Pesquisar no Blog

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Apendicite: ultrassom deve ser primeiro exame de imagem a diagnosticar emergência cirúrgica



 Apendicite é uma inflamação do apêndice – pequeno órgão linfático que faz parte do intestino grosso. Tem cerca de dez centímetros de comprimento e a forma prolongada de um dedo. Popularmente, acredita-se que o apêndice não sirva para nada, que seja um órgão sem função. Mas, quando é obstruído ou fica inflamado, pode ocorrer translocação bacteriana – fazendo com que as bactérias que vivem no interior do apêndice atravessem sua parede e cheguem à corrente sanguínea e ao peritônio (membrana que reveste o intestino).  A dor, no início, pode ser difusa. Mas, se realmente o peritônio estiver comprometido, a pessoa sentirá fortes dores em torno do umbigo. Neste caso, a apendicite aguda é uma emergência abdominal comum que atinge 7% da população em algum momento da vida.

De acordo com Osmar Saito, médico ultrassonografista do CDB Medicina Diagnóstica, como o exame clínico representa um desafio para médicos e cirurgiões, os exames de imagem desempenham um papel fundamental no diagnóstico de pacientes com suspeita desse tipo de emergência.  “O ultrassom está na linha de frente dos exames utilizados para um primeiro diagnóstico de apendicite aguda. Além das dores no abdome, é importante considerar outros sintomas, como perda de apetite, náuseas, vômito, febre e paralisação do intestino. De qualquer forma, a investigação radiológica deve ser realizada em caráter de urgência para que o tratamento traga alívio ao paciente e evite consequências mais graves, como uma infecção generalizada”.

De modo geral, Saito defende que fortes dores abdominais exigem investigação diagnóstica abrangente, já que ocorrem em quadros de diverticulite, síndrome do intestino irritável, ou, ainda, inflamações das trompas, ovários e útero. “Como o diagnóstico de apendicite é complexo e o tratamento é cirúrgico, cabe ao radiologista lançar mão de toda tecnologia disponível para determinar com máxima precisão o quadro do paciente. Em determinados casos, realizamos tomografia computadorizada e complementamos o diagnóstico com ultrassom – principalmente nos casos em que se necessita de mais dados para completar o diagnóstico. Isso costuma ocorrer com mais frequência em pacientes bastante magros ou naqueles em que já ocorreu alguma evolução do caso”.

Segundo o especialista, o ultrassom apresenta muitas vantagens, como ser um recurso de baixo custo, não usar contraste, poder ser usado com segurança em gestantes e crianças e, além da apendicite, diagnosticar doenças pélvicas de origem ginecológica – muito comuns nos quadros abdominais agudos das mulheres. O tratamento da apendicite aguda é sempre cirúrgico, podendo ser realizado tanto de forma aberta, quanto por laparoscopia – procedimento minimamente invasivo. 





Dr. Osmar Saito - médico ultrassonografista do CDB Medicina Diagnósticawww.cdb.com.br – em São Paulo





Oncoplastia é ferramenta vital para o câncer mamário



Especialista alerta para a importância da reconstrução da mama


O câncer de mama é o tipo de tumor que mais acomete as mulheres no Brasil e no mundo. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), dos casos que surgem por ano, 25% são câncer de mama, atrás somente do tumor de pele não melanoma. Entre os homens também há incidência da doença, mas são casos raros.

A oncoplastia ou reconstrução mamária vem auxiliando no tratamento contra o câncer. Essa área da mastologia usa a técnica para melhorar consideravelmente a estética da mama. As mulheres que passam pelo procedimento têm aumento significativo da autoestima e aprovam o método e o resultado.

As mamas têm uma importância simbólica muito característica para a mulher, pois elas, muitas vezes, possuem uma relação fundamental com a feminilidade, sexualidade e o bem-estar físico feminino. A mastectomia - cirurgia para a retirada total ou parcial da mama para tratar o tumor mamário - pode interferir drasticamente no psicológico e na vida de uma mulher com esse tipo de câncer, por isso, o procedimento cirúrgico para a reconstrução se tornou essencial para muitas pacientes.

“O tratamento vem ganhando espaço na mídia devido ao seu caráter inovador e benéfico.  As técnicas para reconstrução variam e não há um método ideal, mas sim, o mais adequado para cada caso. As próteses ou expansores são algumas das técnicas utilizadas que têm como objetivo preencher a mama com implantes de silicone ou solução salina. Outros métodos utilizam retalho de pele e gordura da região do dorso (costas) e do abdome, abaixo da linha do umbigo”, explica a mastologista Drª Milca Chade. Segundo ela, o conhecimento sobre as técnicas é fundamental e indispensável, principalmente para os profissionais da área, uma vez que são poucos os mastologistas que fazem o procedimento.

A Oncoplastia possui um leque grande de procedimentos, não só para reconstrução da aréola e mamilo, mas também com enxerto de gordura para correção de anormalidades na mama. Ao optar por uma ou outra cirurgia oncoplástica, deve-se levar em conta a individualidade da mulher, ou seja, considerar o tipo de formato da mama, as possíveis complicações e, indispensavelmente, ter em mente as expectativas das pacientes.





Conheça os cinco tipos de câncer mais incidentes nos homens



Segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia, os cânceres de pele, próstata e pulmão lideram o ranking entre o público masculino; Tão importante quando o avanço nos tratamentos é a conscientização da importância da prevenção e da detecção precoce são os principais elementos para a cura 


O câncer é hoje a segunda causa de morte no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030, pode-se esperar 27 milhões de novos casos da doença. Prevenção e detecção precoce são questões primordiais, principalmente quando se considera que cerca de 85% dos cânceres são evitáveis. Toque retal, endoscopia, pesquisa de sangue oculto nas fezes, entre outros, devem fazer parte da rotina do check-up a fim de detectar lesões precursoras do câncer em suas formas iniciais.

O rastreamento do câncer implica na realização de exames, sejam eles simples ou complexos, em pacientes assintomáticos, ou seja, que não apresentam nenhuma disfunção clínica específica. Para conscientizar os homens da importância de estar em dia com a saúde, às vésperas do Dia dos Pais, celebrado neste domingo, 13 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) lista os cinco tipos de câncer mais incidentes nos homens. Confira!

Pele: o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. O tipo não-melanoma é o de maior incidência e o de mais baixa mortalidade. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esperam-se mais de 80 mil casos novos nos homens no Brasil.

Próstata:
estima-se que o câncer de próstata seja diagnosticado em mais de 60 mil homens, neste ano. Este tumor pode crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos. Porém, a grande maioria cresce lentamente, sem sinais ou ameaças à saúde do homem ao longo da vida.

Pulmão:
entre os tumores malignos, o de pulmão é o mais comum, registrando aumento de 2% ao ano em sua incidência mundial, e está diretamente associado ao consumo de derivados de tabaco. Dados do Inca mostram que são esperado mais de 17 mil novos casos em homens, em 2017. “Trata-se de um tumor altamente letal. Nos países desenvolvidos, a sobrevida média varia entre 13% e 21%”, acrescenta Dr. Moura.

Cólon e reto:
se diagnosticado precocemente, é tratável e curável, na maioria dos casos. Um check-up preventivo é a melhor forma de detectar se há ou não pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Segundo o Inca, estima-se cerca de 16 mil novos casos entre os homens.

Estômago:
o pico de incidência ocorre em homens acima dos 70 anos. Em 2017, cerca de 12 mil homens devem ser diagnosticados com a doença. Em estágio avançado, o câncer de estômago apresenta sintomas como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas, massa palpável na parte superior do abdômen. “Uma dieta balanceada, desde a infância, deixar de fumar e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas são medidas preventivas importantes e fundamentais”, recomenda o presidente da SBC.





Posts mais acessados