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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Exercício da moda: subir escadas ganha adeptos e vira febre nas grandes metrópoles



O ortopedista Mauricio Marteleto fala dos prós e contras dessa nova prática esportiva


Os escadões de São Paulo, e em outras grandes cidades do mundo, viraram ponto de encontro dos atletas dessa nova modalidade que, no Brasil, já tem até uma musa: a apresentadora Sabrina Sato. A da "subida de escadas" é um tipo de exercício que trabalha principalmente os músculos das pernas e glúteos. É uma atividade que exige grande esforço e 30 minutos de subida de escada equivalem a uma hora de musculação. Os treinos podem ser feitos em locais diferentes garantindo variação de intensidade e extensão.

Mas o ortopedista Mauricio Marteleto aponta alguns cuidados que devem ser tomados pelos "atletas de escada". O esforço extra de subir degrau por degrau pode ter consequências sérias e causar lesões musculares nas pernas, tendões e ossos. “Para o esportista amador ou para aquele que está iniciando na modalidade, o ideal é ter o acompanhamento de um preparador físico profissional para ter a orientação adequada e diminuir os riscos de lesão”, orienta o ortopedista.

Segundo o doutor Mauricio Marteleto, a primeira preocupação deve ser com o calçado que deve ter o solado adequado para absorver o impacto das pisadas e prevenir lesões. Os tênis próprios para esse tipo de exercício favorecem o amortecimento dos movimentos nos tornozelos e joelhos diminuindo os riscos. O médico ressalta que todos os calçados têm vida útil e com o tempo se desgastam e perdem a eficácia. “No caso daqueles que treinam todos os dias o período de uso do tênis é de dois a três meses. Não mais do que isso, pois o tênis desgastado pelo uso perde a capacidade de absorver o impacto e pode causar lesões”, explica. 

O especialista alerta ainda que se durante a prática do exercício, a pessoa sentir algum desconforto nos membros inferiores deve logo procurar ajuda médica. Nos casos em que o paciente relata dor durante a caminhada, o ortopedista além de exames específicos de imagem para avaliar as causas do problema, leva em consideração também como é a marcha do paciente, para acompanhar o movimento do pé no contato com o solo, e analisa até o desgaste na sola do calçado para identificar possíveis alterações no caminhar.

“A pisada correta gasta mais a porção lateral do calçado e se agente observa desgastes na porção interna da sola, por exemplo, é um indicativo de pés planos (problema ortopédico que se caracteriza pela diminuição do arco e o toque da planta do  por inteiro no chão).  Outras vezes, alterações na pisada podem sinalizar problemas no quadril e na coluna. Se não tratar a causa, a lesão pode se tornar mais séria”, pontua o especialista.





Dr. Maurício Marteleto Filho - médico ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT. Há mais de 10 anos atua na área de cirurgia da coluna vertebral, sendo membro efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Sociedade Brasileira de Patologia da Coluna Vertebral (SBPCV) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral. 





Como aproximar Cães e gatos na convivência



A maioria dos cães, especialmente os mais jovens, preferem brincar com outros animais ao invés de atacá-los. Embora alguns considerem cães e gatos como inimigos naturais, há muitos casos onde eles se tornam grandes amigos.

Permitir a esses animais estabelecer limites seguros, limitar o acesso entre eles e trabalhar em etapas para controlar a agressão do seu cão são as chaves para impedir um cão de atacar um gato. Listamos abaixo seis passos:

  1. Apresente o cão para o gato bem cedo — quando ainda são filhotes, se possível. Dê aos animas a oportunidade de se conhecerem na sua presença, independente da idade do cachorro. Permita ao gato gradualmente ficar à vontade perto do cão, o que o tornará menos propenso a atacar.
  2. A castração pode ser útil na redução do comportamento agressivo em relação aos gatos e também a outros cães.
  3. Passeie com seu cão com frequência e brinque o máximo possível para manter os níveis de energia do cão mais baixos quando ele interagir com o gato mais tarde.
  4. Leve o cão para um treinamento de obediência realizado por um treinador profissional. Estabeleça uma série de comandos a serem seguidos pelo cão, assim, mesmo que haja um ataque iminente, você estará preparado para impedi-lo com as vozes de comando praticadas.
  5. Fique no ambiente quando os animais estiverem juntos. Repreenda a animal a qualquer sinal de agressão. Sinais de agressão incluem mostrar os dentes, rosnar e assumir uma postura rígida.
  6. Mantenha áreas separadas em sua casa para cada animal, se possível. Mantenha-os separados sempre que você não estiver por perto para monitorá-los. Deixe os cobertorzinhos ou caminhas de um animal com o outro em áreas separadas, assim eles se acostumam com o cheiro um do outro.
Dicas e Alertas: Nunca tente separar fisicamente uma briga entre seu cão e seu gato, pois você pode ser acidentalmente arranhado ou mordido.





Fonte: Marcello Machado - médico veterinário da Max e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos. 






Atenção ao levar crianças pequenas e bebês ao hospital: Aprenda quais sintomas indicam a necessidade da ida ao Pronto Socorro



Pediatra explica que algumas idas aos hospitais podem prejudicar ainda mais a saúde dos pequenos


Durante os dias mais frios e no decorrer das mudanças bruscas de temperatura, as crianças e bebês ficam mais sujeitos a sofrerem com as doenças de inverno, ainda mais se somadas à baixa umidade do ar e ao acúmulo de poluição, que favorecem a proliferação de vírus e bactérias responsáveis pelas doenças respiratórias. Por isso, muitos papais e mamães tendem a levar a criança aos hospitais para cuidar da saúde de filhos, porém, essa atitude pode ser bastante perigosa.

Segundo a pediatra de São Paulo, Maria Júlia Carvalho, o ideal é evitar ir ao Pronto Socorro caso o problema não seja realmente grave, pois neste local a criança ficará ao lado de outras que podem estar com doenças contagiosas graves.

 Abaixo, a especialista citou alguns dos sintomas que sugerem doença grave e que necessitam de uma avaliação imediata de um profissional:

- Piora do padrão respiratório - respiração acelerada e cansada, ofegância, gemência e dificuldade para mamar;

- Febre de difícil controle;

- Vômitos que não se podem controlar;

- Queda do estado geral com fraqueza e sonolência excessiva com a criança sem febre;  
- Diminuição da aceitação de líquidos e sinais de desidratação - diminuição da diurese, boca seca, olhos fundos ou crise convulsiva.

“Excluindo esse casos, em geral, é possível esperar pela consulta com o pediatra da criança, que já conhece o bebê e tem o seu histórico”, finaliza Maria Júlia.





Dra. Maria Julia Carvalho - formada pela UNICAMP (2004-2009). Fez residência em pediatria pela Santa Casa de SP (2010-2012). E é especialista em oncohematologia infantil pela Santa Casa de São Paulo (2012-2014). Plantonista na unidade de internação do hospital infantil Sabara e na UPA do Einstein de Perdizes. facebook.com/dramajucarvalho





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