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Ter os olhos desiguais, com pequenas diferenças no tamanho,
formato ou posição, é mais comum do que se imagina e, muitas vezes, trata-se
apenas de uma característica natural do rosto. Mas quando essa desigualdade
surge subitamente, progride de forma rápida, causa desconforto ou interfere na
função visual, é importante buscar avaliação médica.
De acordo com a Dra. Thayana Darab, oftalmologista do H.Olhos,
"sintomas como dificuldade para piscar ou fechar o olho, visão dupla ou
embaçada, redução do campo de visão, olho saltado, dor ou necessidade de
esforço extra para enxergar, indicam a necessidade de investigação e
tratamento, visando restaurar a função visual, aliviar os sintomas ou corrigir
assimetrias estéticas que geram incômodo ao paciente".
A diferença visível entre os dois olhos é chamada de assimetria
ocular e pode ser causada por fatores genéticos, pelo envelhecimento, por
traumas ou por condições como a ptose palpebral (pálpebra caída). "As
consequências podem variar desde questões relacionadas à aparência, problemas
na função da visão e até quadros de saúde mais sérios", alerta a médica.
A Dra. Thayana Darab destaca os principais impactos da assimetria
ocular avançada:
Anisometropia: Diferença de grau entre os dois olhos, que pode causar visão
embaçada, distorcida ou dupla.
Ambliopia ("Olho Preguiçoso"): Especialmente em crianças, se a
assimetria for grave e não tratada, o cérebro pode ignorar a imagem de um dos
olhos, causando deficiência visual permanente.
Estrabismo (Olhos Desalinhados): Em alguns casos, a assimetria craniana
ou muscular está relacionada ao desalinhamento ocular, resultando em
"olhos cruzados" ou "olhos tortos".
Fadiga Ocular e Dores de Cabeça: O esforço extra para focar com olhos
desiguais pode levar a fadiga ocular, dores de cabeça e tonturas.
Ptose Palpebral (Pálpebra Caída): Se a assimetria for causada pela queda
da pálpebra, pode reduzir o campo de visão superior.
Problemas na Visão 3D: O desalinhamento ocular pode afetar a
percepção de profundidade (visão tridimensional).
Outra consequência é na autoestima. "A
assimetria perceptível, com um olho menor ou mais baixo que o outro, pode
causar constrangimento e insegurança ao paciente. Em alguns casos, a diferença
entre os olhos pode ser muito acentuada e alterar a harmonia do rosto, que é
influenciada por fatores como ptose (queda da pálpebra), flacidez, bolsas de
gordura ou diferença na posição das sobrancelhas", esclarece a
oftalmologista.
"A assimetria ocular acentuada também pode ter relação com doença na tireoide, tumores orbitais que crescem atrás dos olhos, doenças neurológicas ou autoimunes e até acidente vascular cerebral, por isso é muito importante investigar uma possível causa subjacente", recomenda a Dra. Thayana Darab. O tratamento pode ser cirúrgico ou com procedimentos de preenchimento, sendo que, dependendo da causa, a abordagem será multidisciplinar, com diferentes especialistas.
O ideal é sempre consultar um oftalmologista ao perceber qualquer alteração no formato, posição ou função dos olhos. Ter uma visão nítida e clara é fundamental para captar as informações do ambiente e realizar as atividades diárias com mais independência e segurança. Além disso, a avaliação oftalmológica periódica é fundamental para prevenir doenças oculares que podem causar cegueira.

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