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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Criminalização do funk?



Ecoa na sociedade, com destaque especial nas redes sociais, o debate sobre a ideia legislativa conhecida como “criminalização do funk”.

A proposta faz uma ligação direta entre o funk e a ocorrência de diversos crimes e contravenções, especialmente de cunho sexual, e ainda algumas práticas ditas moralmente recriminadas. Em sua defesa a ideia legislativa, classifica o Funk como uma “falsa cultura”.

Segundo o conhecido site de pesquisa Wikipedia cultura é "todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”, assim totalmente descabida a afirmação contida na ideia legislativa, pois a própria ideia concorda com sua prática corriqueira na sociedade, e, como sabemos, com maior destaque nas classes menos favorecidas.

Certo é, que as diversas práticas criminosas descritas na ideia legislativa possuem sua respectiva tipificação e sanção penal, o que, por conseguinte, nos leva a crer que o objetivo do projeto é a criminalização do Funk em si (música) e não de eventual conduta lesiva efetiva, o que importa dizer que o que se propõe é a censura. 

O Funk é um estilo musical de origem norte-americana, nascido na década de 60 e que, há aproximadamente 30 anos, fincou sua raiz em solo nacional com contornos próprios. Há cerca de 30 anos sofre perseguições e colaciona adeptos e desafetos. Isso é o funk.

A par de todo esse caloroso embate, certo é que o Funk é um gênero musical e não uma prática criminosa. Sua batida é hipnotizante e suas letras (todas elas, leves ou pesadas)  espelham a realidade de muitos de seus ouvintes. 

Há mais de três séculos a sociedade luta pela liberdade e esta ganha um contorno a cada geração. Pagamos um preço ao conquistarmos a liberdade, esse preço é respeitar a liberdade do outro. O estilo de vida, as posturas íntimas e o gosto musical e até mesmo a ausência deles está na esfera de liberdade de cada um, e como tal deve ser respeitado. A censura não tem limites e o que hoje não agrada amanhã pode prender e depois quiçá matar. Hoje é a música que você ouve; amanhã, a roupa que você veste; depois, o cabelo que você penteia.

No caso do funk temos que muito mais, a música imita a vida, do que a vida imita a música. As letras dos funks, tidos pesados, são inspiradas na realidade vivida diuturnamente por integrantes de comunidades esquecidas pelas políticas públicas.

A própria discussão sobre essa ideia legislativa é fantástica, pois traz à vitrine social duas importantes discussões. A primeira é sobre o efetivo exercício do Poder por seu legítimo detentor, o povo. Ao apresentar a ideia legislativa o proponente leva a discussão um assunto que lhe é afeto tornando-se um sujeito ativo na sociedade em que vive e não apenas um cidadão submisso e passivo às propostas de seus representantes. Independente das razões e ideologias, certo é que se fez visível o pleno exercício da democracia em um Estado de Direto.

A segunda diz respeito ao tratamento que devemos dar não ao que os outros falam, através de música, textos, imagens ou qualquer tipo de comunicação, mas sim ao tratamento que damos ao receber a informação. 

É saudável e evolutivo educarmos nossos ouvidos para que filtrem e interpretem o que se ouve. Ninguém é obrigado a concordar com o outro, ou a manter os mesmo hábitos e gostos. A diversidade gera reflexão e evolução, nos permitindo a pensar. 

A correlação indiscriminada entre o funk e as práticas tidas como moralmente recriminadas ou até mesmo com práticas criminosas são preconceituosas e descabidas, assim como a criminalização do Funk (letras, canções, melodias) é medida inócua ao que de fato se deve punir, e medida suicida ao Estado de Direito.





Camila Maria Foltran Lopes - advogada do Rocha, Calderon e Advogados Associados





Foi demitido? Veja 5 dicas para lidar melhor com este período



Para ter equilíbrio mental, Daniel Olszewer do Coworking 1108, lista 5 passos para o pós demissão


Já são mais de 14 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE). O número causa alarde e esses indivíduos se sentem pressionados de maneira psicológica e financeira para voltar ao mercado de trabalho. O que poucos brasileiros sabem é que este período de pós demissão pode ser valioso e bem aproveitado desde que planejado.

Uma pesquisa recente da Universidade de East Anglia e do What Works Center for Wellbeing mostra que os sentimentos ruins associados a demissões é pior do que uma separação conjugal. Então, como tornar este momento encarado como negativo em positivo?

Especialista em carreiras e criador do Coworking 1108, Daniel Olszewer, conversou com algumas pessoas que passaram por isso. Além dos depoimentos, Olszewer “mergulhou” em dados recentes sobre o período e lista cinco dicas de como o ser humano pode administrar melhor a sua rotina após esse desligamento empregatício.


1.Parece clichê, mas o pontapé pode te levar para frente
Temos uma sensação, com o desemprego, de tempo livre e tendemos a trocar o dia pela noite. É aí que reside o perigo. Estabeleça uma rotina desde a hora de despertar ao momento de adormecer. Pratique um exercício físico, leia mais e ouça música. São nestes momentos que o nosso cérebro está relaxado e surgem grandes ideias. Inclusive ideias para abrir um negócio, falar com conhecidos sobre a sua situação e até trocar de carreira.


2. Não crie expectativa
Esse passo é um dos mais difíceis de praticar por quem está procurando emprego, porém o mais necessário. Muitas empresas não dão feedback para o candidato quando estes não são aprovados nos processos seletivos. Por isso, a ansiedade acompanhada da expectativa toma conta de muitos. Para minimizar isso pratique Mindfulness. A prática não envolve dinheiro e é relativamente simples. Trata-se de concentrar os cinco sentidos no momento presente. Automaticamente o seu cérebro terá uma sensação de satisfação e elevará as suas conexões neurais. Isso ajuda muito nas entrevistas.


3. Aposte em um hobby/freela que você goste para ganhar um dinheiro extra
As formas de trabalho vêm mudando com o passar do anos. Estamos vivendo uma era em que as atividades se fundem com a personalidade e aptidão dos seres humanos. Com isso, muitas pessoas estão ganhando dinheiro com trabalhos pontuais. Descubra o seu dom além do trabalho formal. E caso não queria trabalhar em casa ou sozinho opte por um coworking. Como o Coworking 1108. Você pode descobrir que este seu trabalho temporário tem mais lucratividade que o registrado.


4. Vá ao psicólogo
Acredite: isso não envolve dinheiro. Há muitos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e universidades que disponibilizam atendimentos gratuitos. Basta se inscrever e ter assiduidade às consultas. De acordo com a pesquisa da Universidade de East Anglia, os indicadores de saúde mental e satisfação com a própria vida após uma separação só normaliza após 4 anos. Já no caso de demissão esses índices, mesmo após estes 4 anos, podem continuar caindo. É preciso compreender esses sentimentos como tristeza e frustração.


5. Supere o ex-emprego antes de engatar em um novo emprego formal
Eu sei que você pode ser pai/mãe de família, ter aluguel para pagar e contas chegando todo mês. Porém, reflita antes de começar em um novo emprego. Lembre-se que envolve um compromisso com outro alguém e que nem sempre é na primeira oportunidade que vai aparecer o trabalho ideal e que pague o que você precisa, mas não desanime. Organize-se, cheque quais serão as suas atividades, pesquise sobre a empresa, tente conversar com quem já trabalhou e trabalha na corporação. Dialogar e pesquisar: essas são as palavras da vez neste momento.





quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Doenças reumáticas podem acometer pessoas de todas as idades



Enfermidades afetam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões; ao contrário do senso comum, quadro não é exclusivo de idosos 


Os sintomas podem começar com dores constantes. Fechar a mão começa a ser muito mais difícil do que antes. Deitar-se parece tão complexo quanto se exercitar em uma academia. Alguns destes sinais de alerta podem ser indicações de algum reumatismo. 

O reumatismo, como popularmente conhecido, na verdade trata-se de um vasto grupo de diferentes doenças que podem acometer pessoas em todas as idades. Não são doenças exclusivas dos idosos como se imagina, o que reflete desinformação da população sobre o tema. Pouca gente sabe, por exemplo, que tendinites de repetição, problema tão conhecido de jovens que passam muito tempo no computador, ou uma simples dor nas costas persistente, podem ser manifestações dessas doenças.

Chamadas de doenças reumáticas, essas enfermidades lesam principalmente as articulações, músculos, ligamentos e tendões.

De todo o grupo, composto por mais de duzentas enfermidades, as mais conhecidas são a artrite reumatoide e a osteoartrite (ou artrose), que afetam cartilagens e articulações e provocam dor, deformidades e limitação de movimentos. Contudo, as doenças reumáticas não se restringem somente às articulações e cartilagens, mas também podem atingir outros órgãos, como pele, coração, olhos, rins e outros.  

O Dr. Jayme Fogagnolo Cobra, reumatologista e coordenador do Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção, da Rede D’Or São Luiz, explica que o reconhecimento, diagnóstico e tratamento precoce destas doenças são fundamentais para o melhor resultado terapêutico. “É muito comum às pessoas confundirem sinais e sintomas de doenças reumáticas com os de outras doenças e acabarem procurando ajuda inicialmente, em outras especialidades. Muitos pacientes são encaminhados ao Serviço de Reumatologia do Hospital Assunção por ginecologistas, ortopedistas e outras especialidades clínicas”, observa. 

Para saber qual tratamento deve seguir, o paciente precisa primeiro entender de qual tipo de doença está sofrendo. E como depende de cada caso, o melhor é sempre consultar um especialista que possa fazer o diagnóstico precoce e indicar o melhor tratamento, levando em conta idade, gênero do paciente e estágio do problema.







Hospital Assunção
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