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terça-feira, 10 de março de 2026

Dia Mundial do Rim

Evolução silenciosa: 5 sinais de alerta para problemas renais 

Exames simples de urina e creatinina ajudam a identificar precocemente

doença renal que afeta 1 em cada 10 pessoas no mundo
 

A Doença Renal Crônica (DRC) afeta cerca de 1 em cada 10 pessoas no mundo e, na maioria dos casos, evolui de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais. Exames simples, como a análise de urina e a dosagem de creatinina no sangue, são fundamentais para identificar precocemente alterações nos rins e permitir o início do tratamento antes que ocorram complicações mais graves. 

Segundo a Dra. Maristela Carvalho da Costa, responsável pelo setor de Nefrologia do Hospital Santa Catarina - Paulista, a ausência de sintomas contribui para o diagnóstico tardio. “Muitos pacientes só descobrem a doença quando a função renal já está bastante comprometida. A inclusão dos exames de urina e creatinina nos check-ups de rotina, especialmente em pessoas com fatores de risco, pode mudar esse cenário”, afirma. 

A especialista explica que alguns sinais podem indicar que algo não vai bem com os rins e merecem atenção médica. Confira:

  • Inchaço nas pernas, tornozelos, pés ou ao redor dos olhos, causado pela retenção de líquidos
  • Alterações na urina, como espuma excessiva, mudança de cor, presença de sangue ou diminuição do volume urinário
  • Cansaço excessivo e fraqueza, mesmo sem esforço físico intenso
  • Pressão arterial difícil de controlar, mesmo com uso de medicação
  • Falta de apetite, náuseas ou vômitos frequentes

A médica destaca, no entanto, que a ausência desses sintomas não significa rins saudáveis. A investigação apurada é essencial para a detecção precoce da Doença Renal Crônica, que contribui não apenas para preservar a função renal e a qualidade de vida, mas também para reduzir a necessidade de tratamentos de alta complexidade, como a hemodiálise.

 

Fatores de risco e de proteção

Além do diagnóstico precoce, hábitos saudáveis são importantes fatores de proteção para a saúde dos rins, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, hidratação adequada e controle do peso. Por outro lado, o tabagismo é um fator de risco relevante e está associado ao aumento da incidência e da progressão das doenças renais. 

Embora o diabetes e a hipertensão arterial respondam pela maior parte dos casos de Doença Renal Crônica, a especialista ressalta que outras doenças renais também merecem atenção, como as doenças glomerulares, que afetam principalmente adultos jovens e podem evoluir de forma rápida se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente. 

“Por isso, pessoas com diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal, obesidade, fumantes ou pertencentes a faixas etárias mais jovens com alterações urinárias devem ter atenção redobrada à saúde dos rins, com acompanhamento médico regular e exames periódicos”, reforça Dra. Maristela Carvalho da Costa.

 

Atendimento humanizado

Para os pacientes com Doença Renal Crônica, a hemodiálise é fundamental, uma vez que é o procedimento que faz a função de filtrar o sangue, substituindo a função natural do rim. O Centro Integrado de Nefrologia, Diálise e Transplante Renal do Hospital Santa Catarina - Paulista possui estrutura diferenciada e profissionais especializados para o tratamento de doenças renais. Com 16 boxes individualizados, a unidade garante um atendimento humanizado e seguro.


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