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| IMAGEM: Agliberto Lima/DC |
O montante, porém, não é suficiente para cobrir os gastos públicos, que se aproximam de R$ 1,3 trilhão no período, segundo a plataforma Gasto Brasil, das associações comerciais
O Impostômetro da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará a marca de R$ 1 trilhão por volta do
meio-dia de sexta-feira (27). O valor representa o total de impostos, taxas e
contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal,
estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correção
monetária.
No mesmo período do ano
passado, o Impostômetro havia registrado R$ 972 bilhões, ou seja, a arrecadação
está acelerando. Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, explica que a
antecipação decorre de uma combinação de fatores que impulsionaram a
arrecadação tributária. “Ela se deve ao avanço da atividade econômica, que
amplia a base de arrecadação, bem como à inflação, já que grande parte dos
impostos incide sobre bens e serviços”, afirma.
O economista também aponta outros fatores que explicam o crescimento da arrecadação: a tributação de fundos exclusivos e offshores; alta na tributação dos juros sobre capital próprio; mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; retomada da tributação sobre combustíveis; a tributação das apostas (Bets); impostos sobre encomendas internacionais (como a taxa sobre as “blusinhas”); a reoneração gradual da folha de pagamentos; o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (PERSE); o aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serv
iços (ICMS); e o aumento do Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF).
Impostômetro - O painel físico do Impostômetro está situado na Rua Boa Vista,
51, no Centro Histórico de São Paulo, na fachada do edifício-sede da ACSP.
Os dados referentes aos
impostos arrecadados nas esferas federal, estadual e municipal podem ser
acompanhados em tempo real pelo site: impostometro.com.br.
Gasto
Brasil
A plataforma Gasto Brasil, que
compartilha o painel com o Impostômetro, tem como objetivo mostrar, de forma
clara e acessível, como os governos utilizam o dinheiro público arrecadado. Até
o momento, o Gasto Brasil aponta que já foram gastos mais de R$ 1,290 trilhão,
ou seja, cerca de R$ 300 bilhões a mais do que o montante arrecadado.
“Esse desequilíbrio entre
arrecadação e despesas primárias é preocupante porque mostra que o Brasil está
operando no vermelho mesmo antes de pagar os juros da dívida. Isso compromete a
sustentabilidade fiscal e pressiona ainda mais a necessidade de ajustes
estruturais nas contas públicas”, avalia Ruiz de Gamboa.
Redação DC
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/impostometro-em-menos-de-tres-meses-governos-arrecadam-r-1-trilhao

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