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segunda-feira, 16 de março de 2026

Glaucoma: entenda os fatores de risco e quando procurar ajuda

Oftalmologista do AME Interlagos explica que a doença é silenciosa e muitas vezes sem sintomas na fase inicial

 

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo e costuma evoluir de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo cerca de 64,3 milhões de pessoas entre 40 e 80 anos são afetadas pela doença.

Durante a Semana Mundial do Glaucoma, profissionais da área da saúde reforçam a necessidade de ampliar a conscientização sobre a doença e estimular a população a manter o acompanhamento regular com oftalmologista, especialmente a partir dos 40 anos.

O glaucoma é caracterizado, na maioria dos casos, pelo aumento da pressão dentro do olho, que pode danificar o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais ao cérebro. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, a doença pode levar à perda gradual da visão periférica e, em estágios avançados, à cegueira.

De acordo com a oftalmologista do Ambulatório Médico Especialidades (AME) Interlagos, Dra. Márcia Ferrari, o principal desafio é justamente o fato de muitos pacientes não perceberem alterações visuais no início da doença. “O glaucoma é considerado uma doença silenciosa porque, na maioria das vezes, não causa sintomas nas fases iniciais. Quando o paciente percebe alguma alteração na visão, muitas vezes já houve perda significativa do campo visual. Por isso, os exames preventivos são fundamentais para o diagnóstico precoce”, explica a especialista.

Entre os principais fatores de risco estão histórico familiar da doença, pressão intraocular elevada, miopia ou hipermetropia acentuadas, diabetes, hipertensão arterial e o uso prolongado de medicamentos à base de corticoides. Segundo a especialista, a recomendação é que pessoas a partir dos 40 anos realizem avaliação oftalmológica completa pelo menos uma vez ao ano. Esses exames incluem a medição da pressão intraocular, avaliação do nervo óptico e testes de campo visual, capazes de identificar alterações mesmo antes do surgimento de sintomas.

“O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento e controlar a evolução da doença, preservando a visão do paciente. Embora o glaucoma não tenha cura, ele pode ser controlado com colírios, laser ou cirurgia, dependendo de cada caso”, destaca a médica.

O AME Interlagos é gerido pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês e oferece atendimento ambulatorial especializado gratuito à população, incluindo consultas, exames e acompanhamento em diversas especialidades. Na área de oftalmologia, o serviço realiza avaliações diagnósticas, acompanhamento de doenças oculares e orientações para prevenção e cuidado com a saúde da visão.

 

 Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês - IRSSL

 

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