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terça-feira, 10 de abril de 2018

Saúde disponibiliza ‘autoteste’ de HIV em pesquisa inédita em SP


Iniciativa faz parte da pesquisa “A Hora É Agora–SP” e tem como objetivo auxiliar o diagnóstico precoce de HIV/Aids; finalidade é facilitar o acesso ao exame, que será distribuído em pontos estratégicos da capital paulista


A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP (CRT) e com apoio de diversos órgãos e entidades, começa a ofertar a partir desta quarta-feira, 11 de abril, exames de autotestes de HIV num projeto inédito no Estado de São Paulo, iniciado na capital paulista. 

A iniciativa faz parte da pesquisa "A Hora É Agora-SP¨, que busca avaliar a implantação da logística de distribuição de kits de fluído oral para o público-alvo - homens gays e outros homens que têm relações com alguém do mesmo sexo (HSH). O método utilizado é o mesmo do teste disponibilizado convencionalmente na rede pública de saúde. Porém, agora a intenção é facilitar o acesso e permitir que o interessado realize o exame em casa, com mais privacidade. 

Os kits serão disponibilizados em cinco locais estratégicos da cidade de São Paulo (confira a relação abaixo). Os exames de autotestes são uma ferramenta importante para o diagnóstico precoce de HIV/Aids. Para retirá-los, os interessados precisam acessar o site da pesquisa (www.ahoraeagora.org/sp) e escolher um dos pontos de distribuição. Após este processo, será gerado um número de protocolo que deve ser usado para retirar o kit. 

Feita a solicitação, será gerado um protocolo e o teste ficará disponível no local escolhido em 24h. O usuário tem um prazo de até 15 dias para fazer a retirada do kit nas unidades fixas e 30 dias nos trailers.

Caso o resultado seja positivo, o paciente poderá contar imediatamente com orientações de profissionais de saúde  pública da área de prevenção, como médicos, sociólogos, psicólogos, assistentes sociais, que poderão orientá-lo sobre os próximos passos para início de tratamento, O contato poderá ser feito pelo Disque DST/AIDS (0800 162550), que funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Para horários diferenciados, como período noturno, finais de semana e feriados, terá à sua disposição um número de celular disponível para ligações ou WhatsApp (11 96931-3838).

Também será necessário realizar o teste confirmatório numa das unidades de saúde a seguir: SAE Campos Elíseos (Alameda Cleveland, 374, Santa Cecília); CRT DST/Aids (Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana); ou SEAP-HC (Rua Ferreira de Araújo, 789, Pinheiros). Os serviços funcionam de segunda à sexta, das 8h às 18h.

         “Com esses cinco locais vamos oferecer uma ampla variedade de horários para o público a que se destina a pesquisa, desde o funcionamento tradicional dos serviços de saúde durante a semana até o período noturno e aos finais de semana", aponta Maria Clara Gianna, coordenadora-adjunta do Programa Estadual DST/AIDS de São Paulo.

A oferta do autoteste faz parte de uma pesquisa, cujos resultados podem fundamentar uma futura política pública, ou seja, colocar essa tecnologia de prevenção gratuitamente no SUS. Os pontos de distribuição são: o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP), o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Henfil, o Centro de Referência da Diversidade (CRD), além dos trailers do projeto “Quero Fazer” e da ONG Barong, que funcionam respectivamente aos domingos e às sextas e sábados à noite no largo do Arouche, centro da capital.

A pesquisa é uma realização da Faculdade de Medicina da USP, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP)/ Fiocruz, dos Centros dos Estados Unidos de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), do CRD, as ONGs Pela Vidda e Barong, dos programas Estadual e Municipal de DST/Aids, do PE DST/AIDS-SP e do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, Aids e das Hepatites Virais (DIHAV).

"O projeto 'A Hora É Agora-SP' busca avaliar e, posteriormente, propor a logística mais adequada para a incorporação dessa nova tecnologia diagnóstica na estratégia de prevenção combinada da infecção por HIV e na atenção integral a pessoas que vivem com o vírus", afirma o Dr. Aluísio Augusto Cotrim Segurado, pesquisador do estudo.

O lançamento ocorre na quarta-feira, 11 de abril, às 9h30, no Centro de Convenções Rebouças (auditório vermelho), localizado na Avenida Rebouças, 600, Pinheiros, zona Oeste da cidade.


Testagem

Quem não fizer parte do público-alvo da pesquisa ou não desejar fazer o exame sozinho, é possível fazer o teste para o HIV - bem como o de sífilis e de hepatites B e C - nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de São Paulo e nos 26 serviços da Rede Municipal Especializada (RME) em DSTs/AIDS da capital. Os endereços das unidades da RME podem ser conferidos em www.goo.gl/p5en2C.

Nos serviços da RME e em algumas UBSs, há a opção do teste rápido, com resultado em apenas 20 minutos.

É possível ver também a relação de todos os locais que realizam os testes no Estado de São Paulo no site do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP (CRT DST/AIDS-SP): www.crt.saude.sp.gov.br ou ainda pelo Disque DST/AIDS: 0800162550, que funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.




LinkedIn: 10 coisas que os headhunters querem ver no seu perfil


Muitos profissionais, que utilizam o LinkedIn como ferramenta para relacionamento e exposição de suas conquistas profissionais, gostariam de saber um pouco mais sobre como ficar em evidências para os headhunters. Como essa é uma rede social com um propósito único e bem definido, além de não permitir uma postura informal, é desafiador lidar com ela. 

O LinkedIn surgiu com um único propósito: conectar profissionais. Deve-se sempre ter em mente que essa rede social é focada no ambiente corporativo e o profissional deve evitar, desde o início, qualquer tipo de menção a sua vida pessoal. É importante construir um perfil mais atrativo, aumentar a rede de contatos com base em escolhas assertivas, interativas e com impacto pretendido.

Justamente por isso, resolvi citar aqui algumas dicas do que os headhunters querem, ou não, ver no perfil de LinkedIn. A ideia é facilitar o uso da ferramenta de uma forma estratégica para o profissional, desmistificando um pouco o processo de Hunting, e também contribuindo para processos de recolocação.


Conteúdo - é importante compartilhar conteúdo interessante, de sua própria autoria, porém busque publicar textos que realmente revelem seu conhecimento profissional. Se atenha a sua área de atuação de maneira a não cometer gafes falando do que realmente não entende a fundo. Outro aspecto do conteúdo é a coerência entre postagens. Falar “de tudo” é bom em rodas de amigos, mas no âmbito profissional, superficialidade em vários assuntos não é o ideal.


Português – pode parecer óbvio, mas erros de português, jargões, expressões idiomáticas, são problemas recorrentes. Para transmitir confiança é bom ter o domínio da língua formal. Essa é uma plataforma de uso profissional, não há espaço para agir de forma descuidada e cometer erros básicos da sua língua.


Informações cadastrais – mantenha todos os seus dados sempre atualizados, com e-mail e telefone pessoais. É comum encontrar dados de contato como telefone e e-mail corporativos que se usava em sua última atuação. Isso não é bom, pois ao sair da empresa você fica incomunicável. O perfil do LinkedIn deve ser uma cópia do seu currículo, por isso é preciso mantê-lo legível, não poluído, com informações condizentes.


Experiência detalhada – procure sempre descrever as atividades e projetos que realizou nas empresas em que trabalhou. Mais importante que o tempo de trabalho são as conquistas que você realizou na organização, e que destacam sua expertise de mercado.


Conheça seus contatos – não saia adicionando todo mundo só para ter uma vasta lista de pessoas ligadas a você. Essa não é uma rede social de popularidade. É importante estar conectado a quem realmente se conhece ou compartilha interesses comuns no âmbito profissional. 


Não saia atirando para todos os lados – não se candidate a vagas que não são do seu perfil.  Quando um headhunter procura um profissional, ele chega a receber 5 mil currículos para uma única posição, em média. Porém nem 10% deles corresponde às especificações da vaga. As pessoas ficam desesperadas em se recolocar que enviam currículo para qualquer vaga, e isso não só atrapalha como prejudica o seu perfil. Procure ver se o perfil da vaga não te exclui com coisas simples como nível de inglês, região de moradia, etc. Só se apresente como opção para aquilo que realmente está de acordo com quem você é.


LinkedIn não é Facebook – não use esses espaço para compartilhar e discutir assuntos como posições políticas, brigas por qualquer tipo de polarização, postagens religiosas, frases de efeito, postar fotos inadequadas, de animais, de “baladas”, ou mesmo de família. Você deve se portar como se porta no ambiente corporativo. 


Cuidado com o que fala – ser educado deveria ser praxe, mas nem sempre é. Não fale mal de ninguém, muito menos de entrevistadores, feedbacks recebidos, etc. Isso pode fechar portas muito rápido. 


Verifique sempre sua conta – não abandone seu LinkedIn. Entre ao menos uma vez por semana, interaja com grupos e produza algo relevante. Parabenize conquistas de amigos e faça o networking.


Perfis em outras línguas – Por último, se você domina outros idiomas, o LinkedIn te permite criar perfis em outros idiomas. Você pode literalmente criar currículos idênticos em línguas diferentes e torná-los visíveis para entrevistadores com vagas internacionais, ou que necessitam de domínio de outras línguas como fator chave. Além disso, ao menos em inglês é importante ter o currículo pronto, não por diferencial, mas por demanda mercadológica. 




Fernanda Andrade - Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.



Você fala demais?


Conseguir equilíbrio na forma de transmitir uma mensagem é fundamental para obter êxito no mercado de trabalho

A comunicação no mundo corporativo é um ponto fundamental, tanto para desenvolver relacionamentos, quanto para ter uma boa produtividade. No entanto, muitas pessoas extrapolam, chegando, por vezes, a causar incômodos aos colegas de equipe. Levando em conta essa realidade, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez um estudo com o seguinte questionamento: “Como você lida com quem fala demais no ambiente profissional?”. O resultado apontou a necessidade de maior empatia.

O levantamento ocorreu em todo o Brasil, entre 12 e 23 de março, com 44.938 jovens de 15 a 26 anos. A grande maioria, 60,39%, ou seja, 27.138 participantes, revelou: “eu escuto e vou antecipando os fatos para ganhar tempo”. Segundo a analista de treinamento do Nube, Jéssica Ferreira, essa não é uma postura recomendada. “É preciso ouvir e entender exatamente o contexto da mensagem. Se adiantar impede a percepção de detalhes da conversa estabelecida, resultando na perda de informações relevantes”, explica. Portanto, o ideal é observar com atenção, para assim resolver até mesmo conflitos, ou sanar as dificuldades em questão.

Já 35,01% (15.731) disseram: “eu sempre sou paciente e venço a pessoa pelo cansaço: quando para de falar eu começo”. De acordo com a especialista, ter calma é importante, contudo, muito além de ganhar pela exaustão, é essencial criar uma relação de confiança entre receptor e emissor. Entretanto, no caminho oposto, 3,42% (1.538) se posicionaram: “não tenho paciência. Sempre corto a pessoa no meio da fala”. Essa perda de tranquilidade aparece de diversas formas: pelo tom de voz, postura corporal, uso de linguagem inapropriada, entre outros. Por isso, é válido tomar muito cuidado para não ofender ao outro. “Ao perceber o aborrecimento e se ver à beira de uma ação inadequada, o melhor é fazer uma pausa, respirar e depois retomar o contato. Pequenas rupturas podem gerar grandes desgastes”, enfatiza Jéssica.

Por fim, 1,18% (531) afirmaram: “eu falo demais e isso até mesmo me cansa”. Para esses, a dica é pensar antes de qualquer coisa. “Na comunicação, existem três coisas a serem levadas em consideração: o objetivo, o público-alvo e o canal. Logo, se possível, crie um roteiro, com foco nesses três pontos, de modo a não ser prolixo e cansativo”, recomenda a analista.

De maneira geral, vale a pena avaliar a linguagem usada, pois gírias e erros de português transmitem uma imagem negativa. “Então, dedicar-se à leitura é fundamental, pois o hábito enriquece o vocabulário e traz um leque grande de conteúdo”, finaliza. Exercitar a empatia, escutar as pessoas e ser um agente solucionador de problemas, certamente, trará maior sucesso profissional.




Fonte: Jéssica Ferreira - analista de treinamento do Nube 



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