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sexta-feira, 20 de março de 2026

Páscoa pode responder por até 40% da renda anual de confeiteiros, aponta pesquisa

Amostragem da Harald indica que, para mais de 65% dos empreendedores, a data é a mais importante do faturamento, à frente de Natal e Festa Junina

 

Em meio ao aumento do custo do chocolate e à busca por renda extra, a Páscoa se consolida como o principal período de faturamento para confeiteiros no Brasil. Pesquisa da Harald com 280 empreendedores mostra que a data pode representar até 40% da receita anual de parte dos negócios e já supera o Natal para mais de 65% dos participantes, reforçando a relevância estratégica da data para os empreendedores do setor.

“Para muitos confeiteiros, a Páscoa paga as contas do ano inteiro. Em diversos casos, é o período que define se o negócio vai fechar o ano no azul ou no vermelho”, afirma Jonatas Froés, gerente de marketing da Harald. O dado é corroborado pela pesquisa, que mostra que mais de 52% dos participantes iniciam o planejamento para a Páscoa com pelo menos dois meses de antecedência.

Quando o assunto é portfólio, o tradicional ainda domina. Os ovos de colher aparecem como principal carro-chefe para mais de 100 respondentes, enquanto 72 participantes apontam os ovos de Páscoa tradicionais como os mais vendidos no período. A escolha está diretamente relacionada à estrutura de trabalho desses empreendedores: 66% produzem sozinhos e apenas 29,5% contam com ajuda pontual, o que os leva a investir em um portfólio mais enxuto, prático e fácil de executar.

Além de impulsionar as vendas, a Páscoa também se mostra um importante motor de conquista e retenção de clientes. Para a maioria dos confeiteiros, a data é responsável por até 30% de novos consumidores, e, para 44,3% dos respondentes, esse público segue comprando ao longo do ano. Como principal estratégia de fidelização após o período sazonal, 79 participantes apontam a apresentação de novos produtos do portfólio como forma de estimular a recompra.

“Mais do que resultados imediatos, a Páscoa amplia a visibilidade do confeiteiro e cria oportunidades de relacionamento de longo prazo. Quando a experiência é positiva, o cliente retorna em outras datas”, destaca Jonatas Froés.

O principal desafio, no entanto, segue sendo o custo dos insumos, apontado como a maior preocupação no planejamento para a data. Para lidar com esse cenário, muitos empreendedores adotam estratégias como vendas antecipadas, controle de desperdício e construção de um portfólio mais estratégico.

O levantamento revela ainda que, para 47% dos participantes, a confeitaria atua como fonte de renda extra, enquanto 41% têm a expectativa de que a atividade se torne a principal fonte de receita. Os dados evidenciam o setor como um caminho de profissionalização e autonomia financeira, sustentado pela experiência: para a maioria dos respondentes, a atuação no período da Páscoa já ultrapassa oito anos.

De olho no futuro, os empreendedores já avaliam tendências para a Páscoa de 2027, com foco em produtos menores, porções individuais e novos sabores, formatos e combinações. O movimento acompanha o comportamento do consumidor, impactado pelo custo do chocolate, e estimula soluções mais viáveis para os negócios.

“O confeiteiro está cada vez mais estratégico, pensando o portfólio com antecedência e buscando alternativas que mantenham o apelo emocional da Páscoa. As coberturas saborizadas surgem como aliadas nesse processo, permitindo inovação e variedade sem comprometer a rentabilidade”, conclui Froés.


Harald


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