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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Exagerou nas festas? Médico aponta 3 atitudes simples para reduzir inchaço e estresse metabólico — sem radicalismo e sem efeito rebote

 

Comidas mais ricas, consumo de álcool, sobremesas e noites curtas fazem parte do fim de ano. Isoladamente, esses excessos não destroem a saúde.

O problema real, segundo o médico funcional e especialista em emagrecimento Dr. Adriano Faustino, surge quando as pessoas tentam “compensar” a ceia com medidas extremas, como jejuns prolongados, treinos extenuantes ou dietas muito restritivas.

O corpo humano consegue lidar com episódios pontuais de excesso. O erro está em responder com punição fisiológica. A ciência favorece correções simples: proteína e hidratação, sono adequado e movimento leve”, explica Dr. Faustino.

A seguir, as três atitudes com melhor relação entre benefício e risco, sustentadas por evidências científicas e aplicáveis à rotina real das pessoas.

 

1) Proteína e hidratação nas primeiras 24–48 horas

Após refeições hipercalóricas, especialmente ricas em sódio e álcool, o organismo tende a reter líquido e apresentar maior instabilidade glicêmica. Retomar rapidamente o básico — proteína suficiente associada à hidratação adequada — acelera a recuperação do controle do apetite e do metabolismo.

Uma revisão publicada no American Journal of Clinical Nutrition (“The role of protein in weight loss and maintenance”) mostra que dietas com maior teor proteico estão associadas a maior saciedade, preservação de massa magra e melhora de parâmetros cardiometabólicos no manejo do peso.

Na prática, isso significa incluir proteína em todas as refeições e manter ingestão regular de água ao longo do dia. Essa estratégia reduz o chamado ‘efeito rebote’ de fome e beliscos após as festas”, orienta o médico.

 

2) Priorizar o sono, porque ele regula fome, insulina e cortisol

Um dos erros mais comuns no pós-festa é tentar corrigir o excesso apenas com disciplina alimentar, sem ajustar o sono. Dormir pouco altera hormônios que regulam o apetite e piora o metabolismo da glicose.

Um estudo clínico publicado na revista The Lancet (“Impact of sleep debt on metabolic and endocrine function”) demonstrou que a restrição de sono leva à piora da tolerância à glicose e ao aumento do cortisol no período noturno, entre outras alterações hormonais.

Quando a pessoa dorme mal, sente mais fome, tem maior desejo por carboidratos e se recupera pior. No fim de ano, dormir bem é uma das intervenções metabólicas mais importantes”, destaca o especialista.

 

3) Movimento leve em vez de ‘pagar a conta’ com treino pesado

Muitas pessoas tentam compensar os excessos com treinos intensos logo após noites curtas e alimentação pesada. Do ponto de vista fisiológico, isso pode aumentar o estresse do eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, em vez de facilitar a recuperação metabólica.

Um estudo em endocrinologia indexado no PubMed (“Exercise and circulating cortisol levels: the intensity threshold effect”) mostrou que exercícios de intensidade moderada a alta estão associados a elevações mais expressivas do cortisol, sugerindo a existência de um limiar de intensidade para essa resposta.

No pós-festa, caminhar, alongar, fazer mobilidade e se expor à luz solar pela manhã costuma ser mais eficaz do que treinos exaustivos. Esse tipo de movimento reduz inchaço, melhora a disposição e não aumenta a carga de estresse”, explica Dr. Faustino.


A lógica por trás dessas orientações: flexibilidade metabólica

Essas medidas convergem para um conceito central da fisiologia moderna: flexibilidade metabólica, definida como a capacidade do organismo de alternar eficientemente entre o uso de carboidratos e gorduras conforme a demanda energética.

A revisão “Metabolic Flexibility in Health and Disease”, publicada na revista Cell Metabolism, descreve que a perda dessa flexibilidade está associada à resistência à insulina e a disfunções metabólicas, enquanto sono adequado, atividade física apropriada e alimentação equilibrada ajudam a preservá-la.

 


Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Formação em Geriatria, Nutrologia, Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Foi Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.

 

JANEIRO SECO: O QUE ACONTECE COM O CORPO AO FICAR 30 DIAS SEM ÁLCOOL?

Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal, explica que a pausa no consumo de álcool melhora o funcionamento do fígado, da digestão e do sono em poucas semanas


O início do ano costuma vir acompanhado de promessas de mudança, alimentação mais equilibrada, retomada da rotina de exercícios e, para muita gente, uma pausa no consumo de álcool. Dentro da campanha Janeiro Seco, que reforça a importância dos cuidados com a saúde digestiva, essa decisão pode trazer benefícios rápidos e perceptíveis para o organismo.

Para o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), o álcool não deve ser encarado como algo inofensivo. “O consumo de bebidas alcoólicas traz prejuízos diretos e cumulativos ao corpo. Não existe uma dose totalmente segura. O que vemos na prática médica são consequências que aparecem com o tempo, muitas vezes de forma silenciosa”, afirma.

Segundo o médico, uma pausa de 30 dias já é suficiente para evidenciar o impacto negativo da bebida. Ao interromper o consumo, o fígado inicia um processo de regeneração, reduz o acúmulo de gordura e melhora sua capacidade de filtrar toxinas. “É como tirar um peso constante do organismo. O corpo responde rápido quando o álcool deixa de sobrecarregar os órgãos”, explica.

O sistema digestivo também sente a diferença. Sintomas como refluxo, gastrite, estufamento e desconfortos abdominais tendem a diminuir. “O álcool irrita a mucosa do estômago e desregula o intestino. Quando ele é retirado, há uma redução importante de inflamações e uma melhora geral da digestão”, destaca Nacif.

Além dos impactos físicos, os efeitos também aparecem no dia a dia. Pessoas que passam um mês sem álcool relatam mais disposição, melhora na qualidade do sono e maior clareza mental. “O álcool interfere no descanso profundo. Quando ele sai de cena, o sono se torna mais reparador, o que influencia o humor, a energia e até a capacidade de lidar com o estresse”, destaca o médico.

Outro ponto observado é a mudança na relação com a bebida após esse período. “Após 30 dias sem álcool, o organismo costuma ficar mais sensível. Pequenas quantidades já provocam efeitos mais intensos, como mal-estar ou ressaca mais rápida”. Por isso, ele reforça que, se houver consumo, a moderação é essencial, embora o ideal seja manter hábitos mais saudáveis de forma contínua.

Para o cirurgião, o Janeiro Seco funciona como um convite à reflexão. “Não se trata apenas de um desafio de um mês, mas de perceber como o corpo responde quando é menos exposto ao álcool. Muitas pessoas se surpreendem positivamente e passam a repensar seus hábitos ao longo do ano”, finaliza.

 


Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/



A ciência do movimento: o que realmente acontece no seu corpo quando você treina

 

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Da liberação de hormônios à melhora da capacidade cardiorrespiratória, fisioterapeuta mostra por que treinar com consciência e acompanhamento é importante para cada parte do corpo 

 

Com o início de um novo ano, as academias recebem uma leva significativa de alunos em busca de uma vida mais saudável. O Brasil, aliás, é o segundo país do mundo com mais frequentadores desses espaços de treino. Uma pesquisa divulgada pela Statista no início de 2025 revelou que 24% dos brasileiros afirmaram ter frequentado salas de musculação e outras atividades físicas nos últimos 12 meses — índice superado apenas pela Índia, que lidera com 27%. 

Embora as academias façam parte do nosso dia a dia, são poucos aqueles que se exercitam sabendo o que está por trás de cada esforço nos aparelhos: o corpo reage a cada estímulo com uma série de ajustes fisiológicos que promovem saúde, condicionamento e bem-estar. E não se trata apenas de “queimar calorias”, mas de transformar o organismo como um todo. É esse universo pouco visível, mas essencial, que revela a real importância de praticar atividade física com regularidade e consciência. 

Segundo a especialista em fisioterapia cardiorrespiratória Luana Godoy, professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário UniBH - integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima - logo nos primeiros minutos de atividade física, o corpo inicia um período de adaptação: a frequência cardíaca e a pressão arterial aumentam gradualmente para garantir o fluxo de sangue necessário aos músculos. A respiração acelera para suprir a demanda de oxigênio, enquanto moléculas energéticas como o ATP (adenosina trifosfato) são quebradas para gerar energia imediata. “Há também liberação de hormônios como adrenalina — responsáveis pelas adaptações cardiovasculares e respiratórias — e um aumento temporário da glicose no sangue, especialmente em treinos de resistência, para abastecer a musculatura”. 

Ainda de acordo com Godoy, a partir da prática regular e orientada de exercícios, diversas adaptações positivas ocorrem: músculos ganham aumento de resistência e força, e, em muitos casos, hipertrofia, resultado da reparação das microlesões nas fibras musculares provocadas pelo treino de força. “A massa muscular cresce e a musculatura se torna mais forte”, completa. 

Já o coração se adapta aumentando seu tamanho e a massa do ventrículo esquerdo, o que permite bombear mais sangue a cada batimento. Isso melhora a eficiência cardíaca, reduz a frequência de batimentos e contribui para uma circulação mais eficaz, controle da pressão arterial e metabolismo lipídico mais saudável. “A musculatura respiratória também se fortalece. Consequentemente a expansão pulmonar melhora e a troca gasosa se torna mais eficiente. Com isso, a oxigenação dos tecidos é otimizada, beneficiando todo o organismo”, explica 

Luana faz questão de reforçar que o exercício físico regular traz vantagens que vão além do ganho de massa muscular ou da melhora do condicionamento cardiorrespiratório. Os benefícios vão desde a saúde do sistema imunológico, com melhora da circulação de células de defesa e redução da inflamação, à saúde cerebral, neuroproteção e controle da dor crônica. 

 

Treinar com inteligência: por que a orientação profissional faz diferença?  

Exercitar-se de forma consciente, conforme destaca a fisioterapeuta, significa respeitar a individualidade: avaliar a condição física, escolher o tipo de treino adequado, determinar carga, intensidade e frequência corretas. “Um treino bem prescrito, com acompanhamento profissional, faz a diferença. Por outro lado, treinar sem orientação, com sobrecarga exagerada, técnica incorreta ou sem respeito aos sinais do corpo eleva o risco de lesões”, explica. 

Sinais de boa adaptação incluem disposição, melhora da força, sono, humor e desempenho. Já indícios de alerta podem ser fadiga excessiva, dores persistentes, tontura, queda de desempenho ou lesões. “Suar muito não significa treinar melhor; o indicador de um bom treino não está na quantidade de suor, mas na constância, na técnica correta e na recuperação adequada”, esclarece Luana Godoy. 

Por fim, a especialista enfatiza que o exercício físico não é apenas um meio para estética ou condicionamento imediato, mas um investimento de médio e longo prazo na saúde global do corpo e da mente. “Da próxima vez que você calçar os tênis ou entrar na academia, vale lembrar: cada batida de coração acelerada, cada respiração ofegante, cada gota de suor são sinais de mudanças profundas em nível celular, circulatório e metabólico, e de que o corpo está respondendo de forma inteligente, sempre que respeitado”. 


Negligência com a saúde bucal pode causar problemas em todo o corpo

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Aftas repetitivas e sangramentos podem ser indício de falta de vitaminas, sensibilidades alimentares, distúrbios imunológicos e até doenças autoimunes, alerta especialista 

 

A crença de que uma boa saúde bucal se resume a dentes brancos e a um sorriso alinhado ainda está impregnada no senso comum. Ledo engano: a negligência nos cuidados com essa região, porta de entrada dos sistemas digestivo e respiratório, pode interferir no funcionamento do corpo com um todo. 

Para André Naufel, cirurgião-dentista e coordenador do curso de Odontologia do Centro Universitário UniBH, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, a integração entre boca e organismo é tão profunda que já não faz sentido tratá-los separadamente. “Entendemos que a boca está ligada a todas as funções do corpo. Ela participa da mastigação, da fala, da respiração e reflete como está nossa saúde geral. É impossível separar a saúde bucal da saúde global”, afirma. 

Apesar da relevância, a população ainda não trata o tema com a importância necessária. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em colaboração com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 55% dos brasileiros não realizam consultas odontológicas anuais, como recomendado. Isso ocorre mesmo com o país ocupando o posto de maior concentração de dentistas no mundo (mais de 390 mil profissionais em atividade e 71.292 clínicas especializadas). 

A região bucal merece atenção, principalmente, porque, segundo André, alguns sinais podem ser os primeiros indícios de problemas maiores. “Feridas que não cicatrizam, sangramentos frequentes, alterações na língua, ressecamento extremo e mau hálito persistente, podem indicar doenças metabólicas ou nutricionais”, destaca.

O especialista acrescenta que aftas repetitivas e machucados constantes também podem sinalizar falta de vitaminas, sensibilidades alimentares, distúrbios imunológicos e até doenças autoimunes. 

O docente do UniBH explica ainda que condições como gengivite e periodontite aumentam o risco cardiovascular por manterem um estado de inflamação crônica que interfere no equilíbrio do organismo e facilita processos prejudiciais ao coração e à circulação. Já o estresse emocional pode agravar o bruxismo. “O estresse aumenta o chamado “apertamento” dos dentes, prejudicando o sono e a oclusão do paciente no médio e longo prazo.”

 

Pilares da prevenção em saúde bucal  

O cirurgião-dentista reforça que a higiene adequada, com escovação após as refeições e uso diário do fio dental, somados à alimentação equilibrada, boa hidratação e consultas regulares ao dentista são hábitos essenciais para a manutenção da saúde bucal. “Esses cuidados reduzem inflamações e melhoram a saúde como um todo, contribuindo para um organismo mais equilibrado”. 

Por fim, ele alerta ainda para sinais que devem levar o paciente a buscar atendimento imediato: dor intensa, sangramento persistente, febre associada a problemas na boca, dificuldade para abrir a boca, inchaço acentuado e lesões que não desaparecem após 15 dias. “Cuidar da boca é cuidar da saúde inteira. Não é só estética, é bem-estar, prevenção e qualidade de vida. Saúde bucal é, sobretudo, vida saudável”, conclui.

 

Detox pós-festas: como retomar hábitos saudáveis após os exageros de fim de ano


Após um dezembro marcado por encontros, pratos festivos e aquela combinação irresistível de doces e drinks, janeiro costuma chegar com a impressão de que a rotina alimentar saiu completamente do eixo. As celebrações de fim de ano trazem, naturalmente, refeições mais calóricas, maior consumo de álcool e horários irregulares, o que pode resultar em desconforto, inchaço e na famosa sensação de ter “passado um pouco do ponto”.


Segundo o professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, Diego Righi, esse é o momento ideal para adotar um “detox inteligente”, ou seja, um conjunto de práticas que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio sem cair em dietas restritivas ou métodos milagrosos. Detox inteligente não é dieta radical. É um retorno à rotina e apoio ao corpo, sem dietas extremas. Um conjunto de práticas que ajuda o corpo a recuperar equilíbrio depois de um período de exageros, sem métodos milagrosos”, explica o nutricionista.


O especialista ressalta que o detox não deve ser entendido como uma punição ou um ato emergencial para “anular” os excessos, mas como uma reorganização do organismo por meio de escolhas simples e consistentes. “Nosso corpo já conta com sistemas de desintoxicação muito eficientes. Fígado, rins, intestino, pulmões e pele trabalham o tempo todo para filtrar, transformar e eliminar substâncias. O que faz diferença é dar condições adequadas para esse funcionamento, com alimentação adequada, boa hidratação, sono e rotina equilibrada, em vez de ‘limpezas’ radicais de poucos dias”, enfatiza.  


Para ajudar a “turbinar” o detox pós-festas, o nutricionista dá 5 dicas fundamentais:

1. Aumente a hidratação, priorizando água, chás naturais e água de coco ao longo do dia.

2. Monte refeições leves, com foco em frutas, verduras, legumes e fibras para melhorar o funcionamento intestinal. 

3. Reduza o consumo de álcool e ultraprocessados por alguns dias para ajudar o corpo a se reorganizar.

4. Inclua atividade física leve diariamente, como caminhadas ou alongamentos.

5. Retome a rotina de sono, garantindo noites completas para apoiar o metabolismo e o bem-estar.

  

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Câncer de colo do útero: mais de 17 mil novos casos por ano no Brasil poderiam ser evitados com prevenção e vacina

Imunização, rastreamento e informação são pilares para frear uma doença que ainda afeta milhares de mulheres e segue como um dos maiores desafios da saúde feminina no país

 

O câncer de colo do útero segue sendo uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no mundo e o mais letal entre aquelas com menos de 36 anos no Brasil. A principal origem da doença é a infecção persistente pelo HPV, vírus extremamente comum e, em grande parte dos casos, evitável com medidas preventivas simples e eficazes. 

De acordo com o GLOBOCAN 2023, são registrados 662 mil novos diagnósticos anuais de câncer de colo do útero no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou no último ano mais de 17 mil novos casos. “Falar de prevenção feminina é falar de HPV. E não podemos mais tratar esse assunto como tabu. É um problema social, econômico e de saúde pública”, afirma Larissa Müller Gomes, oncologista da Oncoclínicas. 

Além do impacto direto na saúde, a doença traz consequências sociais devastadoras. Estima-se que cerca de 200 mil crianças tornem-se órfãs de mãe todos os anos em decorrência do câncer de colo do útero. “Esses números traduzem o quanto ainda estamos falhando no cuidado antecipado. O câncer de colo do útero é, em grande parte, evitável. Vacinação, rastreamento e informação são as três chaves que podem mudar completamente essa realidade”, reforça a especialista. 

Nesse contexto, Andreia Melo, líder da especialidade tumores ginecológicos da Oncoclínicas, destaca que agir antes da doença surgir precisa ser prioridade. “A prevenção é a melhor escolha”, enfatiza. “É fundamental que famílias e profissionais de saúde unam esforços para proteger meninas e meninos de uma doença grave, mas evitável. Com números alarmantes no Brasil, o exemplo positivo de países como os EUA mostra que o caminho para a redução do câncer de colo de útero passa pela vacina e pela educação em saúde”.
 

A infecção mais comum entre adultos sexualmente ativos 

O HPV é tão frequente que oito em cada dez pessoas terão contato com o vírus ao longo da vida. Embora, na maioria dos casos, o organismo consiga eliminá-lo naturalmente, a persistência de tipos de alto risco — especialmente os subtipos 16 e 18 — pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e, em alguns anos, evoluir para o câncer. 

O estudo POP-Brasil (2015–2017) apontou prevalências que ultrapassam 60% em algumas capitais, como Salvador, Brasília e São Luís. “Mulheres adultas e sexualmente ativas permanecem em risco de novas infecções durante toda a vida, o que reforça a importância da vacinação e do rastreamento contínuo, mesmo após a juventude”, explica Larissa.
 

Vacinação e rastreamento: dupla que salva vidas 

A vacinação contra o HPV é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal estratégia global para eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030. Países que atingiram altas coberturas vacinais, como a Escócia, já observam a quase eliminação da doença entre mulheres vacinadas. 

No Brasil, porém, a adesão ainda é baixa: entre 2014 e 2023, apenas 56,8% dos meninos e 81,1% das meninas receberam a primeira dose da vacina. “A vacina é segura, eficaz e amplamente estudada. Infelizmente, ainda há desinformação e medo, muitas vezes alimentados por fake news. Precisamos quebrar esses mitos e levar informação de qualidade, principalmente aos pais e responsáveis”, reforça Larissa. 

Além da imunização, o rastreamento com teste de DNA-HPV, recentemente incorporado às diretrizes do Ministério da Saúde, representa um grande avanço. Mais sensível e custo-efetivo do que o tradicional Papanicolau, o método detecta a infecção antes que ela evolua para o câncer. “Quando combinamos vacinação e rastreamento organizado, conseguimos reduzir drasticamente a mortalidade. É um investimento em futuro e em equidade”, completa Larissa. 

“Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero tem uma possibilidade de redução de até 90% na mortalidade. Por isso, a conscientização e a prevenção são fundamentais neste Janeiro Verde”, reforça Andreia. 

“Prevenir o câncer de colo do útero é um compromisso coletivo. “O HPV ainda é responsável por milhares de mortes evitáveis todos os anos. Falar sobre ele é cuidar da vida das mulheres, das famílias e das próximas gerações”, conclui Larissa. 

 

Oncoclínicas&Co
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Higiene bucal nas férias: veja 5 dicas de como manter os cuidados fora da rotina

Especialista alerta para erros comuns em viagens e ensina como manter os dentes, gengiva e implantes protegidos

 

Você já parou para pensar como as férias podem comprometer a saúde bucal? Um levantamento do National Center for Biotechnology Information (NCBI) aponta que mudanças de rotina, especialmente em viagens, fazem com que mais de 40% das pessoas reduzam a frequência de escovação e fiquem longos períodos sem higienizar a boca. Essa quebra de hábitos aumenta o risco de acúmulo de placa bacteriana, inflamação gengival e até problemas em implantes.
 

Segundo o Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin, rede de implantes dentários, isso acontece porque as férias costumam bagunçar horários e trocar hábitos saudáveis por praticidade. “O principal erro é perder a regularidade. Quando a rotina muda, muita gente deixa de escovar nos horários adequados, esquece o fio dental e passa muitas horas sem higienizar a boca. O problema se intensifica à noite, quando a proliferação bacteriana é maior e justamente quando mais pessoas dormem sem escovar os dentes durante viagens. Em casos de quem tem implantes, essa negligência favorece inflamações e até peri-implantite”, explica.
 

Para manter os cuidados bucais mesmo fora da rotina, o Dr. Paulo lista 5 dicas essenciais:
 

1. Monte um kit portátil de higiene bucal
Inclua mini escova, creme dental pequeno, fio dental, escova interdental e enxaguante sem álcool. Esse kit garante higienização adequada em qualquer banheiro de restaurante, aeroporto ou passeio, evitando longos períodos de acúmulo bacteriano, especialmente importante para quem usa implantes.
 

2. Use a técnica do “enxágue estratégico” quando não puder escovar
Se estiver em deslocamentos longos e sem acesso a um banheiro, beba água ou faça bochechos só com água após comer. Isso ajuda a remover resíduos, reduzir a acidez e retardar a formação da placa, preservando o esmalte até que seja possível escovar corretamente.
 

3. Consuma alimentos que ajudam na limpeza natural
Cenoura, maçã e queijo estimulam a salivação, que é uma proteção natural da boca. A saliva neutraliza ácidos e auxilia na remoção de partículas, funcionando como uma “limpeza” quando a higienização está atrasada.
 

4. Ajuste o consumo de doces e bebidas ácidas ao momento da escovação
Drinks cítricos, refrigerantes e sorvetes aumentam a acidez da boca e favorecem erosão. Por isso, consuma quando você sabe que poderá escovar logo depois, assim, reduz o tempo de exposição dos dentes aos ácidos e evita danos ao esmalte.
 

5. Nunca abra mão da escovação noturna
Mesmo cansado após um dia de praia, trilha ou viagens longas, a escovação antes de dormir é indispensável. À noite, a produção de saliva diminui, deixando a boca mais vulnerável à ação das bactérias. Essa escovação compensa eventual atraso durante o dia e evita inflamações.
 

No fim das contas, manter a saúde bucal nas férias depende mais de atenção do que de esforço. Não é sobre ter uma rotina perfeita todos os dias, e sim sobre evitar longos períodos sem higienização e adotar pequenas estratégias que fazem grande diferença. Com os cuidados certos, é totalmente possível aproveitar as férias sem colocar dentes, gengivas e implantes em risco”, finaliza o Dr. Paulo Yanase.
 

Oral Sin


Pequenas ações diárias podem reduzir o risco de doenças crônicas e garantir até 10 anos extras de vida saudável

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Especialistas do Sírio-Libanês explicam como micro-hábitos podem impactar positivamente a saúde

 

Em um país onde 52%1 dos adultos convive com ao menos uma doença crônica e aproximadamente 60%2 apresentam excesso de peso, especialistas do Hospital Sírio-Libanês explicam que prevenir doenças não exige viradas radicais de estilo de vida, mas constância em ações simples. 

Um estudo europeu, conduzido com mais de 116 mil participantes e publicado no JAMA Internal Medicine em 20203, corrobora com as diretrizes dos especialistas ao mostrar que adultos que adotam hábitos saudáveis como não fumar, manter o peso adequado, praticar atividade física e consumir álcool com moderação podem viver até 10 anos a mais sem doenças como diabetes tipo 2, cardiovasculares, respiratórias e câncer. 

“Uma caminhada de dez minutos após as refeições ativa a musculatura, reduz o tempo sentado e evita picos de glicemia. Somadas ao longo da semana, essas microações aumentam nosso tempo ativo e ajudam na prevenção de doenças ligadas ao estilo de vida”, explica Caio Portela, médico de Família e Comunidade no Hospital Sírio-Libanês. 

A pesquisa avaliou quatro fatores: tabagismo, índice de massa corporal, atividade física e consumo de álcool. A partir deles, estimou quantos anos os participantes viveriam sem doenças crônicas entre os 40 e os 75 anos. Cada ponto adicional na escala de estilo de vida saudável representou quase um ano extra de vida livre de doenças. Os perfis mais protetores reuniam características como índice de massa corporal abaixo de 25 e ao menos dois dos seguintes comportamentos: não fumar, ser fisicamente ativo ou consumir álcool de forma moderada. Esses participantes alcançaram entre 70,3 e 71,4 anos livres de doenças. 

“Ao evitar essas flutuações, o corpo controla melhor glicemia, pressão e peso”, afirma Caio. “Para quem é sedentário, várias caminhadas curtas podem ter impacto cardiovascular equiparável a uma sessão mais longa. É um começo possível, que facilita a transição para hábitos maiores.” 

A percepção de que saúde depende de atitudes radicais ainda é comum, já que muitas pessoas associam um novo estilo de vida a treinos intensos, restrições alimentares ou metas difíceis. Para o especialista, essa abordagem tende mais à frustração do que à transformação real. “A construção da mudança é gradual. Metas inalcançáveis partindo do zero são receitas para desistência”, aponta Portela. “Vários pequenos hábitos, repetidos de maneira constante, permitem uma adaptação menos dolorosa e mais sustentável. É como voltar lentamente à superfície após um mergulho. Se subir de vez, o corpo sofre.” 

De acordo com o especialista, os micro-hábitos diminuem o tempo sedentário e aliviam a sobrecarga metabólica. Atividades leves estimulam a musculatura e evitam oscilações glicêmicas. “Pequenos alongamentos distribuídos ao longo do dia aliviam tensões, corrigem posturas viciadas e reduzem a sobrecarga em articulações e tendões”, explica. 

Os reflexos aparecem em marcadores clínicos, com redução progressiva da pressão arterial, menor variação glicêmica, melhora do colesterol e dos triglicerídeos, diminuição da circunferência abdominal, menos dores osteomusculares e ganhos de sono e humor. “A OMS recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade física, volume que já reduz o risco de diabetes, infarto, AVC e alguns tipos de câncer. Os micro-hábitos funcionam como degraus acessíveis para alcançar esse patamar”, reforça o médico. 

Para quem vive em ritmo acelerado, Caio sugere três micro-hábitos simples e eficazes: optar por alimentos mais naturais como alternativa aos ultraprocessados, escolher escadas ou caminhar até locais próximos e reservar diariamente um momento inegociável de autocuidado, seja ele com uma atividade de lazer, ida a uma consulta ou ida à academia. “A maioria das pessoas não têm facilidade para virar a chave de uma vez. Mas pequenas decisões continuam somando e isso se traduz em saúde real”, finaliza.

 

Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link

 

Referências

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal. Acesso em: 04/12/2025. Disponível em: Link

2 Ministério da Saúde. O impacto da obesidade. Acesso em 04/12/2025. Disponível em: Link

3 JAMA Internal Medicine. Association of Healthy Lifestyle With Years Lived Without Major Chronic Diseases. Acesso em 04/12/2025. Disponível



Riscos cardíacos nas férias: o que muda quando a rotina relaxa

Cardiologista explica como cuidar da saúde cardiovascular nos períodos de descanso e aponta alguns dos principais erros que podem afetar o coração

 

Com 400 mil mortes por ano no Brasil, as doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios de saúde pública, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Nesse contexto, o período de férias merece atenção, já que, embora traga momentos de lazer, mudanças de rotina e hábitos mais flexíveis podem aumentar o risco cardíaco, especialmente entre pessoas com hipertensão, colesterol alto, diabetes ou histórico familiar. O relaxamento excessivo, seja da alimentação ou do uso de medicação, pode favorecer desequilíbrios que muitas vezes passam despercebidos.

A professora de Cardiologia da Afya Brasília, Dra. Rosangeles Konrad, explica que, mudanças bruscas de rotina, como horários irregulares, alimentação diferente, noites mal dormidas, calor intenso e até exercícios fora do habitual exigem maior adaptação do sistema cardiovascular.  “O corpo trabalha mais para se adaptar a essa nova dinâmica, e nem sempre esse esforço é percebido”, explica a médica.

Para quem já tem alguma doença cardíaca ou fator de risco, essas adaptações ficam ainda mais difíceis. O excesso de álcool, viagens longas, desidratação e o abandono de medicamentos, por exemplo, podem sobrecarregar o organismo e aumentar as chances de descompensações. Por isso, a especialista reforça que a combinação entre mudanças de rotina e comportamentos despretensiosos pode, sim, aumentar o risco cardiovascular nas férias.

Nesse sentido, a médica lista 6 erros comuns que impactam diretamente a saúde cardíaca:


1. Abandonar a rotina de medicamentos


Um dos erros mais comuns é “dar férias” também aos remédios. Segundo a professora, muita gente esquece ou reduz as doses por conta da mudança na rotina. O que pode descompensar quadros de pressão alta e arritmias, elevando o risco de eventos cardíacos. Ela reforça que medicações como anti-hipertensivos, estatinas, anticoagulantes e antidiabéticos não podem ser interrompidos.



2. Exagerar no álcool e nos alimentos gordurosos


A cardiologista alerta que, nas confraternizações, os exageros no prato e no copo podem trazer riscos importantes ao coração: o consumo excessivo de gorduras, sal e álcool eleva a pressão arterial, aumenta a liberação de catecolaminas, acelerando os batimentos, favorecendo arritmias como a fibrilação atrial, e ainda pode causar retenção de líquidos, piorar o refluxo e descompensar quem tem insuficiência cardíaca. Ela ressalta que o problema não é consumir, e sim consumir sem limite. “Não é preciso cortar tudo, mas manter o equilíbrio faz toda a diferença para proteger a saúde cardiovascular”.



3. Ignorar sinais de cansaço durante atividades físicas


Dra. Rosangela Konradexplica que, nas férias, muitas pessoas tentam “compensar” o sedentarismo com caminhadas longas, trilhas ou esportes aquáticos, mas esse esforço súbito, ainda mais sob calor intenso, acelera demais o coração, aumenta a pressão e eleva a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Isso pode desencadear falta de ar, arritmias e até dor no peito, especialmente em quem tem doença coronariana, mesmo sem diagnóstico. Por isso, ela reforça que pausas, hidratação e respeito ao próprio ritmo são essenciais para evitar riscos.



4. Desidratação por clima quente e excesso de sol


A especialista da Afya alerta que o calor do verão, somado ao suor, baixo consumo de água e ao álcool, favorece a perda de líquidos e minerais, reduzindo o volume de sangue em circulação. Esse desequilíbrio aumenta a frequência cardíaca, desestabiliza a pressão arterial e pode causar tontura, mal-estar e palpitações, e, em casos mais graves, até síncope ou piora de doenças cardiovasculares já existentes. Por isso, ela reforça que hidratar-se regularmente é tão essencial quanto usar protetor solar.



5. Dormir mal 


Dormir pouco ou em horários irregulares é comum nas férias, mas esse hábito desequilibra o organismo, eleva os níveis de estresse e impacta diretamente o sistema cardiovascular. O sono inadequado aumenta o cortisol e a adrenalina, desorganiza o controle da pressão arterial e reduz a capacidade do corpo de lidar com esforços, um risco ainda maior para quem tem hipertensão ou arritmias. Dessa forma, mesmo fora da rotina, manter uma boa higiene do sono é fundamental para proteger o coração.



6. Estresse e nervosismo durante o deslocamento 


Pouco se fala sobre isso, mas situações comuns das férias, aeroportos lotados, atrasos, longas viagens de carro, noites mal dormidas na véspera e toda a organização de família e malas, ativam o sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de “alerta”. Como consequência, a pressão arterial sobe, a frequência cardíaca aumenta e o corpo fica mais reativo tanto emocional quanto fisicamente.




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46% dos consumidores cuidam mais da saúde por meio de dietas específicas ou suplementos


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  • Pesquisa da GALUNION mostra que a população busca por alimentação saudável, redução no consumo de álcool e estilo de vida mais ativo
  • Uso de medicamentos também impacto nos hábitos de consumo alimentar

 

Nos últimos anos, o comportamento dos consumidores brasileiros tem passado por uma transformação cada vez mais aparente. A busca por qualidade de vida, impulsionada por uma maior conscientização sobre saúde e bem-estar, tem moldado novas escolhas na alimentação, no consumo de bebidas e na rotina de exercícios físicos. De acordo com a pesquisa "Alimentação Hoje: a visão do consumidor", realizada pela GALUNION, foi possível verificar tais mudanças. O estudo quis entender quais atividades os consumidores fazem com maior ou menor frequência atualmente do que há dois anos. Como resultado, 46% cuidam mais da saúde por meio de dietas específicas ou suplementos, 45% praticam mais atividades físicas e exercícios e 39% consomem bebidas alcoólicas com menor regularidade.

Este levantamento foi realizado de 25 a 31 de março de 2025, pela empresa especializada no setor de foodservice, com 1.008 participantes a partir de 18 anos, das classes ABC de todo o país. Com relação ao perfil da amostra, 21,5% dos respondentes tinham de 18 a 24 anos, 37% de 25 a 40 anos, 32,5% de 41 a 60 anos e 9% acima de 61 anos. Além disso, 10% pertencem a classe A, 41% a classe B e 49% a classe C.  

“Podemos observar que há um crescimento significativo no número de pessoas que priorizam o cuidado da saúde por meio de escolhas alimentares. Tanto é que nossa pesquisa mostra que 58% dos consumidores prestam cada vez mais atenção em rótulos e origem dos alimentos. Na pesquisa que realizamos em agosto de 2024, também com consumidores de todo o país, pudemos entender que os principais atributos que os consumidores que buscam uma alimentação saudável valorizam são alimentos frescos, funcionais, que geram bem-estar mental, tenham baixas calorias, altos em proteína e orgânicos”, explica a fundadora e CEO da GALUNION, Simone Galante. 



Outra mudança perceptível é a diminuição no consumo de bebidas alcoólicas. Especialmente entre os jovens adultos, há uma tendência crescente de reduzir ou até eliminar o álcool da rotina. As motivações variam desde saúde física e mental a uma importância ao estado de presença e conexão, e contenção de gastos. A indústria, atenta a esse movimento, tem investido em bebidas não alcoólicas com design e sabor sofisticados, como os chamados “mocktails” e cervejas sem álcool. “Nossa pesquisa mostra que, diante deste cenário, 48% das pessoas frequentam menos bares, pubs, casas de shows, danceterias, clubes, casas noturnas ou baladas. Vimos também um recente movimento global de experiência diurnas movidas a bebidas não alcoólicas, como as
coffee parties, com festas com DJ e música, em cafeterias, que ocorrem durante o dia”, explica.

 

 

Uso de medicações também reflete nos hábitos de consumo 

Pela primeira vez, o levantamento também quis saber se o consumidor ou alguém próximo está atualmente utilizando medicamentos para redução de peso ou apetite. Neste quesito, a pesquisa mostra que 22% conhecem ou estão usando, número que sobe para 32% na classe A. Para analisar essa questão mais a fundo, em caso positivo, houve a pergunta sobre quais mudanças de hábito alimentar foram observadas nos usuários após o início da medicação. Neste caso, 62% observaram uma redução significativa no apetite, levando a menor ingestão de alimentos, 55% diminuição do desejo por alimentos específicos, como doces, frituras ou bebidas alcoólicas, e 42% afirmaram que observaram a introdução de alimentos mais saudáveis na dieta diária.



"A mudança clara no comportamento alimentar de quem utiliza medicamentos para redução de peso ou de apetite pode ser observada em nossas pesquisas no Brasil, e em pesquisas feitas em outros países. As pessoas que usam esses medicamentos estão mudando a relação com a comida de emocional para uma relação mais funcional, com foco em maior quantidade de aporte nutricional, proteínas e fibras. Além disso, a preferência por porções menores tem sido demonstrada. Vemos um movimento claro em desenvolver opções para essas necessidades na indústria de alimentos, chegando também no foodservice", indica Simone Galante.

Para a CEO da GALUNION, essa virada no estilo de vida reflete uma sociedade mais conectada com o autocuidado. “Além dos dados já mencionados, a busca por opções saudáveis no foodservice é algo relevante para 40% dos consumidores de forma geral e para mais da metade dos consumidores da classe A, segundo dados da nossa pesquisa de agosto. Enquanto algumas dessas mudanças foram aceleradas pela pandemia da COVID-19, que escancarou a importância da saúde preventiva, o que se vê agora é um novo padrão que veio para ficar. O consumo consciente chegou definitivamente ao prato, ao copo e à rotina de milhares de brasileiros”, conclui.


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