Pesquisar no Blog

sábado, 5 de setembro de 2026

Ascensão do uso de medicamentos para emagrecimento impacta a cirurgia plástica

Especialista explica o momento certo para retirar o excesso de pele com o emagrecimento usando canetas emagrecedoras

 

De acordo com um estudo realizado pela Scanntech, o uso de medicamentos para emagrecimento cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior. Esse aumento expressivo já se reflete nos consultórios de cirurgia plástica, com pacientes que perderam muito peso em pouco tempo e agora enfrentam o desafio do excesso de pele. 

A cirurgiã plástica Dra. Carolina Cescato explica que o uso dos novos medicamentos para tratamento da obesidade mudou bastante o perfil dos pacientes que chegam ao consultório. “Hoje vemos pessoas perdendo uma quantidade significativa de peso em períodos relativamente curtos e, como consequência, apresentando flacidez e excesso de pele em diferentes regiões do corpo. Por isso, é natural que aumente também a procura por cirurgias de contorno corporal. O objetivo, nesses casos, não é simplesmente retirar pele, mas adequar o contorno corporal à nova realidade do paciente, sempre respeitando sua saúde e o momento adequado para operar”. 

Segundo a especialista, mais importante do que quantos quilos o paciente perdeu é saber se o emagrecimento já está estabilizado. “Em geral, consideramos cirurgia quando o paciente está próximo do peso planejado, consegue mantê-lo estável por um período, apresenta boas condições nutricionais e clínicas e o excesso de pele já causa incômodo estético ou funcional”. Ela esclarece que não é só chegar a determinado número na balança, mas chegar ao momento em que o corpo está preparado para a cirurgia. 

Uma grande perda de peso pode vir acompanhada de redução de massa muscular e deficiências nutricionais, mesmo quando o paciente aparentemente esteja bem. A avaliação pré-operatória precisa ser global. Antes da cirurgia, é avaliado estabilidade do peso, alimentação, proteínas, vitaminas, ferro e outros nutrientes, além de anemia, doenças associadas, medicamentos em uso e risco de trombose. 

Nos pacientes que utilizam medicamentos para emagrecimento, também é fundamental planejar adequadamente o período perioperatório (ciclo completo que abrange toda a experiência cirúrgica de um paciente: pré-operatório, transoperatório e pós-operatório), porque alguns deles podem interferir no esvaziamento do estômago e exigir cuidados específicos relacionados à anestesia. “Antes de retirar o excesso de pele, precisamos ter certeza de que o organismo está pronto para cicatrizar”, afirma Cescato. 

O impacto do excesso de pele vai além da estética. Depois de uma grande perda de peso, o excesso de pele pode dificultar a percepção dos resultados conquistados. Além da questão estética, ele pode interferir na escolha das roupas, na prática de exercícios, na intimidade e no conforto do dia a dia. “Existe uma situação que ouvimos com frequência: ‘Eu emagreci, mas ainda não me reconheço no meu corpo.’ Para muitos pacientes, perder peso é uma etapa da transformação. Reconstruir o contorno corporal pode ser a etapa seguinte.” 

O número de pessoas que perderam muito peso por tratamento medicamentoso, sem necessariamente terem passado por cirurgia bariátrica, só cresce. Isso cria um novo perfil de paciente. Com isso a abordagem tem que mudar, é preciso avaliar não apenas o excesso de pele, mas a qualidade dos tecidos, a perda de volume, a massa muscular, o estado nutricional e a possibilidade de combinar ou dividir procedimentos em etapas. “Os medicamentos mudaram a forma de emagrecer e também estão mudando a cirurgia plástica pós-emagrecimento”, assegura Carol. 

Esse movimento mostra que a cirurgia plástica pós-emagrecimento tende a ocupar um espaço cada vez maior, mas sempre com uma premissa: o tratamento precisa ser individualizado, respeitando o tempo e as condições de cada paciente.

 

Dra. Carolina Cescato - CRM – 120743 - médica cirurgiã plástica, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e possui o RQE 132010. Com ampla experiência na área, atua com foco em procedimentos estéticos e reconstrutivos que priorizam resultados naturais, segurança e o bem-estar dos pacientes. Atualmente, integra a equipe da Verte Clinique, onde realiza atendimentos e cirurgias com excelência técnica e sensibilidade estética. Além da prática clínica, a Dra. Carolina também se dedica ao ensino e à formação médica. É professora de Cirurgia e Procedimentos Ambulatoriais no curso de Medicina e na especialização em Dermatologia da UNILUS, contribuindo para o desenvolvimento de novos profissionais e para o aprimoramento constante da medicina e da cirurgia plástica.



O outro lado da perda acelerada de peso

Perda importante de peso pode deixar rosto mais esvaziado e aumentar a percepção de flacidez em pescoço, braços, abdômen, glúteos e coxas
 

No rosto, o fenômeno ganhou até um apelido nas redes sociais: “Ozempic face”. Apesar do nome, não se trata de uma doença nem de um efeito exclusivo de um medicamento específico. A expressão passou a ser utilizada para descrever alterações na aparência facial que podem acompanhar uma perda de peso significativa, independentemente da estratégia utilizada para emagrecer.

Segundo Daiany Rodrigues Freire, enfermeira estética e biomédica, o principal ponto é entender que a mudança não acontece apenas na balança. “Quando existe uma perda importante de peso, também pode haver redução do volume de gordura que ajudava a sustentar e preencher determinadas regiões. No rosto, isso pode deixar têmporas e bochechas mais esvaziadas, evidenciar sulcos e aumentar a percepção de flacidez. Não significa necessariamente que a pessoa envelheceu de repente, mas que estruturas antes preenchidas passaram a ficar mais aparentes”, explica.
 

Porque o rosto envelhece após a perda de peso

O envelhecimento facial é um processo que ocorre em diferentes níveis e estruturas. “Quando olhamos apenas para um sulco ou uma região que perdeu volume, corremos o risco de tratar a consequência sem entender o conjunto. O rosto envolve pele, tecido subcutâneo, compartimentos de gordura, músculos e estruturas de sustentação. Por isso, rejuvenescimento não deveria significar simplesmente colocar volume onde parece estar faltando”, explica.

Dependendo da avaliação global do rosto e das atribuições profissionais aplicáveis, podem ser considerados tratamentos voltados à qualidade da pele, estímulo de colágeno, melhora da firmeza e tecnologias para flacidez, além de procedimentos destinados à reposição de volume quando realmente indicados.

“Às vezes, a pessoa chega pedindo preenchimento porque acredita que aquela é a solução. Mas pode ser que a prioridade seja trabalhar qualidade da pele ou estímulo de colágeno. Em outros casos, pode haver indicação de associação de abordagens. O tratamento precisa partir da anatomia e da necessidade individual, e não da tendência do momento”, diz.
 

Emagrecer rápido envelhece?

Para Daiany, é importante evitar uma associação simplista entre medicamentos para obesidade e envelhecimento. “Não é correto dizer que a caneta ‘envelhece o rosto’. O que pode acontecer é que uma perda de peso importante torne mais perceptíveis alterações de volume e flacidez. E isso também pode ocorrer em pessoas que emagrecem por outros métodos”, ressalta. O próprio termo “Ozempic face”, portanto, deve ser usado com cautela. Além de associar o fenômeno a uma marca específica, ele pode transmitir a impressão equivocada de que a alteração facial é provocada diretamente pelo medicamento.
 

Há como prevenir a flacidez do corpo e do rosto pós emagrecimento?

Sim, mas é preciso começar os tratamentos estéticos desde o início da perda de peso.

“O grande erro é esperar emagrecer para só depois começar a tratar o rosto. Quando o cuidado acompanha o processo de perda de peso, é possível preservar melhor a qualidade da pele e minimizar a flacidez e a perda de sustentação. Deixar tudo para o final pode tornar o rejuvenescimento mais demorado, exigir a associação de mais procedimentos e dificultar a obtenção de um resultado tão harmonioso quanto aquele construído ao longo do emagrecimento”, finaliza.



Daiany Rodrigues Freire, -enfermeira estética e biomédica. Conselho Regional de Enfermagem (Coren) nº 72548. Conselho Regional de Biomedicina (CRBM nº 64.089. Enfermeira e biomédica com pós-graduação em Enfermagem Estética.
Link


O que comer antes e depois da atividade física? Nutricionista explica como ter energia sem desconforto

Produtos de amendoim podem ser aliados da energia e recuperação na rotina de quem corre, do pré ao pós-treino 

 

Segundo Rafaella Deieno, nutricionista parceira da Santa Helena Alimentos, o amendoim é um alimento que possui proteínas vegetais, gorduras predominantemente insaturadas, vitaminas do complexo B, vitamina E e minerais como magnésio, fósforo e zinco. "Quando combinado com fontes de carboidrato, ele se torna um grande aliado de quem pratica atividade física. É a união ideal entre alto valor nutricional e praticidade, já que hoje o mercado oferece diversas opções de produtos à base de amendoim prontos para o consumo", explica. 

  

O que consumir antes da corrida 

Antes do treino, o objetivo é garantir energia de forma rápida e sem causar desconforto gastrointestinal. Uma colher de sopa de pasta de amendoim acompanhada de banana ou de uma fatia de pão integral pode fornecer energia de forma equilibrada. 

Para quem busca uma opção leve e fácil de transportar na mochila, o consumo de um doce de amendoim porcionado, como a Paçoquita Zero Adição de Açúcar, junto com uma fruta cerca de uma hora antes do exercício, é uma excelente estratégia. “O amendoim oferece gorduras boas e proteínas que ajudam na saciedade. Uma boa estratégia é consumi-lo cerca de uma hora a uma hora e meia antes do treino, sempre moderando a quantidade e respeitando a tolerância individual para evitar desconfortos durante o exercício”, orienta a especialista. 

  

Recuperação no pós-treino 

Após a corrida, a prioridade passa a ser a recuperação muscular e a reposição das reservas energéticas. Nesse momento, a combinação de carboidratos e proteínas é fundamental. Uma colher de pasta de amendoim adicionada à vitamina de frutas ou uma Paçoquita sobre o iogurte natural são alternativas eficientes. 

Para otimizar essa janela de recuperação, elevar o teor de proteína é uma boa estratégia. "Produtos enriquecidos, como a Paçoquita com Whey Protein oferecem um aporte adicional de proteínas de forma muito prática, o que é interessante para complementar a alimentação quando não é possível fazer uma refeição completa imediatamente após o exercício", explica Rafaella.  

O especialista ressalta, porém, que refeições completas continuam sendo indispensáveis na recuperação de treinos intensos, e os derivados do amendoim entram como aliados na composição desses lanches. "Nenhum alimento atua isoladamente. O resultado vem da alimentação equilibrada e da hidratação. O amendoim se destaca justamente por unir densidade nutricional, sabor e muita conveniência para quem tem uma rotina agitada", finaliza a nutricionista." 

 

GRUPO SANTA HELENA ALIMENTOS
Site da Santa Helena
Santa Helena no Instagram
Santa Helena no Facebook
Mendorato no Instagram
Crokíssimo no Instagram
Paçoquita no Instagram


Imagem gerada por IA
 Gemini
Com duração média de 45 minutos e recuperação rápida, o procedimento nas pálpebras corrige o campo visual e devolve a leveza ao rosto sem perder a naturalidade. No HOPE, busca pela cirurgia cresceu 18,3% de um semestre para o outro


O olhar é uma das principais formas de comunicação e expressão da nossa identidade. No entanto, com o passar do tempo, o surgimento de bolsas de gordura ou o excesso de pele na região dos olhos pode mudar essa dinâmica. Muitas vezes, a imagem refletida no espelho passa a transmitir um aspecto contínuo de cansaço ou envelhecimento que não corresponde a como a pessoa realmente se sente. É nesse cenário que a blefaroplastia — a cirurgia plástica das pálpebras — ganha destaque. 

Embora seja amplamente conhecida pelos ganhos estéticos, a blefaroplastia vai muito além de uma busca por beleza. Em casos mais avançados, o excesso de pele na pálpebra superior pode cair sobre os olhos a ponto de limitar o campo de visão e causar uma sensação constante de peso, transformando-se em um desconforto funcional no dia a dia.

Dra. Samila Cavalcanti, médica oftalmologista do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco - explica que “não existe uma regra rígida quanto à idade para a realização da cirurgia. O fator determinante é a presença real do excesso de pele ou das bolsas de gordura, associada ao incômodo do paciente e à avaliação médica adequada”. 

“As queixas costumam surgir a partir dos 40 anos, tornando-se progressivamente mais comuns com o envelhecimento natural das estruturas da face. O objetivo principal é alinhar a indicação cirúrgica ao bom senso, garantindo um resultado harmonioso”, completa a especialista. 

A blefaroplastia é um procedimento ágil, mas que exige rigor e um ambiente apropriado. Por segurança, ela deve ser realizada em um centro cirúrgico, com equipamentos de monitoramento cardíaco e respiratório, acompanhada por uma equipe médica completa, incluindo anestesista. A oftalmologista do HOPE conta sobre a duração do procedimento:

  • Duração: O tempo varia de acordo com a extensão da cirurgia, mas a intervenção na pálpebra superior leva, em média, 45 minutos.
  • Internação: Não há necessidade de pernoite no hospital; o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia.
  • Pós-operatório: A recuperação costuma ser tranquila. Entre 10 e 15 dias, a pessoa já consegue retomar a maior parte de suas atividades cotidianas. Vale lembrar que o resultado definitivo se consolida gradativamente ao longo dos meses seguintes.

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), a blefaroplastia é o procedimento cirúrgico estético mais realizado no mundo. O Brasil lidera o ranking, com mais de 230 mil cirurgias por ano, aponta o relatório global da entidade. No HOPE, o número de pacientes que fizeram blefaroplastia no primeiro semestre de 2026 superou em 18,3% a quantidade registrada no mesmo período de 2025. 

Dra. Samila Cavalcanti diz que os ganhos para quem faz o procedimento vão desde aspectos emocionais a mais facilidade no dia a dia:

  • Rejuvenescimento natural: Devolve a leveza e o descanso ao olhar, preservando os traços originais do paciente.
  • Alívio funcional: Elimina o peso sobre os olhos e restaura a amplitude da visão.
  • Praticidade diária: Facilita hábitos simples, como a aplicação de maquiagem na região dos olhos.
  • Conectividade: Com o excesso de pele corrigido, muitos pacientes relatam melhora na leitura de reconhecimento facial em smartphones e aplicativos.

A decisão de realizar a blefaroplastia deve ser acompanhada de pesquisa e responsabilidade. O processo cirúrgico não se resume ao momento da operação: ele se inicia em uma consulta detalhada, com planejamento individualizado, e se estende por todo o acompanhamento pós-operatório. 

Para garantir o sucesso do procedimento, é importante pesquisar a especialização e a experiência profissional do médico que fará a cirurgia, conferir se o local escolhido oferece as estruturas adequadas e condições de segurança necessárias, além de alinhar as expectativas com o cirurgião durante as consultas prévias.


Quando a cirurgia plástica vira maratona: mortes recentes acendem alerta sobre os “combos” estéticos

Após óbito em procedimento facial de mais de oito horas e nova resolução do Cremesp, especialistas discutem o limite entre transformar o corpo e colocar a segurança em segundo plano

 

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, saiu da Espanha para realizar uma cirurgia plástica no Brasil. Segundo relato da família ao UOL, ela buscava procedimentos faciais em Goiânia e passou por uma operação que teria incluído ritidoplastia profunda, frontoplastia, mentoplastia óssea, blefaroplastia, lipoaspiração e enxertia de gordura no rosto. A cirurgia começou pela manhã, terminou no fim da tarde e durou mais de oito horas. Na madrugada seguinte, Andreia teve uma parada cardiorrespiratória e morreu. O caso é investigado, e a família alega negligência no pré e no pós-operatório. O hospital e o médico afirmam que seguiram os protocolos e que prestarão esclarecimentos às autoridades competentes.  

O caso chocou não apenas pelo desfecho, mas pelo que ele expõe: a cirurgia plástica estética, cada vez mais desejada, divulgada e naturalizada nas redes sociais, continua sendo um ato médico complexo. E quando vários procedimentos são concentrados em uma única operação longa, o que parecia conveniência pode se transformar em aumento de risco. 

Poucos dias antes, outro episódio também acendeu o alerta, em Fortaleza, o empresário João Victor Batista Pinheiro, de 45 anos, morreu durante um procedimento estético de lifting facial em uma clínica. O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará, e a defesa da família afirma que a clínica não teria equipamentos de ressuscitação no momento da intercorrência; a responsável pelo espaço disse que seguiu os protocolos e aguarda o laudo oficial.  

Para o cirurgião plástico Dr. Luiz Anizio Wanna, os episódios não devem ser usados para espalhar pânico, mas precisam provocar uma discussão urgente: a banalização das cirurgias longas, combinadas e vendidas como “transformação completa”. 

“Cirurgia plástica não é uma sequência de desejos que o paciente vai colocando em uma lista. É um ato médico. Envolve anestesia, tempo cirúrgico, risco trombótico, resposta inflamatória, perda sanguínea e capacidade real do corpo de suportar aquela intervenção”, afirma.

 

A sedução perigosa do “já que vou operar, faço tudo”

A lógica parece atraente, uma única anestesia, uma única internação, um único pós-operatório e vários resultados ao mesmo tempo. Abdômen, mamas, lipoaspiração, face, pálpebras, pescoço, enxertia de gordura. Nas redes sociais, esse tipo de associação ganhou nomes leves, quase comerciais: “combo cirúrgico”, “pacote de transformação”, “mommy makeover”. 

Mas o corpo não entende a cirurgia como promoção. Ele responde ao trauma. Quanto maior o tempo operatório e maior o número de áreas manipuladas, maior tende a ser a complexidade do controle anestésico, circulatório, respiratório e pós-operatório. Não se trata apenas de somar procedimentos; trata-se de somar impactos fisiológicos. 

“O perigo começa quando a pergunta deixa de ser ‘o que é mais seguro?’ e passa a ser ‘o que dá para aproveitar e fazer junto?’. Nem tudo que pode ser feito deve ser feito no mesmo dia”, alerta o Dr. Luiz Wanna.

 

A regra das seis horas colocou um freio no excesso

Em maio de 2026, o Cremesp aprovou a Resolução nº 400/2026, que estabelece diretrizes de segurança para cirurgias plásticas eletivas estéticas extensas, múltiplas ou combinadas. A norma veda o agendamento eletivo de procedimentos com previsão inicial igual ou superior a seis horas em um único ato cirúrgico, salvo situações excepcionais, devidamente justificadas em prontuário.  

A resolução também chama atenção para riscos associados a cirurgias prolongadas e combinadas, como maior possibilidade de tromboembolismo venoso, complicações anestésicas, alterações hemodinâmicas, resposta inflamatória exacerbada e intercorrências perioperatórias. O Cremesp recomenda que cirurgias extensas sejam feitas em etapas sempre que possível, priorizando segurança e redução de complicações.  

Para o Dr. Luiz Anizio Wanna, a medida não deve ser vista como limitação da cirurgia plástica, mas como uma proteção necessária em um cenário de crescente pressão estética. 

“A resolução das seis horas não existe para impedir bons resultados. Ela existe para lembrar que resultado nenhum justifica ignorar o limite do corpo. Dividir uma cirurgia em etapas pode ser a decisão mais segura, mais ética e, muitas vezes, mais inteligente”, explica. 

Em uma cultura obcecada por rapidez, dividir procedimentos pode parecer frustrante. Mas, na prática médica, pode ser exatamente o que protege a paciente. 

Operar em etapas permite menor tempo anestésico, recuperação mais controlada, menor sobrecarga inflamatória e possibilidade de ajustar o planejamento conforme a resposta do organismo. Em vez de uma grande agressão cirúrgica, o corpo enfrenta processos mais previsíveis. 

“Há pacientes que chegam querendo resolver em um dia algo que deveria ser planejado em fases. Fazer em etapas não é fazer pela metade. É respeitar a biologia, reduzir risco e buscar um resultado mais seguro”, diz Dr. Wanna. 

Esse raciocínio é especialmente importante em grandes transformações corporais, como pacientes pós-bariátricos, mulheres que desejam associar abdômen, mama e lipoaspiração, ou pacientes que chegam ao consultório influenciados por resultados vistos nas redes. 

O verdadeiro luxo na cirurgia plástica não é transformar tudo de uma vez. É operar com critério. É ter indicação correta. É respeitar o tempo cirúrgico. É escolher uma estrutura segura. É acompanhar o pós-operatório. É saber quando parar. 

Para o Dr. Luiz Anizio Wanna, essa precisa ser a mensagem central para pacientes e profissionais. 

“Nenhuma cirurgia estética pode valer mais do que a segurança de uma pessoa. O resultado mais bonito é aquele que respeita o corpo, o tempo da medicina e o limite entre".

 

Dr. Luiz Anizio Wanna - CRM 74.219 - Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sócio fundador do Instituto Wanna, formado na Faculdade de Medicina de Vassouras (RJ). Possui Curso de Emergência Cirúrgica e de Médico Perito Examinador de Trânsito. Atuação em hospitais como: Stella Maris de Guarulhos (SP), Instituto de Pesquisa Médico Científica de São Bernardo do Campo (SP), Hospital Regional Dr. Vivaldo Martins Simões – Osasco (SP) e outros, além de participar de cursos e simpósios nacionais e internacionais.

 

Olheira de propósito? Efeito cansado vira tendência e desponta como aposta para as próximas fashion weeks

 

Créditos: @mouraacarlos | CO ASSESSORIA

“A ideia não é parecer exausta, mas usar uma região que antes a maquiagem tentava esconder para construir o olhar”, afirma Carlos Moura

 

O maquiador, fotógrafo e diretor criativo brasileiro Carlos Moura, radicado em Londres, chama atenção para uma mudança que ganhou força na beleza de 2026: a área abaixo dos olhos deixou de ser automaticamente apagada pelo corretivo e passou a integrar a construção da maquiagem. O chamado sleepy girl makeup surgiu nas passarelas com sombras suaves, tons avermelhados e um acabamento propositalmente menos perfeito, abrindo espaço para uma estética que troca a obsessão por correção por um olhar mais expressivo e menos polido.

A mudança acompanha um movimento maior da beleza contemporânea, cada vez menos interessada em uniformizar o rosto por completo. No autotutorial, Moura mostra como sombras abaixo dos olhos podem ser usadas para criar profundidade sem pesar o resultado. “Durante muito tempo, a primeira preocupação era cobrir qualquer sombra nessa região. Agora existe espaço para preservar parte dela ou até reforçar esse efeito. O que faz funcionar é a intenção da maquiagem como um todo”, explica.

Nem todo efeito abaixo dos olhos, porém, pertence à mesma linguagem. O aegyo-sal, muito presente na beleza coreana, usa luz e sombra para destacar o pequeno volume logo abaixo dos cílios inferiores e não deve ser confundido com olheira. Já o blush aplicado mais próximo dos olhos cria um rubor proposital, enquanto o sleepy girl makeup trabalha justamente com tons e sombras que remetem a um cansaço calculado. “Se você pesa demais no pigmento escuro, o efeito pode parecer apenas uma noite mal dormida. Quando existe equilíbrio entre pele, blush, sombra e acabamento, aquela região deixa de ser algo a esconder e passa a fazer parte da expressão”, afirma.

Para Moura, esse novo protagonismo da região abaixo dos olhos não decreta o fim do corretivo, mas sinaliza uma mudança de repertório. “A beleza está cada vez menos interessada em apagar tudo e mais em escolher o que merece ser valorizado. Não significa que todo mundo precise desenhar uma olheira, mas existe uma liberdade maior para transformar características antes vistas como imperfeições em linguagem de maquiagem. Acho que ainda vamos ver muito dessa ideia nas próximas temporadas”, conclui.


A poluição está afetando seu cabelo? O que a rotina nas grandes cidades faz com os fios

Partículas suspensas no ar, oleosidade, radiação e calor se acumulam na fibra capilar e podem comprometer brilho, hidratação e resistência; veja como minimizar os impactos

 

É no fim de um dia comum que os sinais começam a aparecer: a raiz parece mais pesada, o comprimento perde o movimento, o frizz aumenta e aquele brilho que estava presente pela manhã desaparece. Para quem vive em grandes cidades, esse desgaste pode não estar relacionado apenas à rotina de beleza, uma vez que o próprio ambiente urbano participa da equação.

“Não é só a poluição que afeta o cabelo, mas o conjunto de agressões que ele enfrenta todos os dias. Poeira, resíduos e outros agentes do ambiente podem se acumular nos fios e deixar o cabelo mais pesado, opaco e áspero, principalmente quando ele já está fragilizado”, explica Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares.

Segundo a profissional, um dos primeiros efeitos percebidos é a mudança no toque e no aspecto dos fios. O acúmulo de partículas e resíduos pode deixar o cabelo pesado e sem luminosidade, enquanto a exposição contínua a agentes externos contribui para o desequilíbrio da hidratação. A cutícula, camada mais externa da fibra, perde uniformidade quando sofre agressões recorrentes, favorecendo frizz, porosidade e maior dificuldade para reter água.

Com isso, a higienização adequada é fundamental, o que não significa lavar os fios de maneira excessiva. Para quem passa muitas horas exposto à poluição, suor e oleosidade, o cuidado está em remover o acúmulo sem comprometer ainda mais a barreira do couro cabeludo e a hidratação da fibra.

“É importante encontrar um equilíbrio. Quando há muito acúmulo de resíduos, o cabelo precisa de uma boa limpeza, mas lavar de forma muito agressiva também pode ressecar os fios. Por isso, a frequência ideal depende de cada cabelo e da rotina de cada pessoa”, orienta Marina.

Depois da higienização, a reposição de água e nutrientes ajuda a fibra a lidar melhor com essa exposição. Ativos como ácido hialurônico, pantenol, óleo de coco e xilitol contribuem para a hidratação e a maleabilidade, enquanto proteínas, aminoácidos e queratina são indicados quando há perda de resistência. A combinação faz sentido especialmente para cabelos que, além da poluição, enfrentam coloração, descoloração ou uso frequente de ferramentas térmicas.

O trabalho em grandes centros ainda acrescenta um tipo de desgaste menos lembrado, causado por coques, rabos de cavalo e outros penteados presos, que mantém os fios tensionados por horas. Esse efeito pode aumentar a quebra, principalmente quando a fibra já está fragilizada.

“Depois de passar o dia com o cabelo preso, o ideal é soltar os fios com cuidado e evitar puxar na hora de desembaraçar. Um bom condicionador ou produto de tratamento também ajuda a deixar o cabelo mais macio e fácil de pentear”, recomenda a especialista.

A etapa de finalização também merece atenção. Depois de um dia de exposição à poluição e à radiação, o uso de secador, chapinha ou modelador acrescenta calor a uma fibra que já pode estar com menor retenção de água. Nesse caso, produtos com óleos vegetais, como argan e coco, e vitamina E auxiliam na proteção da superfície, na redução do atrito e na manutenção do brilho e da maciez.

“O óleo capilar é um ótimo aliado para o dia a dia porque ajuda a deixar os fios mais macios, alinhados e com brilho. Ele não substitui outros cuidados, como hidratação e reconstrução, mas ajuda a proteger o cabelo do ressecamento e do atrito causado pela rotina”, indica Marina.

  

 Escova Express


Foliculite na barba: passo a passo para tratar a irritação e iniciar a depilação a laser com segurança

Especialista explica como preparar a pele, os cuidados antes e depois do procedimento e como a tecnologia elimina a inflamação provocada por lâminas de barbear 


Vermelhidão, coceira, caroços doloridos e pelos encravados no pescoço. Se você costuma se barbear com frequência, grandes são as chances de já ter sofrido com a foliculite — uma inflamação no folículo piloso frequentemente desencadeada pelo uso de lâminas ou ceras.
 

A boa notícia é que a depilação a laser deixou de ser apenas um procedimento estético e passou a ser também uma opção eficaz para reduzir o ciclo de irritações da pele. 

Para quem deseja melhorar significativamente a foliculite, Ana Carolina Cury, Diretora Técnica da Espaçolaser, estruturou um passo a passo prático sobre como preparar a pele e iniciar o tratamento com segurança.
 

Passo a Passo: Do preparo do pescoço à pele saudável
 

1. Pare de cutucar ou espremer as lesões

Antes de qualquer procedimento, o primeiro passo é evitar espremer as “bolinhas” ou tentar retirar o pelo encravado com pinças. A manipulação da região pode aumentar o trauma e a inflamação da pele, favorecer infecções secundárias e contribuir para o surgimento de manchas escuras (hiperpigmentação) e, em alguns casos, cicatrizes.
 

2. Faça uma avaliação técnica da pele

Nem toda pele é igual. O tipo de pelo, a cor da pele e o grau da inflamação interferem nas definições clínicas. Antes de iniciar as sessões, é indispensável passar por uma avaliação com um profissional capacitado para analisar a sensibilidade da região do pescoço/barba e indicar o protocolo e o tipo de laser adequados.
 

3. Prepare a região a ser tratada

Ao contrário do que muitos pensam, para fazer a depilação a laser é necessário aparar o pelo de 12h a 24h antes da sessão. Como o objetivo do laser é atingir a raiz (o bulbo) do pelo. Se o pelo estiver longo, a energia do laser será absorvida pela haste, diminuindo a eficácia e aumentando o desconforto.
 

4. Suspenda o uso de ceras e métodos que arrancam o pelo pela raiz

Durante todo o tratamento a laser, esqueça a cera ou pinças. Para que o laser funcione, a raiz do pelo precisa estar conectada ao bulbo, para promover a cauterização do folículo piloso.
 

5. Capriche na hidratação no pós-laser

Nas primeiras 24 a 48 horas após a sessão de laser, a pele da barba e do pescoço precisa de descanso. A recomendação é evitar banhos muito quentes, saunas, exposição solar direta sem protetor e o uso de produtos com álcool ou ácidos agressivos. Utilizar géis calmantes (como aloe vera) ajuda a regenerar a pele rapidamente.
 

Por que o laser resolve a foliculite?

A foliculite crônica ocorre porque o pelo, quando aparado rente a pele, tenta crescer e se curva para dentro da pele, criando uma reação inflamatória. "A luz do laser atinge o pigmento da raiz do pelo e cauteriza o folículo responsável pela sua produção. À medida que o pelo deixa de crescer ao longo das sessões, a causa mecânica da foliculite simplesmente deixa de existir, permitindo que a pele se recupere por completo", explica a especialista.

 

Espaçolaser

 

Canetas emagrecedoras mudam também o rosto e ampliam procura por tratamentos contra flacidez

Perda rápida de peso pode reduzir compartimentos de gordura que ajudam a sustentar a face, acentuar rugas e alterar contornos; especialistas alertam para o risco de tentar corrigir essas mudanças com excesso de procedimentos

 

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras está criando uma nova demanda nos consultórios de Medicina Estética. Depois de perdas importantes de peso, pacientes têm procurado atendimento por perceberem mudanças como redução do volume das bochechas, flacidez, maior evidência de rugas e alteração dos contornos da face.

O fenômeno ganhou nas redes sociais o apelido de “Ozempic face”, embora não seja considerado um efeito exclusivo do medicamento. Estudos já demonstram que perdas significativas de peso, independentemente do método utilizado, podem provocar redução do volume facial e maior frouxidão dos tecidos.

Para o médico Eduardo Santos Lima, presidente da Associação Brasileira de Medicina Estética (ABME), a mudança já é perceptível na rotina dos consultórios.

“A procura aumentou muito, principalmente por tratamentos para flacidez e rugas. O emagrecimento gera perda significativa de gordura também na face, e essa gordura tem uma função importante na sustentação dos tecidos”, explica.

Segundo ele, a diminuição dos chamados compartimentos ou coxins de gordura facial pode produzir uma aparência de esvaziamento e queda dos tecidos. Essa perda de sustentação pode levar à necessidade de avaliar procedimentos de reposição de volume, estímulo ou sustentação, sempre de forma individualizada.

O médico ressalta, porém, que perder volume não significa que o paciente precise automaticamente de preenchimento.

“Não faz sentido substituir um rosto que perdeu volume rapidamente por um rosto excessivamente preenchido. É preciso identificar o que realmente mudou: volume, qualidade da pele, sustentação ou uma combinação desses fatores. A Medicina Estética precisa respeitar anatomia, fisiologia e naturalidade”, afirma.

A preocupação acompanha uma discussão mais ampla dentro da especialidade. Dr. Eduardo relaciona parte dos excessos observados nos últimos anos à banalização dos procedimentos e defende que as indicações considerem o processo de envelhecimento e as características individuais de cada paciente, evitando resultados padronizados.


Volume e flacidez não são a mesma coisa

A médica Carolina Passamani, que atua em rejuvenescimento facial e trabalha também a relação entre volume e flacidez, explica que pacientes submetidos a grandes perdas de peso precisam ser avaliados de maneira global.

“Um rosto que emagreceu não deve ser analisado apenas pela quantidade de volume que perdeu. É preciso entender onde houve perda de suporte, como está a qualidade da pele e quanto daquela mudança corresponde a volume ou flacidez. São alterações diferentes e que não necessariamente exigem a mesma abordagem”, afirma.

Idade, genética, quantidade de peso perdida, velocidade do emagrecimento e qualidade prévia da pele ajudam a explicar por que pacientes com reduções semelhantes de peso podem apresentar resultados faciais muito diferentes.

“O objetivo não é devolver artificialmente todo o volume perdido. O desafio é recuperar equilíbrio e sustentação preservando a identidade do rosto. Em alguns pacientes, trabalhar qualidade e firmeza da pele pode ser tão importante quanto acrescentar volume”, acrescenta a especialista.

Para Dr. Eduardo, esse cenário reforça a importância de evitar respostas automáticas às novas demandas estéticas.

“O papel do médico não é transformar imediatamente a insatisfação do paciente em procedimento. Primeiro é preciso explicar o que aconteceu, avaliar o que realmente precisa ser tratado e, inclusive, reconhecer quando não há indicação de intervenção”, afirma.

O tema estará entre as discussões da VIII Convenção Sul Brasileira de Medicina Estética, que será realizada nos dias 25 e 26 de setembro, em Curitiba. Carolina Passamani apresentará uma palestra voltada à restauração de volume e ao tratamento da flacidez em pacientes com rápida perda de peso. Além da palestra de Dra. Carolina, o encontro reunirá médicos para discutir tendências, novas tecnologias, segurança e atualização científica na área.

Eduardo Santos Lima, que preside nacionalmente a ABME, é médico formado pela Faculdade Evangélica do Paraná, atua há 20 anos na área, coordena cursos de pós-graduação médica e integra o Comitê Científico dos Congressos da Associação Internacional de Medicina Estética (ASIME). 


Eye maxxing: a técnica de maquiagem que viralizou nas redes sociais e promete deixar os olhos mais marcantes sem filtros

Nova febre da beleza usa a teoria das cores para valorizar a íris, acompanha a tendência da maquiagem natural e mostra que pequenos detalhes já são suficientes para transformar o olhar


As tendências de beleza seguem encontrando novos nomes para técnicas que, muitas vezes, já fazem parte do universo profissional há anos. A mais recente delas é o eye maxxing, termo que vem conquistando espaço no TikTok e no Instagram ao prometer destacar o olhar de forma estratégica, sem recorrer a procedimentos estéticos ou efeitos digitais.

Na prática, a técnica consiste em usar a teoria das cores para potencializar a tonalidade natural dos olhos. Em vez de escolher sombras apenas por preferência pessoal, o segredo está em identificar as cores complementares no círculo cromático, capazes de criar contraste e fazer a íris parecer mais vibrante.

Segundo Bruna Scharf, expert da rede Walter's Coiffeur, o conceito não é exatamente uma novidade para quem trabalha com maquiagem profissional. "O eye maxxing nada mais é do que a aplicação da teoria das cores para valorizar o olhar. É uma técnica usada há muitos anos por maquiadores, mas que agora ganhou um nome e viralizou nas redes sociais", explica.

Para a especialista, a popularização da tendência acompanha uma transformação importante no comportamento de consumo de beleza. "Vivemos um momento em que a maquiagem busca destacar características naturais, e não escondê-las. O eye maxxing conversa diretamente com esse movimento porque valoriza aquilo que cada pessoa já tem de único", afirma.

 

A ciência por trás do olhar

O princípio da técnica é simples: cores opostas no círculo cromático criam contraste e fazem com que uma ressalte a outra.

Por isso, em vez de apostar em sombras da mesma tonalidade dos olhos, a recomendação é utilizar nuances complementares, capazes de intensificar naturalmente a cor da íris. "Não significa que você precise usar uma sombra extremamente vibrante. Muitas vezes, basta escolher um marrom com subtom específico ou um metalizado quente para criar esse efeito de destaque de forma sofisticada", explica Bruna.

Outro detalhe curioso ajuda a explicar por que a técnica faz tanto sucesso: a percepção da cor dos olhos muda de acordo com a iluminação. Luz natural, iluminação branca e luz amarelada alteram a forma como enxergamos tanto a íris quanto a maquiagem. É justamente por isso que muitas pessoas têm a impressão de que seus olhos mudam de cor ao longo do dia.

"O eye maxxing aproveita esse efeito óptico. Ao escolher as tonalidades certas, a maquiagem potencializa essas mudanças naturais de luz e faz com que a cor dos olhos pareça ainda mais intensa", explica a especialista.

 

Quais cores valorizam cada tipo de olho?


Olhos castanhos

Os olhos castanhos são considerados os mais versáteis e combinam com praticamente todas as cores. Ainda assim, tons de azul, violeta, ameixa, berinjela e verde-esmeralda criam um contraste elegante e ajudam a iluminar o olhar.

Dica da expert: "Sombras em tons de ameixa ou azul-marinho deixam os olhos castanhos muito mais intensos, especialmente em maquiagens noturnas."


Olhos azuis

Para quem tem olhos azuis, o contraste acontece com tons quentes.

Terracota, cobre, bronze, dourado envelhecido, ferrugem e marrons com fundo alaranjado ajudam a evidenciar a cor natural sem deixar a maquiagem exagerada.

Dica da expert: "Nem sempre é necessário usar uma sombra laranja. Um marrom com subtom quente já cria um efeito muito sofisticado e faz o azul ganhar ainda mais destaque."


Olhos verdes

Os tons avermelhados são os maiores aliados dos olhos verdes.

Roxo, vinho, ameixa, cobre, bordô e rosa queimado criam profundidade e fazem o verde parecer ainda mais vibrante.

Dica da expert: "As sombras em tons de vinho e ameixa são clássicas para quem quer valorizar olhos verdes sem abrir mão da elegância."


Olhos mel ou avelã

Por apresentarem nuances entre verde, dourado e castanho, os olhos mel permitem inúmeras combinações.

Verdes profundos, dourados, cobre, bronze e tons terrosos costumam potencializar as diferentes nuances da íris.

Dica da expert: "Esses olhos respondem muito à iluminação. Sombras metalizadas em tons quentes ajudam a destacar ainda mais essa riqueza de nuances."

 

O segredo está no subtom

Segundo Bruna Scharf, um dos erros mais comuns é acreditar que basta escolher exatamente a cor oposta da roda cromática.

"A teoria das cores serve como ponto de partida, mas o subtom faz toda a diferença. Muitas vezes, um marrom mais quente, um cobre suave ou um vinho discreto já criam um efeito muito elegante. O objetivo não é fazer uma maquiagem chamativa, e sim valorizar o olhar."

A especialista também destaca que, ao contrário do que muitos imaginam, o eye maxxing não exige uma produção elaborada. "Na maioria das vezes, uma sombra bem escolhida, máscara de cílios e um delineado delicado já são suficientes para potencializar os olhos. É uma técnica acessível e que funciona tanto para o dia quanto para a noite."

 

Muito além da tendência

Embora o nome tenha ganhado força recentemente nas redes sociais, o eye maxxing reforça um movimento cada vez mais presente na beleza contemporânea: o da maquiagem personalizada, que respeita as características individuais e aposta em resultados naturais.

"O mais interessante dessa técnica é que ela incentiva as pessoas a conhecerem melhor seus próprios traços e entenderem como podem valorizá-los. Não existe um padrão único de beleza, e sim formas inteligentes de destacar aquilo que cada olhar tem de especial", conclui Bruna Scharf. 

Mais do que uma tendência passageira, o eye maxxing representa a nova fase da maquiagem: menos excessos, mais técnica e um olhar cada vez mais voltado para a autenticidade.

 

Setembro Amarelo: Cuidado com a saúde mental exige rede de apoio coletiva entre família, escola e sociedade



Estigmas e falta de informação ainda impedem o acesso ao tratamento; especialistas defendem que a valorização da vida depende de um esforço conjunto e contínuo.

 

O movimento Setembro Amarelo ganha cada vez mais relevância no Brasil como um marco de conscientização e promoção da valorização da vida. O debate se faz urgente diante do cenário de saúde pública do país: dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o Brasil como a nação mais ansiosa do mundo, onde cerca de 18,6% da população convive com transtornos de ansiedade. Além disso, estimativas do Ministério da Saúde indicam que a prevalência de depressão ao longo da vida afeta cerca de 15,5% dos brasileiros, consolidando esses dois quadros como os principais desafios para o bem-estar e a qualidade de vida da população.

Apesar do maior alcance das campanhas de conscientização, o preconceito em torno dos sentimentos, a desinformação e os estigmas sociais ainda desestimulam as pessoas a buscarem diagnóstico precoce e acompanhamento adequado. Diante desse panorama, o Setembro Amarelo busca transformar o olhar social, destacando que a atenção à saúde mental deve ser contínua, preventiva e acolhedora.



Um compromisso de todos

Para Sarah Rebeca Barreto, psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental, o cuidado com a mente e a promoção do bem-estar emocional não devem ficar restritos apenas ao ambiente do consultório. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada que envolve toda a comunidade.

"O cuidado com a saúde mental é uma tarefa coletiva. A responsabilidade não cabe apenas ao indivíduo que está atravessando um momento difícil, mas envolve ativamente a família, as escolas, os amigos, os ambientes de trabalho e toda a rede ao seu redor. Muitas vezes, quem está em sofrimento não consegue vocalizar suas necessidades de forma direta. Cabe a nós, como sociedade, desenvolver um olhar atento e uma escuta empática para perceber sinais como mudanças repentinas de comportamento, isolamento e perda de interesse pelas atividades do dia a dia", ressalta a profissional.

A neuropsicóloga destaca ainda que a atuação integrada entre o núcleo familiar e o ambiente escolar é determinante para fortalecer a saúde emocional de crianças e jovens. "Nas escolas e nos lares, precisamos construir espaços seguros onde as emoções possam ser nomeadas e acolhidas sem julgamentos. Educar parentalmente e emocionalmente significa ensinar nossas crianças e adolescentes que sentir frustração, medo e vulnerabilidade faz parte da vida, mas que eles nunca estarão sozinhos para enfrentar esses sentimentos. A valorização da vida começa na convivência diária, na validação do outro e no fim do tabu sobre procurar ajuda profissional", pontua a especialista.



Como fortalecer o cuidado diário com a saúde mental

Fortalecer a saúde emocional no dia a dia exige a prática contínua da empatia e da observação ativa. O primeiro passo começa na postura de acolhimento e escuta sem julgamentos, evitando minimizar a dor do outro com frases desvalidadoras e abrindo espaço seguro para o diálogo sincero. Além disso, é fundamental manter a atenção a sinais sutis de mudança comportamental, como o isolamento social prolongado, oscilações bruscas de humor ou a perda de interesse por atividades que antes geravam satisfação.

Essa sensibilização deve ser estimulada desde a infância, promovendo a alfabetização emocional tanto nos lares quanto no ambiente escolar, de modo que crianças e adolescentes aprendam a reconhecer, nomear e expressar seus sentimentos de forma saudável. Por fim, desmistificar o acompanhamento profissional é decisivo: buscar a orientação de psicólogos e psiquiatras ao notar fragilidades persistentes não deve ser visto como sinal de fraqueza, mas sim como uma medida essencial e responsável de autocuidado e preservação da vida.

 

Posts mais acessados