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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Entenda o cenário da importação de medicamentos no Brasil

Segundo CEO da Logcomex, desafios como impostos e logística afetam produção nacional e cresce a demanda por remédios estrangeiros

 

A importação de medicamentos é algo que cresce no Brasil em razão da insuficiência da oferta interna e da alta demanda. Entre 2020 e 2021, o Brasil viu um aumento de 56% nas importações de medicamentos, com destaque para a importação de vacinas que aumentou 461% devido à Covid-19. Apesar disso, importar no Brasil, inclusive produtos vitais, é desafiador devido à complexa burocracia e à alta carga tributária. 

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, a importação de medicamentos, especialmente genéricos, é algo importante no cenário nacional. “Os preços normalmente são competitivos e a tecnologia é inovadora, porém, importar medicamentos requer um planejamento minucioso, já que a Anvisa estabelece uma série de exigências técnicas”, explica. 

Segundo o especialista, um planejamento sólido é fundamental para aproveitar oportunidades do mercado internacional. “O sucesso nas importações depende de experiência, investimento e cumprimento das exigências regulatórias”, diz ele. “Também é importante ter uma visão profunda e detalhada do setor para fundamentar a estratégia em dados e conseguir negociações mais lucrativas”, orienta.

Confira algumas curiosidades sobre o mercado de importação de medicamentos no Brasil:

  • A maior parte dos medicamentos importados pertencem ao NCM 30049069, ou seja, são medicamentos contendo compostos heterocíclicos heteroátomos nitrogenados, em doses.
  • O país que mais exporta medicamentos para o Brasil é os Estados Unidos, seguido de Alemanha, Índia e Dinamarca.
  • O aeroporto internacional de Guarulhos é a maior porta de entrada de medicamentos importados, seguido pelo Porto de Santos.
  • O modal mais usado na importação desses itens é o marítimo (67,23%), seguido pelo aéreo (30,38%) e rodoviário (2,38%).
  • O estado que mais importa medicamentos é São Paulo. Em seguida vêm Rio de Janeiro e Goiás.

 


Logcomex
site


Helmuth Hofstatter - Empreendedor Endeavor, co-fundador e CEO da Logcomex, estudou administração e comércio internacional, possui mais de 20 anos de experiência no segmento de logística internacional, tecnologia e comércio exterior. É especialista em gestão de produtos e apaixonado por desenvolver soluções voltadas ao universo do comércio exterior. Desde 2016 lidera a empresa e é diretamente responsável pelos times de Tecnologia.

 


ChatGPT mostra precisão impressionante na tomada de decisões clínicas


Um novo estudo liderado por investigadores do Mass General Brigham descobriu que o ChatGPT apresentou cerca de 72% de precisão na tomada de decisões clínicas gerais, desde a elaboração de possíveis diagnósticos até a realização de diagnósticos finais e decisões de gestão de cuidados. 

O chatbot de inteligência artificial do modelo de linguagem grande (LLM) teve um desempenho igualmente bom tanto na atenção primária quanto em ambientes de emergência em todas as especialidades médicas. Os resultados da equipe de pesquisa são publicados no Journal of Medical Internet Research. 

"Nosso artigo avalia de forma abrangente o suporte à decisão via ChatGPT desde o início do trabalho com um paciente, passando por todo o cenário de atendimento, desde o diagnóstico diferencial até o diagnóstico e tratamento", disse o autor correspondente Marc Succi, presidente associado do líder de inovação e comercialização e inovação estratégica no Mass General Brigham e diretor executivo da Incubadora MESH. 

"Não existem referências reais, mas estimamos que esse desempenho esteja no nível de alguém que acabou de se formar na faculdade de medicina, como um residente. Isso nos diz que os LLMs em geral têm o potencial de ser uma ferramenta para a prática da medicina e apoiar a tomada de decisões clínicas com precisão impressionante". 

As mudanças na tecnologia de inteligência artificial estão ocorrendo em ritmo acelerado e transformando muitos setores, incluindo os de saúde. Mas a capacidade dos LLMs para auxiliar em todo o âmbito dos cuidados clínicos ainda não foi estudada. 

Neste estudo abrangente e interespecializado sobre como os LLMs poderiam ser usados ​​no aconselhamento clínico e na tomada de decisões, Succi e sua equipe testaram a hipótese de que o ChatGPT seria capaz de trabalhar durante todo um encontro clínico com um paciente e recomendar uma investigação diagnóstica, decidir o curso de manejo clínico e, finalmente, fazer o diagnóstico final. 

A ferramenta primeiro foi solicitada a apresentar um conjunto de diagnósticos possíveis, ou diferenciais, com base nas informações iniciais do paciente, que incluíam idade, sexo, sintomas e se o caso era uma emergência. 

O ChatGPT recebeu então informações adicionais e foi solicitado a tomar decisões gerenciais, bem como fornecer um diagnóstico final – simulando todo o processo de atendimento a um paciente real. 

A equipe comparou a precisão do ChatGPT em diagnóstico diferencial, testes diagnósticos, diagnóstico final e gerenciamento em um processo estruturado, atribuindo pontos para respostas corretas e usando regressões lineares para avaliar a relação entre o desempenho do ChatGPT e as informações demográficas. 

Os pesquisadores descobriram que, no geral, o ChatGPT tinha cerca de 72% de precisão e era melhor para fazer um diagnóstico final, com 77% de precisão. Teve o desempenho mais baixo na realização de diagnósticos diferenciais, em que teve apenas 60% de precisão. Foi apenas 68% preciso nas decisões de manejo clínico, como descobrir com quais medicamentos tratar o paciente após chegar ao diagnóstico correto. 

Outras conclusões notáveis ​​do estudo incluíram que as respostas do ChatGPT não mostraram preconceitos de gênero e que o seu desempenho global foi estável, tanto nos cuidados primários, como nos de emergência. 

Os autores observam que antes que ferramentas como o ChatGPT possam ser consideradas para integração nos cuidados clínicos, são necessárias mais pesquisas de referência e orientações regulatórias. 

O surgimento de ferramentas de inteligência artificial na saúde tem sido inovador e tem o potencial de remodelar positivamente a continuidade dos cuidados. O Mass General Brigham, como um dos principais sistemas de saúde acadêmicos integrados do país e uma das maiores empresas de inovação, está liderando o caminho na condução de investigação rigorosa sobre tecnologias novas e emergentes para informar a incorporação responsável da IA ​​na prestação de cuidados, no apoio à força de trabalho e nos processos administrativos. 

 

Rubens de Fraga Júnior - Professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). 

 Fonte: A Rao et al., Assessing the Utility of ChatGPT Throughout the Entire Clinical Workflow: Development and Usability Study, Journal of Medical Internet Research (2023). DOI: 10.2196/48659

 


Black Friday na era phygital: experiências integradas melhoram a jornada de compra do consumidor

 

Freepik

Conexão entre loja física e digital impulsiona o varejo e é desejo de 84% dos clientes, aponta a Tendências do Varejo 2023

 

A busca pela reinvenção para atrair e conquistar clientes do varejo, principalmente nas datas comemorativas, como na Black Friday, tomou grandes proporções. Nada de contar com a sorte ou só focar nas táticas tradicionais; o momento é de objetividade, entender o comportamento específico de cada público-alvo e suas preferências para aprimorar estratégias de venda. A alta da tendência phygital, que une experiências físicas e digitais, mostra que as vivências interativas e personalizadas são certeiras e, seguindo as predileções dos consumidores, transformou o modo de compra e venda do setor. 

A força da interatividade no varejo se dá graças à combinação entre a tecnologia e a jornada do usuário. A união permite que as marcas se adaptem rapidamente às mudanças e ofereçam serviços e produtos em alta, uma demanda social e geracional por agilidade e personalização. Alguns efeitos têm surgido nesta relação, moldando o engajamento com a marca, a pesquisa e a aquisição de mercadorias. É o caso da NBA Store Arena, localizada no Rio de Janeiro, que fortaleceu o investimento no espaço físico com a loja conceito, mas também apostou na digitalização da marca, oferecendo opções de compras multicanais. 

“Um dos efeitos é o surgimento das experiências multicanais, em que a compra passou a ser menos linear, como costumava ser. Dessa forma, a interação simultânea com as marcas por meio de diferentes plataformas como sites, lojas físicas, redes sociais e aplicativos vêm tendo destaque”, afirma Juliano Ricardo Regis, gerente comercial do Myrp Enterprise, sistema de gestão integrado voltado às grandes operações do varejo de moda. 

Realizada pela Opinion Box e Dito, a Pesquisa Tendências do Varejo 2023 revelou que 84% dos clientes gostam que as lojas físicas e online estejam integradas, ou seja, desejam ter a possibilidade de consumir os mesmos itens em canais diferentes e até mesmo integrar as operações. Assim, a omnicanalidade ganhou espaço e tornou-se insubstituível, revolucionando o comércio eletrônico e permitindo um leque mais amplo de produtos e serviços. 

“A transformação no modo de consumo vai muito além dos diferentes métodos de pagamentos disponíveis nos últimos anos. Ela está, principalmente, nas mudanças da jornada de compra. O cliente tem poder de decisão sobre quase todas as etapas, desde onde vai pesquisar preços até o modo de receber o item”, continua Regis. 

Por fim, Juliano acredita que, para ter destaque, as empresas precisam oferecer o máximo de personalização possível. “É essa interatividade que vai impulsionar a conexão entre as marcas e os consumidores. Fica mais fácil comunicar ao cliente que ele está sendo percebido e ouvido, ponto-chave para atrair e converter o público”, finaliza o executivo.



Myrp - pioneiro como sistema de gestão empresarial em nuvem no país.

 

Como o BPO pode beneficiar as empresas e os negócios

Os serviços de terceirização de processos de negócios (BPO) tornaram-se uma forma cada vez mais popular de atender às necessidades de empresas de todos os tamanhos. Com eles, as organizações podem simplificar suas operações e reduzir custos utilizando um fornecedor terceirizado enquanto aumentam a produtividade. 

Os fornecedores de BPO oferecem uma ampla gama de serviços para ajudar as empresas a crescerem e terem sucesso. Isso permite que elas se concentrem em suas competências essenciais e em seu

 

Ao terceirizar essas tarefas, as empresas podem reduzir custos indiretos, otimizar processos e aproveitar o conhecimento de profissionais experientes para fornecer resultados de qualidade. Os serviços prestados por um provedor de BPO geralmente incluem operações de front e back office como: 

  • Atendimento ao cliente: fornece suporte ao cliente por telefone, e-mail ou chat, utilizando a plataforma do cliente;
  • Processamento de dados: captura, organização e validação de regras documentais e análises de grandes volumes de dados;
  • Processo de cessão: formalização da venda de uma carteira de clientes com a inclusão da CCB (cédula de crédito bancária).

 

Benefícios do BPO para as empresas

 

As empresas podem se beneficiar significativamente dos serviços de BPO. Abaixo estão algumas das principais vantagens que elas podem aproveitar ao terceirizar tarefas específicas.


 

Acesso à tecnologia e recursos aprimorados

 

Os fornecedores de BPO geralmente utilizam tecnologias de ponta, como análise de big data e inteligência artificial, que permitem processar grandes volumes de dados com rapidez e precisão e complementar com novos indicadores (KPIs).

 

Essa tecnologia aprimorada atrelada a um conjunto maior de recursos, como agentes de atendimento ao cliente e especialistas em entrada de dados da prestadora de serviço de BPO, é particularmente benéfico para empresas que buscam simplificar as operações e maximizar a eficiência sem necessidade de investir na formação de uma equipe interna.

 

Ao alavancar os recursos de um serviço de BPO, as empresas podem otimizar processos e aumentar a eficiência, aproveitando recursos da prestadora de Outsourcing usando a tecnologia mais recente, podendo atrelar sistemas próprios na operação o que traz ainda maior ganho na gestão de dados.


 

Maior foco nas competências essenciais

 

Os serviços de BPO permitem que as empresas descarreguem certas tarefas e atividades para concentrar seus esforços nas principais competências que impulsionam o crescimento. Ao terceirizar etapas de front office ou back office, por exemplo, as companhias podem liberar o tempo da equipe para que foquem em aspectos mais críticos de suas operações, como marketing, desenvolvimento de produtos ou pesquisa e desenvolvimento.

 

Além disso, muitos serviços de BPO são projetados para fornecer soluções personalizadas para ajudar as empresas a aproveitarem as tecnologias mais recentes, como análises diversas que o cliente necessite. Isso permite que eles simplifiquem os processos e maximizem a eficiência, mantendo suas principais competências em foco.


 

Poupança de custos

 

Um dos principais benefícios dos serviços de BPO é a redução de custos. Ao terceirizar tarefas e atividades específicas, as empresas não precisam mais pagar por mão de obra, treinamento, ou infraestrutura para esse colaborador executar estas atividades.

 

Isso torna os serviços de BPO uma opção atraente para as empresas, que podem aproveitar o conhecimento de profissionais experientes sem ter que investir em tecnologia cara ou contratar pessoal adicional. Além disso, eles podem oferecer descontos para contratos de longo prazo e programas de fidelidade, aumentando ainda mais a economia. Por fim, como os fornecedores de BPO geralmente se especializam em determinadas áreas, eles geralmente fornecem benefícios competitivos que podem ajudar na redução dos custos gerais, sendo eles diretos ou indiretos.


 

Escalabilidade e Flexibilidade

 

Os serviços de BPO oferecem escalabilidade e flexibilidade, o que é particularmente benéfico para as empresas. Aproveitando a experiência de profissionais treinados para superar a expectativa do cliente, eles podem ser rapidamente remanejados para outras esteiras caso a demanda aumente ou diminua, dependendo de suas necessidades.

 

Isso facilita o ajuste às mudanças nos requisitos de negócios e permite que eles aproveitem as novas oportunidades à medida que surgem. Além disso, muitos serviços de BPO oferecem soluções personalizadas que podem ser adaptadas para atender às necessidades específicas de cada negócio.

 

Isso permite que as empresas terceirizem tarefas principais, mantendo o controle sobre suas operações. Além disso, os fornecedores de BPO geralmente fornecem suporte e recursos adicionais, o que pode ajudar as empresas a aumentarem a eficiência sem investir em pessoal ou recursos adicionais.

 

Encontrar os serviços de BPO certos para o seu negócio é fundamental para garantir o sucesso e o crescimento. Ao reservar um tempo para pesquisar diferentes fornecedores, considerar preços e qualidade da operação, avaliar seu atendimento e suporte ao cliente, procurar equipes especializados e avaliar seu histórico e experiência, você pode ter certeza de que está selecionando o melhor provedor de serviços de BPO para suas necessidades.

 

Ao seguir essas etapas, você pode garantir que sua empresa se beneficie da economia de custos e do aumento da eficiência proporcionada por serviços confiáveis ​​de BPO.

 


Inon Neves - vice-presidente sênior da Access Latam


O RETORNO DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA CARROS ELÉTRICOS: ESTÍMULO À INDÚSTRIA OU RETROCESSO?

Cada vez mais em alta, a eletrificação dos automóveis deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade. A necessidade de promover meios de locomoção limpos e sustentáveis foi uma grande colaboradora neste processo, embora o carro elétrico não seja exatamente uma novidade, visto que, desde a invenção do automóvel, já havia modelos movidos a energia elétrica, que não prosperaram devido à escassez de energia, que também era relativamente uma novidade à época, além dos preços elevados frente aos modelos à combustão.

Mas agora a realidade é outra, com a ofensiva chinesa, carros elétricos têm se tornado cada vez mais baratos e competitivos frente aos convencionais, tendência que tem ganhado espaço no Brasil, de modo que, desde 2016, os elétricos são isentos do imposto de importação, o que deve mudar em breve, pois o Governo Federal estuda a volta do imposto. A questão é polêmica e vai na contramão das tendências de globalização, especialmente em um segmento que ainda engatinha em território nacional, cujas vendas, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), representam 2% do acumulado total no mercado, sendo que nenhum modelo é produzido em território nacional.

De início, cabe frisar que a medida é completamente protecionista, sendo apoiada principalmente pelas marcas filiadas à Associação das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que possuem fábrica em território nacional e se sentem pressionadas pela chegada de novos concorrentes, ainda em fase de importação, com produtos mais avançados em termos tecnológicos e eletrificados, sendo beneficiados pela isenção. Não há que se falar em concorrência desleal, pois, até o momento, nenhuma fabricante nacional havia demonstrado interesse em produzir carros elétricos por aqui, tanto é que, com exceção de dois modelos híbridos (combustão e eletricidade), Corolla e Corolla Cross, produzidos pela Toyota em Sorocaba-SP, nenhum modelo elétrico é fabricado no Brasil, sendo todos importados, inclusive os comercializados pelas montadoras filiadas à Anfavea. A medida encontra contradição em vários campos, inclusive na fala do secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, que, em entrevista à Reuters, confirmou que o imposto irá voltar, sob a justificativa da necessidade de estimular a produção local de carros com tecnologia e energia limpa, alegando ainda que diversos países vêm adotando políticas protecionistas nesse campo. No entanto, a medida ainda não passou pelo crivo do ministro da pasta e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. À época em que foi concedida a isenção, o objetivo era incentivar a vinda de novas tecnologias ao território nacional, não havia prazo estipulado para o final do benefício, nem tampouco restrições quanto a marcas ou modelos, sendo certo que todos os players do mercado poderiam importar veículos elétricos com isenção total da alíquota de importação, até então de 35%, ou modelos híbridos com a alíquota de 4%.

Após a concessão, apenas algumas marcas, principalmente as de luxo, trouxeram veículos eletrificados ao país, a exemplo da Volvo, enquanto montadoras generalistas pouco aproveitaram, o que mudou recentemente com a vinda de marcas chinesas, como GWM e BYD, que passaram a comercializar veículos elétricos a preços acessíveis quando comparados aos modelos à combustão de grande volume das montadoras nacionais, trazendo uma tendência de aceleração da popularização dos carros elétricos. Para efeito de comparação, o Volkswagen Nivus, um crossover compacto, fabricado em São Bernardo do Campo e, portanto, isento de qualquer imposto de importação, movido à combustão (gasolina e etanol), é comercializado por R$ 143.690. Ao mesmo tempo, um Dolphin, fabricado na China, pela newcomer chinesa BYD, movido 100% a eletricidade, é vendido em pacote equivalente ao Volkswagen por R$ 149.800, um valor inimaginável até poucos anos atrás para um carro elétrico, comprovando que, aos poucos, a eletrificação deixa de integrar o futuro para se tornar a realidade.

Neste cenário, retomar a cobrança de impostos de importação para veículos movidos a energia limpa segue na contramão das tendências de mercado e até mesmo da pauta ambiental propriamente dita, pois tende a elevar o valor dos modelos e, por consequência, diminuir as vendas que vinham crescendo gradualmente. Não se trata de defender produtos importados em detrimento à indústria nacional, até mesmo em respeito ao princípio da isonomia tributária, previsto no artigo 150 da Constituição Federal, pois não se tratam em contribuintes na mesma situação, mas sim em defender a modernização, a geração de empregos e até mesmo o aumento na arrecadação que viria em decorrência da fabricação de elétricos em solo nacional. Apesar do retorno do imposto de importação se dar sob a alegação de estímulo à produção local, a curto prazo pode gerar o efeito oposto, pois marcas chinesas estudam a viabilidade a médio prazo da produção nacional de veículos sustentáveis, a exemplo da BYD, que comprou a fábrica da Ford (que deixou de fabricar no Brasil em 2021) em Camaçari-BA, ou da GWM, que adquiriu as instalações da Mercedes-Benz em Iracemápolis-SP, além de outras marcas que já possuem produção ou montagem nacional e se preparam para deixar de importar modelos elétricos e fabricá-los por aqui, o que, por óbvio, inclui investimentos vultuosos em modernização e mão de obra qualificada, que podem ser obstruídos pela elevada alíquota de 35% a título de imposto de importação. Deste modo, a tributação pode e deve ser discutida, mas com parcimônia, visando a aplicação quando a produção nacional de EVs se tornar realidade e a tecnologia estiver melhor difundida e acessível à população em geral, o que ainda deve demorar no mínimo uma década.

Por fim, a retomada do imposto de importação pode interferir diretamente no segmento de veículos comerciais e, consequentemente, no ESG (Environmental, Social and Governance), um conjunto de metas de gestão e desenvolvimento sustentável cada vez mais valorizado pelas grandes empresas e corporações, não naquelas em que a atividade se concentra na fabricação de veículos elétricos/híbridos, mas sim nas que enxergaram na energia limpa um modo de aplicabilidade e otimização do ESG, a exemplo de transportadoras e distribuidoras em geral, que eletrificaram a frota para poluir menos e elevar a lucratividade com o uso da energia limpa.

Como demonstrado, a isenção do imposto de importação para carros elétricos foi um importantíssimo avanço, cuja retomada será um imenso retrocesso, que nem mesmo a sanha arrecadatória do Estado poderá justificar. A medida não prejudicará apenas as montadoras, mas também o consumidor, que verá o carro elétrico se afastar novamente da "realidade", a geração de empregos que viria com a fabricação nacional, a capacitação de mão de obra especializada que tende a se tornar mais difícil pela baixa demanda, o estímulo à produção, ampliação e desenvolvimento de fontes de energia sustentável, e, por fim, o próprio Estado, que perderá arrecadação pela produção local e gastará ainda mais com programas sociais e desenvolvimentistas para suprir o desemprego e acesso a serviços básicos.



João Otávio Dias Fernandes - Analista Jurídico no setor de Auditoria de Prazos e Procedimentos no Vigna Advogados e Associados. Advogado, formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Perspectivas e caminhos para o futuro da proteção de dados no Brasil


 

Neste agosto, comemoramos os 5 anos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Publicada em 14 de agosto de 2018 e implementada em setembro de 2020, a lei veio na intenção de proteger a privacidade e os dados pessoais de quem está no território brasileiro. Sabemos que, nesses últimos anos, ao ser implementada, a LGPD trouxe uma mudança significativa no panorama jurídico e corporativo brasileiro.

 

Em um país onde as fraudes eletrônicas são frequentes e a digitalização é recente e desigual, a LGPD representa um passo importante para proteger os consumidores. A transição do mundo físico para o virtual é um processo de aprendizado pautado na confiança, e a lei pode ser vista como um instrumento que fortalece essa confiança.

 

A LGPD impôs regras rígidas, mas necessárias, sobre a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais. Em um cenário onde muitos consumidores estão iniciando sua jornada digital, a confiança é crucial. As empresas, ao se adaptarem à LGPD, não apenas cumprem a lei, mas também fortalecem a relação de confiança com seus clientes.

 

Para se adaptar à lei, as empresas precisaram implementar Programas de Governança em Privacidade, nomear um Data Protection Officer (DPO) e garantir a conformidade com a lei. Isso tudo sabendo que o não cumprimento da LGPD pode resultar em impactos na reputação da empresa, consequências financeiras, perda de oportunidades de negócio e impacto na competitividade.


 

Os desafios da LGPD

 

O Brasil enfrenta desafios significativos na aplicação e fiscalização da LGPD, especialmente em um contexto de fraudes eletrônicas crescentes e sofisticadas. A visão de Alcoforado sobre a curva de aprendizado digital do brasileiro ressalta a importância de uma legislação robusta e eficaz para proteger os consumidores.

 

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) enfrentou desafios na fiscalização e aplicação de sanções, como no caso da microempresa sancionada. Um outro desafio encontrado durante esses anos foi a necessidade de regulamentação de diversos aspectos da LGPD, como o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes, transferência internacional de dados, entre outros.

 

Todos os setores, que lidam com dados pessoais e são impactados pela LGPD, também sofrem com os desafios da lei. No entanto, o setor financeiro, em particular, tem sido um alvo frequente de fraudes, como apontado na matéria. Para se ter ideia, aconteceram mais de 2,8 mil tentativas de fraudes financeiras em canais eletrônicos por minuto no Brasil, somente no primeiro trimestre deste ano. Esse número mostra que foram cerca de 365 milhões de tentativas de golpes no mesmo período.

 

A LGPD reforça a importância da segurança cibernética e da privacidade em um país onde fraudes eletrônicas são frequentes e sofisticadas. A sofisticação das fraudes é alta, e todos, independentemente da classe social, podem ser vítimas. Portanto, a lei, juntamente com a governança corporativa e educação do consumidor, é essencial para proteger os cidadãos.


 

Qual o futuro da LGPD?

 

A LGPD é apenas o começo de uma jornada de proteção de dados no Brasil. Com o avanço tecnológico e a crescente digitalização da sociedade brasileira, a proteção de dados se tornará ainda mais crucial. A maioria dos brasileiros ainda estão no início de sua jornada digital, o que reforça a necessidade de leis robustas e educação para o consumo digital.

 

Durante os próximos anos, a ANPD deve continuar sua atuação ativa, com foco na regulamentação e fiscalização. A proteção de dados e privacidade se tornarão ainda mais relevantes, com o Brasil buscando reconhecimento internacional e atraindo investimentos.


 

Drex e a Transformação Digital Brasileira

 

É importante sabermos também que a introdução do Drex, a moeda digital brasileira, representa mais um passo na jornada de digitalização do Brasil. O Drex, respaldado pelo Banco Central (Bacen), é uma representação digital do real físico, operando com a segurança do blockchain. Esta moeda mantém paridade com o real, diferenciando-se das criptomoedas tradicionais por sua natureza centralizada e transparente.

 

 A transição do mundo físico para o digital sugere que o Drex é uma resposta natural à crescente demanda por soluções digitais no Brasil. Em um país onde a digitalização é desigual e muitos ainda estão no início de sua jornada digital, o Drex pode ser visto como uma ferramenta que democratiza o acesso à economia digital, proporcionando a todos os brasileiros os benefícios da digitalização em um ambiente seguro.

 

Além disso, o Drex tem o potencial de revolucionar o comércio, oferecendo transações mais rápidas e eficientes. Com a introdução de contratos digitais inteligentes (smart contracts), os processos de negociação serão otimizados, reduzindo a necessidade de intermediários e acelerando as transações.

 

No entanto, é crucial que as organizações e consumidores estejam educados e informados sobre os benefícios e riscos associados ao Drex. A segurança digital é uma via de mão dupla: enquanto a tecnologia pode oferecer proteções robustas, os usuários também devem ser proativos em proteger seus dados e estar cientes das ameaças potenciais, como esquemas de phishing e táticas de engenharia social.

  

Lucas Galvão - CEO da Trust Governance, especialista em Cibersegurança, Governança Corporativa e Desenvolvimento de Lideranças.


“WHATSAPP”: AJUDA OU ATRAPALHA NA PRODUTIVIDADE DE UMA EMPRESA?

Quem nunca recebeu uma mensagem do chefe pelo comunicador instantâneo “WhatsApp” que atire a primeira pedra. Quase ninguém, pode admitir. Afinal, desde a criação do aplicativo, em 2009, pelos ex-funcionários de um conhecido portal de notícias on-line, Jan Koum e Brian Acton, a forma com que as pessoas se comunicam sofreu uma grande e significativa transformação.

Até pouco tempo atrás, para falar com um amigo, por exemplo, era preciso recorrer às cartas escritas à mão e esperar que o correio, órgão responsável pela distribuição de correspondências criado em 1663 no Brasil, fizesse a sua parte, garantindo a efetiva entrega aos destinatários em um prazo que, na presente data, é estimado em até 20 dias corridos a partir da publicação.

Demorado, não é mesmo? É por este motivo que o cientista, inventor e fonoaudiólogo britânico, Alexander Graham Bell, inconformado de ficar coçando a sua barba branca enquanto aguardava um bilhete qualquer chegar à sua residência, criou o telefone, em 1876. Precisava contatar um indivíduo distante para resolver um problema? Era só discar o seu número e aguardar na linha.

Sendo assim, como o ser humano está em constante em evolução e precisa que as ferramentas disponíveis acompanhem as necessidades biopsicossociais do período em que se encontram, não demorou para que surgissem: a máquina de escrever (1867), o FAX (1926), o computador (1946) e o celular (1974). Todos idealizados para otimizar a comunicação deste com o meio.

Em outras palavras, a tecnologia chegou para trazer bônus à comunicabilidade, principalmente àquela que é travada no mundo corporativo. E ela, de fato, conseguiu. Em vez de bater de porta em porta para oferecer um novo produto, a força de vendas de uma organização pode criar uma abordagem comercial envolvendo uma cadência de e-mail, algumas ligações e tá tudo certo.

No mesmo sentido, também existem companhias experts em dialogar eficientemente com o seu comprador, fazendo-o vir até as suas páginas na internet utilizando o mínimo trabalho humano possível. São as marcas que apostam na força da publicidade digital: basta criar uma mensagem criativa, fazer as configurações adequadas e esperar que o robô difunda a sua ideia para você.

Interessante, pode dizer. Entretanto, será que os gestores estão satisfeitos com os resultados que a sua comunicação está trazendo para o business? Um recente estudo publicado na revista Forbes, periódico sobre negócios e economia mais relevante do mercado, revelou que apenas uma pequena olhada de 1 milissegundo no “zap” destrói o foco mental por cerca de 40 minutos.

E as surpresas indesejadas não param por aí. Sabe aquele assovio que o smartphone faz toda vez que recebe uma nova mensagem do aplicativo do logotipo verde? Pois bem. Apenas um “fiu, fiu, fiu, fiu, fiu” propagado sem querer no meio de uma atividade organizacional importante e há a perda de 50% na precisão com que um determinado profissional executa as suas atividades.

Agora imagine estes números aplicados à jornada de trabalho de 8 horas diárias. Se a cada 60 minutos o funcionário olhar o celular, seja para verificar se alguém do time apareceu com alguma demanda urgente, seja para ver se mais uma fake news foi publicada no grupo da família, ao final do expediente, ele terá produzido, em máxima capacidade, por apenas 2,5 horas.

Dói só de ouvir. Felizmente, como o problema não é o produto ou o serviço em si, mas, sim, a forma pelo qual o ser humano deturpa o que foi criado para ajudá-lo, ainda dá tempo de ajeitar as coisas. O primeiro passo? Admita que é um adicto em comunicabilidade instantânea e que precisa de ajuda para largar o vício de verificar como anda o mundo dos dois tracinhos azul.

Tendo isto em mente, fica mais fácil estabelecer limites para si mesmo e, consequentemente, para a sua equipe. Deste modo, quando estiver na firma, determine um horário para que os colaboradores confiram as suas demandas pessoais neste ou em outro aplicativo de sua escolha. A medida aumentará o tempo útil de serviço, impactando diretamente na produtividade desejada.

“Ah, mas o time precisa estar em contato contínuo!”. Experimente, então, contratar softwares especializados em gestão de projetos, como o Trello ou o Gira. Neles, além de organizar o fluxo das tarefas, ainda dá para marcar quem fará esta ou aquela função, estabelecendo uma espécie de bate-papo monitorado. Perfeito para quem trabalha com muitas iniciativas ao mesmo tempo.

Precisando de algo mais rápido para resolver uma bucha? O Slack é altamente recomendado, uma vez que a sua interface lembra muito a do seu primo difusor de memes. A diferença é que, nesta aplicação, apenas os indivíduos que atuam em determinada empresa estarão adicionados. Logo, ninguém vai parar o que estiver fazendo para enviar o gif da Nazaré pensativa para você.

Finalmente, se você também não é muito fã das empreitadas de Mark Zuckerberg, o jovem gênio que fundou o Facebook e saiu comprando os seus concorrentes para controlar o universo, em vez de dedilhar vários caracteres na versão otimizada do antigo SMS e esperar o longo desfecho da conversa, faça a si mesmo um favor: lembre-se bem de que o mundo de hoje pede pressa. 

 

Renan Cola - psicanalista. Formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Marketing e Gestão Comercial pela Universidade Vila Velha (UVV), em Psicanálise pelo instituto IBCP Psicanálise e em Gestão Empresarial e Empreendedorismo pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), o psicanalista possui 15 anos de experiência utilizando a psicologia profunda aplicada à área de comunicação e marketing, ajudando a construir narrativas fortes de marca para empresas de todo o Brasil, dos pequenos aos grandes negócios. Ao longo da carreira, escreveu artigos para veículos comunicacionais de ampla abrangência, como: Psique, Mistérios da Mente, Estado de Minas, O Tempo, Diário do Nordeste, Novo Varejo e Administradores.

 

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

SOL EM ESCORPIÃO: O QUE O TAROT RESERVA PARA ESSE PERÍOD


É hora do escorpiano tomar decisões mais profundas e estar preparado para reviravoltas.


Com os eclipses fazendo a festa no céu, outubro traz alertas logo no início da temporada escorpiana. O sol entra em Escorpião com uma energia direcionada para as questões mais profundas. Onde teremos um mês de muitas decisões e livramentos. É o momento onde mudanças emocionais acontecem. 

Segundo Nina D´Oyá Igbalé, astróloga do Astrocentro, esse período será de reviravoltas para o escorpiano: “A morte dos padrões que não servem mais acontecerá para que o renascimento ocorra. O escorpiano deve estar atento às mudanças que ocorreram em todas as áreas de sua vida e para isso, os Oráculos trazem mensagens muito importantes para que os escorpianos fiquem preparados.” 

Confira o que o tarot reserva para a entrada do sol em escorpião:
 

Carreira: o arcano “O Eremita” pede que os escorpianos, não fiquem presos apenas aos desejos materiais, mas que busquem a junção entre o trabalho e o que lhes dá prazer. É um momento de novos ciclos, então use esse período de reclusão para colocar a sabedoria em prática. Novos oportunidades chegarão e basta sentir e seguir a sua intuição!
 

Amor: O arcano “A Imperatriz” vem indicando um ciclo de amor mútuo. As chances de um novo amor onde haja parceria e muita paixão são enormes, portanto fique atento(a) e deixe um pouquinho a desconfiança escorpiana de lado. Se já estiverem em um relacionamento a energia de cumplicidade estará fortíssima. Além disso, a sexualidade estará em alta!
 

Família: Os oráculos trazem o arcano “Seis de Copas” mostrando um período de cooperação e tranquilidade. Reuniões, diálogos e planejamentos farão parte desse ciclo. O momento é de muita comunhão. Aproveite esse período mais que merecido para estabelecer conexões mais fortes com os seus familiares.
 

Amizade: “A Roda da Fortuna” é o arcano que irá reger o campo da amizade nesse novo ciclo e ele nos conta a respeito de novas amizades e parcerias. Os antigos contatos surgirão para troca de experiências. É uma energia provisória que trará aconchego e realizações.
 

Astrocentro


Hapvida NotreDame Intermédica lança canal para clientes denunciarem violência doméstica


Neste Outubro Rosa, dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, uma luta que não se limita apenas à saúde física, mas também destaca a importância de um ambiente seguro e de apoio para as mulheres, a Hapvida NotreDame Intermédica expande o Canal da Mulher para que clientes possam denunciar casos de violência doméstica. 

A partir do dia 18 de outubro, o projeto estará acessível para todas as clientes da empresa. A plataforma, feita em parceria com a ONG As Justiceiras, tem como objetivo suprir a necessidade de canais e sistemas alternativos para combater e prevenir a violência de gênero. 

Segundo Ricardo Mota, diretor de Comunicação Corporativa e Diversidade da Hapvida NotreDame Intermédica, a ideia de criar este canal para mulheres é uma evolução do canal de denúncia Sentinela, lançado em 2021 em Fortaleza. "No Brasil, a maioria da população é do sexo feminino, e temos um compromisso social e de cidadania de participar dos movimentos sociais pelo fim da violência contra meninas e mulheres. A partir de nossa experiência com o Canal da Mulher internamente – à princípio aberto para as colaboradoras, que representam 70% do quadro de funcionários da empresa –, agora expandimos para todas as nossas clientes um canal seguro para apoiar, orientar e direcionar em todas as questões relacionadas ao tema. Com mais de 16 milhões de beneficiários em todo o país, é nossa responsabilidade social apoiar e promover esse tema em nossa organização e no Brasil", afirma, citando que há dois anos tem focado em palestras de conscientização dentro da empresa, fazendo desde guias de orientação, games e treinamentos de violência a outros tipos de esclarecimentos. “Somos parte e temos que transformar o nosso público interno e externo dando voz às mulheres, para que reconheçam e busquem os seus direitos”, observa Ricardo. 

De acordo com o Instituto Ipsos, o Brasil está entre os cinco países das nações que mais têm contato com a violência: 70% do grupo é composto por mulheres. “Todos os dados serão tratados com confidencialidade em parceria com a equipe da ONG As Justiceiras, um serviço que atualmente funciona em todo o Brasil com mais de 15 mil mulheres apoiando mulheres. Todas as ligações e atendimento das Justiceiras serão feitos em conjunto com os órgãos competentes (Polícia Militar e delegacias), além de acompanhamento profissional com assistentes sociais, psicólogos e advogados. Esta é uma forma de dar voz para que compartilhem, denunciem e busquem apoio para que, juntamente com a sociedade, possamos apoiar e construir de uma forma mais justa e igualitária, mas, acima de tudo, trabalhar oferecendo suporte, empatia e cuidado, e mostrar também a importância que a Hapvida NotreDame dá à vida”, completa Ricardo Mota. 

A escolha pela ONG As Justiceiras foi estratégica, justamente pelo fato de ser uma rede que tem parcerias com organizações/signatários, além de fazer parte do acordo público como a ONU Mulheres e coalizão pelo fim da violência contra as mulheres, o que torna pública a ação junto à sociedade. 

“A ampliação dessa parceria é essencial para que a violência doméstica seja combatida de todas as formas. Por isso, ter uma empresa como a Hapvida NDI apoiando essa causa é fundamental para ganhar mais repercussão em torno de um tema tão importante entre toda a sociedade”, afirma Gabriela Manssur, idealizadora da ONG Justiceiras e advogada especialista em Direitos das Mulheres. 

O Canal da Mulher Hapvida NotreDame Intermédica conta com uma força tarefa voluntária de mulheres para oferecer orientação jurídica, psicológica, socioassistencial, médica e rede de apoio e acolhimento, e está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. 

Para se conectar à plataforma, basta acessar o link Canal da Mulher | Linktree.

 

Câncer de mama e saúde bucal são mais próximos do que se imagina

Acompanhamento de equipes multidisciplinares,
como dentistas, é essencial para pacientes
em tratamento contra o câncer
Créditos: Envato
Ter acompanhamento de equipes multidisciplinares, inclusive com dentistas, durante o tratamento contra o câncer, é essencial para garantir qualidade de vida para pacientes



São inúmeras as evidências que destacam a relação da saúde bucal com o bem-estar geral das mulheres. Um estudo realizado pelo Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, revelou que questões hormonais, como a pós-menopausa, podem influenciar o desenvolvimento de problemas bucais, gengivais e dentários. Na análise da USP, a prevalência de doença periodontal crônica era significativa em mulheres entre 50 e 59 anos, assim como em mulheres na pós-menopausa que não realizavam reposição hormonal, atingindo 64,4%, em comparação com 46,3% entre aquelas que faziam reposição hormonal.  

De acordo com o dentista e especialista em saúde coletiva da Neodent, João Piscinini, esses dados comprovam que a variação dos hormônios nas mulheres propicia o surgimento de inflamações. “É de conhecimento dos profissionais da odontologia que a questão hormonal é um fator agravante, pois há uma maior predisposição a problemas bucais em mulheres durante outras fases de forte impacto de hormônios, como a puberdade, o ciclo menstrual, a gravidez e a própria menopausa”, avalia.


Impacto na saúde do corpo todo

É fato também que a partir das doenças bucais diversos outros problemas podem ser desencadeados no corpo da mulher, como distúrbios de infertilidade, complicações na gravidez, partos prematuros e, em alta incidência, o câncer de mama. E, como um efeito dominó, diversos estudos apontam que problemas como gengivite, cárie, aftas e a própria doença periodontal tendem a surgir com maior facilidade e gravidade em pacientes que estão em tratamento contra o câncer de mama. “Lesões bucais são complicações frequentes da quimioterapia e da radioterapia, devido à alta sensibilidade oral aos efeitos dos quimioterápicos”, explica o especialista.

Essas informações trazidas pelas pesquisas reforçam a necessidade de acompanhamento regular com um profissional dentista, não só como hábito de rotina, mas principalmente durante o tratamento de doenças e outras alterações na saúde do corpo. “É essencial que essas pacientes recebam cuidados multidisciplinares para prevenir e tratar problemas na cavidade oral, pois, em casos graves, essas complicações podem agravar ainda mais a qualidade de vida dessas mulheres”, afirma o dentista.


Neodent

 

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