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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Reforma Tributária no Setor Elétrico: como pequenas e médias empresas enfrentam a transição fiscal

A reforma tributária em implementação no Brasil representa mais do que uma alteração normativa, ela impõe um teste relevante de adaptação e planejamento, sobretudo para pequenas e médias empresas do setor elétrico. Com a fase de transição iniciada neste ano, o novo modelo prevê a substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal, e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal. 

O sistema elétrico brasileiro, por sua própria natureza, apresenta elevada complexidade sob a ótica contábil e regulatória. Estruturado em múltiplas conexões que incluem geradoras, transmissoras, distribuidoras e comercializadoras, o setor exige análise criteriosa diante de iniciativas legislativas capazes de promover mudanças normativas de amplo alcance. 

Alinhados com a lógica dos tributos não cumulativos, a CBS e o IBS foram desenhados para que o encargo tributário seja, em última instância, absorvido pelo consumidor final do bem ou serviço. Nas operações com energia elétrica, a incidência dos novos tributos deverá ocorrer principalmente nas compras realizadas pelo consumidor final. 

A legislação não prevê diferenciação de alíquotas entre as diversas fontes de geração, o que em princípio indicaria tratamento neutro entre as matrizes. Ainda assim, a adoção da CBS e do IBS pode produzir efeitos distintos na formação do preço da energia e, consequentemente, afetar a rentabilidade dos projetos, especialmente os de geração renovável. 

Fazendo um paralelo acerca do que a Reforma Tributária tem gerado para o setor elétrico, é possível afirmar que a sua apresentação traz avanços potenciais relevantes como a simplificação do sistema, que unifica os tributos e reduz a complexidade operacional. Vai haver maior transparência na proposta não cumulatividade, que amplia a clareza na formação de preços e na carga tributária efetiva. Além disso, influirá na segurança jurídica refletida em sua padronização nacional, que diminui disputas entre estados e municípios, e por fim, modernizará o ambiente fiscal que exige atualização tecnológica, impulsionada por digitalização, organização e eficiência das empresas. 

No entanto, em relação aos desafios, apresentam-se outros fatores. O primeiro deles é período de transição complexo, no qual a coexistência de sistemas antigos e novos aumenta a carga operacional temporariamente. O impacto no fluxo de caixa é um aspecto relevante porque traz mudanças na apuração de créditos e débitos e exigem atenção redobrada à liquidez. Um ponto a considerar é a necessidade de investimento em tecnologia e capacitação que força pequenas e médias empresas a alocar recursos em sistemas, consultorias e treinamentos especializados. É preciso refletir ainda sobre insegurança regulatória nas normas complementares que ainda serão definidas. 

Lidar com essas mudanças exige das empresas do setor elétrico um duplo desafio, que é manter a competitividade e absorver a complexidade de uma transação que poderia ser mais ágil, mais informativa e contar com um sistema mais intuitivo. 

A situação se torna mais sensível no caso das pequenas empresas que operam com estruturas administrativas enxutas. Em muitos casos, não há um departamento financeiro organizado nem recursos para contratar contadores especializados ou escritórios contábeis. Assim, a rotina fiscal e contábil acaba concentrada em um único profissional ou no próprio empresário, que assume diretamente tarefas como a emissão de notas fiscais e a gestão contábil e financeira do negócio. 

A experiência do setor ilustra a necessidade de integração entre equipes de tecnologia da informação, desenvolvimento de sistemas, contabilidade e fiscal, e tem se mostrado essencial para que as mudanças sejam implementadas com segurança e responsabilidade. 

Ciclos contínuos de testes e validação diária reforçam a importância da conformidade e da organização interna, demonstrando que a reforma pode ser uma oportunidade de fortalecimento estrutural, modernização tecnológica e maior eficiência operacional, desde que acompanhada de perto e com suporte adequado às empresas menores. 

A reforma tributária representa, portanto, mais do que um ajuste fiscal, é uma oportunidade de modernizar processos, reduzir burocracia histórica e fortalecer a competitividade do setor elétrico. Para pequenas e médias empresas, o sucesso dependerá de acompanhamento rigoroso, planejamento estratégico e integração das equipes. Apesar das dificuldades iniciais, a novidade oferece ferramentas para que o setor avance, desde que o governo acompanhe de perto a transição e que o apoio às empresas menores seja efetivo, garantindo que elas não fiquem para trás em um processo, que é fundamental para a economia brasileira.

  

Fernanda Paciência - gestora de tecnologia e comunicação da KRJ Conectores Elétricos. É formada em Análise de Sistemas e pós graduada em Controladoria pela Universidade Mackenzie.


Inverno chegou: hábitos simples ajudam a manter o conforto e usar o gás com consciência

divulgação
Comgás
Comgás alerta para os cuidados com os equipamentos a gás em casa e reúne orientações para aproveitar os dias frios com conforto térmico, segurança e evitar o desperdício de energia

 

Com a chegada da estação mais fria do ano, a Comgás, maior distribuidora de gás encanado da América Latina, oferece algumas orientações para que os consumidores realizem a manutenção preventiva de aquecedores e aparelhos conectados à rede de gás encanado. Pequenas mudanças de hábito no dia a dia também ajudam a garantir o conforto térmico, a segurança e a eficiência energética em casa durante todo o inverno. 

Confira algumas orientações:

  • Manutenção em dia: a revisão dos aquecedores de passagem deve ser realizada a cada 12 meses. O serviço precisa ser executado exclusivamente por assistências técnicas autorizadas. Nunca tente consertar o aquecedor por conta própria com tutoriais de internet.
  • Ruídos estranhos: equipamentos a gás costumam ser silenciosos ou ter um ruído de fluxo constante. Preocupe-se se ouvir estalos fortes ao ligar, vibrações excessivas ou sons metálicos durante o uso.
  • Instabilidade na temperatura: água demora muito para esquentar, a temperatura oscila bruscamente ou o aquecedor desliga sozinho durante o banho, significa que seu aparelho está precisando de manutenção corretiva. A Comgás não realiza este serviço e recomenda que sejam contratadas empresas especializadas.
  • Cheiro de gás: se sentir cheiro de gás perto dos engates ou do medidor, desligue a chave geral e ligue imediatamente para Comgás no 08000 110 197.
  • Garantia e histórico: exija sempre a emissão de nota fiscal e do respectivo laudo técnico após o serviço de manutenção. Essa é a prática padrão recomendada para assegurar a garantia dos equipamentos e registrar o histórico do aparelho. 

A revisão contribui para que os aparelhos funcionem com eficiência e segurança, garantindo o conforto dos moradores. Isso porque a lógica é simples: o clima frio faz com que a água chegue gelada na rede subterrânea. Com isso, o sistema de aquecimento precisa de um volume maior de gás (energia) para assegurar a temperatura desejada pelo cliente em um mesmo intervalo de tempo, como ocorre em qualquer período do ano.   

“Equipamentos desregulados operam com perda de eficiência térmica. Isso significa que o aquecedor, por exemplo, demandará uma quantidade superior de gás para entregar a mesma temperatura de água estipulada pelo morador, gerando um desperdício de água e energia. A manutenção preventiva periódica restabelece os parâmetros de fábrica, garantindo que o aparelho funcione com sua capacidade total de aquecimento e promovendo um consumo inteligente", afirma Milena Brito, Diretora de Vendas, Marketing e Relacionamento com o Cliente da Comgás. 

E falando em consumo consciente, a Comgás compartilha algumas dicas importantes:

 

Dicas para o banho

  • Ajuste a temperatura da água diretamente no painel do aquecedor, em vez de aquecer a água ao máximo e depois misturá-la com água fria no registro do chuveiro. A recomendação da Comgás é manter a temperatura próxima aos 38ºC; no entanto, o ajuste pode variar de acordo com o conforto térmico de cada cliente e as características do equipamento. Essa pequena mudança de hábito garante o conforto térmico ideal sem desperdício de energia.
  • Ligar o chuveiro apenas no momento exato de entrar no banho e evitar alterações frequentes de temperatura durante o uso.


Dicas para o uso de fogão e forno

  • Deixar alimentos mais duros de molho antes de iniciar o preparo das refeições ajuda a reduzir o tempo de cozimento.
  • Aquecer panelas pequenas em bocais pequenos, evitando a perda de calor.
  • Cozinhar com as panelas tampadas e utilizar a panela de pressão sempre que possível contribuem para um melhor aproveitamento da energia. Após a fervura, manter o fogo baixo também ajuda a otimizar o consumo.
  • Observar a cor da chama: tons alaranjados indicam queimadores sujos ou desregulados, enquanto uma chama azul sinaliza funcionamento adequado.
  • Aproveitar o aquecimento do forno para assar mais de um alimento ao mesmo tempo e evitar abrir e fechar a porta com frequência, já que isso provoca perda de calor e exige mais energia para recuperar a temperatura interna.

Para ajudar no planejamento diário e fomentar as dicas de consumo consciente, a Comgás disponibiliza uma ferramenta online e gratuita. Acesse o Simulador de Consumo (Link) para entender melhor a dinâmica de uso da sua residência e adotar práticas ainda mais eficientes.


Agente de IA não é colega de trabalho

Em 2024, a Klarna virou símbolo da revolução da inteligência artificial ao anunciar que seu agente de IA realizava o trabalho equivalente ao de 700 atendentes humanos. O tempo de resolução caiu drasticamente, milhões de conversas passaram a ser processadas e o caso rapidamente se tornou referência global.

Mas, em 2025, a empresa mudou o discurso. O CEO Sebastian Siemiatkowski admitiu que a companhia havia ido longe demais na automação. A busca obsessiva por redução de custos comprometeu a qualidade do atendimento, dificultou a resolução de casos complexos e piorou a experiência do cliente. O problema não era a IA e, sim, a falta de método.

Esse episódio expõe uma narrativa perigosa que ganhou força no mercado: a ideia de que agentes de IA são “novos colegas de trabalho”. A metáfora funciona bem em apresentações e manchetes, mas cria uma distorção séria. Colegas possuem responsabilidade legal, julgamento e accountability. Agentes não. Eles são softwares capazes de executar tarefas com autonomia, mas continuam sendo softwares.

Quando empresas tratam agentes como se fossem colaboradores, começam a transferir decisões críticas para sistemas que não podem assumir responsabilidade. O resultado aparece em três frentes: desperdício financeiro, perda de governança e insegurança para funcionários que passam a trabalhar em ambientes onde ninguém sabe exatamente quem decide o quê.

Os números mostram que o problema já é concreto. Segundo o MIT NANDA, 95% dos pilotos de IA generativa ainda não geram retorno financeiro mensurável. A IBM identificou que apenas 16% dos projetos conseguem ser escalados para toda a empresa e só um em cada quatro entrega o ROI prometido. O dado mais revelador talvez seja outro: 64% dos CEOs admitem investir em IA antes mesmo de entender claramente o valor da tecnologia, movidos pelo medo de ficar para trás.

Ainda assim, existem casos bem-sucedidos, e eles revelam um padrão importante. O Bradesco alcançou altos índices de resolução com a BIA. O Itaú Unibanco estruturou uma operação robusta com centenas de modelos de IA e forte camada de governança. Já o Wells Fargo reportou centenas de milhões de interações resolvidas sem escalonamento humano.

No Brasil, a Enter talvez represente um dos exemplos mais interessantes: em vez de apostar em agentes generalistas, criou agentes verticais especializados em tarefas específicas do setor jurídico. O foco estreito virou vantagem competitiva.

O que une esses casos não é a tecnologia em si, mas quatro fatores: escopo claro, dados organizados, supervisão humana e métricas honestas.

Por outro lado, os fracassos reforçam a mesma tese. O teste do McDonald's com IA no drive-thru terminou após erros viralizarem nas redes sociais. A Air Canada foi responsabilizada judicialmente depois que seu chatbot inventou uma política de reembolso inexistente. A decisão da Justiça canadense foi direta: se o agente fala em nome da empresa, a responsabilidade continua sendo da empresa.

É exatamente aí que muitas organizações ainda erram. A pergunta correta não é “onde colocar IA”, mas “qual fluxo de trabalho realmente faz sentido automatizar”. Empresas maduras começam pelo problema operacional, não pela tecnologia.

Outro ponto ignorado é a qualidade dos dados. Empresas com informações desorganizadas, planilhas conflitantes e sistemas desatualizados inevitavelmente produzirão agentes ruins. IA amplifica eficiência, mas também amplifica desordem.

Além disso, existe um novo risco financeiro: agentes autônomos podem operar em loop, consumir recursos excessivos e gerar custos invisíveis sem monitoramento adequado. Governança deixou de ser burocracia e passou a ser vantagem competitiva.

Para os profissionais, a lógica também mudou. Competir com agentes de IA é uma estratégia perdida. O diferencial agora está em supervisionar bem a tecnologia: saber o que delegar, o que revisar e o que jamais automatizar.

Quem antes produzia relatórios, agora revisa relatórios produzidos por IA. Isso exige mais discernimento, mais senso crítico e mais responsabilidade. O erro do agente rapidamente se transforma no erro de quem aprovou sua entrega sem revisão.

No fim, a diferença entre empresas que escalam IA com sucesso e empresas que recuam não está na tecnologia utilizada. Klarna e Wells Fargo acessaram modelos semelhantes. O que mudou foi a maturidade operacional.

Agente de IA não é colega de trabalho. É uma ferramenta poderosa que exige método, supervisão e governança. Quem entender isso cedo terá vantagem competitiva. Já quem tratar IA apenas como corrida por eficiência provavelmente descobrirá o custo tarde demais.

 

Victoria Luz - autora do best seller “Além do Hype: Implementando IA com Propósito e Impacto” e membro da Google AI Community Brasil


Estudantes da Univali treinam idosos contra golpes virtuais

Foto Maira Custodio Cardume
Em oficina de tecnologia, Cardume Criativo promove autonomia e segurança digital na terceira idade

 

A dificuldade no manuseio de aplicativos de celular e a constante exposição a fraudes financeiras motivaram estudantes de Publicidade e Propaganda da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) a realizar a oficina “Comunicação e tecnologia básica: celular e aplicativos para todos”. A capacitação, conduzida pelo programa de extensão Cardume Criativo em 25 de maio, aproximou homens e mulheres de 60 a 90 anos da linguagem digital, integrando a programação do Univida na Comunidade.

A atividade reuniu acadêmicos e moradores locais em dinâmicas voltadas para a autonomia digital. Os estudantes orientaram o público em práticas de captação de fotografias com smartphones, publicação em redes sociais e estruturação de mensagens para contatos familiares.

O foco da ação foi a prevenção de golpes virtuais, instruindo os participantes a identificar fraudes financeiras e links suspeitos recebidos por aplicativos de mensagens. A oficina atendeu a demandas reais por segurança no cotidiano tecnológico.

 

Duas décadas de aprendizado ativo

O programa institucional Univida iniciou as atividades no ano 2000 para conectar a produção acadêmica à população idosa local. Alinhado às diretrizes de educação permanente recomendadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o programa oferece cursos de atualização a adultos com mais de 50 anos, estimulando o conhecimento, a autonomia e a independência.

Em 2025, a iniciativa estendeu a atuação comunitária gratuita aos campi de Itajaí, Balneário Camboriú e Balneário Piçarras por meio de financiamento público do governo estadual. A parceria também viabilizou a criação do Curso de Formação de Cuidadores Familiares de Pessoas Idosas, distribuído entre os municípios de Itajaí, Itapema, Balneário Camboriú e Balneário Piçarras.

 

Cardume Criativo e metas globais

O programa de extensão do curso de Publicidade e Propaganda da Univali consolida-se regionalmente como motor de transformação social. A iniciativa utiliza a criatividade aplicada à comunicação para materializar as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto local.

Além de oficinas gratuitas de qualificação, onde o programa promove habilidades práticas e capacita a comunidade em diferentes canais de comunicação, os estudantes desenvolvem soluções de comunicação de interesse público para entidades parceiras — como a Apae e o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comadefi) —, que possuem forte atuação comunitária, mas baixa visibilidade digital e restrições orçamentárias para a contratação de serviços de mercado. A atuação estende-se também a campanhas de mobilização social e ações voluntárias em datas comemorativas, como Páscoa e Natal.

Para conhecer as campanhas e acompanhar os bastidores das produções, acesse o perfil oficial no Instagram: @cardume.criativo


PMEs podem ampliar vendas durante a Copa do Mundo com ações sazonais e planejamento, aponta Serasa Experian

Ebook gratuito reúne estratégias, análises e orientações para ajudar pequenos negócios a aproveitarem o aumento do consumo durante o torneio 

·         Dados do Insights Hub, plataforma da datatech, mostram que 13,5 milhões de brasileiros com maior propensão a ampliar gastos com o torneio

 

A Copa do Mundo vai muito além do futebol e costuma movimentar o consumo em diferentes setores da economia, criando oportunidades para pequenos e médios negócios ampliarem vendas e fortalecerem o relacionamento com os clientes. Categorias como alimentação, bebidas, vestuário, eletrônicos, delivery e conveniência tendem a registrar aumento de demanda durante o período, impulsionadas pelas mudanças na rotina e no comportamento dos consumidores ao longo do torneio.

 

Por isso, para ajudar pequenas e médias empresas (PMEs) a se prepararem para esse cenário, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, lança um ebook gratuito com estratégias, análises e orientações práticas para negócios que desejam aproveitar o aumento da demanda durante o torneio. O material está disponível para download no portal de conteúdo da datatech voltado para os empreendedores.

 

O movimento do consumo durante a Copa do Mundo já aparece nos dados. Levantamento recente realizado pela plataforma Insights Hub, da Serasa Experian, identificou mais de 13,5 milhões de brasileiros com maior propensão a ampliar gastos em categorias relacionadas ao torneio, como alimentação, delivery, moda e entretenimento digital. O cenário reforça o potencial do período para pequenos negócios que conseguem se planejar para atender o aumento da demanda e criar ações alinhadas ao comportamento do consumidor.

 

“A Copa do Mundo gera mudanças relevantes no comportamento de consumo. O consumidor passa a buscar mais experiências coletivas, compras ligadas à sazonalidade, o que cria oportunidades para empresas de diferentes setores. Nosso objetivo é ajudar os empreendedores a entenderem esse movimento e se prepararem para aproveitar as oportunidades do período de forma mais estratégica”, afirma Mariana Figueiredo, Diretora de Produtos e Tecnologia da Serasa Experian para Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian.

 

Entre os principais tópicos abordados sobre o impacto no evento em pequenos e médios negócios estão: setores mais impactados pelo aumento da demanda, principais desafios operacionais enfrentados no período, orientações sobre planejamento e organização da operação, construção de ofertas sazonais e estratégias para melhorar a experiência do cliente e potencializar as vendas ao longo do torneio.

 

O ebook faz parte do portal de conteúdo da Serasa Experian, que reúne materiais educativos voltados a apoiar pequenas e médias empresas em diferentes momentos da jornada empreendedora, com temas que vão desde gestão financeira e acesso ao crédito até planejamento e tomada de decisão. 

O material está disponível para download gratuito e pode ser acessado junto a outros conteúdos, como artigos, ferramentas e análises, desenvolvidos para ajudar os empreendedores a conduzirem seus negócios com mais segurança e eficiência.

 

Experian
experianplc.com


Turismo religioso no Alentejo: do legado islâmico às catedrais cristãs



Fé, monumentos históricos e herança multicultural revelam uma jornada única de contemplação longe das multidões 

 

Muito além dos destinos tradicionais e movimentados da Europa, o Alentejo surge como um refúgio para quem busca experiências de turismo religioso com mais profundidade, contemplação e autenticidade. Na maior região de Portugal, fé e história caminham lado a lado em paisagens serenas, vilas charmosas e monumentos que atravessam séculos, tudo isso sem multidões e com tempo para absorver cada detalhe.

O grande diferencial do Alentejo é reunir patrimônios religiosos grandiosos com uma atmosfera tranquila e longe do turismo de massa. Visitar igrejas, mosteiros e santuários é uma verdadeira experiência espiritual e íntima, não apenas um roteiro. 

A diversidade religiosa é outro ponto forte da região. Em cidades como Mértola, é possível perceber claramente a herança islâmica deixada pelos árabes, que ocuparam o território por séculos. A antiga mesquita, hoje transformada na igreja matriz Nossa Senhora da Anunciação, revela essa fusão de culturas em sua arquitetura singular, combinando elementos muçulmanos, góticos e manuelinos. 

Já em Castelo de Vide, o legado judaico ganha destaque com a sinagoga medieval Beit Ha-Midrash Sefardim, um dos espaços mais emblemáticos da presença sefardita em Portugal. 

Para os viajantes que desejam explorar o cristianismo, o Alentejo reserva alguns dos mais impressionantes monumentos do país. A imponente Sé de Évora, maior catedral medieval de Portugal, domina a paisagem com sua arquitetura em granito e detalhes que transitam entre o românico e o gótico. 

Em Elvas, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção encanta com seus altares barrocos e elementos manuelinos, enquanto em Castro Verde, a Basílica Real impressiona pelos painéis de azulejos que narram episódios históricos e religiosos.

Já em Vila Viçosa, o Santuário de Nossa Senhora da Conceição guarda um dos marcos mais simbólicos da história portuguesa. Foi ali que, há 380 anos, Nossa Senhora da Conceição foi proclamada Rainha e Padroeira de Portugal. Desde então, nenhum rei português voltou a ser coroado, os monarcas passaram a ser apenas aclamados e deixaram de usar a coroa.

Os conventos também fazem parte desse roteiro de fé. Espalhados por toda a região, muitos deles foram transformados em hotéis ou espaços culturais, como o Convento do Espinheiro, em Évora, hoje um hotel cinco estrelas onde é possível vivenciar o silêncio e a espiritualidade em meio a séculos de história. 

Outros, como o Convento da Conceição, em Beja, se destacam pela riqueza artística e arquitetônica, com azulejos e detalhes manuelinos que contam a evolução da arte sacra portuguesa.

Um dos aspectos que torna o Alentejo especial para o turismo religioso é a possibilidade de viver a fé em sintonia com a natureza. Pequenas ermidas e santuários, como o de Nossa Senhora de Guadalupe, em Serpa, surgem em meio a paisagens rurais e convidam à reflexão, longe da agitação urbana. 

Além disso, a região integra caminhos históricos de peregrinação, como os Caminhos de Santiago, que atravessam o território rumo a Santiago de Compostela. Menos movimentados do que outras rotas europeias, esses caminhos oferecem silêncio, belas paisagens e uma conexão mais profunda com a fé.

Entre igrejas centenárias, vestígios de diferentes religiões e cenários naturais inspiradores, o Alentejo convida o viajante a vivenciar a espiritualidade de forma mais autêntica e contemplativa. 

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.


Da arquibancada ao checkout: por que os pagamentos serão decisivos na Copa de 2026

Quando milhões de turistas viajarem para os Estados Unidos, Canadá e México durante a Copa do Mundo de 2026, uma parte importante da experiência será definida longe dos estádios. Ela acontecerá no momento em que consumidores tentarem pagar por um hotel, pedir um transporte, comprar um ingresso ou dividir uma conta em um restaurante.

A próxima Copa será histórica não apenas por acontecer simultaneamente em três países, mas porque marcará um novo estágio da economia digital aplicada ao turismo global. Em um cenário de alta circulação internacional, reservas voláteis e consumidores acostumados à instantaneidade, os meios de pagamento deixaram de ser apenas uma etapa operacional para se tornarem parte central da experiência do visitante.

Esse ponto é particularmente relevante porque a Copa de 2026 acontecerá em uma região altamente conectada, móvel e acostumada à economia em tempo real. Nos Estados Unidos, carteiras digitais e pagamentos contactless já dominam boa parte da experiência de consumo em arenas esportivas, aeroportos e varejo. O Canadá, por sua vez, possui um dos mercados bancários mais digitalizados do mundo, com forte adoção de pagamentos móveis e elevada confiança em sistemas financeiros interoperáveis.

Mas será justamente o México o grande termômetro latino-americano dessa transformação. O país chega a esse momento como um dos principais polos digitais da América Latina. Segundo o Guia de Expansão Global da Nuvei, o país possui um volume de comércio eletrônico de US$ 96,7 bilhões e uma penetração de comércio digital de 74%. O setor de viagens, especificamente, mantém expansão de 17%, acelerando a necessidade de plataformas capazes de suportar fluxos massivos de transações sem comprometer segurança, estabilidade e velocidade.

A dimensão da operação ajuda a explicar esse desafio. Hotéis, companhias aéreas, restaurantes e o varejo precisarão funcionar em ritmo de alta demanda contínua durante semanas. Nesse contexto, a capacidade de processar pagamentos sem fricção pode se tornar tão importante quanto a própria infraestrutura física do evento.

Hoje, 79% dos usuários digitais no México já utilizam plataformas internacionais de pagamento. Na prática, isso significa que turistas esperam pagar utilizando os métodos aos quais já estão habituados em seus países de origem, em suas próprias moedas e sem fricções. Carteiras digitais, pagamentos em tempo real e sistemas multimoeda deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos de confiança.

Essa mudança é particularmente relevante para a América Latina, uma região que avançou rapidamente na digitalização financeira nos últimos anos. O Brasil é um exemplo claro disso. A popularização do Pix transformou a relação do consumidor brasileiro com velocidade, conveniência e disponibilidade financeira. Como consequência, turistas latino-americanos chegam cada vez mais preparados e exigentes em relação à experiência de pagamento oferecida pelos destinos que visitam.

A Copa de 2026 surge justamente como um catalisador dessa nova expectativa global. Com 78% das transações digitais mexicanas já realizadas via dispositivos móveis, número que deve alcançar 82% até 2027, o torneio deve acelerar investimentos em redundância operacional, pagamentos instantâneos, prevenção a fraudes e integração internacional de plataformas financeiras. Mais do que atender à demanda temporária do evento, trata-se de construir uma infraestrutura resiliente que continuará beneficiando o turismo, o varejo e a economia digital após o encerramento da competição.

Outro ponto estratégico está na capacidade de lidar com volatilidade. Em períodos de grande movimentação turística, cancelamentos, alterações de reservas e mudanças de itinerário se tornam frequentes. Nesse cenário, sistemas capazes de realizar liquidações e reembolsos em poucas horas deixam de ser apenas eficiência operacional e passam a representar proteção de fluxo de caixa para as empresas e confiança para os consumidores.

Em um ambiente altamente conectado, a percepção do turista sobre um destino não é formada apenas pela qualidade do hotel ou pela experiência no estádio. Ela também é construída pela facilidade com que ele consegue concluir uma compra, dividir uma conta, receber um reembolso ou pagar usando o método de sua preferência.

Por isso, talvez o maior legado da Copa de 2026 não esteja apenas nas obras urbanas ou no impacto econômico imediato do torneio, mas na modernização da infraestrutura financeira da região. Os países que compreenderem que pagamentos digitais são parte da experiência do visitante estarão mais preparados não apenas para grandes eventos, mas para a nova dinâmica do turismo global.

No fim, parte da experiência da Copa de 2026 será construída longe dos gramados. Ela acontecerá na fluidez de cada compra, na velocidade de cada reembolso e na confiança transmitida em cada transação. Porque, em um turismo cada vez mais digital, pagamentos deixaram de ser bastidores e passaram a fazer parte do espetáculo.

  

Juan Jorge Soto - General Manager da Nuvei para a América Latina


Órgão oficial de turismo dos EUA apresenta material para esclarecer dúvidas sobre vistos, entrada no país e exigências para viajantes

Crédito: Brand USA
Novo kit reúne informações verificadas e conteúdos prontos para uso por operadoras, agentes de viagens, companhias aéreas, destinos e veículos de comunicação
 

 

Em meio ao aumento das dúvidas de viajantes internacionais sobre vistos, regras de entrada, taxas e procedimentos para visitar os Estados Unidos, o Brand USA, órgão oficial de promoção turística norte-americana, passou a contar com uma nova ferramenta para centralizar informações verificadas e atualizadas sobre o tema. 

 

A iniciativa, lançada durante a IPW 2026 e a IMEX Frankfurt, dois dos principais eventos de turismo do mundo, ganha vida na plataforma "Get Facts. Get Going.", que disponibiliza materiais prontos para uso por operadoras de turismo, agentes de viagens, companhias aéreas, órgãos de promoção de destinos, planejadores de eventos, veículos de comunicação e viajantes em geral. O objetivo é facilitar o acesso a informações confiáveis e ajudar profissionais do setor a responder dúvidas frequentes dos viajantes. 

 

O material reúne mensagens aprovadas, conteúdos para redes sociais, vídeo institucional, logotipos e diretrizes de comunicação, além de direcionar os usuários para uma plataforma com orientações oficiais sobre vistos, políticas de entrada, taxas e outros aspectos relacionados às viagens para os Estados Unidos. 

 

“Os profissionais do turismo são alguns dos nossos parceiros mais importantes para inspirar viagens internacionais aos Estados Unidos”, afirmou Malcolm Smith, vice-presidente sênior de Mercados Globais e diretor de Desenvolvimento Comercial e de Produtos da Brand USA. “Get Facts. Get Going. oferece aos viajantes informações claras e confiáveis, e este novo kit amplia esse esforço ao colocar esses recursos diretamente nas mãos dos profissionais da indústria em quem os viajantes mais confiam. Juntos, podemos ajudar mais visitantes a se sentirem informados e confiantes para reservar uma viagem aos Estados Unidos.” 

 

A iniciativa surge em um momento em que viajantes buscam mais esclarecimentos sobre exigências migratórias e procedimentos de entrada no país. Segundo a Brand USA, parceiros do setor turístico costumam ser uma das primeiras e mais confiáveis fontes de informação para quem está planejando uma viagem internacional, seja por meio de sites de destinos, redes sociais, newsletters ou atendimento direto ao consumidor. 

 

Entre os materiais disponibilizados estão textos padronizados para diferentes mercados e canais de comunicação, vídeo de 30 segundos, peças para redes sociais, logotipos da campanha e orientações de design e fotografia. O conteúdo está disponível em diversos idiomas. Tudo isso pode ser conferido no site VisitTheUSA.com/entry

 

A recomendação para os parceiros é utilizar os materiais em seus próprios canais de comunicação, como sites, páginas de perguntas frequentes, redes sociais, newsletters e contatos com a imprensa. A orientação é priorizar informações práticas para o planejamento da viagem, corrigir equívocos de forma objetiva e direcionar os viajantes para fontes oficiais do governo americano quando houver necessidade de consultar requisitos atualizados.  

 

A plataforma foi desenvolvida como um recurso de apoio ao planejamento de viagens e à disseminação de informações verificadas. Segundo a organização, ela não tem como objetivo interpretar situações individuais de viajantes nem fornecer aconselhamento jurídico ou migratório. 

 


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Ondas ultrassônicas vão ajudar a conter avanço das algas no Tietê

 Projeto-piloto em Sabino utilizará rede de equipamentos para monitorar a água em tempo real e reduzir a proliferação de algas em área equivalente a mais de 130 campos de futebol 

 

Uma tecnologia já utilizada em cerca de 60 países será testada pelo Governo de São Paulo para reduzir a formação da chamada “nata verde” em um trecho do Rio Tietê. O projeto será implantado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Semil, no Córrego do Esgotão, em Sabino (SP), área com histórico de florações intensas de cianobactérias que formam manchas esverdeadas na superfície da água. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10), durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, e faz parte de um pacote de novas medidas no contexto do Programa IntegraTietê. 

A iniciativa prevê a instalação de 14 boias inteligentes interligadas, capazes de emitir ondas ultrassônicas e monitorar continuamente a qualidade da água. O objetivo é reduzir a proliferação das algas sem a utilização de produtos químicos e sem causar danos ao ecossistema aquático.

"Sabino foi escolhida para receber o projeto-piloto porque reúne características que a tornam um ambiente ideal para testar e avaliar essa tecnologia em condições reais. A região apresenta histórico de florações de algas, conta com uma base consistente de dados de monitoramento e possui relevância para atividades de lazer, turismo e pesca. Isso permite que os resultados sejam acompanhados tanto do ponto de vista ambiental quanto dos benefícios percebidos pela população", afirma o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, a tecnologia tem sido uma aliada na busca de soluções para aprimorar cada vez mais os resultados obtidos pelo programa IntegraTietê. "Temos avanços consistentes na recuperação do Tietê e seus afluentes e essa nova frente de combate à proliferação de algas por meio do uso de tecnologia ultrassônica se soma a uma série de outras frentes em andamento, de saneamento, desassoreamento, limpeza, conservação, fiscalização e monitoramento", enfatiza.   

A instalação do sistema está prevista para agosto. A expectativa é que os primeiros resultados possam ser observados a partir de 90 dias após o início da operação das boias, prazo considerado necessário para avaliar os efeitos da tecnologia sobre a proliferação de algas na área monitorada.

A área abrangida pelo projeto possui cerca de 960 mil metros quadrados, o equivalente a mais de 130 campos de futebol, e volume estimado de 7 milhões de metros cúbicos de água, suficiente para encher aproximadamente 2.800 piscinas olímpicas.


Como funciona a tecnologia movida a energia solar

As boias emitem ondas ultrassônicas em diferentes frequências para interferir na capacidade de flutuação das algas. Com isso, elas encontram mais dificuldade para permanecer próximas à superfície, onde recebem luz solar para realizar a fotossíntese.

Ao migrar para camadas mais profundas da água, a tendência é a interrupção do ciclo de vida da espécie e que a formação das manchas esverdeadas seja reduzida. Cada boia possui alcance de aproximadamente 500 metros de diâmetro, cobrindo uma área equivalente a cerca de 28 campos de futebol.

Com investimento de cerca de R$ 9 milhões, o sistema utilizará inteligência embarcada com uso de algoritmos para ajustar automaticamente a frequência e a intensidade das ondas conforme as condições observadas na água. 

Além disso, os equipamentos funcionarão como estações automáticas de monitoramento. Sensores instalados nas boias vão acompanhar continuamente parâmetros como oxigênio dissolvido, pH, turbidez, temperatura, clorofila e ficocianina.

O projeto também contará com uma estação meteorológica para cruzamento de informações sobre chuva, vento e temperatura, permitindo antecipar condições favoráveis ao surgimento das florações. Toda a operação será alimentada por energia solar e baterias de lítio.

Desenvolvida na Holanda, a tecnologia foi escolhida por combinar baixo impacto ambiental e capacidade de atuação em grandes áreas.


O que causa a “nata verde”

A formação das manchas esverdeadas está associada ao excesso de nutrientes na água, fenômeno conhecido como eutrofização. Em condições favoráveis, como altas temperaturas e maior incidência de luz solar, ocorre uma proliferação acelerada de algas e cianobactérias. Além do impacto visual, esses episódios podem comprometer a qualidade da água e afetar atividades como pesca, piscicultura, esportes náuticos e lazer.


Sobre a Semana do Meio Ambiente

Realizada pelo Governo de São Paulo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a Semana do Meio Ambiente teve como ponto alto evento no Parque Ecológico do Tietê (PET), na zona leste da capital paulista, no dia 10 de junho. 

A edição deste ano incorporou o legado do Summit Agenda SP+Verde, ampliando a integração entre governo, setor produtivo, investidores e sociedade civil em torno da agenda climática, da economia verde e do desenvolvimento sustentável. 

A programação incluiu uma série de anúncios e entregas, ativações e atrações com a participação de empresas e entidades selecionadas por edital público. Também está previsto na programação da Semana o Fórum SP Conecta, iniciativa da Semil e da InvestSP a ser realizada no próximo dia 16 de junho, voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento da competitividade ambiental no Estado de São Paulo. A Semana do Meio Ambiente também faz alusão às comemorações dos 40 anos da Semil.

 

O efeito da Copa do Mundo no varejo: como driblar os obstáculos para faturar mais no período

Divulgação
Entre oportunidades de vendas e desafios operacionais, a Copa do Mundo deve transformar o comportamento do consumidor e exigir mais planejamento, inteligência de dados e agilidade dos lojistas 

 

A Copa do Mundo costuma ser associada a crescimento das vendas, aumento do consumo e maior movimentação do comércio, mas a realidade do varejo é mais complexa. Enquanto alguns segmentos tradicionalmente se beneficiam do evento, outros enfrentam oscilações no fluxo de clientes, mudanças nas prioridades de compra e desafios para manter a rentabilidade durante o período de competição.

Com a Copa se aproximando, os varejistas de moda começam a olhar para o evento não apenas como uma oportunidade comercial, mas também como um teste de capacidade operacional. A competição será realizada entre junho e julho e contará com um formato ampliado, reunindo 48 seleções, o que deve prolongar o engajamento dos consumidores e ampliar os impactos sobre o comportamento de compra.

De acordo com análises do Santander, o varejo de moda está entre os segmentos que podem enfrentar maior pressão durante a Copa, especialmente pela redução do fluxo de consumidores em lojas físicas nos dias de jogos. Já categorias como alimentos, bebidas, eletrônicos e artigos esportivos costumam registrar crescimento relevante nos anos da competição.

Ainda assim, o setor de moda tem uma oportunidade única de transformar o interesse gerado pelo evento em resultados concretos, desde que exista planejamento para acompanhar as mudanças do mercado.


A ascensão da moda casual impulsionada pelo clima da Copa

Ao contrário do que acontecia em edições anteriores, quando o consumo se concentrava em camisas oficiais e produtos diretamente ligados ao futebol, o comportamento do consumidor vem se tornando mais diversificado. A expectativa para 2026 é de crescimento da procura por peças casuais inspiradas no universo esportivo, roupas confortáveis para encontros entre amigos, coleções temáticas, acessórios e produtos que remetam às cores da seleção brasileira sem necessariamente reproduzir elementos oficiais do torneio.

O movimento acompanha uma tendência já consolidada no mercado por busca de roupas versáteis que possam ser usadas tanto em ocasiões informais quanto no dia a dia. O chamado casual esportivo ganha força ao unir conforto, identidade cultural e conexão emocional com um dos eventos mais relevantes para os brasileiros.

Essa mudança amplia o leque de oportunidades para marcas de moda, que podem explorar campanhas temáticas e lançamentos alinhados ao momento sem depender exclusivamente de produtos relacionados ao futebol.


O desafio está menos na venda e mais na operação

Se a Copa pode gerar novas oportunidades de consumo, ela também cria desafios importantes para a gestão do negócio. A demanda tende a se concentrar em períodos específicos, tornando mais difícil prever volumes de venda e planejar estoques.

Para Alex Marques, diretor comercial da Data System, empresa especializada em soluções de gestão para o varejo, o principal diferencial das empresas estará na capacidade de interpretar rapidamente os sinais do mercado. “O varejista que trabalha apenas olhando para o histórico tradicional de vendas corre o risco de errar tanto no excesso quanto na falta de estoque. Hoje, tecnologia e análise de dados são fundamentais para interpretar o comportamento do consumidor em tempo real e reagir rapidamente às mudanças do mercado”, comenta.

A velocidade da informação também exige respostas mais rápidas das equipes comerciais. Em um cenário altamente conectado, uma tendência pode nascer durante uma partida e gerar interesse imediato entre os consumidores.

“Hoje, uma tendência pode surgir durante um jogo e gerar demanda poucas horas depois, além da influência que algum jogador pode gerar durante a competição. As marcas que conseguem conectar informação, estoque, logística e canais de venda têm mais capacidade de transformar esse interesse momentâneo em resultado efetivo”, explica Marques.


Integração entre canais será decisiva para capturar oportunidades

Outro aspecto que deve ganhar relevância durante a Copa é a experiência omnichannel. Com consumidores acompanhando partidas, eventos sociais e atividades de lazer, a jornada de compra tende a se tornar ainda mais dinâmica e digital.

Nesse contexto, a integração entre lojas físicas, e-commerce, marketplaces e redes sociais deixa de ser apenas uma estratégia de conveniência e passa a ser uma necessidade operacional. O consumidor espera encontrar o mesmo produto disponível em diferentes canais, com facilidade para comprar, retirar ou receber em casa.

Para as marcas de moda, isso significa que a preparação para a Copa começa muito antes do apito inicial, pois envolve planejamento de coleções, análise de comportamento de consumo, gestão eficiente de estoques e capacidade de adaptação rápida às mudanças de mercado.

Em um ambiente no qual consumidores estão cada vez mais seletivos e conectados, os lojistas que conseguirem equilibrar criatividade, experiência e eficiência operacional terão mais chances de transformar datas sazonais em crescimento sustentável para os negócios.

O resultado mais importante para o varejo não será definido dentro dos estádios, ele será construído na capacidade das marcas de entender o consumidor, antecipar movimentos e responder com agilidade às oportunidades que surgem ao longo da competição.

  

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