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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Agosto dourado: Dicas de amamentação para mamães de primeira viagem



Segundo obstetra usar sutiã adequado e banhos de sol são algumas opções para esse momento


Neste mês é celebrado o Agosto Dourado, campanha que tem como objetivo incentivar o aleitamento materno, ato que traz inúmeros benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o governo brasileiro recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida das crianças e a manutenção do leite materno na alimentação até os 2 anos de idade ou mais.
Entretanto, a amamentação é um período delicado para as gestantes, pois muitas vezes as mulheres têm dúvidas e medos sobre como se preparar para esse momento. Por isso, a obstetra de São Paulo, Dra. Maria Elisa dá algumas dicas que podem ajudar as futuras mamães:

Na gestação é indicado o uso de sutiã de algodão com boa sustentação. E na reta final da gravidez começar a utilizar o de amamentação para já se acostumar;

- É aconselhável banho de sol, expondo as mamas 30 minutos (antes das 10h ou após as 16h) com filtro solar. Caso não seja possível, a gestante pode utilizar a luz de lâmpadas de 40 watts com uma distância de 15 cm dos seios. Esses métodos ajudam a tornar a pele mais resistente a rachaduras na hora da amamentação;

- Em caso de mamilo invertido, existem conchas de plástico que projetam os bicos para frente. A gestante também pode realizar o exercício que consiste em colocar o polegar e o dedo indicador em lados opostos da base do mamilo e pressionar para dentro e puxar suavemente para fora. Entretanto, em algumas mulheres a própria fase da gravidez tende a fazer com que os mamilos fiquem salientes; 

- Para evitar que o leite empedre as indicações são fazer massagens nos seios após as mamadas, fazer a ordenha, principalmente caso o bebê não esteja mamando o suficiente e fazer compressas de água fria minutos antes de amamentar.

- Caso o mamilo rache ou sangre, a gestante pode utilizar pomadas a base de lanolina pura e vitamina E que hidratem a pele da área entre as mamadas, evitando usar produtos que contenham álcool em sua fórmula e perfumes. Outra dica interessante para ajudar nas rachaduras e infecções é antes e depois de amamentar passar o próprio leite no local;

- Machucados e rachaduras nos seios são sinais de que o bebê não está realizando a pega corretamente.  Por isso, o indicado é que o pequeno fique com boa parte da aréola dentro da boca para que ele consiga fazer a ordenha e sucção do leite, barriga e troncos voltados para mãe, bochecha cheia quando suga o leite, queixo encostado no seio e lábios virados para fora. Outra dica interessante é a mãe colocar o dedo mindinho no cantinho da boca do bebê antes de tentar tirá-lo do seio, evitando assim dor na mama.
  
“A amamentação, além de ser um ato de amor, é também uma fase que exige muita dedicação e aprendizagem. Por isso, é importante ter paciência e tranquilidade durante este processo da maternidade. Caso após um tempo de adaptação a mulher continue encontrando dificuldade para pega correta, dores ou receio de que o bebê não esteja mamando o suficiente, a indicação é procurar ajuda de uma consultora de amamentação ou banco de leite”, finaliza Maria Elisa Noriler. 






Dra. Maria Elisa Noriler - Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. É Médica Preceptora de Ginecologia e responsável pelo setor de Ginecologia Endócrina InfantoPuberal e Climatério do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha desde fevereiro de 2010. Facebook/dra.mariaelisanoriler 






Inverno: estação mais fria do ano provoca baixa nos níveis de vitamina D



 Endocrinologista explica a importância de manter o equilíbrio desse pró-hormônio para a manutenção de uma boa saúde


Durante as estações mais frias do ano, verificamos maior incidência de deficiência de vitamina D em nosso meio. Há, evidentemente, um aumento do uso de roupas fechadas e diminuição da exposição corporal por raios UVB, o que compromete a absorção de vitamina D pela pele. Estima-se que no período de meados de maio até setembro, a deficiência de vitamina D (níveis < 20 ng/mL) na população paulista se eleve de 39% para 77%, segundo levantamento da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo.
Os níveis baixos de vitamina D prejudicam as defesas do organismo e bom funcionamento do sistema endócrino, aumentam dos casos de resistência insulínica e diabetes tipo 1 e propensão de doenças ósseas, cardiovasculares, autoimunes e até alguns tipos de câncer, como mama , colón, e pâncreas. Dados mais recentes sugerem que níveis de 25OHVD > 40ng/mL parecem ter benefício na prevenção de câncer e esclerose múltipla. 
Para driblar essa situação, o médico endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista titular pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Frederico Maia selecionou algumas informações que te ajudarão a passar pela estação com o nível adequado de vitamina D, entenda:
Os principais sintomas da falta de vitamina D são genéricos, por isso, fique atento.

Após os 20 anos de idade o organismo vai perdendo, ano após ano, a capacidade de absorção de vitamina D. Os principais sintomas dessa ausência são: dor ou sensação de fraqueza osteomuscular, fadiga e cansaço, aliados a queda intensa de cabelo e unhas consideradas “fracas”. Se os sintomas forem persistentes, procure um médico e descubra o seu nível de vitamina D (25-OH-VD) no exame simples de sangue.

Toda faixa etária merece atenção!

De acordo com estudo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, na cidade de São Paulo, 85% dos idosos possuem valores inadequados de Vitamina D. Os jovens não ficam trás, apenas metade da população de jovens não necessita ajustar os níveis da vitamina no corpo. A tabela de níveis adequados de 25(OH)VD no sangue é:

   Deficiente
       Insuficiente 
Suficiente
    0 – 20 ng/ml
       20 a 29 ng/ml
Acima de 30 ng/ml
 



Existem fontes alternativas ao sol para consumir a vitamina D


Além da luz solar, existem algumas maneiras para suprir a vitamina D no organismo. Com a alimentação é possível equilibrar os níveis, desde que o consumo esteja adequado as necessidades diárias do organismo, conforme a faixa etária. Alguns alimentos como salmão, sardinha, atum, ovos e cogumelos são algumas das principais fontes do pró-hormônio. Em casos específicos, podem ser necessárias a reposição com suplementos de vitamina D em doses variadas conforme cada caso, e de acordo com a avaliação médica. Essa alternativa possui a vantagem da praticidade, mas é necessário que a dose suplementada seja recomendada por um médico. 


Faixas etárias
População geral (UI)
População de risco (UI)
0 – 12 meses
400
400 – 1.000
1 – 8 anos
400
600 – 1.000
9 – 18 anos
600
600 – 1.000
19 – 70 anos
600
1.500 – 2.000
> 70 anos
800
1.500 – 2.000
Gestantes 14 – 18 anos
600
600 – 1.000
Gestantes > 18 anos
600
1.500 – 2.000
Lactantes 14 – 18 anos
600
600 – 1.000
Lactantes > 18 anos
600
1.500 – 2.000






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