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quinta-feira, 13 de julho de 2017

"Desnível entre braços e pernas é a principal causa de dores na coluna", afirma terapeuta especializado em técnica milenar



A Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população terá, ao menos uma vez na vida, um episódio de dor nas costas. O problema aparece em pessoas de todas as idades e é frequentemente atenuado pelo uso de medicamentos. A questão é que as dores voltam e, na maioria das vezes, suas origens não são investigadas.  

   A boa notícia é que na maioria dos casos a causa é mais simples do que se imagina: o desalinhamento da coluna cervical e pélvica, que faz com braços e pernas fiquem mais curtos que os outros. É o que garante o terapeuta corporal e massoterapeuta André Yano, especialista no método de cura oriental que leva seu sobrenome e foi passado de geração em geração.

   “O desnível entre braços e pernas é a principal causa de dores na coluna. Equivale a 90% dos casos. Geralmente as pessoas com problemas na coluna se enchem de remédios, usam palmilhas, cintas e até mesmo se submetem a cirurgias, sendo que, na maioria dos casos, o problema não é resolvido. No meu tratamento, utilizo apenas técnicas milenares de correção, sem o uso de qualquer medicamento ou acessório”, explica.   O terapeuta afirma que já na primeira sessão a dor pode ser aliviada ou eliminada. Além da dor nas costas, o desnível entre os braços e as pernas pode estar relacionado com outros sintomas como dor de cabeça, labirintite, artrose e hérnia de disco.

Indicado para pessoas de todas as idades a partir de um ano, o método atualmente vem sendo utilizado também como tratamento preventivo para esportistas. A terapia faz sucesso mesmo entre aqueles que já não estão mais na ativa, mas buscam o realinhamento para fugir das dores. É o caso da furacão da Copa de 70, Jairzinho.




O smartphone e a síndrome do text neck




Outro problema bem emblemático dos últimos tempos que pode ser tratado com o método yano é a dor no pescoço causada pela postura inadequada durante o uso de celulares, tablets e notebooks. A posição do pescoço dobrado para frente pode provocar a sobrecarga de até 27kg na coluna cervical e dar origem à síndrome text neck ou pescoço de texto. Como as novas gerações já crescem conectadas, as dores aparecem cada vez mais cedo.







Postura incorreta para mexer no celular pode sobrecarregar a coluna em quase 30kg

O terapeuta alerta que o aparelho deve estar na posição dos olhos.



Método yano

O método yano é um método de cura oriental fundamentado em uma filosofia de cura japonesa milenar. É uma terapia alternativa eficaz para aquelas pessoas que sofrem com dores sem encontrar melhora com remédios e cirurgias.






André Yano - terapeuta corporal, digitopunturista e massoterapeuta. Cursou digitopuntura na Fundación Instituto de Investigación y Perfeccionamiento, em Buenos Aires, e atualmente atende no Rio de Janeiro em Copacabana e na Barra da Tijuca.





Dificuldade de transformar dieta em estilo de vida impede 47% das pessoas de emagrecerem



Pesquisa foi realizada pelo especialista Rodrigo Polesso, líder do movimento Emagrecer de Vez


Segundo um levantamento realizado pelo especialista em Nutrição Otimizada, Rodrigo Polesso, do movimento Emagrecer de Vez, 47% das pessoas que começam uma dieta não conseguem transformar os novos hábitos em um estilo de vida e por isso, deixam a busca pelo emagrecimento na metade do caminho.

Desse número, 25% das pessoas afirma que o mais difícil é vencer o Efeito Sanfona e 22% acredita que ter que contar calorias e medir porções é o mais difícil e que não querem ter que fazer isso para sempre. “A pesquisa foi realizada com mais de 2,8 mil pessoas, sendo 83% mulheres, e o meu objetivo era entender quais são as motivações e as dificuldades enfrentadas por quem busca emagrecer”, explica Rodrigo, que realizou o levantamento por meio de um completo questionário. 

Polesso defende que para fugir dessa estatística a alimentação seja pensada com base em evidências científicas recentes e de alta qualidade, ou seja, adotar o que o especialista chama de Alimentação Forte. “A Alimentação Forte é um estilo de vida alimentar flexível que é baseada em alimentos reais e nutritivos”, explica. 

O especialista destaca os grandes motivos para mudar o estilo de vida e viver com este tipo de alimentação: 


1- Flexibilidade

A Alimentação Forte é flexível, assim como um estilo de vida precisa ser e permite até que as pessoas reservem um pouco do tempo para consumir aquilo que sabem não ser saudável. “Depois de passar por um processo de adaptação do corpo ao novo estilo alimentar, é totalmente possível abrir exceções para consumir outros alimentos que não se encaixam na AF”, explica o especialista. Polesso explica que, se 80% da alimentação é feita com comida verdadeira, é possível até permitir que 20% seja de alimentos menos saudáveis, caso assim se escolher, afinal, nós tendemos a ser o que comemos na maior parte do tempo.


2- Processo natural

O processo de reprogramação do corpo, de forma que ele pare de acumular gordura e passe a ter seu metabolismo reorganizado, é natural e ocorre em diferentes tempos, já que cada corpo reage de maneira diferente aos processos de mudança. Rodrigo Polesso explica que a Alimentação Forte coloca novamente nas mãos das pessoas o poder de se ter um corpo em forma e com peso estável também no longo prazo. "A Alimentação Forte tem como objetivo fornecer ao corpo os alimentos e nutrientes que ele está evolutivamente programado para metabolizar bem e isso acaba gerando "efeitos colaterais" positivos como emagrecimento natural e fortalecimento da saúde no geral", explica. Rodrigo completa dizendo que precisamos voltar a nos conectarmos a uma alimentação natural e verdadeira, ressaltando que esta conexão foi perdida com o consumo exagerado de produtos industrializados e processados.


3- Alimentos Estratégicos

Ao contrário das dietas divulgadas amplamente, o estilo de vida da Alimentação Forte não possui alimentos “proibidos” ou “liberados”. Polesso acredita em colocar o poder da decisão nas mãos de quem a segue, munindo as pessoas do conhecimento necessário para entender a divisão dos alimentos em três categorias: colaboradores, agressores e moderadores. Os primeiros são aqueles que aceleram o emagrecimento. Os agressores freiam o progresso e os moderadores podem atrapalhar, dependendo do corpo, mas apenas acendem um “alerta amarelo”. O especialista conta que a escolha do que vai fazer parte da alimentação não deve ser restrita com base em um cardápio. “Você é livre para fazer as suas escolhas e deve se sentir responsável por elas”, completa.


4- Fim da contagem de calorias

Na Alimentação Forte, o foco é a qualidade e não a quantidade de alimentos. “A ideia de viver contando calorias é um mito que foi criado, e que hoje é comprovado pela ciência”, explica Polesso. “As calorias não são todas iguais, e para quem mantém uma alimentação correta de verdade, a quantidade de alimentos fica em segundo plano, uma vez que o corpo retoma o funcionamento correto dos sensores de apetite e saciedade”, destaca. “Com isso, você se sente livre para manter uma vida saudável sem deixar de prestigiar a festa de aniversário do filho ou o churrasco com a família”. “Cem calorias em forma de brócolis são completamente diferentes de cem calorias em forma de açúcar”, resume. “Elas vão ser metabolizadas no corpo de forma diferente”, ensina, ressaltando que o corpo é um sistema biológico integrado e complexo, e não uma simples calculadora de calorias. “A ideia de que para emagrecer basta focar-se em consumir menos e se exercitar mais não funciona a longo prazo e temos provas suficientes disso hoje na ciência.”




Oncogenética: a nova era de entendimento do câncer

A investigação no DNA do tumor é o primeiro passo para entender a comportamento das células cancerígenas e fazer a diferença no diagnóstico precoce e tratamento


O nosso DNA guarda uma infinidade de códigos e a ciência caminha a passos largos para desvendar muitos destes mistérios, especialmente quando o assunto envolve a incidência do câncer. Se o DNA é o responsável por coordenar o desenvolvimento do corpo humano e pode sofrer alterações em sua sequência ou estrutura, por que não estuda-las mais a fundo? Assim, a investigação genética conquista cada vez mais espaço no entendimento das mutações que levam ao surgimento de tumores para muito além dos componentes hereditários.

Entender as alterações moleculares das células cancerígenas pode não só fazer a diferença no diagnostico precoce, como influenciar todo o processo de tratamento. Com base nessa percepção, cientistas do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC), de Nova York (EUA), fizeram o sequenciamento genético das células tumorais de mais de 10 mil pessoas, a partir de biopsias dos tumores – todos eles classificados como em estágio avançado e metastático. A pesquisa, recém-publicada pela Nature Medicine, apontou que em 37% dos casos avaliados havia ao menos uma mutação genética com indicação de tratamento com medicações disponíveis no mercado ou elegíveis para testes clínicos em andamento de novas terapias. O estudo também mostrou que outra parcela importante dos pacientes poderiam se beneficiar da imunoterapia de acordo com os dados do sequenciamento.

Essa descoberta é especialmente importante por lançar luz sobre possibilidades de tratamento para indivíduos que não obtiveram boas respostas a diferentes terapias tradicionais e que precisam de novas opções, mais assertivas. “A maioria dos tumores analisados eram metastáticos, que podem ser geneticamente diferentes dos tumores primários. Portanto, o estudo, além de fornecer informações sobre um grande número e diversos tipos de tumores, se diferencia de grandes estudos genômicos previamente publicados por descrever alterações genéticas que são mais frequentes nestes tumores metastáticos e podem indicar resistência a terapias em uso, ou indicar sensibilidade a novas terapias direcionadas a mutações somáticas”, explica Felipe Geyer, patologista e pesquisador do MSKCC.

De fato, todo tumor por definição tem mutações específicas em seu DNA, o que de modo geral faz com que as células com defeito passem a se multiplicar descontroladamente. “O DNA está em todas as células do corpo".

Nos casos de câncer, é comum avaliarmos o fator hereditário, mas há uma parcela importante dos casos de câncer que não é transmitida de pais para filhos - consequência do que denominamos mutação genética somática. Essa alteração pode ser impulsionada por fatores ambientais ou maus hábitos, a exemplo da relação entre o tabagismo e o risco aumentado de câncer de pulmão”, destaca Sergio Simon, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

Entender esse mecanismo abre frentes para uma abordagem personalizada da medicina. Ao analisar as mutações aleatórias das células tumorais - sem história familiar envolvida -, a oncogenética desponta assim como aliada importante no entendimento da forma como classificar e tratar diferentes tipos de tumores.

“A meu ver, quando falamos em câncer estamos nos referindo, na verdade, a várias doenças diferentes que têm em comum o componente genético das mutações, sejam aleatórias ou hereditárias, que fazem com que as células cresçam desordenadamente”, diz Raphael Parmigiani, PHD em genética pelo MSKCC e sócio-fundador do Idengene, laboratório de análises especializado em testes genéticos para ajudar no tratamento e prevenção de doenças, especialmente do câncer. 


Entenda como funciona

Para o teste de identificação de possíveis alvos terapêuticos, é recolhido o DNA da amostra de tumor em bloco de parafina (produto de uma biópsia ou de cirurgia) . Segundo Parmigiani, a partir desta investigação é possível determinar com maior precisão os tipos de tratamento para os quais o paciente é elegível. Assim, as chances de resposta positiva à terapêutica são maximizadas.

“O estudo de plataforma genômica para teste de mutação no tumor analisa especificamente a célula cancerígena a fim de entender quais as principais alterações moleculares e definir a terapêutica adequada ao caso, que faça a diferença para o paciente na hora de combater a doença”, destaca Parmigiani. 

Atualmente, apenas para dimensionar os avanços nesta área, ele comenta que a Idengene realiza análises que possibilitam sequenciar 400 genes ligados ao tumor e, de antemão, obter um leque de possibilidades para que o medico especialista defina o que pode ser feito. “As análises genéticas trazem ainda subsídios que contribuem para a aceleração do processo de tratamento, tais como a indicação de componentes que podem ser adotados no combate à aquela mutação específica identificada. Isso significa a melhora no bem-estar e qualidade de vida dos pacientes”, reforça o biomédico.

Do ponto de vista do Dr. Sergio Simon, o diagnóstico aliado à análise específica das células tumorais torna o processo mais efetivo. Mas nem sempre é preciso fazer um mapeamento completo para obter maior precisão no tratamento, já que estão disponíveis no mercado testes específicos para cada tipo de tumor. “Hoje a avaliação é feita com o intuito de escolher o melhor tratamento. Com isso conseguimos um avanço enorme no cuidado personalizado dos pacientes com câncer”, pontua.


Oncogenética como ferramenta de diagnóstico
O resultado de uma análise genética pode servir não apenas para apoiar a definição de terapêuticas, mas também para fazer o aconselhamento preventivo do câncer a outros membros da família caso ocorra a detecção de uma mutação hereditária. Os benefícios são inúmeros, considerando a importância do diagnóstico precoce na luta contra o câncer.

Neste contexto, um outro teste bem mais simples, feito a partir de DNA obtido das células da bochecha ou das células do sangue, pode ser feito. Contudo, os especialistas alertam: o teste não deve ser realizado de forma massiva pela população como ferramenta de diagnóstico sem que haja fatores que justifiquem tal medida. “O teste é direcionado para casos onde há a suspeita de alguma mutação familiar pelo histórico ou para determinados tipos de tumor, cujas características possam levar o oncologista a solicitar o exame genético das células tumorais”, frisa o Dr. Sergio.

Ele destaca que os tipos de câncer cuja carga hereditária geram maior preocupação são os relacionados a mama, ovário e intestino. Há ainda casos que sugerem a possibilidade da chamada síndrome de Li-Fraumeni, responsável por desencadear o surgimento de diferentes tumores e cuja origem é hereditária. “Essa síndrome é provocada por uma mutação em um gene que controla a integridade do genoma das células do nosso corpo. Pessoas que nascem com defeito nessa gene tem propensão a originar diversos tipos de câncer. Então, quando em uma família temos tipos distintos de tumores, inclusive de mama, de endométrio, sarcomas e tumores ósseos, nós desconfiamos que seja um caso de Li-Fraumeni e aconselhamos que os descendentes também realizem o mapeamento genético”, finaliza.

Estima-se que entre 5 e 10% dos casos de câncer têm um forte componente hereditário, quando uma mutação transmitida de geração para geração é responsável por aumentar em até 80% as chances de uma pessoa desenvolver a doença. Fora isso, há ainda de 10 a 15% dos casos onde há evidências em uma mesma família de indivíduos que apresentam um mesmo tipo de tumor, ainda que de forma exparsa. São os chamados genes de baixa penetrância, quando uma alteração genética aumenta a predisposição ao câncer de acordo com algumas variantes, impulsionadas por fatores externos.

Levando em conta essa soma, pode-se dizer que 20% dos casos em geral têm um componente hereditário importante. Para se ter uma ideia, em 2016, o Brasil teve 600 mil novos casos de câncer. Isso quer dizer que 120 mil pessoas diagnosticadas com a condição apresentam um proponente genético importante que poderia ser identificado de maneira precoce diante dos resultados do estudos de DNA e, eventualmente, até evitado a partir de cirurgia preventiva.





IDENGENE
www.idengene.com.br




Grupo Oncoclínicas
www.grupooncoclinicas.com.

Por que as crianças roem unhas?



 Cerca de 20 a 30% das crianças e 45% dos adolescentes têm esse hábito


Roer unhas e cutículas durante a infância e adolescência é um hábito comum, porém perigoso. A onicofagia, termo médico para este comportamento, afeta uma em cada três crianças e um em cada quatro adolescentes, aproximadamente. Em geral, costuma aparecer depois dos quatro anos e é mais prevalente nos adolescentes e em crianças a partir dos sete anos.

A causa exata permanece um mistério para a medicina. Segundo Dra. Karina Weinmann, neuropediatra e cofundadora da NeuroKinder, o hábito pode surgir na fase pré-escolar com uma forma de lidar com as tensões e frustrações, uma vez que a criança ainda não sabe lidar com limites e regras impostas. “Há diversas razões para roer as unhas, como ansiedade, estresse, para chamar a atenção, assim como pode ser um simples comportamento de imitação de algum membro da família que tem o mesmo hábito”, diz a médica.

Recentemente, a onicofagia foi incluída no DSM-V dentro do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Mas, a médica alerta: nem toda criança ou adolescente que rói as unhas será diagnosticada com TOC. “Porém, os especialistas entenderam que é um comportamento dentro do que chamamos de espectro obsessivo-compulsivo. Neste caso, foram incluídos distúrbios que envolvem comportamentos repetitivos relacionados ao corpo, como a roer unhas, arrancar cabelos e mastigar as bochechas”, explica Dra. Karina. 


Calmamente ou estimulante?
 
Alguns estudos mostraram que roer unhas pode realmente servir para regular as emoções. Quando estressadas, algumas pessoas sentem necessidade de roer as unhas para se controlar ou para se proteger da tensão. Por outro lado, crianças que se se sentem entediadas ou sem ter nada para fazer, podem roer as unhas para estimular o sistema nervoso central.

Há também uma ligação com o perfeccionismo. Os roedores de unhas podem passar horas examinando suas unhas e dedos procurando irregularidades e tentando consertá-las. Eles pensam que com isso podem melhorar a aparência, quando na verdade só pioram.  


Consequências vão além da estética
 
“A questão de roer unhas não é só estética. Este comportamento pode causar infecções, já que a boca é o local mais infectado do corpo humano. Se a mão não estiver limpa, também levará uma série de micro-organismos para dentro. Pode afetar os dentes, machucar as gengivas e causar ainda problemas como a Disfunção Temporomandibular (DTM), micoses e deformar as unhas”, afirma a neuropediatra.

O tratamento deve ser direcionado para descobrir o que leva a criança a roer unhas, como ansiedade, tédio, estresse, imitação ou outro problema. “Não adianta obrigar a criança a parar, colocar pimenta ou qualquer outra substância se a causa do comportamento não for investigada. Se não houver nenhum motivo, o ideal é trabalhar para reforçar a autoestima e autoconfiança por meio da psicoterapia”, finaliza Dra. Karina.




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