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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Transgêneros: o direito de ser como se sente



A transgêneridade vem ganhando destaque na mídia e nos debates entre as pessoas. A novela global “A Força do Querer”, escrita por Glória Perez, vem mostrando o conflito de Ivana, vivida pela atriz Carol Duarte, que não se identifica no corpo feminino. A angustia da jovem de não entender o que esta acontecendo e o estranhamento de familiares e amigos em relação à postura de Ivana é um enredo fictício, mas, é bem mais comum do que se imagina! Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 2% e 5% da população adulta, entre 17 e 65 anos, é formado por transgêneros. Entre esses casos estão o de Shiloh, filha de Angelina Jolie e Brad Pitt. Desde a infância, ela pediu aos pais para não a vestirem como uma menina.

A médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho explica que o transgênero é uma pessoa que não se identifica com o sexo de nascimento. “Para ficar mais simples o entendimento, quando falamos em gênero, muitas pessoas pensam em homem e mulher e o comportamento está primordialmente ligado ao sexo biológico. O transgênero é aquele que não se expressa conforme o gênero sexual de nascimento”, diz Soraya.

Segundo a psicanalista, a identidade de gênero não deve ser confundida com a orientação sexual. O individuo transgênero, seja homem ou mulher, pode ter qualquer orientação sexual. Ou seja, pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual.


Apoio de um especialista 

Casos como o de Angelina Jolie e Brad Pitt, que identificaram a necessidade de expressar de Shiloh a respeito de sua identidade são raros. apesar da insatisfação com o corpo e sexo biológico se manifestarem ainda nos primeiros anos de idade de uma criança. Por isso, Soraya Hissa orienta sempre o apoio psicológico, não só para o individuo que está se descobrindo, mas, para os familiares.

“O respeito deve vir sempre em primeiro lugar. Sabemos que na sociedade em que vivemos a realidade de um transgênero é vista como algo incomum e com preconceito, mas, a felicidade e o conforto em ser quem é jamais pode ser diminuídos por isso. Os pais passam por um momento de medo e insegurança, e o auxílio psicológico de toda a família é necessário para que a etapa de descoberta e aceitação, que vem junto a sentimentos conflitantes, seja o menos doloroso e natural possível”, finaliza a psicanalista. 






Você vai sobreviver ao tsunami pós-transformação digital?



O que vem depois da primeira onda da transformação digital é um verdadeiro tsunami. Prepare-se para enfrentar e não afundar. 


Muitas empresas estão adiando o processo da transformação digital por acharem o tema relativamente novo, por terem medo, por não saberem o que está do outro lado dessa ponte para o futuro e a sobrevivência de suas empresas.

Em artigo anterior, Espelho, espelho meu, o meu negócio já morreu?, escrevi sobre a necessidade da reinvenção dos negócios na era digital, mas ainda vejo uma grande lacuna de conteúdo e preparo para a segunda fase dessa transformação: a tempestade que vem seguida a ela. O processo de transformação digital de uma empresa como um todo – mindset, modelos de negócio, processos, etc. – é um grande primeiro passo e o que vem em seguida é um enorme tsunami de consequências e efeitos gerados por essa transformação e você precisa se preparar para que seu navio não naufrague.

Um artigo de Barry Libert1 expandiu muito meus horizontes e me inspirou a escrever este. Concordo quando ele afirma que existem duas vertentes da transformação digital: a linear e a exponencial. A primeira traz mudanças consideráveis à organização, porém tem um viés muito mais voltado para a melhoria de produtos e processos através da aplicação da tecnologia e otimização de resultados em função dessa adoção. Já a transformação exponencial é disruptiva: ela traz grandes impactos para o negócio, afinal é uma reinvenção deste. Requer muito mais ousadia e coragem. E é justamente essa transformação que traz os maiores impactos no negócio. É para esse tsunami que você precisa estar preparado.

É preciso entender que quando você passar pelo processo inicial da transformação digital – quando você implementar novos modelos de negócio, novos produtos e serviços –, muito provavelmente você receberá uma demanda de novos negócios aos quais você ainda não estava acostumado. Não se assuste! Ao invés disso, esteja preparado.

1.   Motive a mudança cultural

Se o board da empresa não acredita no digital, não respira e transpira o digital, certamente a cultura da empresa não vai sobreviver à mudança na estrutura dos negócios trazida pela onda da transformação digital. Impor a transformação ou até mesmo cobrar comprometimento é digno de um C-level, mas ditar criatividade, otimismo e convicção, características necessárias nesse processo, não funciona. Isso deve vir de cima e dessa maneira a motivação das equipes será real e efetiva.

2.   Seja adepto da inovação externa

Libert defende que se você não investir em disrupções exponenciais, uma startup lá de fora irá fazer isso por você. Manter o portfolio sempre atualizado e inovador é necessário para continuar ocupando uma posição relevante no mercado no momento pós-transformação digital e uma ferramenta de inovação externa é uma excelente estratégia para manter-se competitivo e preparado para o que vem a seguir.

3.   Contrate novos talentos

Se antes os marinheiros estavam acostumados a ondas de 2 metros, agora eles precisam estar aptos a enfrentar tsunamis. Buscar talentos que vivem essa realidade é uma tática para estar preparado para a chegada dessa mega onda.

4.   Prepare-se para o retorno diferenciado

A realidade do digital é dinâmica e um modelo de negócio estático não é suficiente para suportar tanto novas demandas como o dinamismo dos incomes que virão em função delas. Lembre-se de ser tolerante e flexível.

5.   Implemente as ideias e teste em casa – rápido!

Ainda sobre o dinamismo do digital, é importante lembrar que agilidade é uma palavra chave nesse processo. Inovar, explorar novas ideias faz parte do dia a dia das empresas digitais. Una os dois: coloque as ideias em prática de forma ágil. Corra o risco. Mesmo que a ideia não evolua, teste. Daí sairão tanto as lições quanto as ideias bem sucedidas que se tornarão cases de sucesso.
Prepare-se para navegar nesse oceano da transformação digital!

1 Barry Libert: “Digital Transformation Requires Two Approaches”





Amanda Matos Cavalcante - Gerente de Marketing da Triad Systems e formada em Condução de Estratégias Digitais pela Harvard Business School.








Busca excessiva pelo corpo ideal é uma doença e merece atenção



Estar sempre em dieta, realizar atividade física demasiadamente, tomar remédios para tirar o apetite e evitar eventos sociais para não comer. Até que ponto a busca pelo corpo ideal é saudável?

Para a endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Vivian Estefan, é preciso estar atento aos detalhes para identificar se uma pessoa está com transtorno alimentar e não apenas buscando uma vida mais saudável.

“O transtorno alimentar é caracterizado pelo temor em ganhar peso, ainda que o paciente esteja muito abaixo do considerado ideal, sendo incapaz de impor limites para a magreza, podendo chegar à desnutrição”, esclarece.

Para identificar se a pessoa realmente está com este distúrbio, a especialista indica alguns sinais clássicos, como: comportamento obsessivo para o controle do peso, recusa em admitir a gravidade da perda de peso, hábito de cortar a comida em pequenos pedaços, atividade física compulsiva, evitar comer perto de outras pessoas e ingerir medicamentos diuréticos e laxantes ou redutores de apetite sem prescrição médica.

A endocrinologista salienta também alguns dos sintomas e sinais provocados pelo problema: pele manchada ou amarelada, queda de cabelo, irregularidade menstrual, fraqueza, alterações das unhas, boca seca, extrema sensibilidade ao frio, perda de massa óssea e atrofia muscular.

Segundo a médica, para ajudar quem convive com esta doença, o primeiro passo é conversar, pois na maioria das vezes a pessoa não tem consciência de que está passando por dificuldades e que necessitará de apoio para superar o transtorno. Além, claro, de buscar tratamento com um especialista.

“O médico deverá realizar um interrogatório com o paciente, um exame físico e possivelmente outros testes complementares para o correto diagnóstico”, explica.

Vivian Estefan ressalta ainda que é fundamental ter paciência e dar todo o suporte ao paciente e seus familiares, pois o tratamento do distúrbio alimentar é lento e gradativo, além da haver a necessidade de um apoio psicoterápico.







Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo.
Tel. (11) 5080-4000
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