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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Estudo da CNT mostra relação entre investimentos e qualidade das rodovias brasileiras



 A qualidade das rodovias vem melhorando, nos últimos anos, mas a malha é pequena e 57,3% das rodovias públicas avaliadas ainda são  precárias. Esta situação aumenta o custo operacional do transporte, o risco de acidentes e os impactos sobre o meio ambiente. CNT aponta soluções.


A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, nesta quinta-feira (10), em seu site, o estudo Transporte Rodoviário – desempenho do setor, infraestrutura e investimentos. É a primeira análise da série histórica da Pesquisa CNT de Rodovias compreendendo o período de 2004 a 2016*. O estudo avalia a evolução da qualidade da infraestrutura, os investimentos no setor e propõe ações para solucionar os entraves identificados.

A CNT avalia 100% da malha federal pavimentada na Pesquisa CNT de Rodovias realizada anualmente. Na análise da série histórica 2004/2016, o estado geral das rodovias públicas federais melhorou 24,0 pontos percentuais, passando de 18,7% com classificação ótimo ou bom, em 2004, para 42,7%, em 2016. Apesar da evolução da qualidade, 57,3% das rodovias públicas avaliadas ainda apresentam condição inadequada ao tráfego. Em 2016, cerca de 31 mil quilômetros ainda apresentavam deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria. Esses problemas aumentam o custo operacional do transporte, comprometem a segurança nas rodovias e causam impactos negativos ao meio ambiente.

Nos 13 anos analisados, é possível perceber uma relação direta entre a qualidade das rodovias brasileiras e os investimentos federais em infraestrutura rodoviária. Em 2011, por exemplo, a União investiu o maior montante em infraestrutura de transporte no período, R$ 15,73 bilhões. O estudo divulgado hoje identificou que, naquele ano, o percentual de rodovias consideradas ótimas ou boas foi de 41,3%. Já em 2004, quando houve o menor aporte de recursos no período analisado (R$ 3,90 bilhões em investimentos federais), apenas 18,7% das rodovias tiveram avaliação positiva na pesquisa da CNT.

Em 2015 e em 2016, apesar do baixo volume de investimentos (R$ 6,33 bilhões e R$ 8,61 bilhões, respectivamente), percebe-se a manutenção dos percentuais de avaliação positiva (42,1% e 42,7%). Isso ocorre, entre outros motivos, pelo investimento em manutenção e em melhoria de sinalização, que têm custo menor.

Em 2016, o volume de recursos aplicados pelo governo federal nas rodovias retrocedeu praticamente ao nível de 2008, em valores reais. A estratégia do poder público foi investir os escassos recursos em ações de manutenção e recuperação de rodovias, que concentraram 64,3% do montante desembolsado em 2016.

Na avaliação da CNT, o histórico indicando que mais da metade dos trechos pesquisados estão inadequados demonstra a falta de priorização de investimentos em infraestrutura de transporte, ao longo dos anos, apesar de a maior parte das cargas brasileiras e dos passageiros ser transportada por esse modal.      

Como parte da solução dos problemas persistentes nas rodovias, a Confederação Nacional do Transporte propõe maior participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura, oferta de segurança jurídica e condições atraentes para os investidores, diversificação das formas de financiamento, transparência e eficiência na comunicação do governo com o setor privado. Segundo a CNT, também é preciso definir regras de  priorização dos investimentos, alinhando os empreendimentos selecionados para receber recursos públicos com os objetivos do setor. Outra medida apontada pela Confederação é a exclusão da Cide-combustíveis da base de incidência da DRU (Desvinculação de Receitas da União) como forma de garantir mais investimentos em infraestrutura de transporte.

 
  
* A primeira Pesquisa CNT de Rodovias foi realizada em 1995, mas foi a partir de 2004 que toda a malha federal pavimentada passou a ser avaliada. Por isso, esse novo estudo - Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos – analisou os resultados da série histórica entre 2004 e 2016.  




Confira 4 pontos para acertar na escolha de um coworking pet friendly



Parte dos escritórios compartilhados hoje já aceita que os frequentadores levem seus pets ao trabalho; especialista em coworking Bruna Lofego lista cuidados a serem tomados antes de aderir ao modelo


 Crédito: Shutterstock


Muitos formatos de coworking ainda estão sendo testados no Brasil em todo o mundo, por se tratar de um modelo de negócio relativamente novo. O que funciona e aquilo que não dá certo em escritórios compartilhados ainda gera muitas dúvidas. Permitir ou não que os usuários levem seus pets ao trabalho é uma dessas questões.

"Estima-se que hoje 26% dos coworkings são pet friendly", comenta Bruna Lofego, especialista em escritórios compartilhados e pioneira do ramo no Brasil. "Esse pode ser um diferencial importante --tanto para o empreendedor como para os clientes--, pois o mercado pet, como o de escritórios compartilhados, parece desconhecer a crise", avalia ela.

O mercado pet vem crescendo 5% ao ano, mostrando o potencial para esse tipo de negócio. Um levantamento do IBGE mostrou que 62% das residências têm pelo menos um cachorro ou gato, e muita gente gostaria de levar seu pet para o trabalho.

No entanto, para abrir esse tipo de coworking ou para escolher trabalhar em um, é necessário ter alguns cuidados. “O empreendedor que está disposto a investir em um coworking pet friendly precisa ter um projeto adaptado a esse nicho. Por outro lado, aquele que procura um ambiente amistoso para o seu animal deve ficar atento a algumas questões para não comprometer o bem-estar do animal”, alerta Bruna.

Confira pontos que merecem atenção, segundo a especialista: 


Projeto adequado aos pets

 Crédito: Shutterstock


Em uma casa, o espaço para os pets será mais facilmente adaptado do que em um escritório comercial. “Tudo dependerá de como o projeto for desenvolvido. Há detalhes que precisam ser esclarecidos para que o espaço não seja desperdiçado, nem corra o risco de ser interditado pela vigilância sanitária”, explica Bruna.

Em São Paulo, por exemplo, existe uma lei que proíbe a permanência de animais em estabelecimentos que manipulem, fabriquem ou preparem alimentos. "Se você quer um espaço dedicado aos animais, precisa pensar que sua cozinha deve ficar isolada do restante, por questões de higiene", comenta.

Segundo a especialista, é mais fácil colocar tudo isso no papel antes de iniciar o projeto do que adaptar um coworking já em funcionamento. “Esse tipo de aperfeiçoamento, porém, não é impossível”, avalia ela.


Limpeza

 Crédito: Shutterstock


Um local por onde circulam animais precisa ser constantemente administrado, e o cuidado com a limpeza deve ser redobrado.

"É preciso ter um espaço coberto e arejado, com ponto de água para facilitar a limpeza e funcionário de limpeza dedicado a esse espaço, de preferência treinado para higienizar bem o local, evitando o mau odor."

Além disso, é preciso estabelecer regras básicas de convivência, como, por exemplo, que cada dono se responsabilize por limpar qualquer sujeira feita por seu pet. “Tratando-se de animais, por mais treinados que sejam, isso sempre pode acontecer. É preciso criar um regulamento e deixá-lo bem visível, para que não haja desculpas para não segui-lo. Caso um frequentador desrespeite as regras repetidamente e prejudique a boa convivência, cabe pensar em suspender o direito de levar seu pet”.


Barulho não pode atrapalhar trabalho

 Crédito: Shutterstock


Escritórios compartilhados são, acima de tudo, locais de trabalho. Latidos constantes e outros barulhos produzidos pelos animais podem interferir negativamente em contatos por telefone ou reuniões importantes.

"Por mais que os pets sejam educados, é preciso que o espaço os mantenha a uma certa distância de certos locais, como por exemplo salas de reunião ou cabines para conferências por telefone. Desta forma, a chance de atrapalharem alguma atividade será menor", sugere Bruna.


Pets devem ser sociáveis 

 Crédito: Shutterstock


Nem sempre sabemos se o animal é dócil mesmo --muitas pessoas pensam que seu pet é manso, mas não é. Ele também pode ficar estressado e mudar de comportamento em um local que desconhece. Os que já são muito agitados podem, inclusive, machucar outros sem querer.

“Algumas normas usadas em outros espaços pet friendly podem ser adaptadas ao mundo do coworking. Em geral, exige-se que o pet seja dócil o suficiente para conviver com outros animais e com os coworkers, e esteja com todas as vacinas em dia. Caso note-se que o animal não é sociável, deve haver uma regra estabelecendo que não poderá mais frequentar o espaço. Dessa forma, a segurança de todos fica garantida”.






Bruna Lofego – Possui mais de seis anos de experiência em coworking. Atualmente é CEO e Founder da CWK Coworking, que conta com quatro espaços, localizados em Minas Gerais e São Paulo. Considerada como uma especialista no segmento, lançou em 2016 o curso Como Montar seu Coworking, atraindo empreendedores e investidores de todo o Brasil interessados em abrir um espaço compartilhado.





Google e a estranha visão da diversidade reinante



Já imaginava que James Damore, o engenheiro de software do Google seria localizado e demitido. Afinal, suas ideias, expressas em um memorando interno à empresa e divulgado pelo site Gizmodo, são diversas daquelas apregoadas pela política de diversidade da empresa. (*) 

Não são apenas os donos da Alphabet – holding da qual o Google faz parte – mas, majoritariamente, os proprietários de grandes grupos têm as mesmas preferências que eles. E as pessoas sentem verdadeiro pavor de não afirmar o que eles afirmam. Então, aqueles que têm ideias diferentes – e, portanto, diversidade de pensamento – não são ouvidas, mas, sim, silenciadas sempre que possível.

E a análise desse engenheiro será esquecida ou combatida com ferocidade. Mas não tolerada, porque será considerada, paradoxalmente, contrária à diversidade, e não como um elemento que a compõe.

A diversidade do momento é aquela que diz que todos devemos pensar da mesma forma.

Eu posso discordar desse engenheiro, principalmente da maneira como fez afirmações sem indicar fontes – aliás, um péssimo hábito dos debates atuais. Entretanto, silenciar pessoas que pensam diferentemente de você é uma maneira estranha de fomentar a diversidade. Omitir fatos e documentos daquilo que é contrário à sua ideia, além de não gerar diversidade, cria um mundo de falsidades e mentiras.

Como minha principal preocupação é a formação das lideranças, esse tema é de fundamental relevância. Afinal, um líder deve ser, acima de tudo, um educador. E educar significa mostrar a verdade por meio de ideias que tenham respaldo na realidade e, portanto, podem ser verificadas. Se é dificílimo descobrir a verdade, mais ainda o será se acreditarmos que as palavras, por si sós, podem produzi-la. Isso tem criado guetos em que pessoas sabedoras de informações, dados e evidências que elucidam a verdade se calam, pois seu conhecimento não corresponde ao discurso de poderosos – o engenheiro demitido que o diga. Isso fecha os melhores caminhos para soluções duradouras de problemas que queremos resolver – como é o caso do respeito à diversidade nas empresas.

Outros indivíduos, a partir de agora, em vez de expressar suas ideias e, principalmente, seus dados sobre a verdade, vão omiti-los. Quem se beneficiará com isso? Com certeza não serão as pessoas nem o mundo. Muito menos as empresas e seus acionistas.


Vamos em frente!




Sílvio Celestino - Autor do livro “O Líder Transformador, como transformar pessoas em líderes”, Sílvio Celestino é sócio fundador da Alliance Coaching. No Twitter: @silviocelestino. Visite: www.alliancecoaching.com.br e www.facebook.com/AllianceCoachingBrasil.



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