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| Divulgação/Ajinomoto do Brasil |
Aminoácido se mostrou um aliado para amenizar o sintoma da “boca seca”, um dos desafios para a alimentação durante o tratamento do câncer de mama
Durante o tratamento
do câncer de mama, a quimioterapia traz efeitos colaterais silenciosos ao
afetar diretamente as células do paladar e as glândulas salivares, provocando a
chamada hipossalivação. Com a diminuição da saliva e a sensação de boca seca,
surgem a dor ao engolir, a alteração severa do paladar e a dificuldade para
mastigar. Esses sintomas fazem com que o momento da refeição passe a ser
marcado por dificuldades, podendo afetar o bem-estar e impactar a qualidade de
vida das pacientes. Considerando esse cenário, um estudo conduzido pela gerente
de Comunicação Científica da Ajinomoto do Brasil, Mariana Rosa, com
mulheres em tratamento do câncer de mama no Hospital São Paulo (HSP), demonstrou
que a introdução do glutamato monossódico (MSG) no preparo das refeições
melhorou a salivação de mais de 82% das pacientes.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), surgem cerca de 781 mil novos casos da doença por ano no Brasil, com o tumor de mama liderando as estatísticas femininas ao responder por 30% dos diagnósticos. Nesses quadros, a dor e a falta de saliva figuram entre os principais vilões da nutrição, contribuindo para que até 80% das pacientes enfrentem grandes perdas de peso durante o tratamento oncológico, de acordo com levantamento da BRASPEN, sigla em inglês para Brazilian Society of Parenteral and Enteral Nutrition (Sociedade Brasileira de Nutrição Parental e Enteral).
Buscando uma resposta acessível para esse desafio, o estudo
inédito, realizado no Ambulatório de Mastologia da EPM-UNIFESP/HSP e no HSP
durante a quimioterapia de pacientes com câncer de mama, revelou que o MSG,
quando inserido na comida, aumenta consideravelmente a salivação, ajudando na
mastigação, na percepção sensorial dos alimentos, higiene bucal, diminuição de
infecções na mucosa oral, a equilibrar o pH da boca e a engolir.
Constatações da pesquisa
Na avaliação inicial, 78% das participantes queixavam-se de sensação de
boca seca, reforçando a relevância clínica de buscar soluções
para o sintoma no período da quimioterapia. Durante o estudo, foram adicionados
7% de glutamato monossódico (MSG) em uma base de purê de batata e, após a
ingestão, 82,6% das pacientes voluntárias tiveram um aumento no fluxo de saliva.
Houve um ganho médio adicional de 1,03 ml de volume líquido de saliva a cada 5
minutos, que
proporciona maior facilidade para sentir os gostos, mastigar e engolir. Além disso, foi identificado que 83,3% das
pacientes com quadros graves de boca seca retornaram, após a ingestão do
aminoácido, a níveis fisiológicos normais enquanto se alimentavam.
Segundo Mariana Rosa, responsável pelo estudo, o interesse por entender
como a nutrição pode contribuir com a vida de pacientes com câncer foi o que a
levou a realizar o projeto, que contou com orientação do Dr. Afonso Celso Pinto
Nazário, doutor e professor titular de Mastologia da Unifesp. "O suporte
nutricional é parte fundamental no enfrentamento do câncer, uma vez que o
período da quimioterapia pode desestruturar a relação do paciente com a comida.
O que vimos no estudo não foi apenas um ganho numérico de salivação, mas a
ressignificação do ato de se alimentar. Quando devolvemos a capacidade de
mastigar e engolir sem dor durante a refeição, garantimos o aporte nutricional,
a manutenção do peso e a força que essas mulheres precisam para atravessar o
tratamento com dignidade", destaca Mariana.
Um aliado acessível
Vale ressaltar que a aplicação do MSG provou ser uma
alternativa simples e acessível frente às opções de salivas artificiais
disponíveis no mercado, que chegam a custar entre R$ 55,00 e R$ 150,00 o
frasco. Além disso, as soluções artificiais ainda podem ser rejeitadas em
decorrência do sabor sintético.
Mariana explica que o MSG é a versão industrializada do glutamato, aminoácido responsável por conferir o gosto umami às receitas. “A pesquisa mostra que o estímulo do gosto umami, o quinto gosto do paladar humano, promove maior secreção salivar do que os demais gostos (doce, salgado, azedo e amargo). Desse modo, foi comprovado que o componente pode ajudar na jornada nutricional dos pacientes e em seu bem-estar, para que sintam conforto e melhora na alimentação durante o tratamento”, explica.
A gerente de Comunicação Científica da Ajinomoto do Brasil explica ainda que a versão industrializada do glutamato, o realçador de sabor AJI-NO-MOTO®, pode ser encontrado nos supermercados por menos de R$ 10. “Sabemos do desafio econômico que o tratamento do câncer traz para a maioria das famílias brasileiras. O grande diferencial deste estudo não é propor um produto novo ou uma solução milagrosa, mas entender como um recurso simples e acessível pode amenizar um sintoma tão incômodo e prejudicial. É usar a alimentação a favor do paciente, para ajudar no aporte nutricional e trazer mais qualidade de vida, sem gerar mais um custo no orçamento”, reforça.
Realizada entre agosto e dezembro de 2025, o estudo acompanhou
mulheres com diagnóstico de câncer de mama, em qualquer fase da quimioterapia,
entre 18 e 60 anos.
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A Ajinomoto do Brasil desenvolve projetos e ações
alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela
Organização das Nações Unidas (ONU), que visam alcançar um mundo mais
igualitário e sustentável até 2030. Clique aqui para conhecer mais sobre esses projetos.
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