No Brasil, existem quase 33 mil
pessoas que aguardam por uma doação de órgão. Destas, cerca de 22 mil esperam
por um rim e 706 são crianças
A estimativa é de que existam 13
milhões de pessoas com algum grau de doença renal, sendo que a imensa maioria
não sabe que tem problema nos rins e pode levar a necessidade de transplante
tardiamente
Em 27 de setembro é realizada em todo o Brasil a campanha de
conscientização para Doação de Órgãos, lembrada também como o “Setembro Verde”.
No primeiro semestre deste ano, 1.286 pessoas morreram no Brasil à espera do
transplante, sendo 23 crianças. O país ocupa o segundo lugar do mundo
na realização de transplantes, conforme informações do Registro Brasileiro
de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos
(ABTO).
Neste semestre houve recuperação da uma leve queda registrada
anteriormente (2,4%) na taxa de doadores efetivos do primeiro trimestre: 17
doadores pmp (por milhão da população) - ainda um pouco distante, mas com
possibilidade de aproximação da meta para o ano de 18 pmp.
Apesar de o Brasil ter o maior índice de aprovação do mundo
à doação de órgãos e ser considerado referência mundial em
transplantes - só fica atrás dos Estados Unidos -, o número
de doações efetivos ainda é baixo em relação ao número de pessoas que
aguardam em lista.
Isso se dá por causa da recusa das famílias em autorizar a
doação. Principalmente, porque a família não fica sabendo do desejo do parente
em doar os órgãos e salvar vidas. Segundo dados, a cada dez
pessoas abordadas, quatro se negam a doar os órgãos de seus
familiares. Este é um dado nacional preocupante para quem espera por uma chance
de viver mais e com qualidade de vida
“Por isso é de extrema importância avisar a família ainda em vida o desejo de ser doador de órgãos ”, declara Dr. Marcos, que completa: “Hoje, milhares de vidas dependem da consciência de familiares que perderam entes queridos. É importante ressaltar que para ser doador não precisa deixar nenhum documento expresso. Basta conversar com os familiares, manifestando esse desejo”, enfatiza o médico.
Fundação Pró-Rim
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