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terça-feira, 25 de maio de 2021

Alterações na tireoide podem afetar pessoas de todas as idade

No Dia Internacional da Tireoide, especialista lista os exames que detectam alterações na glândula e os tratamentos mais eficazes para os distúrbios


Celebrado nesta terça-feira, 25, o Dia Internacional da Tireoide destaca a importância de entender os problemas relacionados à tireoide e promove uma conscientização nacional sobre como identificar problemas relacionados à glândula.

Localizada na parte anterior do pescoço, a tireoide é responsável pela produção dos hormônios que atuam diretamente na boa função de órgãos vitais como coração, cérebro, fígado e rins. "São estes mesmos hormônios que também interferem nos ciclos menstruais, alteram o peso corporal, prejudicam a concentração e a memória e podem provocar mudanças de humor, porque mexem com o controle emocional e ainda afetam o desenvolvimento de crianças e adolescentes,", explica a médica endocrinopediatra do Grupo Sabin, Dra. Georgette Beatriz de Paula.

De acordo com a especialista, se essa glândula não funciona adequadamente passa a liberar hormônios de forma alterada. "Tanto o excesso como a deficiência da produção hormonal, podem fazer com que o paciente apresente aumento no volume da tireoide, o chamado bócio, que pode cursar com outros sinais e sintomas clínicos. A alteração da produção dos hormônios tireoidianos pode aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso" e alerta que atenção especial deve ser dada no período neonatal "nesta fase, a produção hormonal deficiente (hipotireoidismo congênito), caso não seja diagnosticado e tratado precocemente, pode afetar de forma permanente o desenvolvimento neurológico do bebê".

A especialista reitera que as alterações na tireoide podem ser identificadas ainda nos primeiros dias vida. "Em recém nascidos, a triagem é feita no período neonatal com o teste do pezinho e se vier resultado alterado, este é confirmado com dosagens séricas de de TSH e T4 livre", exames que estão disponíveis no portfólio do Grupo Sabin. A médica destaca também que o TSH pode ser feito em pacientes de todas as idades e, se forem apresentadas anormalidades, novos exames podem ser recomendados conforme a

Com os pequeninos a atenção deve ser contínua, porque em outras fases da infância mudanças na tireoide costumam aparecer e podem provocar atraso no crescimento da criança e no início da puberdade, atrapalhar hábitos intestinais, causar cansaço excessivo. "A Tireoide é fundamental para garantir o equilíbrio do organismo. É ela que controla a velocidade do metabolismo do corpo por isso é tão importante redobrar os cuidados de dentro para fora. Não abrindo mão dos exames preventivos que ajudam a identificar o problema e monitorar o tratamento de qualquer distúrbio da tireóide", orienta.

Outros exames não laboratoriais também ajudam a analisar a glândula, como a cintilografia o paciente é submetido à uma avaliação física das anormalidades da tireoide e funções da tireoide em diversas áreas. Também podem ser indicados exames de ultrassonografia para conferir se há aumento da tireoide e avaliar possíveis nódulos ou cistos, ou, em alguns casos a biópsia, em que é retirada uma pequena quantidade de tecido ou de líquido da área a ser examinada.


Os variados indicativos de tratamento

As formas de tratar as doenças da tireoide variam de acordo com a causa do problema, a gravidade dos sintomas e os níveis hormonais indicados nos exames laboratoriais. "Em crianças, grande parte dos pacientes resolvem os problemas fazendo reposição do hormônio da tireoide por toda a vida. São casos que exigem acompanhamento médico integral, porque requer monitoramento da evolução do distúrbio.

Se o caso for tratar distúrbios do hipertireoidismo, pode ser recomendado destruir parte da glândula com iodo radioativo, remédios anti-tireoidianos ou cirurgia para remover toda a tireoide ou parte dela. "São tratamentos que podem ser adotados isoladamente ou combinados. Se a melhor decisão é retirar a tireoide, o paciente desenvolve o hipotireoidismo. Aí, é preciso iniciar um novo tratamento, à base de com reposição hormonal", explica.

Em casos mais graves, como câncer de tireoide, o tratamento vai depender do tipo de câncer o nível de disseminação do tumor. "Como há vários tipos de câncer na região, é preciso avaliar caso a caso. Há tipos que costumam responder bem ao tratamento, e tem alta incidência de cura e outros casos o tratamento pode ser um pouco mais complexo e envolver radioterapia ou quimioterapia antes ou depois da cirurgia", finaliza.

 


Grupo Sabin

https://www.sabin.com.br

 

Cerca de 8% da população adulta vai apresentar hérnia umbilica

Alteração é mais comum em gestantes e em pessoas com obesidade


As hérnias umbilicais atingem 8% da população adulta ao longo da vida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hérnia. A alteração é um defeito na parede abdominal que permite a passagem de porção de um órgão ou de gordura através dela, formando uma protuberância (bolinha) na região.

Ocorre na cicatriz do local de passagem do cordão umbilical. De acordo com o cirurgião e presidente da SBH, Christiano Claus, a alteração pode nascer com o paciente ou se desenvolver ao longo da vida. "Em alguns casos o local de passagem do cordão não fecha de forma adequada nos bebês e, em outros, a hérnia pode ocorrer devido a uma fraqueza fisiológica associada ao aumento da pressão intra-abdominal, como gestação ou obesidade", explicou.

No início, a dor local é o principal sintoma. O doutor Marcelo Furtado, vice-presidente da SBH, afirma que a hérnia pode ser identificada com exame clínico. "O paciente apresenta desconforto durante a prática de atividades que melhora com o repouso e tem uma ‘bolinha’ no local dessa hérnia. Exames complementares como o ultrassom são necessários apenas em dúvida do diagnóstico".

A cirurgia é a única forma eficaz para o tratamento das hérnias da parede abdominal.



RISCOS DA HÉRNIA - As hérnias abdominais correm risco de complicações como o encarceramento e o estrangulamento, que são quadros de emergência médica. O diretor da SBH, Dr. Gustavo Soares, alerta para os sintomas: "Dor intensa e aumento de volume mais acentuado no local da hérnia, obstrução do intestino, vômitos e estufamento abdominal também podem estar presentes".

Nesses casos é essencial buscar uma unidade de pronto-atendimento.



DADOS - Apenas no Sistema Único de Saúde (SUS) foram feitas 25,1 mil cirurgias para reparos de hérnias incisionais em 2019 e 12,6 mil, em 2020 - ano de pandemia e paralisação dos procedimentos eletivos.

Estima-se que sejam realizadas aproximadamente 600 mil operações para reparos de hérnias abdominais ao ano no Brasil, fora de época de pandemia, levando em consideração o sistema público e privado de saúde.
Para saber mais, acesse: sbhernia.org.br

 

Banco de Sangue de São Paulo necessita com urgência de sangue dos tipos A e O positivos e negativos

Ainda com seus estoques sanguíneos em estado crítico, O Banco de Sangue de São Paulo vem operando desde o início do mês com um déficit de 40%. Porém, atualmente, os tipos sanguíneos que mais estão em falta são A e O positivos e negativos.

Considerado universal, o sangue tipo O negativo não pode faltar, pois em casos de extrema urgência, quando não há tempo para exames que comprovem qual o tipo de sangue do paciente, ele é o requisitado pelos hospitais. Já o sangue do tipo A é fundamental, pois pode ser transfundido entre os que possuem as tipagens A e AB.

O Banco de Sangue ressalta que todos os tipos sanguíneos são necessários e bem-vindos neste momento e o apelo é para que os doadores compareçam urgente ao local para praticar esse gesto solidário que salva até 4 vidas.

Para regularizar os estoques e evitar atrasos ou impactos nos atendimentos, são necessárias 160 doações diárias. Com a retomada de cirurgias e tratamentos clínicos, especialmente os oncológicos e transplantes, e o aumento no uso de sangue e componentes por pacientes com Covid-19, as doações são ainda mais necessárias e urgentes.

O Banco de Sangue de São Paulo segue rigorosamente todos os protocolos contra a Covid-19 e recentemente conquistou o selo Covid Free de Excelência, que é concedido às instituições que mantêm boas práticas preventivas para o enfrentamento ao coronavírus.

A unidade atende de segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 16h. Está localizada na Rua Tomás Carvalhal, 711, Paraíso.

 

Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;

• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);

• Estar em boas condições de saúde;

• Pesar no mínimo 50 kg;

• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;

• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);

• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;

• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;

• Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS;

• Não ter diabetes em uso de insulina;

• Aguardar 48h para doar, caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.


Critérios específicos para o CORONAVÍRUS:

• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;

• Aguardar 48h para doar, caso tenham tomado a vacina Coronavac/Sinovac e 7 dias caso tenha tomado a Astrazeneca;

• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 30 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;

• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após o último contato com essas pessoas;

• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).


Serviço:

Banco de Sangue de São Paulo

Unidade Paraíso

Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 - Paraíso

Tel.: (11) 3373-2000

Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, domingo e feriados das 8h às 16h. Estacionamento gratuito R. Tomas Carvalhal, 329 - Paraíso.


7 dicas para prevenir resfriados na escola


Protocolo usado para prevenir a Covid-19 também previne o contágio de outras doenças
Créditos: Envato


Protocolo contra Covid-19 evita também outras doenças virais no ensino presencial


As temporadas mais frias do ano trazem também preocupação com relação aos resfriados e gripes. Antes da pandemia, essa seria a época em que as crianças em idade escolar mais sofrem com doenças respiratórias em virtude da grande socialização. No entanto, profissionais da Saúde alertam que o protocolo usado agora para prevenir a Covid-19 também previne o contágio de outras doenças. “É preciso salientar que o protocolo contra o coronavírus veio para intensificar as medidas preventivas contra as doenças infectocontagiosas”, explica a enfermeira do Colégio Marista Santa Maria, Meira Marques.

As aulas presenciais foram retomadas na rede particular de quase todo o Brasil após quase um ano longe das salas de aula. O retorno, que pode trazer alegria para crianças e adolescentes, também é marcado por cuidados com a saúde, higiene e distanciamento social.

As maneiras de manter a comunidade escolar segura no retorno às aulas já são bem conhecidas do público. Viviane Hessel, infectologista do Hospital Marcelino Champagnat orienta: “é preciso usar máscara, manter distanciamento, cuidar com a higiene das mãos, evitar aglomerações e manter os ambientes arejados com ventilação natural”, conclui a médica.

Para Hessel, as medidas de prevenção não podem relaxar. “A Covid-19, assim como os resfriados, são transmissíveis por via respiratória ou mãos contaminadas em contato com as mucosas. Porém, como estamos em pandemia, estes sinais poderão também podem significar covid-19 e terão que ser investigados para confirmar”, afirma.

No dia a dia, essas medidas precisam ser reforçadas. A enfermeira Meira Marques preparou uma lista para ajudar os pais na orientação das crianças e adolescentes.


Confira as dicas:

  • Proteger a boca e o nariz ao tossir e espirrar, utilizando preferencialmente lenços descartáveis. Quando não houver lenços disponíveis, recomenda-se utilizar a dobra do cotovelo;
  • Realizar sempre a higienização das mãos, principalmente após tossir ou espirrar e antes de se alimentar;
  • Não tocar nos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam devidamente higienizadas;
  • Não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal, como copos e garrafinhas;
  • Usar agasalhos adequados ao clima, principalmente quando a temperatura estiver mais baixa;
  • Investir na alimentação saudável e na hidratação com líquidos (água e sucos naturais, por exemplo), que ajudam na manutenção da saúde;
  • Estimular a prática de exercícios e atividades físicas.

 


Hospital Marcelino Champagnat


Mitos e verdades: Cirurgia de coluna é sempre a última opção?

A cirurgia de coluna não é indicada em todos os casos, mas quando o paciente está em mãos de um especialista experiente, pode ser a solução ideal para problemas crônicos, que causam incômodos persistentes e a longo prazo. Para esclarecer algumas questões, o Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein elencou alguns mitos e verdades sobre o tema.



Cirurgia de coluna não é para todos, mas pode ser eficiente em boas mãos. | VERDADE

O organismo é naturalmente perfeito e capaz de, muitas vezes, se regenerar sozinho. Porém, a dor intensa não controlável, a incapacidade a ponto de causar prejuízo às atividades diárias, doenças prolongadas, causando meses de dor, e outros riscos à saúde, precisam de atenção. O Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein, reforça que não existe uma verdade que seja absoluta para todos. "Nem sempre algo é bom para todos. Não existe uma técnica melhor do que a outra. Cada caso é um caso. Um cirurgião experiente domina todas as técnicas deve saber escolher o melhor para aquele paciente", pontua.



As novas tecnologias podem tornar as cirurgias de coluna mais promissoras. | MEIA VERDADE

Segundo o médico, novas tecnologias aumentam a segurança em uma cirurgia e diminuem o risco, mas se mostram revolucionárias apenas no começo, para depois encontrarem suas aplicações ideais. "Geralmente, este tipo de cirurgia é pouco acessível e cara. Cuidado com inovações muito promissoras, especialmente em casos de implantes", alerta o neurocirurgião.



A cirurgia de coluna sempre é um procedimento invasivo. | MITO

De acordo com o Dr. Valadares, procedimentos na coluna podem ser pouco invasivos e realizados, até mesmo, com pequenas agulhas - às vezes muito finas - ou ainda com cânulas, tubos que podem ser tão pequenos quanto um canudo, por exemplo. Procedimentos assim, em geral, são realizados com auxílio de uma câmera ou um aparelho de raio-x, que guiam o cirurgião durante o procedimento.



Para tratar uma hérnia de disco, o paciente necessariamente precisa fazer uma cirurgia. | MITO

Não é verdade que todo paciente com hérnia de disco precisa de uma cirurgia de coluna. Segundo o especialista, cerca de 9 a cada 10 pacientes com dores causada por hérnias de disco não precisam de cirurgia. "O bom cirurgião sempre leva a intensidade da dor do paciente em conta, há quanto tempo ele está sofrendo com o problema e, também, como a dor interfere em suas atividades diárias", explica o médico. "Se os sintomas forem leves e tiverem curta duração, o tratamento jamais será cirúrgico. O organismo é sábio e capaz de corrigir alterações sozinho, ou com um pequeno auxílio de tratamentos, como fisioterapia", complementa.



O paciente pode perder os movimentos após uma cirurgia de coluna. | MITO.

Nenhuma cirurgia de coluna feita atualmente, que siga os protocolos de segurança e técnicas corretas, prevê perda de movimentos como resultado aceitável. Se houver risco real, o procedimento não deve ser indicado. "Existem sim riscos de complicações devido a variações anatômicas que não podemos prever e podem levar a situações como déficits neurológicos pós-operatórios. Mas estas são extremamente raras", afirma o neurocirurgião. Ele explica que, especialmente no caso de pessoas com tumores na medula, o paciente pode apresentar uma fraqueza no pós-operatório, que normalmente se recupera em alguns dias.



Dores após a cirurgia podem acontecer. | VERDADE

Dor após cirurgia pode acontecer, especialmente em procedimentos maiores. Porém, hoje existem medicamentos de diversos tipos para controlar eventuais dores. O esperado é que, após cirurgias de coluna, o paciente não sinta dores que o incomodem. Se sentir, é comum que elas sejam controladas com medicação e persistam por um curto período.



A cirurgia de coluna precisa ser feita somente por um neurocirurgião. | MITO

No Brasil, todos os neurocirurgiões são habilitados para realizar cirurgias de coluna, e alguns ortopedistas que, após realizarem sua especialização em Ortopedia, buscam especialização, também, em cirurgias de coluna.



São necessários vários meses de recuperação após qualquer cirurgia na coluna. | MITO

Apenas as grandes cirurgias de coluna para deformidades, como as escolioses ou as fraturas causadas por acidentes, precisam de recuperações prolongadas hoje em dia, às vezes ultrapassando um mês. O normal é que o paciente saia andando do hospital, muitas vezes no mesmo dia da cirurgia. Parte significativa dos pacientes pode voltar a trabalhar dentro de uma ou duas semanas, e muitos deles podem praticar esportes em apenas um mês.



Cirurgia na coluna é sempre a última opção. | MITO

Uma cirurgia de coluna bem feita e na hora certa é um excelente tratamento e que, dependendo do problema, pode curar o paciente. A cirurgia de coluna, como explica o Dr. Valadares, não é a primeira opção quando a doença do paciente é benigna e deve se resolver sozinha, como as hérnias de disco que causam dores mais amenas. Existem, ainda, procedimentos mais simples e também capazes de curar a doença do paciente, como fortalecimento muscular para alguns casos de dor lombar. "Incorreto é o paciente passar meses - às vezes anos - realizando tratamentos com pouco eficiência para determinado problema apenas por medo ou falta de informações sobre o seu caso", reitera.



Exercícios em academia podem ser feitos após uma cirurgia de coluna. | VERDADE

Em geral, a atividade física em academia ou ao ar livre faz, até mesmo, parte da recuperação de quem operou a coluna. É preciso cuidado com o tempo certo para início das atividades e saber quais exercícios o paciente poderá fazer no início. O neurocirurgião da Unicamp alerta: apenas o médico por trás de cada caso poderá opinar especificamente sobre o paciente e suas necessidades.


Quarta-feira, 26 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no mundo

 

               Glaucoma mais frequentemente provoca a perda progressiva do campo visual periférico

Divulgação 


Para oftalmologista, informação, acesso e atendimento de qualidade são as condições necessárias para vencer essa doença ocular silenciosa e sem cura


O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo e deve afetar 111,8 milhões de pessoas em 2040, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, quatro em cada dez brasileiros não sabem o que é a doença. O dado é da pesquisa “Um olhar para o glaucoma no Brasil”, divulgada pelo Ibope Inteligência no segundo semestre de 2020, e revela a necessidade de levar informação à população. E é para isso que foi criado o Maio Verde, no mês em que ocorre o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26/5).

“O principal fator associado à cegueira é o estágio da doença no momento do diagnóstico. Em países desenvolvidos, 50% das pessoas desconhecem que têm o problema. Em países subdesenvolvidos como o Brasil, esse índice cai para cerca de 20%. Isso atrasa a procura pelo oftalmologista e o diagnóstico. E quando a pessoa tem acesso ao médico, muitas vezes não são realizados na consulta exames que são fundamentais para a sua detecção. Informação, acesso ao oftalmologista e atendimento de qualidade são as condições que farão a diferença no combate ao glaucoma”, aponta o Dr. Tiago Prata, chefe do setor de Glaucoma do HMO, empresa do Grupo Opty, e coordenador da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).


O que é, causas e sintomas

O glaucoma é uma doença degenerativa, normalmente bilateral (acomete os dois olhos), que afeta o nervo óptico. Se não diagnosticado de modo precoce e tratado de modo adequado, pode levar à cegueira. “A medida que ocorre a perda das fibras do nervo óptico, de modo progressivo e irreversível, gradativamente há a redução do campo visual. No entanto, os sintomas somente se tornam perceptíveis para a pessoa em uma fase muito mais avançada, quando há pouco a se fazer para o paciente e o comprometimento definitivo da visão já está na faixa de 40% a 50%”, afirma o médico.

Conforme explica o especialista, não basta, portanto, fazer apenas o exame de grau para determinar o problema de refração e providenciar lentes corretivas para garantir a saúde ocular. “É preciso ao menos uma vez ao ano fazer um checkup oftalmológico, com a aferição da pressão ocular e o exame de fundo de olho, que indicará suspeitas em casos iniciais ou mesmo detectará casos moderados e avançados. Avaliações funcionais, relacionadas ao campo visual, e anatômicas (como retinografia e OCT, a tomografia de coerência ótica) também podem ser solicitadas, além da Gonioscopia, capaz de determinar o tipo de glaucoma que o paciente tem, o que vai dar direcionamento sobre o prognóstico e tratamento necessários”, explica.

A doença tem como principal fator de risco o aumento da pressão intraocular (dentro dos olhos, não confundir com pressão arterial), mas essa não é a única causa. “Estão mais suscetíveis ao glaucoma pessoas que apresentam uma ou mais das seguintes condições: idade a partir de 40 anos, histórico familiar, miopia (principalmente se elevada) e afrodescendentes”, comenta a Dra. Regina Cele, do HCLOE, empresa do Grupo Opty. No Brasil, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a patologia atinge de 2% a 3% da população acima de 40 anos, o que corresponde a cerca de 1 milhão de pessoas.

A oftalmologista também alerta para o uso indiscriminado de colírios corticoides, facilmente comprados sem receita médica. “As pessoas utilizam, sem acompanhamento médico, para tratar uma conjuntivite alérgica ou outro incômodo nos olhos, e, com o uso repetitivo, desenvolvem um glaucoma secundário”, conta a Dra. Regina Cele.


Tipos de glaucoma

O Glaucoma Primário de Ângulo Aberto é o tipo mais comum da doença no Brasil e se caracteriza por ter uma evolução lenta, progressiva e frequentemente assintomática. Já o Glaucoma de Ângulo Fechado pode se apresentar de forma crônica (mais usual) ou aguda, que pode causar dor ocular de forte intensidade e perda visual rápida, caso não seja instituído tratamento adequado em tempo hábil. Além disso, a doença pode ocorrer secundariamente a traumatismos oculares, uso de medicações, inflamações ou tumores.

A disfunção também pode ocorrer em crianças e seu diagnóstico pode ser feito ainda na maternidade, logo após o nascimento, por meio do Teste do Olhinho. Diferentemente do adulto, o recém-nascido com glaucoma pode apresentar muitos sintomas, como lacrimejamento, aversão à luz, aumento do tamanho do globo ocular, além da perda do brilho natural dos olhos. Esses sintomas também podem surgir em qualquer momento durante o primeiro ano de vida. No glaucoma congênito o tratamento é essencialmente cirúrgico, porém colírios também podem ser utilizados nos pacientes que apresentam a doença.


Avanços no tratamento

Os progressos científicos e tecnológicos têm avançado em uma velocidade cada vez maior nos últimos anos, com o surgimento de novas modalidades terapêuticas. Embora não tenha cura, o glaucoma, normalmente, pode ser controlado com tratamento adequado e contínuo, fazendo com que a perda da visão seja interrompida. De acordo com o estágio da doença, pode-se optar pelo uso de colírios ou procedimentos a laser ou cirúrgicos.

“De cinco anos para cá, há um leque maior de cirurgias, incluindo as minimamente invasivas, que ajudam no manejo de ocorrências de glaucoma e catarata ao mesmo tempo”, comenta o Dr. Tiago Prata. “Atualmente, também tem sido realizado o tratamento a laser cada vez mais cedo para casos de glaucoma de ângulo aberto. Os principais objetivos seriam diminuir o uso dos colírios e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e a adesão ao tratamento. Tentamos, portanto, ser mais intervencionistas, no sentido de antecipar o laser, inclusive como primeira opção, antes do colírio, em alguns casos”, completa.

De acordo com o oftalmologista, há estudos animadores com células-tronco, contudo ainda demoram a ser realidade para os pacientes ao redor do mundo. “Esforços importantes têm sido feitos nos últimos 30 anos em neuroproteção, para evitar a cegueira em casos avançados, e neurorregeneração, para tentar trazer alguma visão de volta aos que ficaram cegos. Porém, são soluções que devem ser mais amplamente testadas e implementadas no longo prazo”, afirma.

 


Grupo Opty

www.opty.com.br


Tratamentos biológicos inovadores para Asma Grave agora com acesso gratuito

De última geração, esses medicamentos substituem altas doses da terapia tradicional, reduzem crises e trazem qualidade de vida aos pacientes1,2

 

O mês de conscientização da Asma acontece em maio, e os brasileiros diagnosticados com Asma Grave têm motivos para comemorar a ampliação do acesso a terapias inovadoras de controle desta doença crônica.

A partir de 1 de abril de 2021, os tratamentos imunobiológicos para Asma Grave passaram a ter cobertura obrigatória dos planos de saúde, o que significa que para os pacientes que cumprirem os critérios de utilização do tratamento, estes medicamentos serão gratuitos.

Além disso, um novo tratamento imunobiológico avaliado pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS) teve recomendação favorável à incorporação no SUS, ou seja, em breve, mais opções estarão disponíveis de forma gratuita também na rede pública de saúde a todos os brasileiros .3,4

Outra conquista recente é a priorização dos pacientes com Asma Grave na vacinação contra a Covid-19 - iniciativa que serve também como alerta para quem subestima ou desconhece essa doença que, se não tratada adequadamente, não compromete apenas a saúde e a qualidade de vida do paciente, como pode levar a óbito.1,2,5 Também é importante lembrar que a vacinação anual contra influenza nos pacientes com asma moderada a grave de qualquer faixa etária, é medida importante para redução de crises da doença, especialmente em um cenário de saturação dos serviços de saúde em razão do aumento no número de casos de Covid-19.6,7

"A dificuldade de acesso ao tratamento era um dos entraves no controle da Asma Grave e limitava as nossas opções de indicação terapêutica. A ampliação da disponibilidade a medicamentos biológicos de última geração nas redes particular e pública representa um passo importante, que muda paradigmas no controle da doença, bem como significa mudanças essenciais na rotina dos pacientes", destaca a pneumologista Irma Godoy, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

A executiva Sandra Humer, 51 anos, agora aposentada, convive com a Asma Grave há 8 anos. Hoje, a doença está controlada, mas Sandra sentiu na pele os afastamentos recorrentes do trabalho por conta da Asma Grave, além de internações hospitalares, chegando a ir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) algumas vezes. "Não conseguia tomar banho, andar com os colegas para almoçar ou arrumar a cama", conta. Atualmente, ela usa medicação imunobiológica e tem uma vida normal, viaja, caminha diariamente até 5 km, nada e dança sempre que pode. "Antes usava uma quantidade alta de corticoides e tinha quadros de pneumonia. Cheguei a engordar, ficar inchada. Felizmente meu marido sempre esteve ao meu lado durante essa jornada", lembra.

Para a presidente da ASBAG (Associação Brasileira de Asma Grave), Raissa Cipriano, "a falta de informação e o direcionamento tardio para um especialista são obstáculos na jornada do paciente com Asma Grave". Enquanto os adultos levam, em média, quatro anos entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, as crianças demoram um ano.8

G., 8 anos, filha de Raissa, sofre dos sintomas desde os primeiros meses de vida, mas só teve o diagnóstico de Asma Grave aos 2 anos. "Passamos por vários médicos, inúmeras crises, 32 internações e a necessidade de uso constante de oxigênio. Foi apenas com 4 anos que ela recebeu o tratamento adequado. Hoje, tem uma vida normal, corre, brinca, vai à escola, mas antes se cansava para falar, ir do sofá da sala ao banheiro e não conseguia alcançar a irmã mais nova nas brincadeiras", conta Raissa. "Estamos sempre em busca de tratamentos mais eficazes e a liberação dos imunobiológicos representam uma revolução no controle da doença, permitindo ao paciente ter melhor qualidade de vida e saúde, maior liberdade para realizar as atividades que desejam e traz maior conforto aos pais, afinal só quem têm crianças com Asma Grave sabe como os cuidados começam do raiar do dia e seguem muitas vezes pela madrugada", acrescentou a mãe.


Sobre a Asma Grave

Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2019, 262 milhões de pessoas no mundo viviam com Asma, sendo que de 5% a 10% desses pacientes têm Asma do tipo Grave.8,9 No total, ocorreram mais de 46 mil mortes relacionadas à doença globalmente.9,10 No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas convivem com diferentes formas desta doença respiratória, inflamatória e de origem alérgica.9 A Asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS, conforme o grupo etário, tendo em média

• internações anualmente.10 Uma das principais medidas para o controle da Asma é o tratamento adequado de acordo com a gravidade da doença e a adesão do paciente ao tratamento.11

Existem diferentes tipos de Asma e tratamentos.12,13 Segundo Dra. Irma, o diagnóstico de Asma Grave leva em consideração a quantidade de medicação que deve ser administrada diariamente (corticoides) e outras terapias de apoio, em dosagens elevadas, o que pode ter como consequência o agravamento ou desenvolvimento de comorbidades, como diabetes e obesidade".10,11,12

A médica ainda complementa: "os pacientes com a Asma Grave têm maior número de exarcebações, crises que os fazem procurar a emergência frequentemente, e envolve ainda internações hospitalares com regularidade, chegando a precisar de cuidados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva)".11,12,13

Os imunobiológicos mudaram o manejo de várias doenças autoimunes, caso da Asma Grave.1,2 De última geração, esses medicamentos biológicos são indicados para tratar os casos da doença que não respondem ao tratamento convencional.11 "Com esse tipo de terapia mais acessível, o tratamento torna-se mais preciso e personalizado, levando em conta as necessidades de cada paciente", enumera a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Indicado, em geral, como tratamento complementar de manutenção da Asma Grave, em pacientes adultos, adolescentes e crianças a partir dos 6 anos de idade, os imunobiológicos reduzem as internações hospitalares e as visitas aos prontos-socorros, causadas pelos episódios de crises.2,12,13.14,15

 

Referências:

• ANTONICELLI, L., et al. Asthma severity and medical resource utilization. European Respiratory Journal 23- 34: 723-729, 2004.

• CHUNG, KF. et al.International ERS/ATS guidelines on definition, evaluation and treatment of severe asthma. Eur Respir J; 43(2):343-73, 2014

• Resolução Normativa - RN 465, de 24 de fevereiro de 2021. Disponível em:

<http://www.ans.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&task=TextoLei&format=raw&id=NDAzMw>. Acesso em: maio de 2021.

• COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 97ª Reunião da Conitec. Disponível em:


<
http://conitec.gov.br/images/Reuniao_Conitec/2021/20210505_Pauta_97_PosReuniao.pdf>. Acesso em: 11 maio 2021.

• BRASIL. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Vacinação Covid-19, 23 de março de 2021. Disponível em:

http://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/marco/23/plano-nacional-de-vacinacao-covid-19-de-2021>. Acesso em maio de 2021.

• ESTADÃO. Disponível em: http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,pandemia-pressiona-sus-e-rede- privada-hospitais-tem-ate-13-dos-leitos-so-com-pacientes-de-covid,70003257283 . Acesso em: maio de 2021

• MINISTÉRIO DA SAÚDE. Campanha da Vacina da Gripe. Disponível em: < http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/vacinacaogripe/>. Acesso em: maio de 2021.

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Cirurgia de estrabismo em adultos melhora função ocular


A cirurgia de estrabismo em adultos promove o alinhamento dos olhos e melhora a função ocular. Portanto, o procedimento não é estético como muitas pessoas imaginam. A cirurgia é realizada com o objetivo de promover o aprimoramento da visão nesses pacientes.
 
Um estudo revelou que a cirurgia de estrabismo em adultos é efetiva para alinhamento dos olhos em 80% dos casos. Outra constatação importante da pesquisa é que a maioria dos adultos que passa pela correção do desvio dos olhos experimenta melhorias na função binocular, responsável pela visão de profundidade e de objetos em 3D.

 
Além da estética

Nos últimos anos, as pesquisas sobre o estrabismo em adultos se intensificaram para avaliar quais os benefícios funcionais da cirurgia, além dos psicossociais, que já eram bem conhecidos.
 
Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra, especialista em Estrabismo e Chefe do Serviço do Neuroftalmologia do Banco de Olhos de Sorocaba, a cirurgia também contribui para reduzir o constrangimento social que o estrabismo pode causar.

“Portanto, o procedimento para alinhar os olhos vai muito além da estética, como vários estudos mostraram ao longo dos anos”.  

 
Visão 3D

“A visão binocular é aquela responsável pela sensação espacial das imagens e pela profundidade. É a visão que usamos para ver em 3D. Ela se forma a partir da captação da imagem de forma individual pelos olhos, que depois é fundida em uma só pelo cérebro. O estrabismo, quando não tratado, pode resultar na perda dessa capacidade”, explica Dra. Marcela.

 
Estrabismo e diplopia

Embora menos prevalente, é possível que o estrabismo se desenvolva depois da maturidade visual, ou seja, em jovens e adultos.
 
“Como nessa fase da vida não existe mais a capacidade de supressão de uma das imagens captadas pelos olhos, a pessoa enxerga as imagens dobradas, a chamada diplopia. É uma condição que impacta muito na qualidade de vida e impede muitas atividades, como dirigir, trabalhar, estudar”, explica Dra. Marcela.
 
Há outras causas para a visão dupla. Por isso, sempre que um adulto apresenta esse sintoma, é necessário descartar outras doenças, inclusive doenças neurológicas que podem levar à diplopia.

O estrabismo em adultos está ligado a visão dupla binocular, que desaparece ao tampar um dos olhos. Ou seja, quando a pessoa fecha um dos olhos, ela enxerga apenas uma imagem.

 
Cirurgia a qualquer momento

A indicação da cirurgia de estrabismo deve ser individualizada. Além disso, o chamado estrabismo acomodativo causado pela hipermetropia não pode ser operado. Ele é corrigido com o uso de óculos.
 
“Em adultos, o estrabismo pode ser corrigido a qualquer momento, desde que não haja contraindicações
nos exames pré-operatórios ou outras condições de saúde que impeçam a cirurgia”, finaliza Dra. Marcela.


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