Pesquisar no Blog

sábado, 19 de setembro de 2026

Peso, gordura e músculo: por que os números da balança contam só parte da história

Composição corporal ajuda a identificar mudanças na proporção de gordura e músculos que não aparecem nos quilos e pode ser um indicador mais relevante da evolução física


 

A balança pode permanecer no mesmo número enquanto o corpo passa por mudanças importantes. Isso acontece porque o peso corporal reúne gordura, músculos, água, ossos, órgãos e outros tecidos, e não revela quanto cada componente representa. Uma pessoa que começa a treinar, por exemplo, pode reduzir gordura e ganhar massa muscular sem apresentar uma queda significativa de peso. É o que se chama de recomposição corporal, processo que ajuda a explicar por que acompanhar apenas os quilos pode produzir uma visão incompleta dos resultados. 

“O peso é apenas uma informação dentro de um conjunto muito maior. Quando avaliamos a composição corporal, conseguimos entender se houve redução de gordura, preservação ou ganho de massa muscular e relacionar esses dados à evolução do condicionamento e da força. É possível, portanto, manter o mesmo peso na balança e estar evoluindo de forma bastante positiva”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica. Massa magra e massa muscular, por exemplo, não são sinônimos: enquanto a primeira engloba tudo o que não é gordura, como músculos, água, ossos e órgãos, a massa muscular corresponde especificamente ao tecido ligado à contração e à produção de força. 

Para acompanhar essas mudanças, métodos como bioimpedância, adipometria, medidas de circunferência e registros fotográficos podem ser utilizados em avaliações periódicas. A bioimpedância, bastante comum nas academias, fornece estimativas da composição corporal e pode sofrer interferências de fatores como hidratação, alimentação, horário da avaliação e exercícios realizados anteriormente. Por isso, mais importante do que comparar resultados isolados é observar a tendência ao longo do tempo, preferencialmente realizando as avaliações em condições semelhantes. Mudanças no caimento das roupas, aumento das cargas no treino e melhora do condicionamento também ajudam a mostrar uma evolução que nem sempre aparece na balança. 

“Quando o objetivo é melhorar a composição corporal, musculação e exercícios cardiovasculares têm papéis complementares. O treinamento de força estimula e ajuda a preservar a massa muscular, enquanto o cardio contribui para o gasto energético. Mas o resultado não depende de uma avaliação isolada nem acontece de uma semana para outra: é preciso considerar treino, alimentação, recuperação e consistência”, afirma Ferreira.  

Na Cia Athletica, a avaliação física inicial e o acompanhamento da evolução consideram composição corporal, força e condicionamento para orientar o programa de treinamento de acordo com os objetivos, a rotina e o histórico de cada aluno.

 

Dieta milagrosa, corpo em dívida: emagrecimento rápido pode afetar músculos, cabelos, unhas e até a saúde íntima

 

Restrição alimentar severa pode comprometer a composição corporal, provocar deficiências nutricionais e produzir efeitos que só aparecem depois que o peso já caiu

O que uma dieta promete entregar em semanas pode levar meses para o corpo revelar por inteiro: o número na balança cai rapidamente, mas algumas consequências chegam devagar, como um punhado de fios a mais no ralo, unhas que deixam de crescer fortes, menos disposição para atividades que antes pareciam simples, alterações no ciclo menstrual ou uma mudança na relação com a própria comida. São sinais dispersos, aparentemente sem conexão, mas nascem do mesmo ponto: uma dieta que foi longe demais na restrição alimentar.

As chamadas dietas milagrosas costumam vender velocidade, mas o organismo trabalha em outra lógica: precisa de energia, proteínas, vitaminas, minerais e equilíbrio metabólico para manter tecidos, músculos, hormônios e funções que seguem ativas mesmo quando o objetivo é perder peso.

Para a nutricionista e psicóloga Flávia Lucena, o emagrecimento precisa ser analisado de forma mais ampla do que apenas pela quantidade de calorias consumidas ou pelo número mostrado na balança. Segundo a especialista, fatores individuais, como genética, composição corporal, estado hormonal, saúde intestinal, qualidade do sono, estresse e presença de doenças, também interferem na resposta do organismo. "A perda de peso e a melhora da saúde não dependem apenas de cortar calorias, excluir grupos alimentares ou prolongar jejuns. Cada organismo responde de forma diferente”, explica.

Fica então a pergunta: o que exatamente está sendo perdido? Uma queda expressiva no peso pode envolver gordura, mas também água e massa muscular. Quando a alimentação sofre uma redução severa e deixa de fornecer nutrientes em quantidade adequada, o organismo precisa se adaptar, e essas adaptações podem aparecer em diferentes partes do corpo.

“É comum que essas estratégias provoquem perda de água corporal e até de massa muscular, além de aumentarem o risco de deficiências nutricionais, fadiga, piora do funcionamento intestinal, queda do desempenho físico e cognitivo e o conhecido efeito rebote. Em alguns casos, a pessoa emagrece, mas às custas da piora da composição corporal e do equilíbrio fisiológico”, completa Flávia.

Essa mudança na composição corporal costuma aparecer primeiro por fora, nas unhas e nos cabelos. Fragilidade, descamação e quebra das unhas podem ter diferentes causas, mas também estar relacionadas à falta de nutrientes. Marina Groke, diretora da Unhas Cariocas, maior rede de esmalterias do mundo, explica: “A ingestão insuficiente de alguns nutrientes, vitaminas e minerais deixa as unhas frágeis, secas e quebradiças. Em dietas muito restritivas, a falta desses elementos pode comprometer a formação da lâmina ungueal, afetando sua resistência, crescimento e aparência”.

A mesma lógica vale para os cabelos, cujas alterações podem aparecer semanas ou meses após uma dieta muito restrita. “O fio de cabelo é formado principalmente por queratina e depende de uma oferta adequada de proteínas, vitaminas e minerais para manter sua estrutura. Em processos de emagrecimento muito restritivos, a deficiência desses nutrientes pode comprometer o ciclo capilar, deixando os fios mais finos, frágeis e suscetíveis à queda”, esclarece Marina Groke, que também dirige a Escova Express, rede de escovarias.

Já a perda de massa muscular compromete diretamente a funcionalidade do corpo. Jéssica Ramalho, fisioterapeuta e CEO da Acuidar, maior rede de cuidadores da América Latina, destaca que a redução de força pode afetar mobilidade, equilíbrio e autonomia. “A perda de massa muscular não representa apenas uma mudança estética. Ela pode reduzir a força necessária para atividades simples, como caminhar, levantar-se e manter o equilíbrio, especialmente quando o emagrecimento ocorre de forma muito rápida”, explica.

A restrição energética também repercute na saúde íntima feminina. Alterações no ciclo menstrual, ressecamento, desconforto e mudanças na libido podem acompanhar desequilíbrios hormonais e precisam ser avaliadas dentro do contexto clínico. A ginecologista e especialista em cirurgia íntima, Mariana Macedo reforça a importância de investigar essas mudanças: “Em situações de restrição alimentar intensa e baixa disponibilidade energética, o organismo pode reduzir funções que não são prioritárias naquele momento, afetando a produção hormonal e o ciclo menstrual. Por isso, é importante avaliar o histórico da paciente, a velocidade da perda de peso, a alimentação e possíveis mudanças na rotina antes de definir a causa dos sintomas”.

Os efeitos chegam ainda à relação com a comida. Ainda de acordo com Flávia Lucena, dietas muito rígidas dificultam a manutenção dos resultados e podem alimentar um ciclo de culpa e perda de controle. “Resultados rápidos costumam durar pouco”, afirma. Segundo ela, quando a alimentação passa a ser guiada pelo medo, culpa e excesso de controle, o risco de ansiedade relacionada à comida aumenta, assim como episódios de compulsão, piora da autoestima e até desenvolvimento ou agravamento de transtornos alimentares.


Dez anos com silicone: quando a troca do implante é realmente necessária?

Exames de imagem e avaliação clínica ajudam a definir quando uma nova cirurgia é necessária

 

O Brasil registrou 232.593 cirurgias de aumento mamário em dados recentes da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Apesar do volume expressivo, ainda persiste a ideia de que os implantes precisam ser obrigatoriamente substituídos ao completar uma década. A Anvisa estima vida útil média de 10 a 15 anos, mas ressalta que a troca pode ser necessária antes desse período em casos de ruptura, contratura capsular ou outras complicações. A entidade ainda trabalha na consolidação dos dados mais recentes. 

Para o Dr. Alexandre Peruzzo, cirurgião plástico que atua com cirurgia plástica, contorno corporal minimamente invasivo, medicina estética e longevidade, a necessidade de uma nova operação deve ser definida pelo quadro de cada paciente. “Dez anos não são uma sentença de troca. O que pesa nessa decisão é a condição do implante, o resultado dos exames e a evolução da mama ao longo do período. O calendário, sozinho, não deve determinar uma nova cirurgia”, afirma o médico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.


O que realmente pode levar à substituição

A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, reforça que implantes mamários não são permanentes e podem exigir novos procedimentos ao longo do tempo. Entre as possíveis complicações estão a ruptura do implante e a contratura capsular. A Anvisa também alerta que esses problemas podem levar à necessidade de troca antes dos 10 anos, ou mesmo depois desse período. Ou seja, não existe uma regra de que o implante precise ser substituído obrigatoriamente ao completar uma década.

Isso significa que duas mulheres que realizaram a cirurgia no mesmo período podem receber condutas diferentes durante o acompanhamento. A integridade do dispositivo e os achados da avaliação médica passam a ser mais relevantes para a decisão do que uma regra baseada exclusivamente no número de anos desde a colocação.


O acompanhamento começa antes dos sintomas

Um dos pontos que exigem atenção é a possibilidade de ruptura silenciosa dos implantes preenchidos com gel de silicone. Para pacientes sem sintomas, a FDA recomenda a primeira ultrassonografia ou ressonância magnética entre cinco e seis anos após a colocação e, depois, novos exames a cada dois ou três anos. O American College of Radiology adota o mesmo intervalo e considera ultrassonografia e ressonância sem contraste, métodos apropriados para essa finalidade.

O acompanhamento ao longo dos anos também faz parte da filosofia defendida por Peruzzo para as cirurgias mamárias. “Para mim, ser minimamente invasivo na mama também significa poupar a paciente de múltiplas cirurgias ao longo do tempo”, ressalta o cirurgião plástico ao explicar a importância de um planejamento individualizado.

Assim, chegar aos dez anos com um implante não determina automaticamente uma nova operação. O intervalo funciona como referência de vida útil média, enquanto a indicação de retirada ou substituição depende das condições encontradas durante o seguimento e da avaliação individual de cada paciente.

 

 



Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.

Setembro Amarelo: frases que parecem ajudar, mas podem afastar quem está sofrendo

É preciso saber a forma correta de abordar alguém que está em
sofrimento emocional, aderir à escuta ativa sem julgamentos.
Crédito: imagem ilustrativa gerada por IA
 Hospital Heidelberg)
No mês de prevenção ao suicídio, psiquiatra alerta para importância de escutar sem julgamentos e reconhecer sinais silenciosos de sofrimento emocional

 

“Isso é frescura.” “Você tem tudo na vida.” “Pense nas coisas boas.” “Tem gente com problemas muito maiores.” Embora geralmente sejam ditas com a intenção de ajudar, frases como essas podem fazer uma pessoa em sofrimento emocional se sentir incompreendida, culpada ou ainda mais sozinha. É justamente contra esse tipo de resposta que o Setembro Amarelo 2026 chama a atenção ao propor o tema “Escutar é estar presente”. 

A campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV) destaca que uma escuta acolhedora pode ser o primeiro passo para que alguém em sofrimento encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho. Muito menos, que busque o suicídio como escape do problema. 

Para o médico psiquiatra Dr. Roberto Ratzke, professor e coordenador da Psiquiatria do Hospital Heidelberg, em Curitiba, a diferença está menos em encontrar a frase perfeita e mais em demonstrar disponibilidade genuína para ouvir. 

“Quando alguém diz ou demonstra que está sofrendo, a primeira reação não precisa ser dar um conselho ou tentar resolver o problema. Uma resposta mais acolhedora seria: ‘Percebo que você está sofrendo. Quer me contar o que está acontecendo? Como posso ajudar?’. Validar o sofrimento não significa concordar com tudo o que a pessoa pensa, mas mostrar que aquilo que ela está sentindo merece ser levado a sério.”

 

Escuta reativa x escuta acolhedora 

Uma escuta reativa tenta interromper rapidamente o sofrimento. A pessoa ouve “vai passar”, “você precisa reagir” ou “não pense nisso”. Já a escuta acolhedora procura compreender antes de responder. 

Segundo o Dr. Roberto, também é importante evitar transformar uma conversa sobre sofrimento em uma disputa de problemas. 

“Dizer que alguém tem uma vida boa ou que existem pessoas passando por situações piores não diminui a dor que ela está sentindo. O sofrimento psíquico não pode ser medido dessa maneira. O mais importante é demonstrar presença, perguntar, ouvir e, quando necessário, ajudar a pessoa a encontrar atendimento profissional.”

 

Nem sempre quem está em risco diz que quer morrer 

Outro desafio da prevenção ao suicídio é reconhecer mudanças que podem aparecer antes de uma crise evidente. Isolamento, abandono repentino de atividades que antes davam prazer, alterações importantes na rotina, desesperança, descuido consigo mesmo e mudanças bruscas de comportamento podem indicar que algo não está bem. 

Em alguns casos, a pessoa também pode começar a se desfazer de objetos ou pertences importantes, fazer despedidas incomuns ou demonstrar uma preocupação repentina em "resolver" questões pessoais. 

Nenhum desses sinais, isoladamente, permite concluir que existe risco de suicídio. Mas mudanças importantes e persistentes no comportamento merecem atenção, especialmente quando acompanhadas de falas sobre morte, desesperança ou de que a vida perdeu o sentido. 

“Não precisamos esperar que a pessoa diga explicitamente que pretende tirar a própria vida para levar o sofrimento a sério. Quando percebemos mudanças importantes, o melhor caminho é perguntar, ouvir sem julgamento e buscar ajuda. Falar sobre suicídio de maneira responsável não provoca o suicídio; pode abrir uma oportunidade para que a pessoa seja cuidada.”

 

Quando a crise exige atendimento psiquiátrico urgente? 

Em situações de sofrimento emocional intenso, pensamentos ou comportamentos suicidas, tentativa de suicídio, risco de autoagressão, agitação grave, perda importante do contato com a realidade ou impossibilidade de permanecer em segurança, a avaliação psiquiátrica deve ser imediata. 

Nesses casos, a internação psiquiátrica pode ser necessária para proteger o paciente e oferecer acompanhamento intensivo. O Hospital Heidelberg, em Curitiba, conta com atendimento de emergência 24 horas na sede da Rua Padre Agostinho, no bairro Mercês, além de serviço de internação integral. A instituição também oferece Hospital Dia, na unidade de Santa Felicidade, modalidade que pode ser indicada em determinadas situações como alternativa ou etapa intermediária entre o atendimento ambulatorial e a internação integral. 

O Hospital Heidelberg possui duas unidades em Curitiba: Rua Padre Agostinho, 687, no bairro Mercês, e Rua Via Vêneto, 2.000, em Santa Felicidade. A instituição conta com equipe multidisciplinar formada por médicos psiquiatras, além de outros profissionais como enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, entre outros. Os telefones do Heidelberg são: (41) 3320-4900 / WhatsApp: (41) 98869-0436.   

Para situações de risco imediato, além de procurar um serviço de emergência, também é possível buscar apoio do CVV pelo telefone 188, disponível 24 horas e gratuitamente em todo o Brasil

 

10 hábitos simples para melhorar a sua saúde mental

Psicólogo explica mudanças no dia a dia podem ajudar a prevenir e minimizar sintomas de doenças como depressão e ansiedade
 

O Brasil é o país com a maior parcela da população que sofre de ansiedade em todo o mundo. De acordo com um estudo da OMS, 9,3% dos brasileiros apresentam o transtorno, o que representa mais de 18 milhões de pessoas. O número de brasileiros com depressão também é alto: 11,5 milhões, o equivalente a 5,8% da população. 

Os transtornos de saúde mental têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. Segundo Ana Paula Nardi, profissional da área de psicologia no AmorSaúde, as causas são diversas e estão ligadas também às dinâmicas da sociedade atual. “Vivemos em uma sociedade marcada por excesso de estímulos, pressão por produtividade, insegurança financeira, comparações nas redes sociais e menos tempo para conexões reais. Além disso, hoje existe mais informação e menos estigma, o que também faz com que mais pessoas procurem diagnóstico e tratamento”. 

De acordo com a profissional, mesmo em meio ao turbilhão, é possível adotar pequenos hábitos que ajudam a prevenir a depressão, a ansiedade e outros transtornos. “A saúde mental precisa ser cuidada todos os dias. E, se o sofrimento estiver pesado demais, você não precisa enfrentar isso sozinho. Pedir ajuda é um gesto de coragem e pode salvar vidas”, ressalta.

 

Hábitos que ajudam a melhorar a saúde mental

Dentre os hábitos que podem ajudar alguém a manter a saúde mental em dia, Ana Paula chama a atenção para 10 práticas que podem ser adotadas por qualquer pessoa e fazem grande diferença:
 

  1. Dormir de 7 a 9 horas: “o sono ajuda a regular as emoções e a diminuir o estresse. Não dormir o suficiente pode fazer com que alguém se torne mais irritado e ansioso, agravando quadros de transtornos psíquicos”, alerta;
  2. Praticar atividade física regularmente: “os exercícios liberam substâncias associadas ao bem-estar e que ajudam a regular o humor no organismo. Sendo assim, os esportes podem ajudar a diminuir o estresse e ainda promover interações sociais, o que reduz o isolamento”, defende;
  3. Ter uma alimentação equilibrada: “manter uma dieta saudável permite que o cérebro e o corpo tenham os nutrientes necessários para seu funcionamento e fornece mais energia, contribuindo para a melhora do humor”, detalha;
  4. Manter contato com amigos e familiares: “a sensação de solidão e o isolamento são fatores que agravam a depressão e a ansiedade. Por isso, manter vínculos próximos com outras pessoas ajuda a manter a saúde mental em dia. Além disso, amigos e familiares podem atuar como rede de apoio e ajudar em momentos difíceis”, afirma;
  5. Tomar alguns minutos de sol diariamente: “além de ajudar a regular o relógio biológico e contribuir para a produção de vitamina D, a luz natural pode favorecer a regulação do ciclo de sono e vigília, o que também pode beneficiar a saúde mental”, explica;
  6. Reduzir o excesso de telas e redes sociais: “diminuir o uso de redes sociais ajuda a reduzir a ansiedade e a comparação com outras pessoas. É recomendável, principalmente, evitar o uso antes de dormir para garantir uma noite restauradora de sono”, defende;
  7. Fazer pausas: “respeitar momentos de descanso permite que o cérebro e o corpo se recuperem e ajuda a reduzir o estresse. Por isso, é importante reservar um período para o lazer e o descanso”, resume;
  8. Praticar respiração ou mindfulness: “a respiração consciente e profunda ajuda a reduzir sintomas físicos de ansiedade em momentos de estresse. A prática pode ajudar a reconhecer as próprias emoções e evitar reações automáticas”, detalha;
  9. Cultivar hobbies e atividades prazerosas: “atividades prazerosas podem estimular emoções positivas e proporcionar uma sensação de satisfação, o que ajuda a diminuir os níveis de estresse. Quando realizadas em grupo, essas atividades ainda ampliam o círculo social e ajudam a evitar a solidão”, argumenta;
  10. Falar sobre os sentimentos, em vez de guardá-los: “falar sobre o que se sente pode ajudar a identificar as causas de sentimentos como tristeza, ansiedade, raiva ou frustração e proporcionar uma sensação de acolhimento. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas um gesto que ajuda a lidar com sentimentos difíceis”, finaliza.

Quando procurar um psicólogo?

“É importante buscar ajuda profissional quando o sofrimento começa a interferir na vida. Procurar um psicólogo não é sinal de fraqueza, é um ato de cuidado e prevenção”, defende Ana Paula. A recomendação da profissional é direcionada a todos os públicos, uma vez que atualmente é possível obter tratamento psicológico por valores acessíveis. Ana Paula ainda ressalta que alguns sinais de alerta indicam a necessidade de terapia e devem ser observados com atenção. Eles são:

  • Tristeza persistente;
  • Ansiedade intensa;
  • Perda de interesse em atividades que antes traziam prazer;
  • Alterações no sono ou apetite;
  • Irritabilidade constante;
  • Isolamento social;
  • Dificuldade para trabalhar ou estudar;
  • Pensamentos de desesperança ou de morte.

“Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física e deve fazer parte da rotina”, informa Ana Paula. Segundo a profissional do AmorSaúde, as pessoas que estão enfrentando problemas psicológicos podem superar a doença com atenção diária e ajuda de um profissional, amigos e familiares, é possível recuperar o bem-estar e retomar a qualidade de vida.

Em alusão ao Setembro Amarelo, a rede de clínicas AmorSaúde tem ação especial para consulta com profissional de psicologia ou psiquiatria por valores a partir de R$ 40,00. As condições podem ser acessadas em Link

 

AmorSaúde

 

Campanha Setembro Amarelo joga luz ao tema, mas prevenção ao suicídio merece cuidado permanente, alerta especialista



Professor de Psicologia da UMC destaca necessidade de construir uma cultura em que pedir ajuda não seja visto como sinal de fraqueza; escuta, acolhimento e acompanhamento psicológico devem compor rede de cuidado

 

Campanha nacional de conscientização e prevenção do suicídio e de valorização da vida, o Setembro Amarelo tem o objetivo de quebrar tabus, reduzir estigmas e ampliar a compreensão sobre a importância de cuidar da saúde mental. Apesar de ter o papel de levar para o espaço público um tema cercado de silêncio, a prevenção precisa ser compreendida como um trabalho contínuo, presente durante todo o ano nas famílias, escolas, serviços de saúde, ambientes de trabalho e nas políticas públicas. Quem faz a análise é Rodolfo Mendonça Pereira, professor do Curso de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). 

“O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial, que não acontece por uma única causa e, portanto, não possui uma só forma de prevenção. Precisamos considerar aspectos psicológicos, sociais, econômicos, culturais, relacionais e as próprias condições de acesso ao cuidado. Daí a necessidade de se falar cada vez mais sobre o assunto, revelando que o reconhecimento do sofrimento não é sinal de fraqueza, mas o começo do cuidado, o primeiro passo para se pedir ajuda”, destaca Pereira. 

De acordo com o docente da UMC, que é psicólogo, mestre em Psicogerontologia e tem formação nas áreas de Filosofia, Teologia, Pedagogia e História, um dos mitos que cercam o tema é pensar que existe um conjunto claro e universal de sinais que antecedem uma tentativa ou uma morte por suicídio. 

“Nem sempre há sinais perceptíveis e, por isso, não devemos esperar que uma crise aconteça para levar o sofrimento a sério, nem nos basear em explicações simplistas. Falas relacionadas à desesperança, ao isolamento e à perda de interesse por atividades antes significativas podem indicar sofrimento e devem acender o alerta. Contudo, esses sinais não constituem, por si só, um instrumento de diagnóstico. Uma pessoa pode apresentar alguns deles e não estar em risco de suicídio, assim como alguém em sofrimento grave pode não apresentar sinais evidentes”, afirma. 

Para quem tem um familiar ou conhecido passando por um momento de sofrimento intenso, a aproximação é um primeiro passo importante, mostrando que aquela pessoa não precisa enfrentar o momento sozinha. O acompanhamento psicológico e de outros profissionais da saúde também deve ser buscado, inclusive antes de uma situação de crise, como forma de prevenção e promoção da saúde. 

“Prevenção não precisa começar somente quando a pessoa está em uma situação de crise. Cuidar da saúde mental, fortalecer vínculos, ampliar as possibilidades de pedir ajuda e construir redes de apoio também são formas de prevenção. Sofrimento faz parte da existência humana, mas isso não significa que precisamos enfrentá-lo sozinhos quando ele se torna intenso, persistente ou começa a comprometer nossa vida. Na psicoterapia, o psicólogo pode ajudar a pessoa a compreender melhor sua experiência, identificar fatores que intensificam o sofrimento, reconhecer fatores de risco e de proteção, desenvolver recursos para lidar com situações difíceis e fortalecer vínculos e redes de apoio”, explica Pereira. 

A depender das necessidades de cada pessoa, pode ser necessário articular o acompanhamento psicológico com outros profissionais e serviços de saúde, construindo uma rede de cuidado capaz de oferecer o suporte necessário.
 

Ajuda

A busca por ajuda pode começar pela Unidade Básica de Saúde (UBS), importante porta de entrada para o cuidado. Em emergências ou risco imediato, deve-se procurar atendimento de urgência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV), acionado pelo 188, oferece escuta e apoio emocional gratuito, 24 horas por dia. 

“Falar sobre prevenção do suicídio é falar, antes de tudo, sobre cuidado com a vida, algo que se constrói cotidianamente. Por isso, talvez uma das possíveis contribuições da campanha seja ajudar a transformar a pergunta ‘Como evitar o suicídio?’ em ‘Como podemos construir uma sociedade em que as pessoas tenham mais condições de viver, pertencer, pedir ajuda e serem cuidadas?’, ressalta o docente da UMC.


Acompanhante para quem tem TOC e ansiedade na prova do Enem pode ajudar candidato, avalia psicóloga

Magnific
Para professora de Psicologia da UMC, estudantes que sofrem de TOC ou transtornos de ansiedade devem buscar ajuda especializada e planejamento estruturado ao longo do terceiro ano do Ensino Médio, aliado à preparação para vestibulares


 As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todo o País e na edição deste ano uma das novidades anunciadas é a permissão de acompanhamento psicológico aos candidatos diagnosticados com distúrbios de ansiedade, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Contudo, para que o transtorno não afete o desempenho do estudante, essa regulação emocional deve ser trabalhada previamente. A orientação é da psicóloga Adriana Aparecida Ferreira de Souza, professora do Curso de Psicologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

“O acompanhamento no Enem é uma novidade que tende a impactar diretamente a vida de muitos estudantes, oferecendo a eles a segurança de contar com uma pessoa de apoio em momentos de crise. Até então, o trabalho era realizado em consultório com pessoas diagnosticadas com esses tipos de transtornos de ansiedade. Uma parcela desses pacientes já realiza acompanhamento psicológico, com estratégias desenvolvidas por meio de simulados e situações semelhantes às de prova. Mas na hora de fazer valendo mesmo o exame é que a crise se apresenta”, diz Adriana, que é mestre e doutora em Psicologia, na área de Envelhecimento, com experiência em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Avaliação Psicológica.

A docente da UMC explica que, muitas vezes, o que desencadeia a ansiedade é justamente a perspectiva de estar em um ambiente repleto de fatores estressores sem ter alguém para auxiliar. “Quando uma pessoa passa por uma crise emocional, ela já perde naturalmente o foco da atividade que deveria realizar. Nesse contexto, sair da sala para receber apoio possibilita que ela acione estratégias de regulação emocional e, posteriormente, consiga retomar a concentração necessária para prosseguir com a prova”.

Adriana salienta que se deve considerar que pessoas com transtornos já realizam acompanhamento psicológico, e questões relacionadas à percepção do outro e aos momentos de crise costumam ser trabalhadas no ambiente psicoterápico. “Não é possível considerar que um atendimento isolado seja suficiente para lidar com essas situações. O ideal é que o estudante já esteja em tratamento psicológico e consiga utilizar estratégias de controle emocional e da ansiedade desenvolvidas previamente em consultório”.

A especialista diz que costuma haver bons resultados quando existe um planejamento estruturado ao longo do terceiro ano do Ensino Médio, aliado à preparação para vestibulares, de modo que o estudante adquira experiência, aprenda a administrar o tempo durante as horas de prova e desenvolva maior segurança diante da situação.

A docente da UMC acredita que a autorização de acompanhamento específico para esse perfil de candidato representa um importante avanço nas políticas educacionais voltadas à inclusão de pessoas com diferentes transtornos.

“Grande parte da população é emocionalmente impactada por situações de avaliação, como vestibulares e exames de larga escala. Por isso, além da oferta de recursos de apoio durante a prova, é fundamental investir no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento das dificuldades emocionais. É necessário promover o desenvolvimento contínuo de habilidades emocionais. Nesse contexto, o acompanhamento psicológico deve ser entendido como um processo permanente, e não apenas como uma medida adotada em momentos específicos. O fortalecimento das competências emocionais é um dos fatores mais importantes para o bem-estar e o desempenho dos estudantes”, diz.

Estudar com IA piora as notas? Veja como usar a ferramenta sem prejudicar o aprendizado

Pisa 2025 relaciona o uso frequente de chatbots a um desempenho escolar mais baixo; especialista ensina cinco formas de transformar a tecnologia em aliada
 

O uso da inteligência artificial para escrever trabalhos, resumir textos e estudar novos conteúdos pode facilitar a rotina, mas não significa, necessariamente, aprender mais. Divulgado pela OCDE em 8 de setembro, o relatório Pisa 2025 mostra que estudantes que utilizam chatbots com frequência apresentaram notas mais baixas em ciências.

Entre os alunos que nunca ou quase nunca usam IA para escrever textos escolares, a média foi de 509 pontos. Já entre os que recorrem à ferramenta quase todos os dias, caiu para 481 pontos. A diferença de 28 pontos, mesmo após considerar o nível socioeconômico dos participantes, equivale a aproximadamente um ano e meio de escolaridade.

O resultado, porém, não comprova que a inteligência artificial seja a causa direta das notas mais baixas. “Pode ser que o aluno que já enfrenta dificuldades seja justamente aquele que mais procura o chatbot. O dado não permite dizer que a IA está ‘emburrecendo’ os adolescentes, mas mostra que ela ainda não conseguiu reduzir as dificuldades de aprendizagem”, explica Mariana Ruske, pedagoga e especialista em neurociência da Senses Montessori School.

No Brasil, 47,8% dos estudantes usam chatbots ao menos uma vez por semana para aprender. Ao mesmo tempo, apenas 51,2% realizam em sala de aula atividades que ensinam a avaliar criticamente as respostas da IA, abaixo da média de 62,6% dos países da OCDE.

“A aprendizagem exige esforço, tentativa, erro e uma dose de frustração. Quando a IA entrega a resposta antes que o estudante pense sobre o assunto, ela pode eliminar justamente a etapa em que o conhecimento é construído”, afirma Mariana.


Cinco formas de usar a IA sem prejudicar a aprendizagem

1. Pensar antes de consultar

O estudante deve tentar resolver a questão, organizar as ideias ou escrever uma primeira versão antes de recorrer à ferramenta. “A ordem importa: primeiro o aluno pensa, depois consulta a IA. Ela deve apoiar o raciocínio, não substituir o começo do processo.”

2. Pedir perguntas em vez de respostas

Uma alternativa é pedir que a IA faça perguntas, apresente contrapontos ou encontre falhas no raciocínio. “Quando o aluno pede que a ferramenta discorde dele, o esforço permanece com quem precisa aprender.”

3. Procurar os erros da IA

Professores podem apresentar respostas geradas por chatbots e pedir aos alunos que identifiquem informações imprecisas ou sem fontes. Segundo o Pisa, estudantes que usam IA diariamente, mas são ensinados a avaliar criticamente seu conteúdo, alcançaram 13 pontos a mais em ciências. “A IA pode errar com muita segurança. Aprender a questioná-la desenvolve pensamento crítico.”

4. Explicar o trabalho com as próprias palavras

Para saber se houve aprendizado, basta pedir ao aluno que conte o conteúdo sem consultar o texto. “Se ele não consegue explicar, dar exemplos ou defender o que entregou, quem fez o trabalho foi a ferramenta. O erro e a dúvida também fazem parte da aprendizagem.”

5. Manter a leitura e a escrita fora das telas

Ler no papel, sublinhar, escrever as ideias centrais e elaborar mapas mentais à mão ajudam na compreensão e na memorização. “Os estudantes podem até ler mais rápido nas telas, mas isso não significa que estejam entendendo e retendo melhor.”

Para Mariana, proibir totalmente a IA não resolve. Apenas 14% dos adolescentes avaliados afirmaram nunca utilizar a tecnologia em trabalhos escolares. A saída está na orientação conjunta de professores e famílias.

“Quase todos têm acesso à ferramenta, mas muitos ainda não têm alguém que os ensine a desconfiar dela. Quando o estudante aprende a perguntar, verificar e discordar, a IA pode se tornar uma grande aliada. Sem orientação, ela vira uma muleta e amplia as desigualdades que já existem”, conclui.



Mariana Ruske - Pedagoga da Senses Montessori School

Mudar o nome ou a data de um evento realmente altera o destino? O que diz a numerologia

Com 40 anos de carreira e atendimentos que incluem nomes como a dupla Victor & Leo, o numerólogo Oscar Ahumada explica como a escolha de nomes profissionais, marcas e datas de casamento pode impactar a vida cotidiana e os negócios.

 

Escolher o nome de uma empresa, adotar um nome artístico ou definir a data de um casamento costuma envolver preferências pessoais, homenagens e disponibilidade. Para a numerologia, entretanto, letras e números também carregam significados simbólicos que podem ser analisados de acordo com os objetivos e o momento vivido por cada pessoa.

Com quatro décadas de atuação, o numerólogo Oscar Ahumada explica que o método parte da conversão das letras do nome em números e da análise de informações como a data de nascimento. A combinação é utilizada para identificar características, potencialidades, desafios e ciclos associados à trajetória pessoal ou profissional.

“Não se trata apenas de escolher um nome bonito ou um número considerado popularmente como de sorte. A análise observa como aquela combinação conversa com a identidade, com a data de nascimento e com aquilo que a pessoa deseja desenvolver”, afirma Oscar.

No caso de nomes profissionais, a procura costuma acontecer quando alguém deseja construir uma identidade pública mais marcante ou percebe dificuldades para se posicionar. Artistas, empresários e profissionais liberais podem utilizar uma assinatura diferente do nome civil, desde que ela preserve sua identidade e seja coerente com a imagem que desejam transmitir.

Ao longo da carreira, Oscar já realizou análises para grandes personalidades, entre elas a dupla sertaneja Victor & Leo, além de artistas e profissionais que buscavam construir ou reposicionar seus nomes. Segundo o numerólogo, esse processo considera não apenas o resultado numérico, mas também aspectos como sonoridade, identidade, memorização e coerência com a imagem apresentada ao público.

A análise também pode ser aplicada às marcas. Nesse caso, além do cálculo numerológico, fatores como facilidade de pronúncia, memorização, disponibilidade de registro e identificação com o público precisam ser considerados. “A numerologia pode contribuir para a escolha, mas não corrige um produto sem qualidade, uma gestão desorganizada ou uma comunicação que não chega ao consumidor”, pondera.

Datas de casamento, inaugurações e lançamentos são interpretadas de maneira semelhante. Cada data é analisada de acordo com a energia simbólica atribuída aos números e com a finalidade do evento. Em um casamento, por exemplo, o estudo pode considerar as datas de nascimento do casal e os significados associados à parceria, à estabilidade e à construção conjunta.

Isso não significa que uma data escolhida pela numerologia garanta um relacionamento duradouro ou o sucesso de um negócio. Para Oscar, a ferramenta deve ampliar a consciência sobre uma decisão, e não criar a ideia de um destino inevitável.

“Nenhum número substitui diálogo, dedicação e planejamento. A escolha pode favorecer uma intenção, mas são as atitudes tomadas depois dela que sustentam o resultado”, destaca.

O numerólogo também ressalta que nem toda análise exige uma mudança radical ou a alteração legal do nome. Em alguns casos, pequenos ajustes na assinatura profissional, na grafia de uma marca ou na data de lançamento já são considerados dentro do estudo.

“A numerologia não deve retirar a responsabilidade da pessoa sobre a própria vida. Ela funciona como uma linguagem de autoconhecimento e direcionamento. O nome e a data podem simbolizar um caminho, mas quem percorre esse caminho e transforma as possibilidades em realidade é o próprio indivíduo”, conclui Oscar Ahumada.



Fonte: Oscar Ahumada — CEO do AuraMeets | Numerólogo das Estrelas.
Instagram: @oscarahumadanumerologo

Aprendizagem contínua e o papel da escola no preparo dos estudantes para o futuro

Na escola, as transformações provocadas pela tecnologia alteraram consideravelmente diversos processos de aprendizagem. Métodos integrados como gamificação, e-books, aplicativos móveis e conteúdo multimídia surgiram como apoio para tornar a aprendizagem contínua e adaptada à nova realidade. A mesma tecnologia que trouxe esses recursos, porém, segue provocando mudanças e gera novos desafios para as expectativas dos estudantes em relação ao plano de carreira. 

O estudo do Institute for the Future (IFTF), encomendado pela Dell Technologies, projeta que, com o avanço tecnológico, aproximadamente 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram inventadas. Os especialistas indicam que a tecnologia não deve substituir os profissionais, e sim alterar principalmente a maneira de buscar trabalho. Nesse cenário, como preparar os estudantes por meio da aprendizagem contínua?
 

A necessidade de transformação da metodologia educacional 

Nos últimos anos, o mercado de trabalho tem mudado mais rapidamente do que a escola consegue acompanhar e a aprendizagem contínua entra justamente para reduzir essa distância. No geral, o principal problema está no modelo educacional, cuja estrutura foi pensada para um mundo com menos alteração de rota e hoje precisa dar conta de carreiras que mudam de forma várias vezes. 

A escola mediu, durante anos, seu sucesso exclusivamente pela quantidade de conteúdo transmitido. Em um cenário no qual ferramentas, processos e até carreiras se transformam em poucos anos, o conhecimento técnico exige atualização constante, e essa mudança pede uma revisão profunda das prioridades da educação. 

Se sistemas de inteligência artificial assumirem grande parte das tarefas repetitivas, o diferencial humano estará nas competências que dificilmente podem ser automatizadas, como pensamento crítico, criatividade, curiosidade, capacidade de resolver problemas, comunicação, empatia e inteligência socioemocional. 

Dessa forma, a principal competência passa a ser formular boas perguntas, buscar novas informações e conectar conhecimentos por meio da aprendizagem contínua. É o que permite ao estudante se tornar um profissional capaz de trabalhar em parceria com a tecnologia.

 

Aprendizagem contínua e o impacto emocional das transformações aceleradas 

A velocidade das mudanças gera ansiedade, especialmente entre os jovens que precisam decidir seus caminhos profissionais diante de tantas incertezas. Segundo levantamento da OCDE, quase 40% dos jovens de 15 anos não sabem definir suas expectativas sobre a futura carreira. 

Nesse sentido, iniciativas que tenham como objetivo estimular o desenvolvimento socioemocional dos estudantes, de maneira criativa e eficaz, se tornam instrumentos fundamentais para uma aprendizagem contínua, que ajuda o estudante a refletir sobre seus interesses, valores, competências e possibilidades. A trajetória passa a ser tratada como uma construção flexível e consistente, capaz de se adaptar às mudanças inevitáveis do percurso. 

Assim, quando o futuro entra como tema de reflexão dentro da escola, o estudante passa a tratar a incerteza como parte natural da construção profissional.

 

Formação integral, pensamento crítico e aprendizagem contínua 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi criada para direcionar a educação básica brasileira na aplicação de competências voltadas à formação integral dos estudantes. É nessa etapa que eles precisam ser estimulados a pensar de forma interdisciplinar, relacionando diferentes áreas do conhecimento e compreendendo que os grandes desafios atuais dificilmente serão resolvidos por um único componente curricular. 

Desta maneira, as escolas que buscam preparar seus estudantes para esse futuro integram ao cotidiano escolar debates sobre inovação, desenvolvimento de competências socioemocionais, projeto de vida e experiências práticas com tecnologia. 

Essas estratégias são fundamentais para um modelo de educação voltado a formar pessoas capazes de criar seu próprio espaço em um mercado em constante transformação, com autonomia para aprender de forma contínua ao longo de toda a carreira. 


Filipe Pedroso Ribas - Coordenador Pedagógico da unidade de Piraí do Sul (PR) da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.


Posts mais acessados