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terça-feira, 10 de abril de 2018

Intestino Infantil preguiçoso: o que fazer?


Quando a saúde intestinal está prejudicada, todo o organismo da criança tem seu funcionamento influenciado negativamente

Algumas crianças sofrem na hora de ir ao banheiro porque não conseguem manter uma regularidade neste ato, ficando muitos dias sem conseguir evacuar, o que prejudica as suas qualidades de vida com sintomas como dores abdominais e sensação de estufamento na barriga. Além disso, têm dificuldades como a necessidade de fazer um grande esforço na hora de defecar. Apesar de este assunto ser tratado com um certo "tabu" entre as famílias, sobretudo pelas crianças quando são colocadas em situações para falar sobre o assunto, o intestino deve ser olhado com muito cuidado quando o assunto é a saúde dos pequenos.

Isso porque quando a saúde intestinal está prejudicada, todo o organismo da criança tem seu funcionamento influenciado negativamente. Ou seja, quando há desequilíbrio na flora intestinal ou a existência de uma mucosa intestinal não íntegra, há maior possibilidade de má absorção dos nutrientes necessários a esta fase da vida, o que leva a quadros de crianças com deficiência de vitaminas e minerais que têm papel fundamental na atividade do organismo da criança.

Além disso, a qualidade de vida de uma criança que tem a saúde intestinal prejudicada costuma ser ruim devido ao convívio com sintomas como inchaço abdominal, gases, hemorroidas ou sangue nas fezes. Tais crianças ainda têm uma relação de desconforto e angústia com a hora de ir ao banheiro, já que associam tais momentos às sensações ruins que vivenciam a cada tentativa difícil e estressante para elas.

Neste sentido, o auxílio de uma nutrição adequada pode ser um grande aliado para estas crianças. A inclusão de alimentos fontes de prebióticos, que são aqueles capazes de fazer com que as bactérias boas do intestino se fixem e se proliferem é uma estratégia eficaz para crianças com intestino preguiçoso. Entre estes alimentos estão as leguminosas como a lentilha e o feijão e algumas oleaginosas como as amêndoas. É importante ressaltar que para o sucesso do tratamento os alimentos não devem ser incluídos no cardápio da criança sem estarem alinhados a um planejamento alimentar equilibrado e saudável.

Assim, é importante o olhar global sobre a alimentação da criança, incluindo os alimentos funcionais dentro de combinações adequadas e de um cardápio completamente voltado para a restauração da saúde intestinal.


Dicas para ajudar os pais nessa missão de melhorar o funcionamento do intestino infantil. 

- O intestino pode ser considerado o nosso "segundo cérebro". Seu funcionamento é diretamente influenciado pelas nossas emoções. Para crianças que têm dificuldade de ir ao banheiro, uma boa estratégia para os pais é auxiliá-las no ganho de consciência sobre o funcionamento do seu próprio corpo. Os pais podem, por exemplo, pedir para que prestem atenção à sua respiração e no que estão sentindo na sua barriga, aumentando, com isso, a atenção ao seu corpo no momento de ir ao banheiro. Estas técnicas ajudam a criança a ganhar consciência corporal e, com isso, a terem seu funcionamento do intestino facilitado.

- A saúde intestinal pode ser melhorada com a prática de exercícios físicos regulares. Para ajudar as crianças com dificuldade de ir ao banheiro, recomendo que os pais incentivem a prática de exercícios físicos como brincadeiras que coloquem o corpo da criança em movimento e o envolvimento com atividades que a façam entrar em contato com o ponto de equilíbrio do seu corpo e suas extremidades como a dança, por exemplo.

- Crianças com dificuldade de aumentarem sua consciência corporal também podem ser beneficiadas com o contato do corpo com a natureza por meio de experiências como colocar os pés na areia ou na grama. Estas experiências, por ajudarem no aumento da percepção espacial do seu próprio corpo, são capazes de ajudarem as crianças com dificuldades no funcionamento intestinal.

- O hábito de beber uma quantidade de água adequada ao funcionamento do seu organismo é uma dica valiosa para crianças que não têm uma boa relação com a hora de ir ao banheiro. É importante criar o hábito de beber água de hora em hora, já que a hidratação é fundamental para a criação de um intestino saudável.

- O intestino de uma criança é o reflexo do seu estilo de alimentação. Sabemos claramente o quanto uma nutrição baseada em alimentos naturais, integrais, isentos de aditivos químicos pode ajudar, já que, quando uma criança se nutre desta forma, ela aumenta o contato com o funcionamento do seu corpo e do seu organismo. Um estilo de alimentação baseado em comida que encontramos na natureza é capaz de aumentar a conexão desta criança com os seus sentidos, como a salivação diante de alimentos que estimulam esta função ao serem colocados na boca, a sensação de limpeza do organismo ao terem suas funções fisiológicas relacionadas à excreção dos alimentos otimizadas, a melhora de desconfortos, como excesso de gases e inchaço abdominal, a redução de problemas relacionados à pele, como erupções e alergias. São frutos do investimento em uma alimentação mais limpa e natural que podem dar a esta criança uma maior qualidade de vida.

- Muitas crianças que passam por longos períodos de tratamentos medicamentosos com antibióticos vêm apresentando prejuízo na saúde do seu intestino. Nestes casos, é aconselhável incluir alimentos probióticos e prebióticos para reequilibrar a sua flora intestinal, além de fontes de ômega 3, como salmão e linhaça, que ajudam a recuperar a integridade da mucosa intestinal.

- Para ajudar as crianças a fazerem a relação entre os benefícios de uma alimentação equilibrada e o bom funcionamento do seu intestino, é importante que os pais as auxiliem no ganho de consciência alimentar. Com isso, a alimentação pode ser vista como uma maneira de aprender a cuidar do corpo em que habita, bem como a entrar em contato com ele e suas inúmeras funções. Os pais podem ajudar as crianças explicando-as que a forma como as crianças se alimentam hoje pode ser mudada a qualquer momento e dizendo-lhes para observarem como o um novo estilo de alimentação pode trazer mudanças para as dificuldades que enfrentam com a hora de ir ao banheiro.

- Para as crianças que sofrem com a hora de ir ao banheiro, uma boa estratégia alimentar é mudar a base da sua alimentação. Na nossa cultura, temos por hábito incluir farinhas brancas e refinadas em quase todas as refeições oferecidas às crianças, com alimentos como pães, biscoitos, pizza, macarrão, bolos. Em excesso, este tipo de alimento prejudica o funcionamento saudável do intestino. Então, trocar estes alimentos por vegetais, frutas, sementes e cereais integrais é uma estratégia eficaz. Por exemplo, podemos fazer combinações de frutas e verduras que rendem uma atrativa salada para a hora do jantar; sucos de vegetais e frutas, que podem se tornar lanches nutritivos e coloridos para as crianças; ou cereais, como o arroz integral, que ganham sabor com sementes como a de girassol ou de abóbora.



Ariane Bomgosto -  nutricionista infantil com ampla experiência em nutrição comportamental infantil e atua com dificuldades alimentares da infância, ligadas a relação entre a alimentação e o comportamento das crianças. Tendo como objetivo auxiliar na construção da relação da criança com a sua alimentação de uma forma mais consciente e saudável.


Tela de celular pode ter mais bactérias que a sola de um sapato


Infectologista destaca que, além da limpeza dos aparelhos, é essencial a higienização das mãos


Estudo da Universidade de Barcelona evidenciou que o teclado do computador e a tela do celular têm aproximadamente 30 vezes mais microrganismos do que uma tampa de um vaso sanitário limpo. O motivo é bastante simples: estes aparelhos estão em contato direto com as nossas mãos, que não são higienizadas como e com a frequência que deveriam.

- A tela de um celular pode ter mais bactérias que muitos objetos reconhecidos como ‘sujos’, como a sola de um sapato. Os aparelhos funcionam como veículos para que os microrganismos entrem no corpo, causando doenças que poderiam ser evitadas. Seguir simples rotinas de limpeza com as mãos e higienização de aparelhos eletrônicos pode reduzir doenças infectocontagiosas, como gripe e conjuntivite. Para as mãos, há no mercado lenços umedecidos apropriados para a higienização, caso não seja possível lavar com água e sabão – destaca o infectologista do Hospital Quinta D’Or, Dr. Marcus Cardoso.

Para que os aparelhos sejam mantidos em melhores condições de higiene, o ideal é manter pequenas regras para utilização, como: não os utilizar em área de preparação de alimentos e no banheiro, por exemplo – local com grande concentração de microrganismos. Com relação ao computador, não comer durante seu uso é uma recomendação, pois o teclado acumula resíduos alimentares, fato que atrai vetores e bactérias. Para manter a higiene, os teclados também devem ser aspirados com frequência regular. 

- A higienização de celulares e outros eletrônicos portáveis pode ser simples, mas requer alguns cuidados. Para limpar esses aparelhos deve-se evitar produtos corrosivos, como o cloro e produtos à base de amônia. Engenheiros eletrônicos sugerem o uso de uma mistura com água destilada com álcool isopropílico – explica.



Como reconhecer a Disfunção Temporomandibular (DTM) infantil


Crianças e adolescentes apresentam sintomas que devem ser observados pelos pais 

A Disfunção Temporomandibular, conhecida também pela sigla DTM, é uma condição que causa dor e desconforto na região da mandíbula. “Podemos definir a DTM como um conjunto de distúrbios que acometem os músculos da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas”, explica a dentista Adriana Lira Ortega, mestre em DTM e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF).
 
Os problemas causados pela DTM podem atingir tanto adultos quanto crianças e adolescentes. Segundo estudos, acredita-se que um a cada seis pacientes não adultos apresenta algum sinal clínico de condições na ATM. “Uma pesquisa feita com crianças entre seis e oito anos reportou que aproximadamente 35% dessas crianças com pelo menos um sinal de DTM”, conta Adriana.

Mesmo com os estudos, a especialista acredita que o número de casos de DTM infantil pode ser, na realidade, ainda maior. Muitas vezes, o paciente não tem o diagnóstico correto da doença. “Os sintomas da DTM infantil podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições de saúde. Isso pode acontecer pela falta de maturidade da criança em perceber as alterações ou até mesmo de verbalizá-las de forma adequada”.

Os sinais e sintomas da DTM em crianças são os mesmos dos adultos: dor, som na articulação e limitação dos movimentos da mandíbula. “Os pais devem prestar atenção se a criança de queixa de dor de cabeça, dor na região do ouvido ou ainda se evita alimentos duros”, explica Adriana.

Em muitos casos, o sinal clínico da DTM não representa necessidade de tratamento. “Alguns casos de sinais ou sintomas na infância devem ser apenas monitorados e servir de alerta para o profissional de que aquela criança pode apresentar fatores de risco para o desenvolvimento da DTM”, afirma a especialista.

De acordo com a dentista, o tratamento para as crianças e adolescentes que sofrem com a DTM seguem opções minimamente invasivas e procedimentos reversíveis. “São utilizadas técnicas com enfoque cognitivo-comportamental, exercícios terapêuticos – com recursos térmicos e de movimento – e, em casos, específicos, dispositivos intrabucais, como placas”.
Medidas preventivas DTM, tanto para adultos quanto para crianças, se baseiam, principalmente, em hábitos que podem evitar o desenvolvimento e/ou agravamento da doença. “A boa qualidade do sono e o controle de hábitos orais parafuncionais são exemplos de atitudes preventivas para a DTM”, finaliza a especialista.

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