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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Inverno acende alerta para carência de vitamina D, mas intoxicação por excesso também preocupa



Doses muito elevadas têm sido indicadas com finalidade estética, visando rejuvenescimento ou tratamento de doenças inflamatórias e pode trazer riscos à saúde


A exposição solar diária, por cerca de 20 minutos, é principal maneira para assegurar níveis saudáveis de vitamina D no organismo. Com a chegada do inverno, a carência desse nutriente é percebida em boa parte da população, mas é mais preocupante em idosos e mulheres no pós menopausa, por conta dos riscos que esta deficiência traz à saúde óssea. A checagem dos níveis de Vitamina D (25OH vitamina D) e a suplementação deste nutriente tornou-se rotina nos consultórios, mas também alimentou um caminho inverso: o consumo indiscriminado levando ao aumento do número de casos de intoxicação.

A falta de vitamina D prejudica principalmente a saúde óssea, pelo fato de a mesma ter como função a absorção do cálcio no intestino, mineral que por sua vez é fundamental para o metabolismo ósseo. Desta forma, aumenta o risco de osteoporose e fraturas osteoporóticas, ou seja, atraumáticas ou de baixo impacto.

Como não é possível adequar os níveis da vitamina D apenas através da alimentação, suplementar é importante, mas apenas quando há essa indicação. Segundo a endocrinologista Carolina Aguiar Moreira, que preside o Departamento de Metabolismo Ósseo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), existe uma prevalência muito alta de hipovitaminose D na população em geral, principalmente no inverno. “Toda a população pode ser acometida pela baixa exposição solar, especialmente os idosos. Um estudo realizado por nossa equipe no Serviço de Endocrinologia do HC-UFPR identificou uma prevalência de deficiência da vitamina D em 70% das mulheres na pós-menopausa avaliadas”, alerta a médica.


Vitamina D, rejuvenescimento e intoxicação

Se a carência traz riscos, o excesso de vitamina D no organismo também tem suas complicações e os casos de intoxicação, segundo a médica Carolina Aguar Moreira, têm sido cada vez mais frequentes.

“Com o conhecimento da alta prevalência de hipovitaminose D, houve um alerta à classe médica e à população em geral em relação à suplementação de vitamina D. Entretanto, alguns pacientes têm recebido doses muito elevadas de vitamina D, inclusive, com a indicação de vitamina D injetável. Isto pode levar a um quadro de intoxicação por uma elevação do cálcio no sangue”, afirma a presidente do Departamento de Metabolismo Ósseo da SBEM.

A toxicidade ocorre quando os níveis de vitamina D (25OH vitamina D) são próximos de 100ng/mL, e é caracterizada por hipercalcemia, que é uma elevação do cálcio no sangue. Náusea, vômito, desidratação e mal estar geral são os principais sintomas percebidos no caso de intoxicação. Diante dos riscos associados ao consumo exagerado de vitamina D a especialista alerta os pacientes: “Não está se recomenda vitamina D em doses muito elevadas com finalidade estética, visando rejuvenescimento ou para tratamento isolado de doenças inflamatórias”, afirma.


Corrida por exames 

Como vários estudos associam a carência de vitamina D a diversas doenças, os planos de saúde têm registrado um aumento significativo no volume de solicitação de exames para investigar a dosagem da 25OH vitamina D. Este corrida por exames foi tema de uma reunião entre a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR) e a Associação Brasileira de Estudos do Metabolismo Ósseo e Mineral – Regional Paraná (ABRASSO-PR).

Afinal, a quem é recomendada a dosagem de vitamina D e com qual frequência? Todo paciente deve necessariamente fazer o exame? Segundo a presidente do Departamento de Metabolismo Ósseo da SBEM a checagem dos níveis da vitamina D é recomendada aos indivíduos com doença crônica e risco elevado de fratura como, por exemplo, idosos com osteoporose.

“Pacientes diabéticos, com doença renal crônica, gestantes, obesos e idosos são exemplos de indicação para esta avaliação. Pacientes em uso crônico de glicocorticóide ou que tenha tido uma fratura por baixo trauma também apresentam indicação. Nos pacientes cuja vitamina D veio abaixo do valor de referencia, a suplementação deve ser realizada e uma nova dosagem recomendada em 3 meses, para conferir se houve normalização dos níveis da 25OHvitamina D. Naqueles com vitamina D normal, recomenda-se repetir o exame em 12 meses”, afirma a médica.

 “Pacientes diabéticos, com doença renal crônica, gestantes, obesos e idosos são exemplos de indicação para esta avaliação. Pacientes em uso crônico de glicocorticóide ou que tenha tido uma fratura por baixo trauma também apresentam indicação. Nos pacientes cuja vitamina D veio abaixo do valor de referencia, a suplementação deve ser realizada e uma nova dosagem recomendada em 3 meses. Naqueles com vitamina D normal, recomenda-se repetir o exame em 12 meses”, afirma a médica.






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Labirintite: conheça as principais causas, tratamento e prevenção



Fonoaudióloga da Direito de Ouvir, rede de clínicas de reabilitação auditiva, fala sobre como lidar com a doença que já atinge três em cada dez brasileiros


Vertigem, perda da noção de espaço e de equilíbrio, sensação de desmaio, tontura. Estes são alguns sintomas mais comuns da labirintite, distúrbio que afeta milhares de indivíduos todos os dias pelo mundo. No Brasil, estima-se que três em cada dez pessoas sofram com o problema, que atinge homens e mulheres de todas as faixas-etárias. “As doenças labirínticas podem ter diversas causas, sendo, inclusive, um sinal de outras enfermidades importantes”, afirma Andréa Abrahão, fonoaudióloga e diretora técnica da Direito de Ouvir.


O que acontece?

Para entender como a labirintite ocorre, é preciso saber como o ouvido está ligado ao equilíbrio. A cóclea, também chamada de caracol, é a estrutura do ouvido responsável pela audição e, o vestíbulo, responde pelo equilíbrio. Juntos, formam o labirinto e caso sejam afetados aparecem os sintomas, como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido. Isto ocorre porque se eles não funcionam corretamente, o cérebro recebe informações erradas em relação à posição do corpo no espaço, o que pode provocar a sensação de vertigem, desequilíbrio, desvio de marcha, falta de firmeza nos passos e chiados.


Tratamento

A intensidade de cada sintoma varia entre os organismos, assim como os “gatilhos” para as crises, que também são diferentes para cada pessoa. O tratamento, por sua vez, normalmente é dividido em três fases: no dos sintomas, por exemplo, faz-se uma avaliação da tontura e, para isso, são utilizados medicamentos sedativos, bem como repouso quando necessário. O tempo depende da causa da doença e da sensibilidade do paciente. Já o tratamento da causa, investiga o que provocou os problemas no labirinto, onde são analisados os fatores de risco: metabólicos, infecciosos, reumáticos e anatômicos. Após o exame clínico, onde o médico procura pelas possíveis causas do problema, podem ser necessários exames de audição e equilíbrio, de sangue e radiológicos. “A reabilitação do labirinto é o tratamento fisioterápico da tontura, que pode ser utilizado com ou sem medicamentos. Quando a origem da tontura é de difícil controle, como no caso da aterosclerose no idoso, a reabilitação oferece bons resultados em 80% dos casos”, explica a diretora.


Previna-se!

Sim, é possível, com alguns cuidados básicos, manter-se distante do problema. Segundo Andréa, adotar um estilo de vida saudável, evitando o tabagismo, a ingestão de álcool e o excesso de cafeína, que podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido, é uma boa alternativa, assim como fazer exercícios físicos, pois melhoram os níveis de colesterol e triglicérides no sangue, além de diminuírem o risco de doenças cardíacas e prevenirem a obesidade, fortalecendo a musculatura. Uma boa pedida é a caminhada. “Cuidar da alimentação também é fundamental, evitando o excesso de sal e açúcar. Também deve-se abusar das frutas, dos legumes e das verduras, e ingerir dois litros de água por dia.”





Sobre a Direito de Ouvir
No mercado desde 2007, a missão da Direito de Ouvir é possibilitar às pessoas com perda auditiva uma melhor qualidade de vida através de uma ampla variedade de aparelhos com preços acessíveis e alta tecnologia. A empresa adotou formato de franquia em 2013 para possibilitar que empreendedores de diferentes segmentos - e não apenas fonoaudiólogos – pudessem ter a chance de trabalhar com a marca, considerada uma das mais importantes no segmento de aparelhos auditivos no Brasil. O sucesso fez com que em 2014, a rede se juntasse à multinacional Amplifon, líder mundial em soluções auditivas, presente em 22 países. A Direito de Ouvir possui cerca de 400 fonoaudiólogas credenciadas, uma loja própria e quatro franquias em diferentes regiões do país. Site: http://www.direitodeouvir.com.br/



Insuficiência Venosa Crônica atinge cerca de 60% da população



Dr. Robert Guimarães Cirurgião Vascular e Endovascular explica sobre a insuficiência venosa crônica também conhecida como IVC. A doença atinge cerca de 60% da população é um problema de fluxo sanguíneo que atinge especificamente os membros inferiores (pernas).


IVC é uma doença que compromete o sistema de drenagem do sangue, dificultando o retorno do mesmo e levando ao aparecimento de vasinhos, varizes e úlcera em membros inferiores, a depender do grau de evolução da doença. Acomete uma grande parcela da população, estudos estimam que cerca de 60% da população adulta tenha algum grau de insuficiência venosa e cerca de 10% desses casos pode evoluir para graus mais severos da doença (úlcera varicosa).

Dr. Robert Guimaraes explica que os fatores de risco consideráveis são: idade, sexo feminino, obesidade, histórico familiar, números de gestações e tabagismo. Os principais sintomas são, dor em membros inferiores, cansaço, edema/inchaço que piora no calor, formigamento e câimbras. 

O diagnóstico pode ser feito através de um exame clínico detalhado associado a uma anamnese (história do paciente), porém existe uma série de exames que podem ser solicitados de acordo com a necessidade de cada caso. Dentre eles estão, doppler venoso colorido de membros inferiores (é um exame não invasivo, de fácil realização e que pode ser realizado independente de jejum), angiotomografia venosa - exame de tomografia que utiliza contraste a base de iodo (importante principalmente para avaliar veias do abdômen e pelve)e flebografia- exame invasivo que consiste em injetar contraste diretamente na veia e acompanhar por meio de raio x.

“Os vários medicamentos disponíveis no mercado brasileiro são todos paliativos, ou seja, melhoram os sintomas, porém não corrigem o problema que está ocasionando a doença venosa. Porém, muitas vezes é a única opção para pacientes com alto risco cirúrgico.” Explica o especialista. 

 As meias elásticas são importantes no tratamento da doença venosa, pois auxiliam no retorno venoso melhorando os sintomas da doença. Existem vários modelos de meia elástica e de diferentes compressão ( suave média e alta).





Dr. Robert Guimarães - Cirurgião Vascular e Endovascular, formado pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, com ampla experiência em procedimentos de alta complexidade e fleboestética. Atualmente atua nos principais hospitais de São Paulo ( Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Santa Catarina, Hospital Alemão Osvaldo Cruz, Hospital São Luiz Itaim, Hospital São Luiz Jabaquara, Hospital Paulistano, Hospital Unimed Guarulhos, Hospital Bom Clima Guarulhos ).





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