Professora de educação física da UniCesumar dá dicas de brincadeiras, circuitos e jogos que cabem na sala e ajudam no desenvolvimento das crianças
Com
a chegada das férias escolares, muitas famílias que moram em apartamento se
perguntam como entreter as crianças em espaços pequenos e, ao mesmo tempo,
cuidar da saúde e do movimento dos filhos. Para a professora de Educação Física
da EAD UniCesumar, Nataly de Carvalho Fugi, isso é possível com organização,
participação da família e propostas simples dentro de casa. "As férias são
um momento importante para que as crianças vivam experiências diferentes, com
mais brincadeiras e convivência em família, mesmo quando não há área externa
disponível”, pontua.
Planejamento nas férias das crianças faz toda a diferença
Na avaliação da educadora física, um erro comum é deixar as férias totalmente soltas, sem nenhum tipo de planejamento. Nessa situação, a tela acaba virando a solução rápida para o tédio. “Quando os responsáveis dependem quase exclusivamente das telas para manter as crianças ocupadas, criam uma rotina passiva e pouco estimulante”, alerta.
Ela destaca que as crianças estão em fase importante de desenvolvimento motor e cognitivo. Por isso, atividades criativas e produtivas durante as férias ajudam a estimular coordenação, equilíbrio, força, pensamento crítico e habilidades sociais. O jogo ativo também contribui para o controle da ansiedade e melhora o humor.
Segundo
a professora, o ideal é organizar o dia em blocos. Pela manhã, podem entrar
atividades que gastem mais energia, como dança e circuitos. À tarde, propostas
mais calmas, como desenho ou brincadeiras de faz de conta. No fim do dia,
momentos tranquilos, como leitura ou jogos de tabuleiro. “Atividades entre 15 e
40 minutos costumam ser suficientes para manter o engajamento sem provocar
cansaço ou perda de interesse”, orienta.
Brincadeiras que cabem na sala
Mesmo em espaços pequenos, como salas e varandas, é possível manter as crianças em movimento. “Em espaços reduzidos, é possível adaptar diversas atividades físicas de forma segura e divertida”, afirma Nataly.
Ela sugere montar pequenos circuitos motores com ações como pular, se equilibrar em linhas no chão, rastejar entre almofadas e contornar obstáculos. A dança livre ou com vídeos de dança infantil também é uma boa opção para gastar energia de forma leve.
Outras ideias indicadas pela professora são:
- Amarelinha com fita adesiva no
chão da sala.
- Boliche com garrafas PET, que as próprias crianças podem decorar.
- Caça ao tesouro com pistas que
envolvam movimentos simples, como andar na ponta dos pés ou equilibrar um
objeto nas mãos.
- Versões adaptadas de brincadeiras
tradicionais, como pega-pega, estátua etc.
Criatividade com o que existe em casa e uso consciente das
telas
Os objetos do dia a dia também podem ganhar novo uso nas férias. Panos viram capas ou cabanas, potes e colheres são transformados em instrumentos musicais, caixas de papelão podem servir de túneis, carrinhos ou casinhas, e almofadas funcionam como obstáculos. Para a professora, esse tipo de experiência estimula imaginação, narrativa e autonomia das crianças.
Além das atividades presenciais, recursos online podem complementar a rotina, desde que usados com critério. Vídeos de dança infantil, conteúdos de yoga para crianças e desafios de movimento guiados por profissionais de Educação Física são algumas alternativas sem custo.
Nataly reforça que o papel do adulto continua sendo central: “É fundamental que os responsáveis acompanhem o uso desses recursos, verificando sites, conteúdo e segurança digital”.
Para
ela, o mais importante é lembrar que movimento e brincadeira fazem parte da
infância. Com um pouco de organização e disposição para brincar junto, mesmo um
apartamento pequeno pode se transformar em um espaço de descoberta, saúde e
diversão nas férias escolares.
UniCesumar

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