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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

O Teatro de Antonio Januzelli celebra os 58 anos de carreira de Janô com oficina e dois solos dirigidos por ele, em novembro no Sesc Pompeia

 



Diretor ministra Laboratório Lúdico Dramático do Indivíduo Ator/Atriz e dirige os solos A Hora e Vez, com Rui Ricardo Diaz, e O Porco, com Henrique Schafer - os dois atores que mais tempo de processo tiveram com Janô

 

Considerado uma figura de grande importância no teatro brasileiro contemporâneo, o ator, diretor e preparador de elenco Antonio Januzelli, o Janô, tem sua longeva trajetória profissional homenageada no projeto O Teatro de Antonio Januzelli, que conta com um laboratório lúdico dramático ministrado por ele e dois solos que tiveram sua direção. As atividades acontecem de 7 de novembro a 4 de dezembro no Sesc Pompeia.

Antonio Januzelli começou sua carreira em agosto de 1968 e, desde então, nunca a interrompeu. É doutor em artes, pesquisador, ator, diretor e foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e da Escola de Arte Dramática da USP, onde lecionou de 1977 a 2002. 

Também foi membro de conselhos editoriais das revistas da ECA e revista LUME-Unicamp e representante do Departamento de Artes Cênicas na AIEST (Associación Ibero Americana de Escuelas Superiores de Teatro). 

 

A Hora e Vez

O solo A Hora e Vez, com dramaturgia e atuação de Rui Ricardo Diaz e direção de Janô, tem sessões nos dias 12, 13, 14 e 18 de novembro, às 19h30; no dia 19, às 15h30 e às 19h30; e no dia 20, às 17h30. Inspirado na novela “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, a peça se ancora no aspecto trágico presente na obra. O herói Rosiano trilha um caminho do qual parece não ter como fugir; onde sua busca por livrar-se do destino o leva à sua destruição do ponto de vista físico. 

O trabalho estreou em 2014 e tem como alicerces princípios do trabalho de Antonio Januzelli como as noções de “transfiguração” e “transmutação” – o indivíduo que deseja tornar-se outro – para contar a saga de Augusto Matraga. Na trama, um homem – um Griô – transita e se funde às figuras que gravitam em torno de Nhô Augusto, que, por meio das quais, conta sua própria vida, numa revisão de seus percalços e angústias. 

“São 16 anos de trabalho ininterrupto até aqui. Transmutar-se em cena como potencialidade única. Em todos esses anos, aprendi a Incandescer para ser e, por meio das práticas do Laboratório Dramático, tomar posse de um estado que possa acompanhá-lo em todo e qualquer instante. É preciso tempo!”, diz Rui Ricardo Diaz sobre seu encontro com Janô. 

“...o espetáculo-solo que Rui Ricardo Diaz e Antonio Januzelli conceberam a partir de tão denso material é de uma simplicidade formal espantosa e, paradoxalmente, de uma fecundidade teatral absolutamente sedutora...”. - Wellington Andrade | Revista Cult.

 

“Rui Ricardo Diaz adaptou e protagoniza com brilho o monólogo dramático ‘A Hora e Vez’, a partir da obra de Guimarães Rosa. O espetáculo radicaliza no minimalismo, jogando praticamente toda a responsabilidade nas mãos do intérprete”. - Dirceu Alves Jr. | Revista Veja SP. 


O Porco

Encenado por Janô em 2004, O Porco rendeu a Henrique Schafer o prêmio Shell de melhor ator. O espetáculo tem sessões nos dias 25, 26, 27 de novembro e 2 e 4 de dezembro, às 19h30; e no dia 3, às 15h30 e às 19h30. Trata-se de uma adaptação assinada por Antonio Andres Lapeña para o livro "Stratégie pour deux jambons" de Raymond Cousse.

O texto retrata um porco que relembra momentos de sua existência. Na reconstituição de sua trajetória, fala de seus antepassados, sua família, sua condição social e seus desejos. Não há metáforas. O que se ouve é o que se fala, ainda que prevaleça um jogo entre o que se expressa e o que se sente. Um jogo que se traduz em um passeio pelo “porão animal do homem a caminho do abate”.

“Ele viu em mim o que eu não sabia que em mim existia. Não que visse algo especial em mim, mas o que ele vê em tudo que está vivo e se deixa pegar fogo. Quando O Porco estreou eu tinha 37 anos. Janô dizia que essa peça só podia ser feita por alguém com mais de 40. E dizia ainda: como será fazer a peça quando você tiver 60 anos? O silêncio, o instante, o é. Estes foram os ensinamentos fundantes. O resto é caminho. Um caminho de exercícios.”, diz Henrique sobre seu encontro com o Janô. 

Henrique Schafer fez Licenciatura em Artes Cênicas na ECA/USP. Seu trabalho em teatro sempre se dividiu entre a sala de aula e o palco. “Um dia, nos corredores da USP, Janô disse que tinha um texto e perguntou se eu tinha vontade de fazer teatro. Ele coordenava o Laboratório das Práticas do Ator e eu topei na hora porque isso me interessava. Montar uma peça não era o objetivo, mas quando a apresentamos dentro do Departamento de Artes Cênicas, muitas pessoas disseram que nós precisávamos levar a peça adiante. Trabalhamos durante 4 anos e um dia, em 2004, estreamos num porão de um teatro que já não existe mais, o Viga. A repercussão foi muito boa e a peça marcou a cena teatral daquela época¨. Henrique foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2005 pela sua atuação.


“(...) Os silêncios são valorizados assim como uma linha de interpretação que evita qualquer ‘imitação’ de porco e apóia-se na concentração de energia e não na sua dispersão. Henrique Schafer passa ao largo do histrionismo exibicionista (...) Januzelli faz ótimo aproveitamento da geografia do reduzido espaço cênico - escadas, porta, angulações - o qual evita atravancar, utilizando mínimos objetos cênicos. Sua encenação por mérito jogar muitas fichas num elemento essencial ao fenômeno teatral: a imaginação do espectador, a qual procura estimular com delicadeza.” - Beth Nespoli | O Estado de São Paulo, Caderno 2

 

“(...) o mestre Januzelli, com seu olhar de Lince, conduz seu discípulo Henrique Schafer por uma partitura preciosa, que faz vibrar silêncios e alterna ritmos e tons levando a arte da ironia a seu ponto mais sofisticado.

Falando olho no olho com a platéia, incluindo-a sem constrangê-la, o desgaste físico e emocional de Schafer é enorme, mas a preparação de anos para esse espetáculo faz dele o cartão de visitas de um ator a não se perder de vista.” - Sérgio Salvia Coelho | Folha de São Paulo, Ilustrada

 

Ficha Técnica geral do projeto

Realização: A Escutadora Produções Artísticas

Direção de Produção: Henrique Schafer

Produção Executiva: Andréa Marques

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Serviço

O Teatro de Antonio Januzelli

Quando:  até 4 de dezembro de 2026

Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo

Oficina - Laboratório Lúdico Dramático do Indivíduo Ator/Atriz, com Antonio Januzelli

Datas:, 14, 21 e 28 de novembro, aos sábados, das 14h às 17h

Laboratório Performance onde Janô conduz o público por reflexões e práticas que provocam um olhar sobre si mesmo. Ao compartilhar seu percurso e seus princípios de trabalho, propõe exercícios práticos em uma experiência híbrida entre oficina e performance

 

Espetáculo - A Hora e Vez, com Rui Ricardo Diaz

Sinopse: Baseado em “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa, a peça se ancora no aspecto trágico presente na obra de Guimarães Rosa. O herói Rosiano trilha um caminho do qual parece não ter como fugir; onde sua busca por livrar-se do destino o leva à sua destruição do ponto de vista físico. 

Quando: 12, 13, 14 e 18 de novembro, às 19h30; 19/11, às 15h30 e às 19h30; e dia 20/11, às 17h30.

Ingressos: R$50,00 (inteira), R$25,00 (meia-entrada) e R$15,00 (credencial plena), com venda online em sescsp.org.br ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo.

50 lugares. Classificação: 16 anos | Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: A partir da obra “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa. | Dramaturgia e atuação: Rui Ricardo Diaz | Direção: Antonio Januzelli (Janô) | Assistência: Fani Feldman | Iluminação: Osvaldo Gazotti | Pesquisa de vocábulo regional: Joaquim Dias da Silva | Estudo de Teatro Físico: Luis Louis | Acervo de Figurino: Roupa de Santo | Fotos: Bob Sousa e Léo Pinheiro

“Copyright dos Titulares dos Direitos Intelectuais de JOÃO GUIMARÃES ROSA: © João Emílio Ribeiro Neto; © Laura Beatriz Guimarães Rosa Ribeiro Lustosa; © Quatro Meninas Produções Culturais Ltda. e © Nonada Cultural Ltda.

 

Espetáculo - O Porco, com Henrique Schafer

Sinopse: O texto retrata um porco que relembra momentos de sua existência. Na reconstituição de sua trajetória, fala de seus antepassados, sua família, sua condição social e seus desejos. Não há metáforas. O que se ouve é o que se fala, ainda que prevaleça um jogo entre o que se expressa e o que se sente. Um jogo que se traduz em um passeio pelo “porão animal do homem a caminho do abate”.

O original Strategie pour deux jambons, de Raymond Cousse, foi publicado em forma de romance em 1978. Em 1979, seu autor fez uma versão para o teatro encenada por ele próprio. O sucesso foi enorme em toda a Europa. Desde então, a peça vem sendo montada em vários países. A versão que levamos ao palco é do dramaturgo e diretor Antonio Andres Lapeña, El Cerdo, que fez também enorme sucesso de crítica e público na Espanha. A tradução é de Eliana Teruel.

Quando: 25, 26, 27 de novembro e 2 e 4 de dezembro, às 19h30; e 3/12, às 15h30 e às 19h30.

Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 15,00 (credencial plena), com venda online em sescsp.org.br ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo.

50 lugares.

Classificação: 16 anos | Duração: 60 minutos

Ficha Técnica: de Antonio Andres Lapeña | Adaptação do original "Stratégie pour deux jambons" de Raymond Cousse | Direção, Figurino, Cenografia e Iluminação: Antonio Januzelli | Atuação: Henrique Schafer | Operação de Luz: Osvaldo Gazotti | Fotos: Sérgio Massa, Silvia Machado e Léo Pinheiro


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