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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tempo seco favorece aumento de doenças respiratórias e de pele



Cuidados simples podem ajudar na prevenção das doenças, como hidratação oral e corporal

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz um alerta à população em relação ao tempo seco, pois a baixa umidade do ar favorece o aumento de alergias respiratórias e de pele, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas.

 Balanço feito pela pasta mostra que cerca de 60% das internações realizadas anualmente em decorrência de doenças respiratórias concentram-se entre os meses de março e agosto, período que abrange outono e inverno, estações com menor incidência de chuva e queda na umidade do ar.  Em 2016, foram 236 mil internações do tipo e, desse total, 137 mil ocorreram nesse intervalo de seis meses. 

 A prevenção contra as doenças respiratórias, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), asma e pneumonia é fundamental durante todo o ano e deve ser redobrada nesse período. A rinite alérgica, por exemplo, pode ser agravada em razão da falta de umidade no ar. 

 Em todos os casos, podem ser tomados cuidados simples, mas eficazes com a saúde, como  aumentar a ingestão de líquido, fazer inalação e lavar o nariz com soro fisiológico. “O tempo seco causa ressecamento das vias aéreas e viabiliza a proliferação de vírus e agravamento de doenças e alergias respiratórias, como asma, que pode ser tanto crônica, quanto alérgica. A ingestão de água e permanência em locais ventilados são ótimas maneiras de prevenção”, informa o pneumologista do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Barradas, Fábio Muchão.

 Além da hidratação oral, é importante hidratar o corpo. Pessoas com pele mais sensível, que tenham doenças de pele ou pré-disposição a desenvolvê-las também podem ter agravamento de sintomas durante o clima seco. “A ingestão de água e uso de hidratantes corporais é indispensável. O hidratante não pode faltar no tratamento da pele, mesmo que seja necessário utiliza-lo várias vezes ao dia”, afirma a coordenadora do setor de dermatologia do AME Barradas, Bhertha Tamura. 

A médica destaca ainda a necessidade da hidratação corporal para os idosos pois, com o avanço da idade, as pessoas tendem a perder a oleosidade da pele, favorecendo o ressecamento. Portadores de doenças de pele crônicas, como dermatite atópica e ceratose tendem a ter seu quadro agravado e devem sempre procurar a orientação de seus médicos para tratamentos específicos.

Dicas para evitar agravamento de doenças de pele durante o tempo seco:

- Beba bastante água, pelo menos 2 litros por dia;

- Use hidratante corporal todos os dias, principalmente após o banho. Se necessário, utilize várias vezes ao dia;

- Com o ressecamento, ocorrem coceiras na pele. Evite coçar-se, pois pode causar inflamações ou até mesmo infecções;

- Evite tomar banhos demorados, com água muito quente;

- Em caso de ressecamento severo da pele, procure seu dermatologista;


Dicas para evitar doenças respiratórias durante o tempo seco:

- Evite locais totalmente fechados;

- Cubra a boca com um lenço quando for espirrar;

- Beba muita água, pelo menos 2 litros por dia;

- Mantenha a carteira de vacinação em dia;

- Lave o nariz com e faça inalação com soro fisiológico.





Resistência da gonorreia aos antibióticos está cada vez maior no mundo



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência aos antibióticos está tornando a gonorreia muito mais difícil e, em alguns casos, até impossível de tratar. A instituição analisou dados de 77 países e verificou que a “supergonorreia” já não consegue ser combatida com remédios “antigos”.

O uso indiscriminado e abusivo, além de incorreto, dos antibióticos levaram as bactérias a desenvolver mecanismos de resistência que as tornam mais protegida dos antimicrobianos atuais.

Para o infectologista Caio Rosenthal, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), pacientes com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) muitas vezes se automedicam ou procuram o balconista da farmácia para o tratamento. “Isso leva ao erro do diagnóstico e também a um tratamento inadequado, contribuindo tanto para uma maior disseminação da doença quanto aumentando as chances da bactéria tornar-se mais resistente”, destaca.

A cada ano, estima-se que 78 milhões de pessoas sejam infectadas com gonorreia. A DST pode infectar genitais, reto e garganta, e as complicações afetam principalmente mulheres, incluindo doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade, assim como um risco maior de contrair HIV.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, o médico deve tratar seu paciente, solicitar exames relacionados a outras DSTs (HIV, Hepatite B, Hepatite C e Sífilis) e mostrar a importância do uso dos preservativos. Para Rosenthal, é essencial que o profissional não faça julgamentos e não atue de modo discriminatório. “É importante lembrar ao paciente, também, que tanto a gonorreia quanto a sífilis não induzem imunidade e, portanto, a mesma pessoa pode ser contaminada várias vezes ao longo da vida”, ressalta.

O declínio do uso de preservativo e a falta de proteção durante o sexo oral (em homens e mulheres) contribuem para o desenvolvimento de um perigoso tipo de gonorreia e sua disseminação. “O uso do preservativo ainda não está incorporado na nossa cultura”, diz Rosenthal. Para o especialista, são necessárias mais informações e campanhas mais esclarecedoras para todas as camadas da população.


Sobre a doença

A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum, que afeta tanto homens quanto mulheres. É causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Qualquer indivíduo que tenha qualquer prática sexual pode contrair a gonorreia. A infecção pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal.

Na maioria dos casos, sem sintomas muitos claros em seu início, a gonorreia pode passar despercebida. Para Rosenthal, cabe aos gestores de saúde, professores, autoridades da área de saúde e meios de comunicação divulgar as informações necessárias para a identificação dos sintomas. 


No pênis, os sinais mais comuns são:

  • Dor e ardência ao urinar;
  • Secreção abundante de pus pela uretra;
  • Dor ou inchaço em um dos testículos.

Já na vagina, os sintomas são:

  • Aumento no corrimento vaginal, que passa a ter cor amarelada e odor desagradável;
  • Dor e ardência ao urinar;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Dores abdominais;
  • Dor pélvica.

Usar preservativos na relação sexual é o melhor meio para se prevenir da gonorreia. É importante usar camisinha em todo e qualquer tipo de contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral.

Para evitar futuras transmissões da infecção, é importante também que todos os parceiros ou parceiras sexuais sejam tratados. “Não devemos esquecer de orientar o paciente a trazer o seu/sua parceiro(a) para também submeter-se ao tratamento e às orientações dadas pelo médico ou pela equipe multiprofissional”, alerta Rosenthal.






Fonte: Infectologista Caio Rosenthal, conselheiro do Cremesp.





Dia Nacional de Combate ao Colesterol: O que você precisa saber sobre um dos principais causadores de infarto



 Dia 08 de agosto é o do “Dia Nacional de Combate ao Colesterol”. Essa data serve como um alerta para a população que desconhece os malefícios do colesterol alto.  



Estudos recentes realizados pelo Instituto Ipsos para o Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia ( SBC) afirmam que 67% das pessoas não sabem informar quais são suas taxas de colesterol.  Por ano no Brasil morrem em média 300 mil pessoas, em decorrência de doenças cardiovasculares. Na maioria desses casos, a população não sabe que o LDL elevado (colesterol ruim) é um dos principais fatores de risco. Ele é prejudicial, assim como obesidade, tabagismo e sedentarismo.

“Existem dois tipos de colesterol, o HDL que é conhecido como colesterol bom, porque retira a gordura dos órgãos, levando-as até o fígado, para que ele o descarte. O LDL é o colesterol ruim.
Este, quando elevado, pode formar placas que entopem as artérias do coração.”, explica Valdir Schwerz, cardiologista da Clinica Fares.   

Esse “entupimento” nas artérias do coração é conhecido como doença arterial coronariana (DAC). Ela causa um fornecimento inadequado de sangue ao músculo cardíaco. Uma artéria bloqueada pode ocasionar um ataque cardíaco, considerada  uma das principais causas de morte em homens e mulheres.

O cardiologista explica que além da falta de conhecimento, existem também alguns mitos em relação ao tema. Segundo ele, colesterol não é uma doença apenas de idosos, pois crianças e adolescentes também podem apresentar níveis de elevado.   De acordo com a SBC, em 2015, 20% delas, com idade entre 2 e 19 anos apresentaram níveis elevados de colesterol no sangue.

A transição entre as idades é um reflexo sobre a vida que todos têm levado. Excesso de carboidratos (açúcar, pães, massas, entre outros), fritura, sal, cigarros, falta de atividades, estresse e bebidas alcoólicas têm colaborado. Crianças e adolescentes cada vez mais possuem uma piora na qualidade de vida, enquanto adultos não fazem o acompanhamento necessário à saúde e também não possuem uma boa qualidade de vida.

Para atestar o nível do colesterol é necessário realizar o exame de sangue. Ele pode ser feito em laboratórios e clinicas. O resultado revela o nível de colesterol do LDL, e HDL e, a quantidade de triglicérides no sangue. O resultado ideal para o colesterol total é menor que 200mg/DL e o mal colesterol abaixo de 130mg/DL. 

Além do exame que mede as taxas de colesterol, também é importante manter as consultas com o médico em dia, além de uma boa alimentação e estilo de vida mais saudável.

“Ninguém morre de colesterol alto, mas sim do que ele provoca. O colesterol alto é uma alteração crônica e o seu tratamento deve ser indicado por um médico de sua confiança e mantido por toda vida, aliado a cuidados com alimentação saudável e a prática de exercícios.”, finaliza o cardiologista.  




Fonte: Clínica Fares 




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