manuela Afonso
Apoio: Projeto Marieta e Maria Margarida

 

Serviço:

Eugênia e os Robôs
Teatro infantil
Temporada: de 11 de outubro a 29 de novembro de 2026
Horários: domingos e feriados (12/10), às 15h e às 17h
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo, SP

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia entrada) e R$ 12 (credencial plena). Crianças de até 12 anos não pagam. Vendas em sescsp.org.br, a partir de 6 de outubro (terça-feira), às 17h, e nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo, a partir de 7 de outubro (quarta-feira), às 17h
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Acessibilidade: O Auditório é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida Sessões com recursos de acessibilidade: 18 de outubro e 22 de novembro


Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo, SP.

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista 

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus). 

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.


Ocupação Frankenstein para todas as idades chega ao CCBB Rio com dois espetáculos dirigidos por Camila Bauer, vencedora do Prêmio Shell

 

foto: Morgana Narjara
 cena do espetáculo adulto Frankenstein


- Montagem para adultos, Frankenstein explora teatro, dança e tem como protagonista uma mulher que não se adapta aos desejos do homem que a criou.

 

- Com sessões de estreia gratuitas, dia 12 de outubro, Frankinh@ — uma história em pedacinhos é uma versão para crianças que aborda a aceitação de diferenças e traz recursos de ilusionismo.

 

As comemorações de aniversário do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ) vão trazer à capital fluminense dois espetáculos do Coletivo Gompa encenados por Camila Bauer — vencedora do Prêmio Shell de melhor direção, em 2025, por Instinto. Produzidas por um dos mais consagrados grupos teatrais gaúchos, as atrações inéditas na cidade são inspiradas no famoso clássico de ficção científica de Mary Shelley e trazem leituras bem contemporâneas da obra. Montagem para adultos, Frankenstein explora teatro, dança e tem como protagonista uma mulher que não se adapta aos desejos do homem que a criou. Já Frankinh@ — uma história em pedacinhos é uma versão para crianças que aborda a aceitação de diferenças e traz recursos de ilusionismo. A programação será realizada nos meses de outubro e novembro e integra o projeto Gompa no CCBB Rio — Ocupação Frankestein para Todas as Idades, que prevê ainda outras atividades, como oficinas gratuitas e uma intervenção cênica. 

 — Estamos muito felizes de voltar ao Rio de Janeiro, esta cidade que nos recebeu tão bem. O público carioca é aberto, gosta de conhecer outros grupos, outras linguagens. Tenho certeza que vai ser uma temporada linda. O CCBB é um espaço muito especial e acolhedor. Vai ser um momento de compartilhar as vivências do Coletivo Gompa e de crescermos com a cena local — comemora a diretora Camila Bauer. 

 Com uma abordagem ousada, Frankenstein conta a trajetória de um ser gerado a partir de outros seres como uma metáfora da nossa constituição brasileira. A criatura é uma mulher que não consegue e não quer se adaptar aos desejos do homem que a criou, traçando nos corpos dos bailarinos — Fabiane Severo e Alexsander Vidaleti — uma perspectiva decolonial. A produção ficará em cartaz de 14 de outubro a 15 de novembro com sessões às 19h de quarta a segunda-feira. Apenas aos domingos, as apresentações vão ser às 18h.  

 Já Frankinh@ — uma história em pedacinhos terá estreia gratuita no dia 12 de outubro, segunda-feira, às 11h e às 16h. Depois, a peça seguirá em cartaz de 17 de outubro a 15 de novembro, aos sábados, às 15h, e domingos, às 11h e 16h, com ingressos a preços populares. A produção leva à cena temas como solidão, bullying, amizade, criatividade e aceitação das diferenças, trazendo ainda recursos de ciências e ilusionismo. Na trama, Victor Frankenstein é um jovem esquisito e solitário que, quase sem querer, acaba criando alguém para lhe fazer companhia, desafiando os limites da ciência e de sua própria idade. No entanto, a criatura não sai exatamente como ele queria. O elenco é formado por Fabiane Severo, Liane Venturella e Thiago Ruffoni. 

  — Eu sempre gostei muito desta obra, de como ela revela nossa incompletude, nossa dificuldade de lidar com as perdas e nosso desejo de driblar a morte. Fiquei pensando como seria falar disso com as crianças, falar sobre a solidão, sobre a tristeza, mas também sobre a invenção, a criação de mundos mágicos, de universos mais acolhedores, de pessoas mais empáticas em um contexto de bullying crescente. Queria dizer para as crianças que elas podem criar seu próprio mundo, onde se sintam melhores, mais acolhidas, mesmo que isso também traga suas limitações. E os limites são importantes também. Já para os adultos, quis usar a obra como uma metáfora desta América Latina, deste corpo latino-americano que se constrói a partir de outros corpos, de processos de colonização e tentativas de apagamento dos povos negros e indígenas. Falar sobre dominação cultural em vários sentidos, sobre dominação de gênero, dominação do pensamento. Quem somos nós, em meio a esta colcha de retalhos que é a própria humanidade? E como decolonizamos nosso pensamento? São perguntas que guiaram a criação dessas obras — explica Camila Bauer. 

 O projeto irá oferecer ainda seis oficinas de teatro, dança e dramaturgia gratuitas para crianças, adultos e profissionais e estudantes de Artes Cênicas. Todas as atividades serão ministradas por integrantes do Coletivo Gompa e vão ser desenvolvidas nos meses de outubro e novembro. Inscrições e ingressos estão disponíveis no site bb.com.br/cultura

 

 Serviço

Ocupação Frankenstein para todas as idades

Coletivo Gompa

 

>> Frankenstein

Teatro I 

De 14/10 a 15/11 — quartas, quintas, sextas, sábados e segundas-feiras às 19h e domingos às 18h. 

* Não haverá apresentações entre os dias 28 de outubro a 1 º de novembro e entre os dias 4 e 7 de novembro.

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Ingressos: à venda na bilheteria ou no site bb.com.br/cultura 

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 50 minutos

 

Sinopse:

Mesclando dança, teatro, artes visuais e trilha sonora original, o espetáculo reinventa a primeira obra de ficção científica da história. Inspirada na obra homônima de Mary Shelley, a montagem conta a trajetória de um ser gerado a partir de outros seres como uma metáfora da nossa constituição brasileira. A criatura é uma mulher que não consegue e não quer se adaptar aos desejos do homem que a criou, traçando nos corpos dos bailarinos uma perspectiva decolonial.

 

Ficha técnica: 

Encenação: Camila Bauer; Dramaturgia: Camila Bauer e Pedro Bertoldi; Colaboração dramatúrgica: Carina Corá; Direção coreográfica: Carlota Albuquerque; Elenco: Fabiane Severo e Alexsander Vidaleti; Narração: Sandra Dani e Elcio Rossini. 

 

>> Frankinh@ - Uma história em pedacinhos

Teatro I  

ESTREIA GRATUITA

12/10, segunda-feira, às 11h e 16h.

Ingressos: retirada de ingressos na bilheteria do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura 

 

TEMPORADA COM INGRESSOS

De 17/10 a 15/11, aos sábados às 15h e domingos às 11h e 16h.  

* No dia 02/11, haverá uma sessão extra às 16h. Não haverá apresentações nos dias 31/10 e 1º e 7/11.

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Ingressos: à venda na bilheteria ou no site bb.com.br/cultura

 Classificação indicativa: Livre

Duração: 50 minutos

 

Sinopse:

Victor Frankenstein é um jovem esquisito e solitário que, quase sem querer, acaba criando alguém para lhe fazer companhia, desafiando os limites da ciência e de sua própria idade. No entanto, a criatura não sai exatamente como ele queria; afinal, quase nada sai como a gente deseja. Victor precisa entender que Frankinh@ tem vontades próprias e é bem diferente do que ele imaginava. Mas compreende que isso não era ruim. Ao contrário, era uma coisa bela e divertida. Assim, os dois vivem juntos grandes aventuras e passam a se transformar e a aceitar suas diferenças.

 

Ficha técnica:

Dramaturgia: Camila Bauer e Marco Catalão; Colaboração dramatúrgica: Liane Venturella; Direção: Camila Bauer; Direção de movimento: Carlota Albuquerque; Elenco: Fabiane Severo, Liane Venturella e Thiago Ruffoni; 

>> Programação - Oficinas gratuitas

 

HISTÓRIAS DE ARREPIAR: QUEM ESCREVE SEUS MEDOS ESPANTA

Oficina com Pedro Bertoldi, 20 vagas.

31/10, sábado, das 15h às 17h

Local: Teatro II 

Público-alvo: adolescentes de 12 a 16 anos

Inscrições: bb.com.br/cultura 

 

 O que faz uma história dar medo? É o monstro que aparece ou aquilo que a gente imagina que está escondido? E se os seus medos pudessem virar personagens, cenas e histórias? Nessa oficina de escrita criativa, adolescentes de 12 a 16 anos são convidados a explorar o universo do terror por meio da imaginação, da escrita, da dramaturgia e das artes visuais. A partir de jogos e exercícios de criação, os participantes vão inventar criaturas, construir personagens e universos, experimentar atmosferas de suspense e descobrir como transformar medos — reais ou imaginários — em histórias de arrepiar. Serão investigados os ingredientes de uma boa história de terror para descobrir como criar suspense, tensão, surpresa e personagens que sejam capazes de nos levar para dentro dessas histórias. 

 

ERA UMA VEZ… CRIAÇÕES ASSOMBRADAS PARA CRIANÇAS

Oficina com Pedro Bertoldi, 20 vagas.

1º/11, domingo, das 15h às 17h.

Local: Teatro II

Público-alvo: crianças de 8 a 11 anos

Inscrições: bb.com.br/cultura 

 

  Como tirar do papel um monstrinho e transformá-lo em uma história só sua? A oficina de criação de histórias é direcionada a crianças de 8 a 11 anos, que serão convidadas a entrar em um universo de criaturas estranhas, divertidas e um pouquinho assustadoras. A partir da criação de monstrinhos nas artes visuais, os pequenos vão ser convidados a imaginar quem são esses seres, onde vivem, do que têm medo, o que desejam e quais aventuras podem viver. Entre desenhos, colagens, personagens, jogos teatrais e criação de histórias, a oficina propõe um encontro entre artes integradas, criação de histórias e literatura, estimulando a imaginação e fantasia na superação dos medos da infância.

 

DRAMATURGIA DA MÁSCARA

Oficina com Liane Venturella, 30 vagas.

21, 22 e 23/10 — quarta, quinta e sexta-feira — das 15h30 às 18h.

Local: Teatro II 

Público-alvo: atores, bailarinos e demais artistas da cena, estudantes com ou sem experiência prévia no uso de máscaras.

Inscrições: bb.com.br/cultura 

 

  Atriz e diretora de premiados trabalhos de teatro de máscaras, Liane Venturella conduz uma oficina dedicada à dramaturgia que nasce do corpo, da escuta e da percepção.

Sem o recurso da palavra, a máscara convida a aguçar os sentidos e perceber aquilo que nem sempre vemos ou dizemos. O corpo passa a escutar, pensar e narrar: um olhar, uma pausa ou um pequeno gesto podem revelar uma história inteira. Paradoxalmente, ao esconder o rosto, a máscara permite que sentimentos, desejos e impulsos ocultos venham à superfície. Ao longo de três encontros, os participantes experimentarão princípios do jogo com máscaras expressivas, trabalhando presença, precisão, economia de movimentos, relação com o espaço e construção de pequenas dramaturgias sem palavras. Cada participante será convidado a descobrir uma figura e, por meio dela, criar sua própria narrativa. Serão utilizadas máscaras expressivas adquiridas junto à Trestle Theatre Company, da Inglaterra. Não é necessária experiência anterior com máscaras.

 

APARIÇÕES 

Intervenção cênica no CCBB

23/10, sexta-feira, às 18h.

Gratuito e sem necessidade de retirada de ingressos.

 

  Às 18h, as criaturas começam a aparecer em diferentes pontos do CCBB. Figuras mascaradas atravessam corredores, ocupam passagens, observam, escondem-se e aproximam-se do público, transformando o espaço cotidiano em território do estranho e do inesperado. Criada a partir da oficina Dramaturgia da Máscara e em diálogo com o universo de Frankenstein, a intervenção sem palavras investiga aquilo que escondemos e aquilo que revelamos.

 

OFICINA DE DRAMATURGIAS DO CORPO PARA ATORES E BAILARINOS

Oficina com Letícia Paranhos, 20 vagas.

28 e 29/10, quarta e quinta-feira, das 18h às 21h.

Local: Teatro II

Público-alvo: atores, bailarinos e demais artistas da cena, estudantes com ou sem experiência prévia em dança

Inscrições: bb.com.br/cultura

 

  A proposta é investigar o estranho não como algo a ser corrigido, mas como potência de criação. Um convite para sair do corpo habitual, desconstruir referências e descobrir movimentos que talvez ainda não tenham nome. Não é preciso ter um corpo “ideal” ou uma experiência específica em dança. É preciso apenas disponibilidade para experimentar, imaginar e deixar o corpo se tornar outra coisa.

 

DANÇAS URBANAS PARA CRIANÇAS

Oficina com Thiago Ruffoni, 20 vagas.

07/11, das 15h às 17h, sábado.

Local: Teatro II

Público-alvo crianças a partir dos 7 anos

Inscrições: bb.com.br/cultura

 

  A partir das danças urbanas, a oficina convida as crianças a brincar com um corpo que pode se desmontar e se reconstruir de muitos jeitos. Braços, pernas, cabeça e tronco ganham movimentos próprios, criando corpos estranhos, divertidos e inesperados. Em duas horas de experimentação, ritmo e imaginação, cada criança poderá inventar novos modos de mover, combinar e transformar o próprio corpo.

 

OFICINA DE DRAMATURGIAS HÍBRIDAS

Oficina com Camila Bauer, 30 vagas.

12/11, quinta-feira, das 14h às 17h

Local: Teatro II 

Público-alvo: artistas da cena, escritores estudantes e pessoas interessadas em escrita. 


  Um texto precisa escolher o que quer ser? Nesta oficina, a escrita teatral vira território de mistura e experimentação. A partir de exercícios práticos, os participantes criarão fragmentos que atravessam teatro, poesia, narrativa e outras formas de escrita, desmontando fronteiras e experimentando diferentes maneiras de construir dramaturgia.

 

Centro Cultural Banco do Brasil 

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ 

Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br 

Mais informações em bb.com.br/cultura 

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Ingressos: 

Meia entrada para estudantes, maiores de 65 anos e pagamentos com cartões BB. Para eventos gratuitos, a retirada de ingressos pode ser feita na bilheteria do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura.  

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças). * 

*Domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017). 


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