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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Relação entre Periodontite Crônica e condições de saúde do corpo

A periodontite crônica, por exemplo, pode estar relacionada a problemas como diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, doenças respiratórias e artrite reumatoide


Estudos recentes destacam a relação entre doenças periodontais inflamatórias e várias condições sistêmicas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, partos prematuros, doenças respiratórias e artrite reumatoide. A periodontite crônica, em particular, tem sido associada a uma série de condições, incluindo certos tipos de câncer, disfunção erétil, doença renal e demência.

A especialista em periodontia, Dra. Maria Fernanda Kolbe, sócia da Clínica Sorr em São Paulo e SDA da EMS (Electro Medical System), destaca que, embora haja atualmente uma falta de consenso entre os especialistas sobre a natureza dessas associações, evidências atuais apontam para ligações entre doenças periodontais e condições médicas variadas.

A periodontite crônica, por exemplo, pode estar relacionada a problemas como diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, doenças respiratórias e artrite reumatoide. A doutora Kolbe também ressalta a importância de novos métodos de prevenção, como o protocolo GBT, que oferece métodos inovadores para proporcionar maior conforto aos pacientes.



Impacto na Saúde Materna e Infantil


Um estudo conduzido pela Duke University Medical Center explorou a relação entre cuidados periodontais e partos prematuros. Os resultados demonstraram que a exposição fetal in utero a patógenos orais aumenta o risco de internações na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e prolonga o tempo de internação. Bebês expostos a organismos periodontais apresentaram maiores taxas de admissão na UTIN e permanência prolongada em comparação com bebês não expostos.

As "Diretrizes para o Tratamento de Pacientes Grávidas" da Academia Americana de Periodontologia destacam a importância da intervenção periodontal imediata e completa durante a gravidez, independentemente do estágio gestacional.



Conexão com Diabetes e Doenças Cardiovasculares

Pacientes diabéticos frequentemente apresentam higiene oral precária e maior gravidade de doenças gengivais e periodontais. O diabetes mellitus, uma doença metabólica que resulta em altos níveis de glicose no sangue, pode levar a complicações micro e macrovasculares, incluindo problemas oculares, neuropatia, nefropatia, complicações cardiovasculares e cicatrização prejudicada.

Estudos também indicam que a periodontite está associada a um aumento no risco de doenças cardiovasculares, incluindo doenças cardíacas isquêmicas e cerebrovasculares. Essas descobertas sugerem que a inflamação na superfície mucosa tem implicações sistêmicas.



Impacto nas Doenças Ósseas

A periodontite é apontada como uma das principais causas de perda óssea e doença inflamatória infecciosa. Ela pode progredir de forma agressiva em pacientes jovens ou mais gradualmente em adultos, afetando a saúde óssea. Ensaios clínicos mostraram que o tratamento periodontal pode melhorar a atividade da artrite, evidenciando a interconexão entre saúde oral e condições sistêmicas.

Vale lembrar que a resposta individual à placa microbiana pode influenciar a suscetibilidade à doença periodontal, e visitas regulares ao dentista são fundamentais para a manutenção da saúde bucal. Tratamentos inovadores como a profilaxia da EMS, oferecida por meio do protocolo GBT, têm se mostrado eficazes na prevenção da periodontite, proporcionando conforto ao paciente durante o procedimento. Para saber mais, você pode encontrar o profissional certificado mais próximo de você através do link FIND A GBT PRACTICE.


Dr. Google: médicos são aliados na produção de conteúdo de qualidade na internet

Profissionais prestam serviço à população e ficam mais próximos das demandas e dúvidas dos pacientes


Mais de 155 milhões de brasileiros com mais de 10 anos de idade têm acesso à internet. O número representa 84,7% do total de pessoas com essa faixa etária no país. Os dados são do IBGE e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2021, a mais recente divulgada sobre o assunto.

O Brasil é o terceiro país com o maior número de acessos às redes sociais, ficando atrás apenas da Índia e da Indonésia. As plataformas mais acessadas pelos brasileiros incluem YouTube, Facebook, Instagram, TikTok, Kwai e Twitter, de acordo com o relatório "Tendências de Social Media 2023" da Comscore, uma empresa norte-americana de análise de dados e tráfego na internet.

Nesse cenário, muitos profissionais estão aproveitando a oportunidade para criar conteúdo e disponibilizar informações verdadeiras e de qualidade para o público. Isso inclui médicos como o cardiologista Gustavo Lenci Marques, que trabalha nos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru. Durante a pandemia, ele criou um canal no YouTube para fornecer informações embasadas em pesquisas sobre a covid-19. Atualmente, o canal possui quase 70 mil inscritos e seus vídeos já acumularam mais de 3,5 milhões de visualizações. “Hoje, busco trazer informações importantes da área médica, de diferentes especialidades. Por muito tempo, os médicos do meio acadêmico tinham medo de ir às redes sociais, e isso deixou espaço que foi preenchido com informações inverídicas ou não bem interpretadas. Eu acredito que profissionais qualificados de todas as áreas precisam ocupar esses espaços“, avalia o cardiologista.


Conhecimento para todos

O compromisso de compartilhar conhecimento está enraizado no juramento de Hipócrates, feito por médicos ao final da faculdade. A última versão desse juramento é do ano de 2017 e foi editada durante a 68ª Assembleia da Associação Médica Mundial, em Chicago, nos EUA. “Partilharei os meus conhecimentos médicos em benefício dos pacientes e da melhoria dos cuidados de saúde”.

Para o ortopedista do Hospital São Marcelino Champagnat, Antônio Krieger, a internet é uma forma de expandir o trabalho médico e aumentar o acesso ao conhecimento para a população. “Nosso papel vai além de apenas diagnosticar e medicar os pacientes. Nós temos uma função social de educação, de conscientização, de promoção de saúde, de prevenção de doenças. A medicina deve ir além da fronteira do consultório e a rede social é uma ferramenta que nos permite dar acesso à população a esse tipo de conteúdo, garantindo que as pessoas consigam separar o joio do trigo, tendo fontes confiáveis de informação”, comenta.

O ortopedista começou a produzir conteúdo na internet há cinco anos, quando abriu um perfil profissional no Instagram. Atualmente, Krieger tem cerca de 20 mil seguidores na plataforma, além de contar com um canal no Youtube para quase 4 mil inscritos. 


Linguagem acessível

De nada adianta oferecer um bom conteúdo se ele não é compreendido pelas pessoas. É por isso que um dos cuidados principais é buscar uma linguagem acessível. O urologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Mark Neumaier, acredita que a compreensão tem que ser buscada em todos os ambientes. “A forma como eu me comunico nas redes sociais é a mesma que utilizo em consultas médicas. É preciso simplificar para se fazer entendido. Por isso, falar com ‘zero’ jargões é o ideal”, defende o médico, que também faz parte da equipe do Hospital Universitário Cajuru, que tem atendimento 100% SUS.

O urologista afirma que começou a criar conteúdos após o exemplo de outros colegas já engajados nas redes sociais. “No início, parecia desnecessário, mas quando você entende que é uma maneira de ajudar mais pessoas, vira necessidade”, complementa. Neumaier possui mais de 22 mil seguidores no Instagram, com conteúdos voltados à rotina urológica e saúde do homem.

Para o diretor médico dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Jarbas Motta Junior, a presença dos médicos nas redes sociais é uma vantagem do mundo conectado. Ele enfatiza a importância de os médicos servirem como fontes confiáveis de informação em um cenário onde muitas pessoas buscam conteúdo na internet. "Os médicos são aliados importantes na busca de uma sociedade que compreende melhor o mundo e, também por isso, melhora a própria vida", conclui.



O desenvolvimento do 5G melhorou a saúde dos idosos

 

Um estudo publicado na Global Transitions explorou os efeitos do desenvolvimento do 5G na autoavaliação da saúde (SSR) entre idosos com diferentes características sociodemográficas. 

Entre 2018 e 2020, os idosos da China continental que viviam em províncias com políticas 5G, foram considerados como o grupo de exposição, enquanto outros foram considerados como o grupo de referência.
 

Os efeitos do desenvolvimento 5G na saúde 

O desenvolvimento do 5G aumentou significativamente a autoavaliação de saúde dos idosos. Após a promulgação das políticas 5G, a probabilidade de autoavaliação de boa saúde aumentou 31%.

 

Saúde pública facilitada pelo desenvolvimento tecnológico 

Até onde sabemos, o estudo fornece, pela primeira vez, novos insights sobre o impacto do desenvolvimento do 5G na SSR de idosos. 

A introdução da política 5G proporciona micro-oportunidades e um macroambiente para os idosos promoverem o seu estado de saúde. Ao nível micro, o 5G permite que mais idosos utilizem dispositivos inteligentes e acesso à Internet, facilitando a obtenção de informação sobre saúde e promovendo a participação social. 

A nível macro, a aplicação relacionada com o 5G na medicina contribui para satisfazer as necessidades de saúde dos idosos. 

As tecnologias digitais, como o 5G, facilitam e ampliam as inovações que podem criar e difundir a saúde em idosos. 



Rubens de Fraga Júnior - Professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Fonte: Huameng Tang et al, The effect of 5G policy development on self-rated health among Chinese older adults: A quasi-experimental study, Global Transitions (2023). DOI: 10.1016/j.glt.2023.08.002

 

Além das dores no peito: conheça outros sintomas que podem indicar problemas cardíacos

Pixabay
Dores nas costas, na mandíbula e no estômago, além de inchaço nas pernas e abdômen são sinais de atenção para a saúde do coração


As doenças cardiovasculares (DCVs) são responsáveis por mais de 20 milhões de mortes anualmente em todo o mundo, tornando-se a principal causa de mortes no planeta. No Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas enfrentam problemas cardíacos, resultando em pelo menos 400 mil mortes a cada ano devido a essas enfermidades.

O tempo entre o primeiro sintoma de uma DCV e o atendimento médico pode ser determinante para salvar uma vida, segundo especialistas. Por isso, é importante reconhecer os sinais que o corpo emite quando há um problema de saúde relacionado ao coração. “Muitas pessoas acreditam erroneamente que as doenças cardíacas se manifestam apenas com dores no peito. No entanto, apesar dessas dores serem o sintoma mais comum de um problema cardíaco, elas não são os únicos sinais a serem observados”, revela a supervisora do Internato de Urgência e Emergências do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), Chiu Yun Yu Braga.

A especialista revela que, além das dores no peito e no braço esquerdo, os sintomas de infarto incluem um aperto ou queimação no estômago, que pode se espalhar para a região do pescoço, dos dentes ou das costas. “Já um paciente com doença arterial coronariana pode sentir também dores na mandíbula, no estômago e nas costas”, complementa.

Pixabay

A especialista revela ainda que quem sofre com insuficiência cardíaca, além da tradicional falta de ar, pode apresentar outros indícios que não têm relação com o peito. “O paciente pode ter um grande inchaço nas pernas e no abdômen, o que acaba causando grande dificuldade para dormir”. Ela explica ainda que os pacientes com valvopatia (doença da válvula cardíaca) podem sofrer desmaios repentinos e falta de ar, mesmo após um esforço mínimo.

Os sintomas variam de acordo com a artéria envolvida no problema em questão, segundo Chiu Yun. “Por exemplo, a artéria circunflexa pode acometer a parte dorsal do coração, por isso a dor irradia para as costas. Se a dor atinge a região frontal, pode ser a artéria descendente anterior. A dor se manifesta conforme a localização da artéria comprometida”, finaliza a professora, que reforça a importância de visitar regularmente um médico cardiologista para prevenir ou tratar qualquer doença cardiovascular.

 

Universidade Positivo
up.edu.br/



Recomendação do profissional de saúde é decisiva para pais vacinarem filhos

Estudo sobre hesitação vacinal no Brasil aponta que maioria é influenciada por opinião do médico 


Lançada ontem, em evento no Instituto Butantan, a primeira Pesquisa USP/FJLES sobre hesitação vacinal para a imunização de crianças e adolescentes no Brasil. Apesar dos dados oficiais apontarem queda nos últimos anos, o estudo confirma que adultos com filhos continuam considerando a imunização parte integral dos cuidados da saúde das crianças no País. Em média, 83% dos brasileiros entrevistados vacinaram seus dependentes. O objetivo do levantamento é entender as razões que levam o indivíduo a vacinar – ou deixar de vacinar – sua criança e às opiniões dos mesmos sobre as campanhas de vacinação realizadas em escolas. 

A pesquisa foi aplicada em uma amostra nacional de 2.129 entrevistas face a face e domiciliares de 29 de julho a 3 de agosto de 2023. A amostra é representativa da população e das cinco regiões: CentroOeste; Nordeste; Norte; Sudeste e Sul. O projeto foi elaborado pela Rede de Pesquisa Solidária em Políticas Públicas e Sociedade, que conta com professores da USP, em conjunto com pesquisadores da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, maior instituição familiar voltada para a infância no país. 

Dentre os achados mais significativos, 98% dos pais com filhos de idade igual ou inferior a 14 anos afirmam que vacinaram seus filhos com todas as vacinas indicadas por profissionais de saúde. “Essa informação mostra o papel poderoso de quem está na linha de frente, nos postos de saúde, clínicas e hospitais, em contato direto com as famílias e sinaliza uma direção para as novas campanhas de vacinação daqui para a frente, onde o consultório pode ser o melhor lugar para se combater uma fake news, por exemplo”, afirma Lorena Barberia, Professora/Doutora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e que lidera o estudo. 

O levantamento sugere que o sucesso das campanhas de vacinação depende também da confiança da população na segurança e eficácia dos imunizantes, bem como nos profissionais que administram a vacina em seus filhos. De maneira similar, a conveniência no acesso, reforçada pela disponibilização dos imunizantes nas escolas, contribui para a adesão dos pais à vacinação. “O País não tem uma política definida sobre as campanhas nas escolas, alguns municípios oferecem e outros não, então esperamos que a pesquisa lance luz sobre essa possibilidade e oriente políticas públicas num futuro próximo”, diz Marcos Paulo de Lucca Silveira, pesquisador-chefe da FJLES. 

Cabe mencionar que esta adesão, embora muito semelhante entre todas as vacinas analisadas, apresentou menor porcentagem quando os pais eram questionados sobre à vacina contra o COVID-19. “A queda na porcentagem de pais que apoiariam a vacinação da COVID sinaliza um tema que merece nossa atenção, numa continuidade a esta pesquisa, pois os mesmos familiares mostram apoio para outras doenças com letalidade muito menor nessa mesma faixa etária", sugere Lorena Barberia. 


Lavar e secar as mãos corretamente evita em mais de 25% a propagação de doenças


40 segundos, que é o tempo recomendado para uma boa lavagem das mãos, pode evitar qualquer infecção.
 


Em outubro comemora-se o Dia Mundial da Lavagem das Mãos. Seu principal objetivo é conscientizar globalmente sobre a importância de lavar e secar as mãos corretamente como uma medida simples, mas eficaz para prevenir doenças e salvar vidas. Essa iniciativa foi impulsionada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela UNICEF, e foi lançada pela primeira vez em 2008 como parte da campanha "Salve Vidas: Lave as Mãos"1.

 

"Para uma prevenção eficaz da doença, medidas essenciais de higiene e saúde são cruciais. É importante que estas medidas não sejam esquecidas e continuem a ser integradas numa agenda de educação preventiva por parte das empresas, instituições de ensino e grupos familiares para evitar pandemias e outras ameaças à saúde. Ações preventivas como lavar as mãos mantém as pessoas saudáveis, previne o absenteísmo no trabalho, reduz os custos de saúde a longo prazo e melhora a produtividade. Sem acesso a serviços básicos de higiene, as pessoas correm maior risco de infecção", diz Sarah Sampaio, gerente da marca TORK. 

A OMS enfatiza que a correta lavagem de mãos com água e sabão pode controlar doenças infeciosas, reduzindo de 23% a 48% de doenças diarreicas e de 21% a 23% de infecções respiratórias2. 

Levando isso em consideração, Tork® tem focado seus esforços em levar educação para a comunidade com voluntariados corporativos que ensinam sobre essa prática e palestras educativas em diferentes espaços. 

De acordo com o último Relatório Global de Higiene e Saúde (2023-2024) da Essity, empresa líder global em higiene e saúde de origem sueca, presente no Brasil com marcas como Tork, a prevenção é crucial para reduzir a propagação de infecções na sociedade e em ambientes de saúde. O relatório menciona ainda que a higienização das mãos é a medida mais eficaz de prevenção dessas infecções[1], com o uso de água e sabão ou usando desinfetantes para as mãos à base de álcool, conforme apropriado. 

É por isso que a Essity se compromete em oferecer soluções de saúde para uma sociedade mais inclusiva e a quebrar barreiras pelo bem-estar. Sob a premissa de contribuir para a difusão de conhecimentos, a Essity oferece uma série de conselhos sobre a lavagem de mãos: 

  1. Lave as mãos frequentemente: essa ação deve ser realizada regularmente, especialmente após ir ao banheiro, frequentar lugares públicos e antes de comer.
  2. Leve o tempo necessário: a lavagem de mãos deve durar no mínimo 40 segundos para garantir a eliminação eficaz de germes e sujeiras.
  3. Use água e sabão: o sabão elimina a gordura que prende as bactérias e a água ajuda a eliminá-las. Assegure-se de esfregar todas as partes da sua mão, incluindo pulsos, dedos e entre os dedos.
  4. Seque as mãos corretamente: use uma toalha de papel descartável para eliminar toda a sujeira, já que esses são mais facilmente transmitindo nas mãos úmidas. Evite compartilhas toalhas.
  5. Evite tocar o rosto: depois de lavar as mãos, evite tocar o rosto, especialmente olhos, nariz e boca. Essas são as áreas mais comuns de entrada de germes e manter as mãos longe delas pode ajudar na prevenção de infecções.

O Dia Mundial da Lavagem das Mãos é uma oportunidade para lembrar as pessoas em todo o mundo da importância desta prática simples, mas essencial, para a saúde pública e prevenção de doenças e para promover a sua adoção em todos os tipos de comunidades e ambientes.

 

Essity




Fonte: OMS
1 Día Mundial de la Higiene de las Manos – Organización Panamericana de la Salud Link

2 Universidad de Chile - Proyecto de Salud Pública busca Promocionar y Fortalecer el Lavado de Manos Efectivo
Link



Como lidar com a seletividade alimentar de crianças autistas?

Por meio de receitas com diferentes formas de preparo,
é possível expandir o paladar dos pacientes.
  Unsplash
University of Massachusetts Medical School realizou uma pesquisa comprovando que cerca de 67% das crianças no espectro autista apresentam transtorno ou seletividade alimentar

 

Quando falamos do espectro autista em crianças, um dos principais desafios enfrentados por pais e responsáveis é a seletividade alimentar. Isso acontece porque alguns pacientes diagnosticados pelo TEA (Transtorno do Espectro Autista) possuem dificuldades com determinadas texturas, sabores e aromas de alimentos.

A University of Massachusetts Medical School realizou uma pesquisa comprovando que cerca de 67% das crianças no espectro autista apresentam transtorno ou seletividade alimentar. Essa seletividade é tão comum por estar ligada à uma interferência direta de estímulos sensoriais. 

Em muitos casos, as crianças ignoram grupos alimentares inteiros, se recusando a comer frutas, legumes, cereais, grãos, proteínas ou produtos à base de leite, por exemplo. 

Também não é raro encontrar crianças que se recusam a consumir alimentos de uma determinada cor ou que optam por comer um único alimento em todas as refeições. 

No entanto, as restrições de alguns alimentos podem causar consequências para a saúde, como:

  • Falta de nutrientes importantes para o desenvolvimento;
  • Problemas no crescimento;
  • Obesidade;
  • Ausência da ingestão calórica diária necessária.

“Os responsáveis devem estar atentos pois essa condição pode levar à falta de nutrientes necessários para crianças em desenvolvimento. Uma forma de lidar com isso é optar por suplementos vitamínicos que ajudam na absorção e na reposição dos componentes importantes. Nas farmácias de manipulação, é possível criar suplementos em balas, pirulitos, chocolates ou até mesmo em pó para misturar com bebidas, e esses formatos costumam ser mais atrativos para as crianças”, afirma a Head de Qualidade da Manipulaê, Regiele Viana. 

Na mesma pesquisa realizada pela University of Massachusetts Medical School, o grau de seletividade alimentar de crianças com TEA foi definido em três domínios: recusa alimentar; repertório alimentar limitado e ingestão alimentar única de alta frequência. 

Mas, afinal, como lidar com essa restrição? A Manipulaê separou 3 dicas para as mamães e papais. Confira:
 

1.Consulte os médicos:

Caso esteja notando uma rejeição de alimentos por parte do seu filho, a melhor coisa a se fazer é levá-lo ao médico. Por meio de uma bateria de exames, são concluídos os diagnósticos, que inclusive podem indicar algum problema subjacente, auxiliando para o melhor tratamento.
 

2. Recorra à terapia alimentar:

A terapia alimentar vem ganhando força a fim de ajudar em diferentes casos como anorexia, bulimia e até mesmo pacientes com diferentes idades que possuem o TEA. Nesse tipo de abordagem, os profissionais trabalham com as restrições por meio de receitas com diferentes formas de preparo para expandir o paladar dos pacientes.
 

3. Respeite o tempo:

Um ponto muito importante é entender que esse momento de adaptação alimentar requer paciência e constância, estímulos lúdicos e conversas. O simples ato de reforçar a necessidade daquela refeição já é um pequeno passo que pode auxiliar na reeducação alimentar.

 

Manipulaê

 

Exames oculares podem ajudar no diagnóstico de doenças cardíacas, diabetes e até Alzheimer

Especialista do Hospital CEMA explica a importância do check-up ocular para mapear inúmeras enfermidades, que vão muito além daquelas que atingem a visão  


Pergunte para seus conhecidos quantos deles frequentam o oftalmologista com frequência? Embora o check-up ocular seja importantíssimo e deve ser feito anualmente, são poucas as pessoas que realmente levam essa indicação à sério. Mas deveriam! Não somente para verificar se está tudo bem com a visão, mas porque os exames oftalmológicos ajudam no diagnósticos de inúmeras outras doenças, que nada tem a ver com os olhos. “Doenças cardíacas, hipertensão arterial, diabetes, TDAH e até Alzheimer podem ser rastreadas nos check-up oculares”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.

No caso do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), um estudo realizado na Austrália mostrou que a retina pode sinalizar distúrbios de desenvolvimento neurológico, entre eles o TDAH. Para chegar a essa conclusão, os estudiosos fizeram um exame que avalia a atividade dos neurônios da retina. Vale lembrar que é na retina que ficam os neurônios da visão, o que mostra que é possível fazer um mapeamento cerebral através de tais exames. Entre as enfermidades que um check-up ocular pode ajudar a identificar estão também a artrite e esclerose múltipla.

O especialista do Hospital CEMA lembra que é importante que essa ida ao oftalmologista comece cedo. “Recomendo iniciar esse check-up ocular em idade pré-escolar”, diz. Entre os principais exames que as pessoas devem fazer, frequentemente, estão os que avaliam a visão de perto e longe, pressão ocular e retina. Essa avaliação deve ocorrer uma vez ao ano, desde que não exista uma condição ocular ou doença pré-existente que necessite de avaliações mais frequentes.



Como manter a imunidade - e o treino - em dia com mudanças de temperatura frequentes

 Bio Ritmo traz dicas de como se cuidar para ter mais disposição durante as grandes mudanças de temperatura

 

Não é de hoje que temos sentido variações climáticas em nossa rotina. Em setembro, São Paulo registrou recorde de temperatura no ano, batendo 36,8ºC. Dias depois, a temperatura despencou mais de 15ºC. Diante deste cenário, a oscilação da temperatura durante um período de tempo - ou até mesmo durante um mesmo dia - é um problema para manter a saúde do corpo e influencia também na rotina de exercícios físicos. 

Além de ser um fator determinante para a manutenção da imunidade, a prática de exercício pode sofrer com a variação de temperatura exagerada e frequente. A Bio Ritmo, rede de academia high end, entende que compreender como o corpo responde a essas mudanças de temperatura, pode ajudar na saúde e por isso listou algumas dicas de como se cuidar durante esses períodos.

Divulgação


1. Hidratação

A variação de temperatura pode levar a desidratação, ainda mais quando praticamos exercícios e não repomos o que transpiramos. Dessa forma é muito importante beber água regularmente ao longo do dia. O corpo humano precisa em média 35 mL de água para cada quilo de peso. Para descobrir quantos litros você precisa, basta multiplicar 35mL pelo seu peso. Além disso, chás, e água aromatizadas podem ser excelentes alternativas para quem não desenvolveu o hábito de beber água.


2. Roupas adequadas

Devido à grande mudança de temperatura durante um único dia, fica difícil escolher a roupa certa para o treino pode ser desafiador, especialmente para aqueles que ainda vão ter outros compromissos antes de praticar exercícios. Uma dica é levar duas opções de roupa, ou pelo menos duas camisetas: uma de frio e uma de calor.


3. Mantenha uma rotina saudável

Outro fator importante que pode prejudicar a imunidade, é a falta de rotina, principalmente do sono. O sono é crucial para uma boa recuperação do corpo e, portanto, é essencial manter horários regulares para dormir e acordar. Isso ajuda também a diminuir o estresse e a ansiedade, melhorando ainda mais a nossa saúde mental e física.


4. Boa alimentação

Além do sono, a alimentação desempenha um papel vital na melhora da imunidade. Durante as mudanças de temperatura, busque se alimentar de frutas, vegetais, proteínas magras e alimentos com muita vitamina C, E, D e A, que são as mais importantes para turbinar a imunidade.


5. Busque ajuda profissional

Por fim, caso esteja fazendo todas essas dicas, mas ainda não viu melhora na imunidade, busque ajuda profissional. Um médico ou nutricionista pode fornecer orientação personalizada e identificar outros problemas que podem estar afetando sua imunidade. 

Adaptar-se a essas mudanças pode ser um desafio, mas que com certeza fará toda a diferença na sua saúde como um todo, trazendo mais ânimo para praticar as atividades físicas e seu próprio bem-estar.




Bio Ritmo



Bruxismo pode ser controlado

Dr. José Todescan Júnior, especialista em Odontologia Estética, explica que reduzir o consumo da cafeína, álcool e tabaco pode aliviar o problema


O bruxismo é o ato de ranger ou apertar os dentes, muitas vezes involuntariamente, podendo causar desgaste dental, dor e outros problemas relacionados à saúde bucal. De origem grega, o termo bruxismo significa apertamento, fricção ou atrito dos dentes. O transtorno é um hábito involuntário no qual a musculatura da mastigação fica em estado de hiperatividade. 

De acordo com o dentista José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, odontopediatria e endodontia e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, apesar do problema ser facilmente identificado é muito difícil de ser controlado. Não é uma doença e sim um hábito, portanto não tem cura. O controle do hábito depende de uma equipe multidisciplinar e não existe uma receita de bolo para todos os pacientes, de modo que o diagnóstico deve ser feito por um especialista. 

Fazer meditação, ioga, exercícios de respiração profunda podem ajudar a controlar e aliviar o bruxismo e o estresse, de acordo com Todescan. O especialista também recomenda a redução do consumo da cafeína, álcool e tabaco, pois essas substâncias podem agravar o caso. 

Dependendo do paciente, a fisioterapia pode ser recomendada para tratar complicações musculares. “A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser útil para identificar e tratar fatores emocionais que contribuem para o transtorno”, ressalta. 

Todescan faz um alerta especial para aqueles que têm o costume de mastigar objetos duros. “É importante não moder canetas ou lápis, porque essa pequena distração pode causar danos”, destaca. 

O acompanhamento odontológico para esses casos é essencial. “É importante lembrar que os cuidados variam de acordo com a gravidade do problema e as causas subjacentes. Em casos mais graves, pode ser necessário considerar tratamentos específicos como restaurações dentárias para reparar as superfícies que foram perdidas com o bruxismo. Por isso, é fundamental procurar orientação profissional para receber o diagnóstico adequado e um plano de tratamento personalizado”, conclui. 



José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental e Odontopediatria pela USP, endodontia e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry) e membro da Associação Brasileira de Odontologia Estética. Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.


Clínica Todescan
Para mais informações, acesse o site ou pelas redes sociais.



Nutrição consciente: como manter o equilíbrio entre fome física e fome emocional

Você alguma vez já se pegou abrindo a geladeira tarde da noite, buscando por algo que nem mesmo sabia direito o que era? Se a resposta for sim, você provavelmente já experimentou o que a nutricionista Priscila Gontijo da Puravida chama de “fome de besteira”. Esse tipo difere muito da real necessidade fisiológica de comer e entender essas diferenças pode ser a chave para uma vida mais equilibrada.

Segundo Priscila Gontijo, “a fome de besteira é essencialmente emocional, além de ser caracterizada pela ausência de sintomas físicos. Normalmente, ela é desencadeada por algum aspecto emocional, como raiva, tristeza, angústia, ansiedade entre outros”, explica.

Entender os sinais do corpo é crucial para distinguir entre esses dois tipos de fome. Priscila ressalta a importância de manter uma dieta equilibrada com todos os nutrientes indispensáveis para o organismo, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e fibras.

“Não existe um alimento que contenha todos os nutrientes necessários para uma boa saúde. Portanto, devemos variar ao máximo a nossa dieta, para que o organismo possa absorver os mais diversos nutrientes, tendo moderação e qualidade. Essa última questão significa que devemos priorizar alimentos que contenham vitaminas, minerais e fibras, ao mesmo tempo que diminuímos o consumo das chamadas calorias vazias que carregam altos níveis de açúcares”, explica a nutricionista. 


Estratégias para controlar a “fome de besteira”

Uma das melhores maneiras de controlar a "fome de besteira", de acordo com Priscila, é manter a geladeira e a despensa cheias de opções saudáveis. Frutas, legumes e outros alimentos ricos em nutrientes são excelentes substitutos para snacks menos saudáveis”. 

Ela também sugere desviar a atenção para outras atividades como ler um livro, fazer exercícios ou até mesmo sair para um passeio. “Quando a fome é emocional, mudar o foco frequentemente resolve o problema”. Priscila Gontijo oferece algumas dicas para identificar os dois tipos de fome:


Fome fisiológica:

  • Sintomas como estômago roncando, dor de cabeça, fraqueza;
  • Nenhuma vontade específica de um determinado alimento;
  • A capacidade de esperar para comer;
  • Fome persistente com sinais contínuos;
  • Controle sobre quando você está saciado;
  • Geralmente, não leva a sentimentos negativos como culpa.


Fome emocional:

  • Surge repentinamente;
  • Associada ao prazer ou ao conforto emocional;
  • Desejo específico por um tipo de alimento, geralmente algo doce ou salgado;
  • Desaparece quando se envolve em outra atividade;
  • Dificuldade para parar de comer uma vez que se começa;
  • Pode resultar em sentimento de culpa ou frustração.
A nutricionista alerta que a “fome de besteira” constante pode ser um sintoma de um transtorno mais sério, como a compulsão alimentar, que deve ser diagnosticada e tratada por profissionais, ou até mesmo desnutrição. “O nosso organismo precisa de vitamina A, C e D, B12, além de boas doses de magnésio, ferro e cálcio. Sobre as vitaminas, consigo citar a necessidade de suplementar as vitaminas do complexo B, por exemplo, pelo menos em doses baixas, e com atenção especial a vitamina B12 que a maioria das pessoas tem deficiência, mesmo aquelas que não são veganas. Sobre os minerais, o magnésio é um dos mais importantes e pouco falado. Ele ajuda a melhorar a absorção de cálcio, além de auxiliar no controle do diabetes, pressão arterial e outras patologias”, finaliza. 

 

Puravida



Outubro Rosa: a adoção de hábitos saudáveis e de controle de peso é essencial para reduzir as chances de aparecimento do câncer de mama

A médica Marcela Bonalumi explica que a melhor prevenção é ter uma boa alimentação, controlar o peso, fazer exercícios físicos e realizar os exames preventivos com regularidade após os 40 anos


O mês de Outubro é marcado em todo o mundo pelo Outubro Rosa, que visa conscientizar sobre a saúde da mulher com enfoque principal no câncer de mama, o tumor com maior taxa de mortalidade entre o sexo feminino no Brasil. Para se ter uma ideia, o Instituto Nacional do Câncer estima que mais de sejam diagnosticadas mais de 73 mil mulheres com a doença. Em todo o mundo, no ano de 2020, foram mais de 2,3 milhões de casos novos. Mas para além dos cuidados necessários em relação à realização de exames e de tratamentos para combate à doença, também é muito importante que as mulheres se conscientizem sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis para prevenção da doença.

A oncologista do Hospital Edmundo Vasconcelos e da Oncoclínicas São Paulo, Marcela Bonalumi, explica que são dois os fatores de risco principais: ser do sexo feminino e o envelhecimento. “Muitas vezes as mulheres chegam ao consultório procurando na vida algum hábito que possa ter facilitado o surgimento do câncer de mama. Nós sabemos que, apenas entre 5 e 10%, está relacionado a causas genéticas hereditárias, ou seja, herdado de pai, mãe e familiar. O primeiro principal fator de risco é ser mulher e o segundo principal fator de risco é envelhecer, ou seja, o cancer de mama esta muito relacionado a fatores que não podemos mudar. Quanto a idade, a incidencia do cancer de mama aumenta consideravelmente após acima dos 40 anos”, detalha.

Segundo a médica, um fator muito importante são as medidas de prevenção. “Existem dados de estudos sérios que mostram impacto realmente impressionantes na reduçao de risco de incidencia e recorrencia do cancer de mama para pacientes que fazem atividade física, alimentação regrada e possuem controle de peso. A adoção de um estilo de vida mais saudável é muito importante para reduzir as chances da doença”, afirma ela.

Para evitar que a doença seja identificada de maneira tardia de modo a dificultar o tratamento é importante que os exames de rastreamento sejam feitos ao menos uma vez por ano, a partir dos 40 anos, mesmo que não haja qualquer sintoma. “No  rastreamento do cancer de mama a mamografia é o exame de escolha, ela consegue identificar o câncer muito inicialmente, fazendo com que as chances de cura sejam muito altas. O objetivo do rastreamento é identificar a doença antes que ela cause sintomas. Vale lembrar que ela não é substituível por autoexame, ultrassom, ou  ressonância magnética”, destaca.

Segundo a especialista, a mamografia anual é o principal meio para proteger as mulheres de lesões mais avançadas. “O objetivo é fazer com que esse diagnóstico ocorra de maneira muito antecipada e traga chances de cura expressivas”, reitera.

A oncologista explica, porém, que é sempre importante ficar atenta aos sinais do câncer de mama. “Estão entre eles a descarga papilar, ou seja, a saída de líquido transparente ou sangue pela mama, mudança da alteração do padrão do mamilo (quando o mamilo vai para dentro), aparecimento de um visual diferente na pele da mama, com aspecto de casca de laranja e o aparecimento de um nódulo na mama”, ressalta. Ela lembra ainda que, embora o autoexame não substitua a mamografia, é importante para que a mulher conheça o próprio corpo. Marcela ainda reforça que o autoexame seja feito com frequencia para que seja possível conseguir alguma alteração ativa. “Ao identificar qualquer alteração da mama, procure ajuda médica. Muitas pacientes acabam vindo com doenças avançadas porque tem medo. É importante ressaltar que o câncer de mama tem índices de cura altíssimos, sobretudo quando diagnosticado precocemente”, finaliza.

 


Hospital Edmundo Vasconcelos
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Síndrome de burnout: a prevenção passa pelo autocuidado

Em um mundo cada vez mais acelerado e competitivo, é comum que as pessoas enfrentem desafios relacionados à saúde mental. Mais do que apenas o cansaço causado pela rotina de trabalho, a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional, caracterizado por sintomas físicos, emocionais e cognitivos, tendo como origem o ambiente laboral.  

 

Alguns comportamentos individuais podem ajudar a prevenir o desenvolvimento do burnout. A psicóloga Sabrina Tardin Abreu, do time de atendimento psicológico da Amparo Saúde, empresa de atenção primária à saúde do Grupo Sabin, recomenda a adoção de um estilo de vida com hábitos mais saudáveis que favorecem a saúde mental e física.  

 

“Podemos citar, por exemplo, atividades de relaxamento, qualidade do sono, exercícios físicos, hobbies, prática da fé, independente da religião que ela pratique, conexões sociais, com vizinhança, familiares e amigos, alimentação moderada, como também o próprio equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Isso tudo passa por uma boa gestão do tempo, definição de metas realistas, divisão de tarefas, sempre que possível, e o apoio de colegas, amigos ou profissionais de saúde mental para compartilhar preocupações e receber suporte”, conclui. 

 

Essa é uma realidade que afeta a saúde e bem-estar de muitos profissionais em todo o mundo. “Existem pessoas que vão resistindo e arrastando o quadro por muito tempo. E aí surgem manifestações extremas até que essas pessoas conseguem buscar ajuda, seja por iniciativa própria, encaminhamento da empresa ou conselhos de pessoas próximas. Algumas vezes, será necessário o afastamento do trabalho”, destaca.  

 

A especialista explica que algumas características e sintomas são semelhantes a outros quadros clínicos, por isso, somente um profissional de saúde mental poderá distinguir um quadro típico de Burnout. “Toda vez que o indivíduo começa a apresentar ansiedade, depressão, tristeza profunda, irritabilidade, a pessoa deve alertar que algo não vai bem. São sinais para buscar ajuda. Todo sintoma, por pior que ele seja, é um pedido de realinhamento do indivíduo”, reflete.  

 

A psicóloga ainda esclarece que o corpo pode apresentar desde sinais físicos a emocionais. “A Síndrome de Burnout pode gerar dor de cabeça frequente, alterações no apetite, insônia, pressão alta, dores musculares, problemas gastrointestinais, alteração nos batimentos cardíacos, sentimentos de fracasso e insegurança, negatividade constante, sentimentos de derrota e desesperança, sentimentos de incompetência, alterações repentinas de humor, isolamento, fadiga, dificuldades de concentração, entre outros”. 

  

Por isso, reconhecer os sinais precoces e buscar tratamento adequado são passos essenciais para superar esse desafio. “Como todo processo de adoecimento, quanto antes diagnosticada a síndrome, mais fácil de ser tratada. Com o acompanhamento adequado, a pessoa que sofre com burnout tem a chance de ressignificar a vida e, inclusive, viver melhor do que antes desse quadro”, completa. 
 

As abordagens de tratamento podem incluir psicoterapia, mudanças no ambiente de trabalho para modificar fatores que contribuem para o esgotamento, medidas de autocuidado, com foco em estratégias de relaxamento, como mindfulness, meditação e técnicas de respiração. Em alguns casos, medicamentos podem ser recomendados para tratar sintomas específicos, como ansiedade ou insônia. 

 


 

Grupo Sabin  



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