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| Imagem: Poliedro |
Especialista do Colégio Poliedro explica como a alimentação influencia a concentração e orienta sobre os cuidados durante a preparação e nos dias de prova
A preparação para vestibulares exige dedicação e uma
rotina intensa de estudos, mas o desempenho dos estudantes também está relacionado
a cuidados que vão além dos livros e exercícios. A alimentação, por exemplo,
tem papel importante no funcionamento do cérebro e pode influenciar funções
cognitivas como memória, concentração e raciocínio. Por isso, manter refeições
equilibradas e horários regulares é uma das medidas que contribuem para a
disposição ao longo dessa jornada.
De acordo com Renata Mendes, nutricionista do Colégio Poliedro, o
cérebro precisa de diferentes nutrientes para funcionar adequadamente. Os
carboidratos fornecem glicose, sua principal fonte de energia, enquanto
nutrientes como ferro, zinco e ômega-3 participam de processos importantes para
o sistema nervoso. Mais do que apostar em alimentos específicos ou suplementos,
a orientação é manter uma alimentação variada, com proteínas, frutas, verduras,
legumes e fontes de gorduras saudáveis.
“Não existe um alimento isolado capaz de garantir melhor
desempenho nos estudos. O mais importante é manter uma alimentação equilibrada
e diversificada, com refeições regulares e boa hidratação. Esses cuidados
ajudam a fornecer a energia e os nutrientes necessários para o funcionamento do
cérebro e para manter a disposição durante a preparação”, explica Renata.
Na rotina dos vestibulandos, porém, a falta de tempo e a
intensidade dos estudos podem levar a hábitos pouco saudáveis. Pular refeições,
passar muitas horas em jejum e recorrer frequentemente a produtos
ultraprocessados estão entre os erros mais comuns. Segundo a nutricionista,
esses comportamentos podem provocar cansaço, sonolência, irritabilidade e
dificuldade de manter a atenção. O consumo excessivo de café, bebidas
energéticas e alimentos ricos em açúcar também merece cuidado, já que pode
aumentar a ansiedade, o nervosismo e prejudicar a qualidade do sono.
Para evitar esses efeitos, Renata recomenda priorizar refeições
caseiras e incluir pequenos lanches entre os principais horários de alimentação,
como frutas, iogurtes e castanhas. A hidratação também deve fazer parte da
rotina. “É importante não passar longos períodos sem comer e evitar substituir
refeições por opções pouco nutritivas. Pequenos lanches entre as refeições
podem ajudar a manter a disposição, especialmente em dias de estudo mais intensos”,
orienta.
Os cuidados alimentares também devem ser mantidos na reta final de
preparação e nos dias de vestibular. A recomendação é evitar mudanças na rotina
e consumir alimentos aos quais o estudante já esteja habituado, priorizando
refeições leves e evitando preparações que possam causar desconforto gástrico,
como frituras e molhos mais pesados.
Durante provas longas, levar um lanche também pode ser uma boa
estratégia. Nesse caso, a escolha deve considerar não apenas o valor
nutricional, mas também a praticidade. Frutas já cortadas e armazenadas
adequadamente, castanhas e outros alimentos de fácil consumo, que não façam
sujeira nas mãos ou na folha de respostas, podem ser boas alternativas. Renata
ressalta, ainda, a importância de experimentar os lanches escolhidos nos dias
que antecedem o exame, evitando testar alimentos novos justamente no momento da
avaliação. “O ideal é que o estudante já conheça os alimentos que pretende
levar e saiba como seu organismo reage a eles. Testar essas opções antes da
prova ajuda a evitar desconfortos inesperados. Também é importante escolher
lanches práticos, que possam ser consumidos facilmente durante o exame”,
explica.
Além da alimentação, estratégias de relaxamento podem ajudar os
estudantes a lidar com a pressão dos vestibulares. A prática de meditação e
exercícios de respiração, como a respiração diafragmática, pode ser incorporada
à rotina de preparação e utilizada também durante a prova. Em avaliações longas,
essas técnicas podem auxiliar no controle da ansiedade e na retomada da
concentração em momentos de tensão.
Manter uma alimentação adequada ao longo da preparação não
significa adotar uma dieta restritiva ou apostar em soluções pontuais, mas
construir hábitos que contribuam para o bem-estar e ofereçam melhores condições
para enfrentar a rotina de estudos. Aliados a estratégias de controle
emocional, esses cuidados ajudam o estudante a chegar ao exame mais preparado
para lidar com os desafios da avaliação.

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