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domingo, 19 de março de 2017

Diabetes é considerado a maior causa de amputações no Brasil



Dr. Fábio Batista alerta sobre a importância da prevenção da doença e principais causas, que podem evitar as temidas feridas nos pés

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% das amputações realizadas no Brasil são decorrentes do diabetes e 85% de feridas nos membros inferiores, o que representa em torno de 55 mil amputações por ano. 

Os dados são reais e podem ser minimizados com medidas preventivas, até mesmo para quem ainda não tem diabetes. Vale ressaltar que a cada um minuto, três pessoas são amputadas no mundo decorrente do diabetes. 

Motivo mais que especial para que os pés sejam sempre bem tratados. “As pessoas com diabetes precisam ter atenção dobrada. Complicações, como o pé diabético, podem ser evitadas com prevenção. A diabetes é uma doença complexa, que a sociedade precisa se conscientizar sobre seus sintomas e consequências”, explica o Dr Fábio Batista.

O que poucos sabem, é que existem alguns cuidados importantes com o pé para evitar fungos e consequentemente infecções, como as micoses que podem ser superficiais, mas também provocar feridas profundas, trazendo uma grande preocupação para pessoas com diabetes.

O Dr. Fábio Batista, médico ortopedista especializado em pé diabético, explica que é preciso manter os pés sempre limpos, hidratados, protegidos por calçados apropriados prescritos por um médico especialista e nunca andar descalço. 

Manter os pés secos durante os dias mais quentes e com chuva podem evitar micoses. “Os pés sempre são verificados durante consultas em pacientes com diabetes e o tratamento só será eficiente com um diagnóstico precoce e, também, pelo estado clínico do paciente”, comenta. 




Dr Fábio Batista (CRM – SP 87665 / TEOT 7662) - médico ortopedista, especializado em pés diabéticos, salvamento funcional de membros em feridas complexas. É chefe do ambulatório de tratamento do Pé Diabético e Salvamento Funcional de Membros em Feridas Diabéticas Complexas e Assistente Doutor Efetivo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina); Doutor Efetivo da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo; e pertence ao corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein, Osvaldo Cruz, São Luiz e Santa Rita.



Esportes radicais podem potencializar os riscos de sofrer um AVC?



Neurocirurgião esclarece que, assim como verificar a situação cardíaca e física, é importante incluir o exame vascular do encéfalo como pré-requisito antes de praticar algumas modalidades esportivas radicais

É senso comum que a prática esportiva é um forte aliado da saúde. No entanto, o que muitas pessoas desconhecem é que, sem acompanhamento médico, exagerar na atividade, assim como praticar exercícios ou modalidades mais intensas, exige mais do organismo e, consequentemente, pode trazer graves riscos, como, por exemplo, deixar o corpo suscetível a um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

"É comprovado que durante a prática esportiva o corpo humano apresenta picos de pressão. Com isso, caso o organismo não esteja preparado para absorver estas alterações e a pessoa já tenha alguma dilatação aneurismática (que se formam com base em alguma fragilidade dos vasos internos do cérebro), existe uma maior probabilidade de ele se romper, o que pode resultar em uma hemorragia cerebral", explica o doutor Osmar Moraes, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina (SP).

O médico ressalta, todavia, que não há estudos que mostrem que a prática de esportes radicais traga maiores riscos que outras modalidades. "O que deve ser observado por todas as pessoas que praticam atividades físicas é incluir, além dos exames cardíacos e físicos, uma avaliação clinica e eventualmente um exame vascular do cérebro antes de realizar alguns esportes que exijam mais do corpo humano. Este cuidado pode atenuar muitos riscos e dar a chancela que o organismo precisa para praticar qualquer exercício".

Eventualmente, ocorrem alguns casos de problemas cerebrais, como rotura aneurismática ou AVC, em jovens esportistas. Com isso, muitos se questionam se os atletas mais novos - sejam de fins de semana ou profissionais - estão mais suscetíveis a problemas nessa região do corpo.

Doutor Moraes esclarece que não há estudos que corroborem esta afirmação, no entanto, há vários fatores que podem favorecer o enfraquecimento de uma parede arterial e, consequentemente, aumentar os riscos: "ter hábitos prejudiciais ao corpo humano, como o consumo excessivo de álcool, o fumo, a hipertensão, além de não tratar infecções sanguíneas, podem ser fatores determinantes para potencializar os riscos de sofrer um AVC".


 

Brasileiro se preocupa com colesterol alto, mas não toma atitude para solucionar o problema



 Pesquisa do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, realizada pelo Instituto Ipsos, com apoio da Sanofi, aponta que 67% da população não sabe sua atual taxa de colesterol


Embora esteja intimamente ligado à principal causa de mortes em todo o mundo – as doenças cardiovasculares –, o colesterol ainda é motivo de dúvidas para os brasileiros. Eles detêm certo conhecimento sobre o tema, mas a maioria da população ainda não sabe quais seriam as melhores atitudes a se tomar para o controle do colesterol. É o que mostra a pesquisa inédita “O que o Brasileiro Sabe sobre o Colesterol”1, do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), feita pelo Instituto Ipsos a pedido da Sanofi.

O levantamento mostra que o brasileiro até sabe que é necessário medir suas taxas de colesterol – 89% dos entrevistados acreditam que todas as pessoas, inclusive as crianças, precisam realizar. No entanto, contraditoriamente, apenas 15% declara saber sua taxa de LDL (colesterol ruim). Além disso, apenas 32% da população reconhece as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no Brasil.

Mas, do conhecimento a uma atitude, há um longo percurso. A pesquisa mostra que 41% dos entrevistados não se preocupam com seu colesterol – 65% só realizou exames depois de adultos, e outros 11% nunca mediu o colesterol na vida.

Entre os avaliados, apenas 11% tomam medicamento para colesterol. Em relação ao controle do colesterol, 49% desconhece que se trata de um tratamento contínuo.

Para o cardiologista Henrique Tria Bianco, do Departamento de Aterosclerose da SBC e um dos responsáveis pela pesquisa, os dados encontrados refletem resultados preocupantes de uma tendência mundial, que já havia sido retratada na pesquisa TAAC – Think Again About Cholesterol2, realizada em 2015 em 12 países.

“É possível perceber que o colesterol e a importância de seu controle ainda são assuntos que precisam ser reforçados no mundo”, comenta Bianco. “Na TAAC, por exemplo, foi revelado que apenas 8% das pessoas sabiam os valores de seu LDL, bem como que se preocupavam muito mais com a possibilidade de desenvolver um câncer do que sofrer uma complicação cardíaca. Na pesquisa brasileira, vimos que a maioria – embora saiba que medir o colesterol é importante – não conhece suas próprias taxas. É preciso que o assunto seja cada vez mais divulgado para que as pessoas aprendam a cuidar da própria saúde, atinjam suas metas de colesterol e, como consequência, mais vidas sejam salvas”, reforça o especialista.

A pesquisa “O que o Brasileiro Sabe sobre o Colesterol” foi realizada de forma online nas cinco regiões brasileiras, com participação de 850 entrevistados acima dos 25 anos, sendo 53% deles mulheres e 47% homens. A pesquisa aconteceu entre 31 de janeiro a 6 de fevereiro de 2017, e contemplou as classes A (8%), B (41%) e C (51%).

 


Referências bibliográficas

Pesquisa “O que o Brasileiro Sabe sobre o Colesterol”, realizado nas cinco regiões brasileiras, com participação de 850 entrevistados acima dos 25 anos, entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro de 2017.
Catapano AL, et al. Think Again About Cholesterol Survey. Atherosclerosis Suppl 2015; 20: 1-5. Pesquisa internacional conduzida online por Harris Poll a pedido da EAS e patrocinada pela Sanofi, em parceria com a Regeneron Pharmaceuticals, Inc. sobre a compreensão do público em geral a respeito do colesterol. Um total de 12,142 adultos, com idades a partir de 25 anos, responderam perguntas entre 25 de agosto e 9 de setembro de 2015 nos seguintes países: Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido


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