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domingo, 19 de março de 2017

COMO SUBSTITUIR A CARNE SEM PERDER AS PROTEÍNAS



Nutricionista e consultora da Superbom indica opções para quem deseja seguir uma dieta livre de carne


A cada ano o número de pessoas que escolhem reduzir o consumo de carne, ou retirá-la completamente do cardápio, cresce significativamente e, com isso, a busca por opções que possam substituir as proteínas animais se tornam cada vez mais recorrentes, porém é importante saber como fazer essa troca de maneira saudável.

Muitas pessoas acreditam que deixar de consumir proteína animal pode fazer mal à saúde, pois ela é a única que oferece os nutrientes mais importantes para nosso organismo, mas isso não é verdade. “As proteínas são formadas por aminoácidos e, ao serem consumidas, são desintegradas pela ação digestiva e absorvidas pelo nosso organismo. Dos 200 aminoácidos existentes, apenas nove o corpo humano não é capaz de produzir, estes são chamados de aminoácidos essenciais, e estão presentes em vários alimentos vegetais, excluindo a necessidade da carne”, explica Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis.

O fato de ser a carne imprescindível na alimentação humana também é desmitificado quando analisamos outras questões do alimento. Segundo estudo realizado pela Universidade de Harvard (EUA), feito com mais de 120 mil pessoas ao longo de 20 anos, quem consomem carne vermelha em menor quantidade possui menor risco de desenvolver doençascardiovasculares. “Para abandonar o consumo da proteína animal é necessário conhecer os grupos de alimentos que oferecem os nutrientes fundamentais para nossa saúde e saber que uma dieta sem carne não deve ter um cardápio limitado, muito pelo contrário, quanto mais diversificado melhor”, explica Cyntia.  

Para uma substituição adequada e um cardápio variado, a nutricionista e consultora da Superbom, sugere algumas opções:  


Cogumelos
Os cogumelos são ricos em proteínas e uma ótima opção para substituir a carne, além de possuir nutrientes que estimulam o desenvolvimento do sistema imunológico. “Com 100 gramas de cogumelos prontos já conseguimos substituir as proteínas existentes em 100 gramas de carne vermelha. Mas vale lembrar que o ideal é que ele seja cozido ou assado com verduras e legumes, e não com molhos calóricos que possuem altos níveis de sódio”, recomenda a nutricionista. 


Vegetais
Alface, rúcula, couve, no momento de se escolher as folhas é recomendado a maior variedade possível, pois elas são ricas em água e fibras e contribuem também para que a proteína presente em outros alimentos seja melhor absorvida. “É muito importante consumi-las, seja cruas ou cozidas, pois elas irão oferecer nutrientes necessários para as futuras substituições, além de serem pouco calóricas. Brócolis, aspargos e vagem possuem uma boa quantidade de proteína que irá contribuir com a necessidade diária desse nutriente”, comenta a especialista.


Grãos
Incluir os grãos no cardápio é muito importante, pois eles também são ricos em proteínas. “O combo arroz integral e feijão, por exemplo, constitui uma ótima fonte, enquanto o arroz branco é muito pobre nesse nutriente. A quinoa também ganha destaque nos grãos por seu alto valor proteico e sua diversidade de consumo, podendo ser uma substituta do arroz ou consumida em flocos no iogurte. Para variar e colorir o prato escolha outros grãos como lentilhas, ervilhas e grão de bico que também oferecem fibras e ajudam a manter a sensação de saciedade. Um prato que possui esses grãos pode, oferece proteína de boa qualidade incluindo alguns aminoácidos essenciais”, ressalta a consultora da Superbom.


Laticínios
Os laticínios como leite e seus derivados, podem ser uma opção na dieta de quem cortou o consumo de carne, pois contém boa quantidade de proteínas e gorduras. Porém é importante atentar para a qualidade do tipo de laticínio. “Ao consumir, prefira versões desnatadas dos leites e as opções de queijos brancos, pois os amarelos são ricos em gordura saturada, sendo prejudiciais à saúde”, adverte Cyntia.


Pratos prontos e pré-cozidos
Além das opções in natura, os vegetarianos possuem à disposição diversas opções de produtos já prontos, que são práticos, saudáveis e, é claro, isentos da carne de origem animal. A Superbom conta uma linha de proteínas vegetais, como medalhão, almôndegas, hambúrguer, salsicha e escalope com o sabor muito similar das receitas tradicionais. Além da praticidade, pois alguns já são prontos e não precisam de nenhuma elaboração, apenas aquecer. Tanto as proteínas prontas das Superbom, como as pré-cozidas, não contam com aditivos químicos, corantes artificiais, colesterol e gordura trans. 


Ovos
Por estar constantemente no cardápio, os ovos são aliados de quem deseja abandonar a carne vermelha ou praticar uma dieta ovolactovegetariana - aquela que abrange o consumo de derivados de leites e ovos. Um ovo de galinha possui 9 gramas de proteínas, além de conter vitamina B12, mas é bom se atentar ao preparo. “Para aproveitarmos todos os benefícios dos ovos é recomendado que sejam bem cozidos, para evitar contaminação por Salmonella. Ovos fritos em óleo, quando as bordas já estão ficando escuras, são ricos em gordura saturada e ativa o processo de perda e saturação das vitaminas”, finaliza.



Superbom




Cuidado com o coitadismo



Mostre sua força e supere os problemas de cabeça erguida.

 
Você conhece um ‘coitadinho’? Ou pior já ouviu falar em ‘coitadismo’? Pessoas que, muitas vezes sem perceber, utilizam-se de doenças ou fraquezas para conquistar a atenção dos outros e sentimentos de pena.

João Alexandre Borba, psicólogo e coach, comenta que é relativamente comum encontrar pessoas que fazem uso desse ‘coitadismo’, mas que essa mania é extremamente incômoda para aqueles que vivem ao redor da pessoa. “Essa ‘síndrome’ faz com que a pessoa ache que aqueles que estão a seu redor ficarão comovidos com a sua situação. Ilusão pura. Ao assumir a persona de vítima, a pessoa só atrai mais vítimas, - assim como, pessoas alegres atraem pessoas alegres”, comenta o especialista, que lembra “essa ‘tática’ de tentar conquistar a atenção, a pena, e o carinho dos outros por meio do coitadismo é extremamente falha”.

Segundo o especialista, muitas pessoas utilizam do fato de terem passado por dificuldades ou de estarem enfrentando algum período difícil da sua vida para conquistarem atenção e favores dos outros, deixando de lado sua competência e contando com a comoção dos que estão próximos. “Quantas pessoas você conhece que não terminam um relacionamento porque possuem ‘pena’ do outro?” questiona Borba, que lembra que muitos ainda fazem uso dessa ‘arma’ para segurar o parceiro.

E o discurso do político que teve uma vida difícil, que os pais trabalharam muito para colocar a comida na mesa, que a família passou fome, etc. O que isso tem a ver com a capacidade de governar que uma pessoa pode ter? Então porque esse método de campanha ainda é tão utilizado no Brasil? “Simples: por causa do ‘coitadismo’. O político espera que o povo fique comovido com sua história, que se sinta mais próximo dele – e, com isso, conquiste o seu voto”, comenta Borba. E essa é só mais uma forma de como essa ‘síndrome moderna’ é utilizada para prender a atenção e tentar conquistar a simpatia das pessoas.

Porém, não há nada melhor do que ver uma pessoa que enfrentou – e continua a enfrentar – problemas de cabeça erguida, conquistando a admiração dos outros por meio de ações, - e não fazendo o papel de vítima. “As pessoas mais admiradas são aquelas que enfrentam seus problemas de frente, dispostas a arriscar e cientes de que estão lidando com problemas grandes”, comenta Borba.

Porém, passar por cima e enfrentar esses problemas nem sempre é tarefa fácil, e, por isso, o auxílio de um profissional pode ser muito interessante para manter-se com a cabeça saudável e deixar de lado o coitadismo. “Contar com o apoio de um psicólogo ou de um bom coach pode ser fundamental para a pessoa perceber que ‘se fazer de coitada’ não lhe trará nenhum benefício verdadeiro – afinal, de que adianta os outros lhe ajudarem apenas por pena?”, indaga.

O profissional pode auxiliar o paciente a encontrar dentro de si os melhores caminhos para lidar com os problemas, sempre tendo em mente de que a síndrome de coitadismo deve ser esquecida. “Lembre-se de que as ações que os outros fazem para você devem ser conquistadas por mérito próprio, e não por pena. Por isso, levante a sua cabeça e enfrente com coragem os obstáculos que surgem na sua vida, sabendo que você sempre terá escolhas a fazer – e que nem sempre elas serão fáceis, mas que são necessárias para definir quem você é”, conclui Borba.





João Alexandre Borba  - Master Coach Trainer e Psicólogo



Depressão e desânimo atingem 59% dos desempregados, de acordo com SPC Brasil



Terceira pesquisa da série sobre desempregados investigou como a falta de trabalho impacta na saúde e nas emoções dos brasileiros nessa situação


A pesquisa “Impactos do Desemprego: saúde, relacionamentos e estado emocional”, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que além de trazer complicações à vida financeira, o desemprego afeta também o estado físico e emocional das pessoas. De acordo com o estudo, 59% dos entrevistados se sentem deprimidos ou desanimados, 63% estão estressados ou nervosos e 62% dizem ter estado angustiados. Também foram citados sentimentos de privação de consumo que tinha anteriormente (75%), ansiedade (70%) e insegurança de não conseguir um novo emprego (68%).

Em menor proporção foram mencionados sentimentos de medo (57%), baixa autoestima (55%), perda de valor perante as pessoas (39%), vergonha diante de amigos ou parentes (37%) e culpa (26%).

Por outro lado, 54% das pessoas passaram a sentir-se esperançosas com a vida após perder o emprego e três em cada dez (30%) estão mais otimistas do que era antes e confiam que coisas boas irão acontecer.

Para José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, por mais difícil que seja, a partir do momento em que a pessoa perde o emprego é importante agir com serenidade. “Uma pessoa que está nessa situação deve realizar um planejamento do orçamento com calma, para evitar atitudes precipitadas como empréstimos em condições desfavoráveis e com taxas de juros muito altas, por exemplo. Esse tipo de atitude pode comprometer a vida financeira e, consequentemente, a saúde mental e física”, orienta.


Mais da metade dos entrevistados teve alterações no sono devido ao desemprego; seis em cada dez têm menos vontade de sair

Os entrevistados também disseram que o desemprego afetou a saúde, à medida que mais da metade (51%) teve alterações no sono, 45% relatam mudanças no apetite, 40% têm dores de cabeça ou enxaquecas frequentes, 29% tiveram alteração na pressão (principalmente aqueles com mais de 50 anos, 54%) e 16% disseram descontar a ansiedade em vícios como álcool, cigarro, comida entre outros.

Com relação aos impactos nos relacionamentos, o estudo mostra que seis em cada dez (59%) daqueles que perderam o emprego têm menos vontade de sair, 27% ficam mais isolados das pessoas, 9% tem feito algum tipo de agressão verbal a pessoas próximas e 4% agrediram fisicamente algum parente ou amigo.

Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o trabalhador precisa ter uma visão realista de sua situação para evitar problemas financeiros maiores. “É importante que o desempregado mantenha a mente aberta para propostas diferentes das que ele esteja esperando, seja em termos de salário ou função. Nessa hora, trabalhos alternativos também podem ser uma fonte de renda temporária”, diz.



Metodologia

A pesquisa buscou traçar o perfil do desempregado brasileiro e o impacto no processo de recolocação profissional no mercado. O ponto de partida foi a definição do que vem a ser uma pessoa considerada desempregada. Mediante os critérios adotados, se o indivíduo está trabalhando ou não tem interesse e/ou condições de trabalhar no momento, ou mesmo se está se organizando para montar o próprio negócio e por isso não procura emprego, não foi elegível para responder à pesquisa. Por outro lado, se está procurando emprego, ou recorrendo a formas alternativas de renda enquanto não encontra uma vaga, ou ainda, se não está em busca de emprego porque procurou por muito tempo, sem sucesso, e está aguardando para ver se surge alguma oportunidade, então foi elegível para responder à pesquisa.

Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.







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