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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Vai viajar no Dia das Crianças? Dermatologista explica como proteger a pele dos pequenos e os erros mais comuns

 

Divulgação
Protetor Solar Infantil Australian Gold 70 FPS

Mais delicada e sensível, a pele infantil exige cuidados específicos; especialista explica quando iniciar o uso do protetor solar, como escolher os produtos e quais hábitos devem ser evitados


Com a chegada do Dia das Crianças, cresce também a atenção aos produtos de cuidados pessoais voltados aos pequenos. Entre higiene, hidratação e proteção solar, a rotina de cuidados precisa acompanhar as características específicas da pele infantil, que é mais delicada e possui uma barreira cutânea mais sensível. O cuidado se torna ainda mais importante à medida que crianças e adolescentes passam mais tempo ao ar livre e começam, cada vez mais cedo, a incorporar produtos de beleza e skincare à rotina.

Segundo a dermatologista convidada por Australian Gold, Dra. Annia Cordeiro, a pele infantil tem maior capacidade de absorção e uma barreira cutânea mais delicada do que a pele adulta. Por isso, a recomendação é priorizar produtos desenvolvidos para esse público e evitar o excesso de etapas e ativos. “A pele das crianças é mais sensível e delicada, tem maior capacidade de absorver os produtos e uma barreira cutânea mais delicada. Por isso, devemos priorizar produtos adequados para o público infantil”, explica.

Entre os principais cuidados está a proteção contra a radiação ultravioleta. De acordo com a especialista, o uso do protetor solar é indicado a partir dos seis meses de idade, priorizando produtos com filtros físicos. A proteção, no entanto, não deve depender apenas do cosmético. Chapéus, camisetas com proteção UV e guarda-sóis que também ofereçam proteção contra a radiação devem fazer parte da estratégia, especialmente em períodos de maior exposição.

“Além do protetor solar, devemos utilizar barreiras físicas, como chapéus, camisetas com proteção contra a radiação ultravioleta e guarda-sóis que também ofereçam essa proteção. Nem todo guarda-sol tem proteção contra os raios ultravioleta, e tecidos finos de nylon não devem ser considerados suficientes para essa finalidade”, alerta a dermatologista convidada por Australian Gold.

Outro ponto de atenção são as áreas que frequentemente ficam de fora da aplicação do protetor. Orelhas, nuca, dorso das mãos e dorso dos pés também precisam receber proteção e reaplicação. Um boné, por exemplo, pode deixar as orelhas e a nuca expostas, enquanto o atrito dos calçados pode remover o produto aplicado nos pés. A especialista também destaca que queimaduras solares repetidas, inclusive na mesma região, aumentam o risco de câncer de pele na vida adulta.

A proteção deve ser mantida mesmo fora dos horários tradicionalmente associados ao sol mais intenso. “Muito se fala do maior risco próximo ao meio-dia, mas existe radiação ultravioleta durante o restante do dia. Por isso, a proteção deve ser mantida sempre que a criança estiver em ambiente externo”, explica.

Na praia e na piscina, o cuidado deve ser redobrado por conta da reflexão da radiação. Água e superfícies claras, como areia, neve e calçadas, podem refletir os raios ultravioleta e atingir áreas expostas mesmo quando a criança está sob uma cobertura ou usando chapéu. “Estar à sombra não elimina essa exposição”, reforça a dermatologista.

Além da proteção solar, a rotina de higiene também merece atenção. Para o banho, a especialista recomenda sabonetes com pH próximo ao da pele, especialmente os líquidos, em gel ou óleos de banho. Para crianças com tendência a alergias e ressecamento, essas opções podem ser ainda mais adequadas. A hidratação também deve fazer parte dos cuidados, enquanto buchas, esponjas e outros materiais utilizados para esfregar a pele devem ser evitados.

O excesso também pode aparecer na rotina de skincare. Esfoliantes, sabonetes alcalinos e produtos que promovam abrasão podem agredir a barreira cutânea. Para crianças e adolescentes que começam a demonstrar interesse por maquiagem e cosméticos, a recomendação é manter a rotina simples e adequada à idade. “Precisamos basicamente de produtos para higiene, hidratação e proteção solar. Não há necessidade de múltiplas etapas”, afirma.

A especialista também chama atenção para um hábito cada vez mais comum entre meninas: o uso precoce e frequente de maquiagem. Quando houver utilização, a orientação é retirar os produtos delicadamente, evitando lenços demaquilantes que podem provocar abrasão, e depois higienizar a pele com sabonete líquido ou gel adequado ao tipo de pele, seguido de hidratante. Durante o dia, o protetor solar deve ser aplicado na sequência. 

“Devemos buscar produtos destinados ao público infantil, hipoalergênicos e com o menor número possível de ativos, priorizando formulações simples. O objetivo é cuidar da pele com delicadeza, sem esfregar e sem excesso de produtos”, conclui.


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