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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Terminal Santana recebe exposição que resgata história e transformações da Zona Norte

Imagem Marcia Alves/Metrô SP

“Túnel do tempo” reúne fotografias históricas, curiosidades e registros atuais para mostrar a evolução de Santana, das antigas chácaras à consolidação como um dos principais polos de mobilidade, cultura e gastronomia de São Paulo

 

O Terminal Santana recebe, entre os dias 7 de outubro e 5 de novembro, a exposição “Santana: História, Metrô, Gastronomia e Cultura”, que resgata a trajetória e as transformações do bairro ao longo das décadas. Promovida pela RZK Concessões, a mostra reúne conteúdos históricos e registros atuais e convida passageiros, moradores e visitantes a conhecer um pouco mais da história de uma das principais regiões da Zona Norte de São Paulo. 

Por meio de um “túnel do tempo”, com 24 metros de extensão, localizado no 2º andar, próximo às catracas de acesso, em uma área de grande circulação de pessoas, a exposição reúne fotografias históricas, painéis informativos e registros contemporâneos que permitem acompanhar, lado a lado, as transformações de Santana ao longo das décadas. A proposta é apresentar a trajetória do bairro, desde o período em que a região era marcada por fazendas e chácaras até sua consolidação como uma das principais centralidades da Zona Norte de São Paulo. 

Entre os destaques estão conteúdos sobre a antiga Fazenda Sant’Ana, a expansão urbana da região e a importância do Tramway da Cantareira, linha ferroviária que conectava a região central de São Paulo à Zona Norte e à Serra da Cantareira e teve papel importante no desenvolvimento e na ocupação do território. 

A iniciativa também reforça a importância de preservar a memória dos territórios e ampliar o acesso à cultura em espaços que fazem parte da rotina da população. “A preservação da história de um bairro também é uma forma de valorizar a memória das pessoas que ajudaram a construir esse território. Por isso, valorizamos muito iniciativas como esta, que levam cultura e informação para um espaço de grande circulação e permitem que mais pessoas conheçam, de forma acessível e próxima, a história de Santana. A exposição tem justamente essa intenção: preservar a memória da região e aproximar a cultura do cotidiano das pessoas”, afirma Enrico Capecci, CEO da RZK Concessões. 

A história do transporte também se conecta à cultura popular. O antigo trem da Cantareira faz parte do imaginário paulistano e está relacionado à história do “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, um dos clássicos da música paulista. A referência ajuda a mostrar como mobilidade, cotidiano e cultura se misturam na história da cidade. 

A exposição apresenta ainda momentos importantes da transformação urbana do entorno, como a construção da Ponte das Bandeiras e a chegada do metrô, que modificou a dinâmica de deslocamento e contribuiu para consolidar Santana como um importante eixo de conexão da Zona Norte com outras regiões da capital.
 

Um bairro em constante movimento 

Além do resgate histórico, a exposição apresenta Santana a partir de suas características atuais. A gastronomia, a cultura, o comércio e os serviços fazem parte da identidade do bairro e ajudam a explicar sua importância como espaço de circulação, encontro e convivência. 

A proposta é mostrar que Santana não é apenas um local de passagem, mas um território com histórias, personagens, memórias e diferentes formas de ocupação que atravessaram gerações. “A exposição foi pensada para aproximar as pessoas de Santana e mostrar, de uma maneira leve e visual, como o bairro acompanhou e também fez parte de importantes transformações da cidade de São Paulo. O túnel do tempo permite justamente esse olhar para o passado, enquanto o passageiro está diante do Santana de hoje. É uma forma de reconhecer a trajetória, a diversidade e a importância do bairro para a Zona Norte e para toda a capital”, conclui Junior Baruffi, diretor da Unitah. 

Para a RZK Concessões, a iniciativa reforça o compromisso de transformar os terminais administrados pela empresa em espaços que vão além da mobilidade, promovendo cultura, informação, convivência e valorização da identidade de cada região.

A exposição convida o público a percorrer esse caminho entre passado e presente e descobrir como um território que já foi marcado por fazendas e chácaras se transformou em uma das regiões mais dinâmicas da Zona Norte de São Paulo.


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