Amostragem da Harald indica que, para mais de 65% dos empreendedores, a data é a mais importante do faturamento, à frente de Natal e Festa Junina
Em meio ao aumento do custo do chocolate e à busca
por renda extra, a Páscoa se consolida como o principal período de faturamento
para confeiteiros no Brasil. Pesquisa da Harald com 280 empreendedores mostra
que a data pode representar até 40% da receita anual de parte dos negócios e já
supera o Natal para mais de 65% dos participantes, reforçando a relevância
estratégica da data para os empreendedores do setor.
“Para muitos confeiteiros, a Páscoa paga as contas
do ano inteiro. Em diversos casos, é o período que define se o negócio vai
fechar o ano no azul ou no vermelho”, afirma Jonatas Froés, gerente de
marketing da Harald. O dado é corroborado pela pesquisa, que mostra que mais de
52% dos participantes iniciam o planejamento para a Páscoa com pelo menos dois
meses de antecedência.
Quando o assunto é portfólio, o tradicional ainda
domina. Os ovos de colher aparecem como principal carro-chefe para mais de 100
respondentes, enquanto 72 participantes apontam os ovos de Páscoa tradicionais
como os mais vendidos no período. A escolha está diretamente relacionada à
estrutura de trabalho desses empreendedores: 66% produzem sozinhos e apenas
29,5% contam com ajuda pontual, o que os leva a investir em um portfólio mais
enxuto, prático e fácil de executar.
Além de impulsionar as vendas, a Páscoa também se
mostra um importante motor de conquista e retenção de clientes. Para a maioria
dos confeiteiros, a data é responsável por até 30% de novos consumidores, e,
para 44,3% dos respondentes, esse público segue comprando ao longo do ano. Como
principal estratégia de fidelização após o período sazonal, 79 participantes
apontam a apresentação de novos produtos do portfólio como forma de estimular a
recompra.
“Mais do que resultados imediatos, a Páscoa amplia
a visibilidade do confeiteiro e cria oportunidades de relacionamento de longo
prazo. Quando a experiência é positiva, o cliente retorna em outras datas”,
destaca Jonatas Froés.
O principal desafio, no entanto, segue sendo o
custo dos insumos, apontado como a maior preocupação no planejamento para a
data. Para lidar com esse cenário, muitos empreendedores adotam estratégias
como vendas antecipadas, controle de desperdício e construção de um portfólio
mais estratégico.
O levantamento revela ainda que, para 47% dos
participantes, a confeitaria atua como fonte de renda extra, enquanto 41% têm a
expectativa de que a atividade se torne a principal fonte de receita. Os dados
evidenciam o setor como um caminho de profissionalização e autonomia
financeira, sustentado pela experiência: para a maioria dos respondentes, a
atuação no período da Páscoa já ultrapassa oito anos.
De olho no futuro, os empreendedores já avaliam
tendências para a Páscoa de 2027, com foco em produtos menores, porções
individuais e novos sabores, formatos e combinações. O movimento acompanha o
comportamento do consumidor, impactado pelo custo do chocolate, e estimula
soluções mais viáveis para os negócios.
“O confeiteiro está cada vez mais estratégico,
pensando o portfólio com antecedência e buscando alternativas que mantenham o
apelo emocional da Páscoa. As coberturas saborizadas surgem como aliadas nesse
processo, permitindo inovação e variedade sem comprometer a rentabilidade”,
conclui Froés.
Harald
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