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sábado, 7 de novembro de 2026

Alerta de calor extremo pelo Governo Federal - cheiro de roupa lavada pode ajudar a relaxar nas noites quentes

Após Governo Federal alertar para temperaturas até 2°C acima da média, neurocientista explica como o cheiro de cama limpa pode ajudar a relaxar nas noites mais quentes

 

O verão ainda não começou, mas o calor já preocupa as autoridades brasileiras. Em alerta divulgado no dia 29 de outubro, o Governo Federal informou que o país poderá enfrentar temperaturas entre 1°C e 2°C acima da média entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com possibilidade de ondas de calor em diferentes regiões. O cenário está associado à influência do fenômeno El Niño.

Além dos impactos na saúde física, as temperaturas elevadas também podem afetar o funcionamento do cérebro. Dificuldade para dormir, irritabilidade, cansaço e falta de concentração estão entre as consequências das noites mal dormidas durante períodos de calor intenso.

Segundo a neurocientista e aromaterapeuta Daiana Petry, o cérebro depende de condições fisiológicas adequadas para iniciar e manter um sono reparador.

"Para adormecer, nosso organismo precisa reduzir ligeiramente a temperatura corporal central. Quando o ambiente está muito quente, o corpo encontra dificuldade para dissipar calor. Isso pode atrasar o início do sono e provocar despertares durante a madrugada", explica.
 

Por que o calor pode deixar você mais irritado?

O sono desempenha um papel fundamental na regulação das emoções. Quando dormimos mal, circuitos cerebrais envolvidos na atenção, na memória e no controle emocional podem funcionar de maneira menos eficiente.

Entre eles estão a amígdala, relacionada ao processamento emocional, e o córtex pré-frontal, que participa da tomada de decisões e do controle das reações.

"Depois de uma noite mal dormida, pequenas frustrações podem parecer maiores. O trânsito irrita mais, a concentração diminui e situações simples exigem mais paciência. Não é apenas mau humor: o cérebro está tentando funcionar sem ter passado por uma recuperação adequada", afirma Daiana.
 

Por que o cheiro de roupa de cama recém-lavada pode ajudar a relaxar?

Uma dica curiosa para as noites quentes pode estar em algo muito simples: o cheiro de lençóis recém-lavados.

Segundo Daiana, o olfato possui conexões importantes com regiões cerebrais relacionadas às emoções e à memória. Por isso, determinados aromas podem despertar sensações de conforto e tranquilidade, dependendo das experiências de cada pessoa.

"O cheiro de roupa de cama recém-lavada é um ótimo exemplo. Para muitas pessoas, ele está associado à sensação de limpeza, aconchego e descanso. O cérebro aprende essas associações ao longo da vida. Quando sentimos novamente aquele aroma, podemos resgatar a sensação de conforto que já experimentamos em outras ocasiões", explica.

A neurocientista destaca que o aroma não diminui a temperatura corporal nem funciona como um indutor de sono. Seu possível benefício está na associação emocional e na criação de um ambiente agradável.

"Nem sempre precisamos de um aroma sofisticado para criar um ritual de relaxamento. Às vezes, o cheiro familiar do próprio travesseiro ou de um lençol limpo pode funcionar como um sinal de que chegou a hora de desacelerar", acrescenta.
 

Cinco cuidados para dormir melhor nas noites quentes

  1. Mantenha o quarto fresco: utilize ventilação ou climatização adequada para reduzir o desconforto térmico.
  2. Evite o celular antes de dormir: notícias, mensagens e redes sociais podem aumentar a estimulação mental.
  3. Valorize os cheiros familiares: roupas de cama limpas, com um aroma suave e agradável, podem contribuir para uma sensação de conforto.
  4. Evite exercícios intensos perto da hora de deitar: eles podem elevar temporariamente a temperatura corporal.
  5. Hidrate-se ao longo do dia: a ingestão adequada de líquidos é especialmente importante durante períodos de calor.

A neurocientista ressalta que nenhum aroma substitui um ambiente com temperatura confortável ou o tratamento de problemas persistentes de sono.

"O sono não é um luxo. É um processo essencial para a memória, o equilíbrio emocional e a recuperação do organismo. Em períodos de calor intenso, precisamos oferecer ao cérebro condições para descansar. E, às vezes, pequenos detalhes, como o cheiro familiar de uma cama limpa, podem tornar esse momento mais acolhedor", conclui.
 

Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência.  Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia.  Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial.  Fundadora da Harmonie Aromaterapia.

 @daianagpetry

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Muito além de ENEM: como cuidar da saúde mental em meio à pressão por uma vaga na universidade

Especialista da Rede Santa Catarina orienta sobre estratégias para enfrentar o período com equilíbrio emocional
 

A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) costuma intensificar a ansiedade e a expectativa de milhares de estudantes que enxergam na prova uma oportunidade de ingresso na universidade. Muito além de uma avaliação de conhecimentos, o vestibular representa um momento de decisões sobre o futuro, escolhas profissionais e expectativas familiares. Nesse cenário, cuidar da saúde mental é tão importante quanto manter uma rotina de estudos. 

De acordo com Angélica do Carmo da Silva Chico, especialista em orientação educacional da Rede Santa Catarina, é natural que os candidatos sintam nervosismo, insegurança e preocupação diante de um desafio desta dimensão. O sinal de alerta aparece quando essas reações deixam de estar associadas apenas ao exame e passam a comprometer o bem-estar, os relacionamentos e as atividades cotidianas. “Uma prova pode provocar ansiedade, mas não devemos confundir esse sentimento com um sofrimento psicológico que acompanha o estudante em diferentes momentos da sua vida”, explica a orientadora. 

Além do desconforto emocional, a pressão por bons resultados pode interferir diretamente no desempenho. Quando o estudante passa a interpretar a aprovação como uma medida de seu valor pessoal, o medo de fracassar acaba ocupando parte dos recursos cognitivos necessários para a realização da prova. A especialista destaca que níveis elevados de estresse prejudicam funções como atenção, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva, favorecendo os conhecidos “brancos” durante a avaliação. Por isso, pais, professores e instituições de ensino devem incentivar a dedicação e a responsabilidade sem associar o reconhecimento do jovem exclusivamente ao resultado alcançado. O objetivo deve ser ajudá-lo a fazer o seu melhor, e não a buscar a perfeição. 

A preparação emocional, no entanto, não começa na véspera do exame. Ela é construída ao longo da rotina, com organização dos estudos, sono adequado, alimentação equilibrada e momentos de descanso. Na reta final, a orientação é priorizar revisões estratégicas, em vez de tentar aprender todo o conteúdo ainda não dominado. “Dormir pouco para ampliar as horas de estudo pode ter efeito contrário ao desejado, já que o sono participa da consolidação da memória, da aprendizagem e da regulação emocional. Manter a hidratação, evitar excessos de cafeína e reservar tempo para atividades prazerosas também contribuem para reduzir a sobrecarga”, relata a especialista. 

Durante a prova, uma estratégia importante é não permitir que uma questão difícil comprometa toda a avaliação. A recomendação é sinalizar o exercício, seguir adiante e retornar a ele posteriormente, conforme o tempo disponível. Caso a ansiedade aumente, uma breve pausa, com os pés apoiados no chão e uma respiração tranquila, pode ajudar a recuperar a concentração. Realizar simulados e conhecer previamente os procedimentos do exame também reduz a incerteza e favorece a segurança dos candidatos. 

O apoio familiar é outro componente fundamental nesse processo. Segundo Angelica, cobranças constantes, comparações e perguntas insistentes sobre o desempenho podem aumentar a pressão enfrentada pelo adolescente. Em vez de concentrar as conversas no número de horas estudadas ou na quantidade de acertos, os responsáveis devem demonstrar disponibilidade para ouvir e compreender as necessidades dos filhos. “A escuta afetiva é uma das atitudes mais importantes”, ressalta a especialista. A atenção ao aspecto emocional deve continuar mesmo depois da divulgação dos resultados. Não conseguir a vaga desejada pode provocar tristeza, frustração e insegurança, sentimentos que precisam ser acolhidos, e não minimizados. Além disso, para a especialista, não alcançar a nota necessária em determinado processo seletivo não representa incapacidade, mas apenas que o objetivo não foi atingido naquela tentativa e diante daquelas condições.

O ingresso na universidade não precisa acontecer imediatamente após a conclusão do Ensino Médio. Com o tempo, o estudante pode fortalecer conhecimentos, amadurecer suas escolhas profissionais e reorganizar a preparação. Para Angélica, esse momento também oferece uma oportunidade de desenvolver habilidades importantes para a vida, como persistência, planejamento e capacidade de rever estratégias. “Educar também é preparar para atingir os resultados desejados e, principalmente, para lidar com aqueles que não esperávamos”, conclui a especialista da Rede Santa Catarina.


Estar acompanhado nem sempre significa se sentir conectado: entenda a solidão na pessoa idosa

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Isolamento e solidão podem afetar a saúde física e mental de pessoas idosas; mudanças de comportamento, perda de interesse e afastamento de atividades merecem atenção

 

Morar sozinho não é sinônimo de solidão. Da mesma forma, dividir a casa com filhos, netos ou outras pessoas não garante que alguém se sinta acolhido, ouvido ou pertencente àquela convivência. Na pessoa idosa, entender essa diferença é importante porque a solidão persistente e o isolamento social podem ultrapassar o campo emocional e repercutir na saúde, na autonomia e na qualidade de vida.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a dimensão do problema. Aproximadamente uma em cada dez pessoas idosas vivencia a solidão e uma em cada quatro está socialmente isolada. A entidade considera as conexões sociais um determinante importante da saúde física e mental e da longevidade.

Para a geriatra Cooperada da Unimed-BH Bárbara Correa, o primeiro passo é diferenciar situações que muitas vezes são tratadas como se fossem a mesma coisa. Morar sozinho é uma condição objetiva, que não significa necessariamente desamparo. Há idosos que vivem sós, mantêm uma boa rede de apoio, participam de atividades e preservam a autonomia para cuidar da própria vida. “O isolamento social é a redução objetiva dos contatos e das interações com familiares, vizinhos e comunidade. Já a solidão é uma experiência subjetiva, que provoca sofrimento e a sensação de não ter os vínculos, a companhia ou o apoio emocional que a pessoa gostaria de ter”, explica.

Por isso, uma pessoa pode morar sozinha sem se sentir solitária, enquanto outra pode estar cercada por familiares e experimentar uma profunda sensação de desconexão. A diferença ajuda a afastar outro equívoco, que é considerar a solidão uma consequência natural do envelhecimento. “A solidão persistente não é algo normal do envelhecimento”, ressalta Bárbara. Quando persistentes, solidão e isolamento social estão associados a impactos importantes na saúde física e mental, incluindo sintomas depressivos e ansiosos, alterações no sono, sedentarismo, redução do autocuidado e problemas cardiovasculares. Também podem estar associados ao declínio cognitivo, aumento da fragilidade e maior risco de hospitalização e mortalidade.

A OMS também reconhece que solidão e isolamento social têm impactos importantes sobre saúde, bem-estar e longevidade. Em relatório divulgado em 2025, a organização colocou a conexão social entre as questões relevantes de saúde pública e destacou que relações sociais de qualidade funcionam como fator de proteção ao longo da vida. 

 

Quando o silêncio começa a dizer alguma coisa

Nem sempre o isolamento aparece de maneira evidente. Ele pode começar quando a pessoa deixa, pouco a pouco, de realizar atividades que faziam parte da rotina ou perder o interesse por algo que anteriormente lhe dava prazer.

De acordo com Bárbara, familiares e cuidadores devem observar redução das conversas e contatos sociais, recusa frequente a convites, tristeza, apatia ou irritabilidade, além de alterações no sono, no apetite, no peso e nos cuidados de higiene. Também podem surgir aumento do consumo de álcool, uso inadequado de medicamentos e dificuldade maior para realizar ou administrar tarefas cotidianas.

Esses comportamentos, isoladamente, não permitem concluir que a pessoa esteja deprimida ou sofrendo algum transtorno. Eles funcionam, no entanto, como sinais de que é preciso conversar e investigar o que mudou.

O Ministério da Saúde também orienta atenção a alterações rápidas de comportamento entre pessoas idosas e destaca que, além de questões emocionais, elas podem estar associadas a problemas orgânicos, como dor, infecções, desidratação ou reações adversas a medicamentos.

Algumas situações podem aumentar a vulnerabilidade ao isolamento. Aposentadoria, viuvez, perda de amigos, redução da mobilidade ou da audição e doenças que dificultam sair de casa são alguns exemplos. Nesse cenário, um problema pode alimentar o outro. A dificuldade para caminhar, por exemplo, reduz as oportunidades de convivência; com menos interação e atividade, o idoso pode se tornar mais sedentário e perder progressivamente independência e participação na vida familiar e comunitária.

 

Presença também é cuidado

Combater a solidão não significa simplesmente preencher a agenda da pessoa idosa. A qualidade dos vínculos e a sensação de pertencimento também importam.

Para quem mora sozinho, a geriatra cooperada da Unimed-BH recomenda manter contatos e visitas presenciais regulares. Quando a distância impede encontros frequentes, telefonemas e videochamadas podem ajudar a preservar os vínculos, mas a tecnologia não deve substituir completamente a convivência presencial.

Centros de convivência, grupos formados por pessoas com interesses semelhantes, atividades voluntárias e prática de exercícios compatíveis com as condições de saúde são outras possibilidades. O Ministério da Saúde recomenda ainda estimular atividades sociais, voluntariado, prática de atividade física, amizades com pessoas de diferentes idades e a manutenção do contato com pessoas queridas.

O cuidado, no entanto, precisa preservar aquilo que a pessoa ainda é capaz de fazer sozinha. Assumir todas as tarefas em nome da proteção pode ter o efeito contrário e diminuir sua autonomia. Bárbara recomenda que familiares ofereçam ajuda sem retirar do idoso as decisões e atividades que ele consegue desempenhar, além de acompanhar aspectos como humor, memória, audição e mobilidade. “É importante dar independência e autonomia sempre que possível, para que ele se sinta incluído nas atividades do dia a dia da família e tenha sensação de pertencimento”, afirma.


Quando procurar ajuda?

Mudanças persistentes de humor ou comportamento, perda de interesse pelas atividades habituais, alterações importantes no sono ou no apetite e dificuldade crescente para realizar tarefas do dia a dia merecem avaliação por um profissional de saúde. Mudanças rápidas ou intensas também precisam ser investigadas, pois podem estar relacionadas a problemas de saúde além de questões emocionais.

Mais do que perguntar se uma pessoa idosa mora sozinha ou quantas vezes recebe visitas, portanto, pode ser necessário fazer uma pergunta mais simples e, ao mesmo tempo, mais difícil como “ela se sente parte da vida das pessoas ao seu redor?”.

 

Dia do Riso: por que brincar, rir e aprender podem andar juntos?

Neurocientista explica o impacto do riso como ferramenta pedagógica para facilitar a aprendizagem

 

O Dia do Riso é uma oportunidade para refletir sobre a importância do humor, das brincadeiras e das experiências prazerosas para o bem-estar e a aprendizagem. Além de provocar boas risadas, brincar também pode ser uma forma de estimular o cérebro, desenvolver habilidades cognitivas e fortalecer os vínculos sociais.  

“O cérebro é um órgão que se adapta e se modifica com a experiência, um conceito conhecido como neuroplasticidade. O treinamento cognitivo e a exposição a novos aprendizados promovem alterações estruturais e funcionais no cérebro, como o surgimento e fortalecimento de sinapses”, explica a neurocientista parceira do Supera - Estimulação Cognitiva, Lívia Ciacci. 

Em diferentes fases da vida, brincar e rir podem criar oportunidades para aprender, experimentar novas estratégias e lidar com desafios de maneira mais leve. Segundo a especialista, o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais contribui para ampliar a capacidade de adaptação e de lidar com as adversidades. Nesse contexto, atividades que combinam desafios, interação e diversão podem tornar o aprendizado mais envolvente, sem deixar de lado a intencionalidade dos estímulos.

 

Brincar também é coisa séria 

Quando pensamos em brincadeiras, é comum associá-las apenas ao lazer e ao entretenimento. No entanto, jogos e desafios também podem mobilizar diferentes habilidades mentais, como atenção, memória, raciocínio e flexibilidade cognitiva. O segredo está na atividade proposta e nas habilidades que ela exige, já que nem todo jogo, por si só, promove os mesmos estímulos. 

“Ela vem da capacidade de ter autocontrole, de persistir em objetivos de longo prazo, de ter relações interpessoais saudáveis e de se engajar ativamente com a vida”, explica a especialista. 

A experiência de brincar também envolve lidar com situações inesperadas, testar possibilidades, respeitar regras e aprender com os erros. Em jogos individuais ou em grupo, a pessoa pode precisar rever uma estratégia, controlar a ansiedade diante de um resultado ou encontrar uma solução diferente para um problema. São oportunidades para exercitar habilidades que fazem parte do cotidiano. 

Além disso, rir e compartilhar experiências prazerosas pode favorecer a aproximação entre as pessoas e tornar as atividades coletivas mais acolhedoras. A diversão, nesse sentido, não precisa ser o oposto da aprendizagem: ela pode ajudar a criar um ambiente em que os participantes se sintam motivados a experimentar, persistir e descobrir novas possibilidades.

 

Estimulação cognitiva: aprender pode ser divertido

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de modificar suas conexões em resposta às experiências e aos aprendizados. Por isso, a prática de atividades que propõem desafios adequados e variados pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas ao longo da vida. 

De acordo com Lívia Ciacci, atividades que estimulam o desenvolvimento intencional de habilidades cognitivas e socioemocionais, assim como a metacognição — o pensamento sobre como pensamos —, podem ajudar a ampliar o repertório de estratégias utilizado diante de diferentes situações. 

A pedagoga especialista em neuroaprendizagem Patrícia Lessa explica que atividades como o ábaco, os exercícios cognitivos, os jogos de tabuleiro e as dinâmicas em grupo são importantes para trabalhar funções executivas, como o raciocínio lógico, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva. 

“No Supera, por exemplo, estimulamos atitudes como a curiosidade e a criatividade, e ensinamos a lidar com emoções como a frustração e o estresse. Ao fortalecermos essas competências, ajudamos nossos alunos a se tornarem mais resilientes, com uma maior capacidade de se adaptar e de se sentir realizadas, mesmo diante de desafios”. 

Assim, o Dia do Riso também pode ser um convite para redescobrir o valor das brincadeiras em todas as idades. Entre risadas, desafios e descobertas, aprender pode se tornar uma experiência mais leve, participativa e significativa. Afinal, brincar não é apenas uma atividade da infância: é uma maneira de explorar possibilidades, exercitar habilidades e manter a curiosidade ativa ao longo da vida. 

 

Gentileza contagia

 

O que a Ciência das Emoções e a Psicologia Positiva revelam sobre a força dos pequenos gestos, tema do Dia Mundial da Gentileza, celebrado em 13 de novembro

 

O que você sente quando uma pessoa desconhecida faz uma gentileza para você? Abre a porta, oferece um chocolate, carrega sua sacola do supermercado, brinca com seu filho no elevador. A gentileza é um pequeno gesto que dura segundos e pode reverberar por horas.  

Após receber um ato de gentileza, você pode sentir gratidão, amor, esperança e alegria. Sua percepção pode se ampliar, abrindo espaço para o que a psicóloga e pesquisadora americana Barbara Fredrickson descreve como um micromomento de amor. É como se o coração se alargasse ao entrar em sintonia com o da outra pessoa, numa conexão breve, que pode envolver até mesmo uma sincronia biológica quase invisível.  

Já ouvimos inúmeras vezes que gentileza gera gentileza. Em termos científicos, isso quer dizer que quando somos tratados com gentileza, podemos experimentar emoções positivas que favorecem a aproximação, a confiança e a disposição para agir de maneira gentil com outras pessoas. Assim, um pequeno gesto pode desencadear outros, ampliando seus efeitos nas relações humanas. 

E quando você faz uma gentileza? O que sente? O que vê? É possível que receba um sorriso ou até mesmo um abraço. A pessoa provavelmente responderá de alguma forma, ainda que sutil. Talvez você sinta uma conexão inexplicável com aquela pessoa nos breves instantes em que a gentileza ocorreu ou perceba uma sensação interna de transbordamento de algo muito bom se espalhando na região do peito. Ser gentil também pode despertar sensações agradáveis no corpo e emoções positivas.  

13 de novembro é o Dia Mundial da Gentileza. A ideia é sensibilizar as pessoas para que essa atitude seja praticada com intencionalidade e frequência. A data foi instituída em 1998, por iniciativa do World Kindness Movement, um movimento internacional que buscava valorizar a gentileza como uma força capaz de aproximar pessoas, independentemente de suas diferenças culturais, religiosas ou políticas. 

Uma atitude que merece atenção 

Uma análise publicada em 2018 no Journal of Experimental Social Psychology, reunindo 27 estudos e mais de 4 mil participantes, encontrou evidências de que praticar atos de gentileza contribui para o bem-estar de quem os realiza, embora os efeitos observados sejam pequenos ou moderados. Outra pesquisa internacional com 4.284 participantes, nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, propôs pelo menos um ato de gentileza por semana durante quatro semanas. Foram observadas pequenas reduções na solidão em dois dos três países, além de benefícios em alguns indicadores de isolamento, ansiedade social e estresse.  


A gentileza se aprende e contagia  

A Psicologia Positiva reconhece a gentileza como uma das 24 forças de caráter que podemos desenvolver ao longo da vida. Isso significa que ser gentil não é apenas uma característica de personalidade ou um ato de educação, mas também uma atitude que pode ser aprendida e exercitada. E por que alguém vai querer aprender a ser mais gentil? A resposta é simples: porque faz bem!  

Um aspecto bonito da gentileza é que ela pode ser contagiosa. Para além do benefício individual, existe a dimensão coletiva da gentileza, pois ela contribui para a qualidade das relações e do entorno. Um pequeno gesto pode despertar emoções positivas, fortalecer vínculos e inspirar outras pessoas a fazer o mesmo. Assim, quem recebe pode se tornar o próximo que oferece, criando uma corrente de cuidado e conexão humana. 

Falar de gentileza não é o mesmo que praticar. Nada como experimentar para sentir seus efeitos benéficos no corpo, nas emoções e nas relações. Aqui vão 5 ideias para inspirar a sua própria lista de gentilezas: 

  • Oferecer um chocolate para uma pessoa desconhecida; 
  • Dar um livro que você gostou de ler para quem vier à sua mente; 
  • Oferecer a um vizinho algo preparado por você (um bolo, um artesanato, uma canção, uma muda de planta, por exemplo); 
  • Cuidar do jardim ou dos pets de um amigo ou vizinho quando ele estiver viajando; 
  • Levar algo gostoso para as pessoas que trabalham no seu prédio ou na sua rua; 

Esses e outros pequenos grandes gestos, quando praticados cotidianamente, podem fortalecer nossas conexões e contribuir para o bem-estar individual e coletivo. A gentileza não precisa de grandes acontecimentos. Basta começar!  

 

Deborah Dubner - psicóloga, escritora e palestrante TEDx. É graduada em Ciência da Felicidade e especialista em Psicologia Positiva e Neurociência. Professora EAD de pós-graduação da PUC Paraná em Motivação e Resiliência. É autora de sete livros. Desenvolve cursos, grupos e vivências presenciais e on-line, trazendo para o cotidiano conhecimentos científicos em linguagem acessível e poética, com foco no bem-estar, autoconhecimento e conexão humana.



Qual é a sociedade de alto QI mais rigorosa do mundo? Conheça os critérios da IIS

Com auditoria internacional, testes reconhecidos pela Psicologia e publicação científica de resultados com DOI, a IIS estabelece um modelo de homologação que vai além dos exames tradicionais de admissão.


Fundada em 2007, a sociedade internacional adota critérios que combinam testes de inteligência cientificamente validados, auditoria psicométrica, verificação profissional e publicação de estudos com DOI. O processo sustenta a posição da instituição como referência em fidedignidade na identificação da capacidade intelectual superior.

A Infinity International Society (IIS), sociedade internacional de pessoas com elevado quociente de inteligência, estabeleceu um modelo de admissão que ultrapassa a simples apresentação de uma pontuação em testes cognitivos. Fundada nos Estados Unidos, em 30 de janeiro de 2007, por Jeffrey Osgood, a instituição adota um sistema de auditoria psicométrica destinado a verificar a autenticidade, a precisão e a consistência científica dos resultados apresentados pelos candidatos. O procedimento combina instrumentos reconhecidos pela comunidade científica, profissionais habilitados, avaliação por especialistas e a possibilidade de homologação dos resultados por meio de publicação científica internacional com DOI.

A proposta está associada a uma distinção: não basta apresentar um número elevado de QI. É necessário comprovar que esse número foi obtido por um instrumento adequado, aplicado em condições metodologicamente controladas e interpretado segundo critérios psicométricos reconhecidos.

Integrante da World Intelligence Network (WIN) desde dezembro de 2009, a IIS já era descrita pelo consórcio internacional como uma sociedade que utiliza testes padronizados de inteligência, cujos resultados são examinados por psicometristas com experiência e conhecimento das pesquisas científicas sobre inteligência elevada. Com a ampliação dos seus procedimentos de credenciamento, a instituição passou a estruturar a verificação documental, a revisão psicométrica e a certificação científica como etapas complementares de reconhecimento da capacidade intelectual.

A combinação desses procedimentos constitui a base da posição institucional da IIS como uma das sociedades de alto QI mais rigorosas do mundo em matéria de verificação e fidedignidade dos resultados.


A diferença entre ingressar em uma sociedade de alto QI e comprovar cientificamente a inteligência

As sociedades internacionais de alto QI utilizam diferentes critérios de admissão. Algumas aceitam testes próprios, desenvolvidos ou selecionados para verificar se o candidato alcança determinado percentil da população. Outras exigem resultados provenientes de avaliações psicológicas externas.

A Mensa, uma das organizações mais conhecidas nesse segmento, permite o ingresso tanto por exames de admissão quanto pela apresentação de laudos de testes de inteligência aceitos pela entidade.

No Brasil, a própria Mensa esclarece que o seu exame de admissão é não verbal e não constitui um teste de QI. O procedimento permite identificar se o candidato alcança o percentil 98, necessário para integrar a associação, mas não produz, por si só, um relatório psicológico completo de avaliação intelectual.

A diferença é metodológica. Testes de raciocínio matricial e outros instrumentos não verbais podem apresentar validade científica para mensurar capacidades específicas, especialmente componentes da inteligência fluida. Entretanto, a avaliação global da inteligência pode envolver também compreensão verbal, memória operacional, velocidade de processamento e outras dimensões cognitivas, conforme a estrutura do instrumento utilizado.

Escalas como Wechsler e Stanford-Binet permitem investigar a capacidade intelectual por meio de diferentes tarefas e índices psicométricos. A análise conjunta desses resultados fornece informações sobre o desempenho global e a distribuição das capacidades avaliadas.

É nessa distinção que a IIS fundamenta o seu modelo. A instituição estabelece a pontuação de QI como requisito objetivo de admissão, mas acrescenta uma auditoria destinada a verificar a legitimidade do resultado. A classificação intelectual passa a depender da correspondência entre o valor apresentado, as propriedades científicas do teste, as condições de aplicação e a documentação produzida pelo profissional responsável.

A proposta não consiste apenas em reconhecer pessoas que atingiram uma pontuação estatisticamente rara. Consiste em verificar cientificamente a origem e a consistência dessa pontuação.


Testes reconhecidos pela Psicologia e critérios internacionais de avaliação

A IIS estabelece como princípio a aceitação de testes de inteligência com fundamentação científica, evidências psicométricas de validade e precisão e aplicação supervisionada por profissionais qualificados.

Entre os instrumentos relacionados na sua política de admissão estão as escalas Wechsler, como WAIS e WISC, o Stanford-Binet, o Woodcock-Johnson e outros instrumentos submetidos à análise técnica da instituição.

A avaliação considera a natureza do teste, a população para a qual foi normatizado, o desvio-padrão utilizado e as evidências que sustentam a interpretação do resultado. A IIS também verifica a habilitação do profissional responsável e o reconhecimento do instrumento pelas entidades reguladoras competentes no país de aplicação.

No Brasil, esse controle envolve o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), mantido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), responsável por examinar a qualidade técnico-científica dos instrumentos utilizados na prática profissional. A regulamentação brasileira estabelece requisitos relacionados à validade, precisão e normatização dos testes psicológicos.

O modelo também encontra correspondência nos princípios dos Standards for Educational and Psychological Testing, desenvolvidos pela American Educational Research Association (AERA), American Psychological Association (APA) e National Council on Measurement in Education (NCME), referências internacionais para a elaboração, aplicação e interpretação de avaliações psicológicas e educacionais.

Para a IIS, a legitimidade de uma pontuação depende da qualidade científica do procedimento que a produziu. Por essa razão, testes informais realizados pela internet, avaliações sem supervisão especializada ou resultados autodeclarados não constituem evidência suficiente para homologação.


O número importa: o conceito quantitativo de superdotação adotado pela IIS

A Infinity International Society fundamenta a identificação da capacidade intelectual superior em medidas psicométricas quantificáveis. O QI constitui o principal parâmetro de elegibilidade, sendo indispensável para o reconhecimento institucional.

A sociedade estabelece duas categorias de admissão. Os membros afiliados devem apresentar QI mínimo de 130 pontos, considerando desvio-padrão de 15, resultado correspondente aproximadamente ao percentil 98 da distribuição normativa. Para os membros de mérito, a exigência sobe para 140 pontos, equivalente aproximadamente ao percentil 99,63.

A avaliação também contempla requisitos específicos dos índices cognitivos, incluindo organização perceptiva e compreensão verbal, segundo os parâmetros estabelecidos para cada categoria.

A particularidade do procedimento está na associação entre a exigência numérica e a auditoria do resultado. Um candidato que apresente QI de 145 pontos, por exemplo, não recebe aprovação exclusivamente porque ultrapassou o limite estatístico. O comitê examina se a pontuação corresponde a um instrumento aceito, se os procedimentos de aplicação foram respeitados e se os demais resultados sustentam a interpretação psicométrica apresentada.

Esse modelo procura distinguir resultados intelectuais efetivamente documentados de valores cuja origem ou interpretação não tenha sido suficientemente demonstrada.

Na concepção institucional da IIS, a mensuração da inteligência não deve ser substituída por percepções subjetivas de capacidade intelectual. O reconhecimento da superdotação, para fins de admissão e homologação, exige evidência quantitativa produzida por instrumentos cientificamente validados.

O número define o critério. A auditoria determina a confiabilidade da sua mensuração.


Auditoria internacional de QI envolve cinco etapas de verificação

O protocolo de credenciamento da IIS estabelece cinco fases destinadas a assegurar a rastreabilidade documental e a consistência científica dos resultados.

A primeira etapa é a verificação da integridade documental. O candidato apresenta o relatório psicológico e as informações necessárias para identificar o instrumento utilizado, os resultados obtidos e o profissional responsável pela avaliação.

A segunda consiste na verificação da fonte primária, conhecida internacionalmente como Primary Source Verification (PSV). Nessa fase, a IIS prevê o contato direto com o psicólogo, neuropsicólogo ou instituição que realizou o exame, a fim de confirmar a autenticidade do documento e as condições em que a avaliação foi conduzida.

A terceira fase corresponde à revisão psicométrica especializada. Os auditores examinam os resultados dos testes, os índices fatoriais, a consistência interna e os parâmetros estatísticos utilizados. Diferenças relevantes entre domínios cognitivos recebem atenção específica para determinar a adequada interpretação do resultado global.

A quarta etapa envolve a análise de equivalência psicométrica internacional. O procedimento considera os parâmetros normativos dos instrumentos e a correspondência das pontuações com as escalas utilizadas internacionalmente. O objetivo é estabelecer critérios comparáveis de interpretação, respeitando as características de cada teste e da população normativa correspondente.

A quinta fase compreende a decisão de homologação e a emissão da certificação institucional. Os membros aprovados podem receber documentos com assinatura digital e mecanismos de verificação, além de optar pela modalidade de registro científico do resultado.

O sistema permite que a avaliação não dependa exclusivamente da interpretação inicial produzida pelo profissional responsável pelo teste. A IIS acrescenta uma instância de análise especializada, com verificação da fonte original e revisão dos dados apresentados.

Essa sequência de procedimentos sustenta o modelo de fidedignidade defendido pela instituição, baseado na autenticidade documental, no rigor psicométrico e na rastreabilidade da avaliação.


IIS permite homologar internacionalmente resultados de QI por meio de publicação científica com DOI

Uma das características mais distintivas do modelo da Infinity International Society é a possibilidade de transformar a avaliação psicométrica de um membro em um estudo científico formalmente publicado, com identificação bibliográfica internacional.

Segundo o procedimento institucional, a modalidade de homologação científica envolve a elaboração de um estudo por especialistas em psicometria, a análise do conteúdo por um comitê científico e a publicação em uma revista científica identificada por ISSN (International Standard Serial Number).

O estudo técnico examina os instrumentos utilizados na avaliação, os resultados obtidos, os índices cognitivos, os parâmetros estatísticos e os elementos que sustentam a classificação intelectual atribuída ao indivíduo.

Após a análise científica e a aprovação para publicação, o trabalho recebe um DOI (Digital Object Identifier), identificador digital persistente utilizado internacionalmente na comunicação científica.

O procedimento estabelece uma estrutura documental que vai além da emissão de uma carteira de membro ou de um certificado convencional de sociedade de alto QI.

A homologação científica compreende a produção de um trabalho técnico individualizado, sua apreciação por especialistas e o registro formal em uma publicação identificada internacionalmente. O ISSN identifica a revista científica, enquanto o DOI permite a referência persistente ao estudo publicado e a consulta dos seus metadados bibliográficos.

Na prática, o resultado de QI deixa de estar documentado exclusivamente no laudo original ou nos arquivos administrativos da sociedade. Ele passa a integrar uma publicação científica que registra a análise realizada e permite sua identificação no ambiente internacional de pesquisa.

A IIS também prevê modalidades de publicação com identificação nominal ou anonimização, considerando as condições de privacidade estabelecidas para o participante.

O diferencial está na associação entre a mensuração original da inteligência, a auditoria psicométrica, a avaliação científica e a publicação formal dos resultados. A certificação é sustentada pelo procedimento técnico, enquanto o DOI proporciona identificação persistente e rastreabilidade bibliográfica internacional.

Essa estrutura representa uma modalidade de reconhecimento científico institucional que busca conferir maior consistência documental à avaliação do QI e à sua homologação.


Estrutura internacional reúne profissionais e responsáveis pela avaliação psicométrica

A atuação internacional da IIS está presente desde a sua origem. Fundada em 2007, a sociedade passou a integrar a World Intelligence Network em 2009, como a nona organização admitida no consórcio.

O registro da WIN descreve expressamente a utilização de testes padronizados de inteligência e a análise dos resultados por psicometristas com experiência e conhecimento das pesquisas sobre inteligência elevada.

A estrutura administrativa da IIS é presidida por Stanislav Riha, com Harry Hollum na vice-presidência e o neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues na direção internacional. A instituição também apresenta responsáveis por avaliações e outras funções técnicas, incluindo Cristiane Fabian Costa Cruz, Olav H. D., Nicole Peters e Jeho Heo.

A organização declara contar com profissionais especializados em psicometria em diferentes países e prevê mecanismos de fiscalização adequados às exigências de cada região.

Em países como Brasil, Índia, Coreia do Sul, Paraguai, Paquistão, Vietnã e Nigéria, a instituição informa adotar procedimentos adicionais de verificação profissional. O objetivo declarado é assegurar a rastreabilidade das avaliações e a conformidade dos instrumentos com os requisitos científicos e regulatórios pertinentes.

Essa organização permite que o processo de análise considere tanto critérios estatísticos internacionais quanto as condições específicas em que cada avaliação foi realizada.


O que sustenta a posição da IIS como referência de fidedignidade entre sociedades de alto QI

A proposta da Infinity International Society estabelece uma distinção entre alcançar uma pontuação suficiente para ingressar em uma associação e submeter essa pontuação a um processo de auditoria e homologação científica.

O modelo reúne exigências quantitativas de QI, instrumentos psicométricos reconhecidos, supervisão profissional, confirmação documental, revisão por especialistas, avaliação institucional e possibilidade de publicação científica com DOI.

A combinação desses procedimentos forma a base da reivindicação da IIS de figurar entre as sociedades internacionais com maior rigor na verificação da inteligência superior.

O diferencial não está exclusivamente na dificuldade de admissão ou na raridade estatística dos resultados exigidos. Está no processo utilizado para examinar a confiabilidade dos dados e produzir documentação que permita identificar a origem da avaliação e os critérios de sua interpretação.

Ao associar a análise do quociente de inteligência à auditoria psicométrica e à publicação científica individualizada, a IIS amplia o conceito tradicional de credenciamento em sociedades de alto QI. A admissão passa a integrar um sistema de verificação que procura assegurar a correspondência entre a pontuação apresentada, a qualidade do instrumento e a legitimidade da documentação.

O princípio que orienta esse modelo é objetivo: a capacidade intelectual superior deve ser demonstrada por medidas científicas, e essas medidas precisam ser verificáveis.

Para a IIS, a credibilidade não decorre apenas do valor elevado de um QI, mas da possibilidade de comprovar tecnicamente como ele foi obtido, analisado e homologado.

É essa associação entre precisão quantitativa, auditoria especializada e documentação científica internacional que sustenta a posição da IIS como referência em fidedignidade na identificação e no reconhecimento da superdotação.

 

Enem 2026: estudantes terão viagens gratuitas nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda neste domingo (8)

Gratuidade será oferecida das 9h até às 21h no primeiro dia de provas; recomendação é consultar o trajeto com antecedência e sair de casa mais cedo para evitar imprevistos 

 

Os estudantes que prestarão o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (8), poderão utilizar gratuitamente as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela Plataforma de Trilhos da Motiva. A gratuidade será válida das 9h até às 21h e tem como objetivo facilitar o deslocamento dos candidatos até os locais de prova.

Para aproveitar o benefício e evitar imprevistos, a recomendação é que os estudantes se programem com antecedência: consultem o endereço do local de prova, verifiquem as estações mais próximas, planejem as integrações com outras linhas de transporte e saiam de casa com tempo suficiente para realizar o percurso com tranquilidade. Vale lembrar que imprevistos podem acontecer e chegar mais cedo ajuda a evitar a correria antes do fechamento dos portões. Durante o período da gratuidade, os candidatos poderão viajar pelas quatro linhas sem pagar pela passagem.

Para atender ao aumento da demanda, as estações contarão com reforço dos Agentes de Atendimento e Segurança (AAS), que estarão disponíveis para orientar os estudantes durante o deslocamento. A operação dos trens também será monitorada em tempo real, com composições reserva preparadas para acionamento, caso necessário.

As quatro linhas conectam diferentes regiões da capital e da Grande São Paulo e oferecem integração com outros sistemas de transporte sobre trilhos, ampliando as alternativas para chegar aos locais de prova. 
 

Linha 4-Amarela da Motiva 

A Motiva é a empresa responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo e o primeiro contrato de PPP (Parceria Público-Privada) assinado no país. Na América Latina, a Linha 4-Amarela é pioneira no uso do sistema driverless, operação automática sem a presença de condutor dentro do trem, que permite a supervisão permanente de velocidade, conferindo mais segurança e precisão à operação.  
 

Linha 5 – Lilás da Motiva 

 A plataforma de Trilhos da Motiva, responsável pela operação e manutenção da linha 5-Lilás de metrô, composta por 17 estações e atende a zona sul da capital, ligando Capão Redondo à Chácara Klabin.  
 

 

Como chegar mais rápido ao Enem: Estácio oferece descontos em transporte para candidatos

 Campanha disponibiliza créditos para viagens pela Uber e uso gratuito de bicicletas compartilhadas em três capitais, nos dias de aplicação das provas

  

No próximo domingo, 8 de novembro, será aplicado o primeiro dia do Enem 2026. Além da preparação para a prova, uma das preocupações dos candidatos é chegar ao local de aplicação dentro do horário e evitar imprevistos no deslocamento. Em 2025, cerca de 27% dos inscritos faltaram ao primeiro dia do exame, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de estudantes. Um dos casos que chamou a atenção foi o de Lucas Gabrik, que chegou com apenas 40 segundos de atraso e não conseguiu realizar a prova. 

Para ajudar os candidatos a se deslocarem com mais tranquilidade nos dias do exame, a Estácio promove, mais uma vez, a campanha “Carona Estácio”. A iniciativa oferece um voucher de R$ 10 no app da Uber, que poderá ser utilizado nos dias 8 ou 15 de novembro, datas de aplicação do Enem. Dependendo do valor da corrida, o desconto pode cobrir integralmente o custo do trajeto. 

Para resgatar o benefício, o candidato deve se cadastrar no site da campanha: estacio.br/carona-estacio. Após o registro, será disponibilizado um cupom por CPF. A quantidade é limitada, e os créditos poderão ser utilizados em um dos dois dias de prova, conforme as condições da promoção. 

“Sabemos que o dia do Enem envolve expectativa, ansiedade e muitos desafios para os candidatos. Por isso, queremos contribuir também com questões práticas, como o deslocamento até o local da prova. Com a campanha Carona Estácio, buscamos oferecer mais tranquilidade e condições para que os estudantes concentrem sua atenção no que realmente importa: realizar o exame e dar mais um passo em direção ao futuro profissional que desejam construir”, afirma Eduardo Guedes, vice-presidente de Marketing e Vendas da Yduqs, organização da qual a Estácio faz parte. 

Além do benefício para viagens pela Uber, os candidatos de Belo Horizonte, Florianópolis e Curitiba terão uma opção adicional de deslocamento. Em parceria com a Tembici, empresa de tecnologia para micromobilidade, a Estácio oferecerá o uso gratuito de bicicletas compartilhadas nessas cidades, onde a instituição patrocina os sistemas. Os cupons poderão ser resgatados para os dois dias de aplicação do exame, também pelo site da campanha. 

A Carona Estácio reforça o compromisso da instituição em apoiar os estudantes em diferentes etapas de sua trajetória acadêmica, inclusive em momentos decisivos como o Enem.


Estácio
estacio.br


Afya oferece correção ao vivo do ENEM, simulador de notas e ferramentas gratuitas de preparação para a prova

Afya Prepara tem transmissões com professores no YouTube, milhares de questões para estudo, recursos de inteligência artificial e teste vocacional

 

A preparação para o Enem não termina quando o estudante entrega a prova. Depois de meses de estudo, é natural que os candidatos queiram conferir as respostas, entender onde acertaram e identificar os pontos em que tiveram mais dificuldade. Para acompanhar esse momento e apoiar os próximos passos dos estudantes, a Afya disponibiliza gratuitamente o Afya Prepara, uma plataforma que reúne correção comentada do exame, estimativa de desempenho, ferramentas de estudo e orientação profissional.

 

Ao final de cada dia de aplicação do Enem, professores de diferentes disciplinas participarão das transmissões ao vivo no canal da instituição no YouTube para corrigir as questões e explicar os conteúdos cobrados. Os estudantes também poderão consultar o gabarito na plataforma, registrar seus acertos por tema e utilizar um simulador para estimar a nota final, considerando o desempenho nas questões e na redação.

 

“Sabemos que o Enem é resultado de uma longa jornada de dedicação e que, depois da prova, muitos estudantes ficam ansiosos para conferir as respostas, entender seus erros e saber como se saíram. Queremos estar ao lado deles também nesse momento, oferecendo informação, acolhimento e ferramentas que ajudem a transformar a expectativa em aprendizado. Mais do que conferir um resultado, é uma oportunidade de reconhecer o próprio caminho e seguir em frente com mais confiança”, afirma Kátia Pinto, diretora da Afya.

 

Para quem deseja continuar estudando, a iniciativa também dá acesso ao Aprove-se, plataforma de preparação que reúne milhares de questões organizadas por disciplina, simulados, provas anteriores e videoaulas com professores especializados. Os estudantes podem ainda contar com trilhas de estudo personalizadas, correção de redações e recursos de inteligência artificial para esclarecer dúvidas e organizar a rotina de preparação. Entre as funcionalidades estão flashcards com repetição espaçada, que ajudam na revisão dos conteúdos, e a Kat IA, assistente que permite praticar questões, tirar dúvidas e acompanhar a evolução nos estudos.

 

A escolha da carreira também ganha espaço na plataforma. Por meio de um teste vocacional baseado na metodologia RIASEC, os participantes podem identificar interesses e afinidades a partir de seis dimensões de características profissionais, ampliando o conhecimento sobre diferentes possibilidades de atuação. 

 

“A escolha de uma profissão é uma decisão importante e nem sempre simples, especialmente para quem está concluindo o ensino médio. Queremos contribuir para que os jovens tenham acesso a informações que os ajudem a reconhecer seus interesses, explorar possibilidades e fazer escolhas mais conscientes sobre o futuro”, completa Kátia Pinto. Todos os recursos disponibilizados na plataforma são gratuitos e podem ser acessados pelo site https://afyaprepara.com.br/.

 

Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br


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