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domingo, 19 de março de 2017

O QUE É A INTOLERÂNCIA À LACTOSE?



O recente aumento da oferta de produtos sem lactose nas prateleiras deve ter chamado a sua atenção. São fórmulas para crianças que são diagnosticadas com intolerância à lactose e, provável esse aumento se deva a um melhor reconhecimento desta doença pelos pediatras.


O que é a intolerância à lactose?
A lactose é o açúcar do leite, seja ele materno, de vaca ou de outros animais. E para que possamos absorvê-la, ela precisa sofrer a ação de uma enzima presente no intestino, chamada lactase. Se esta enzima não estiver presente em quantidade suficiente, à lactose chegará às porções finais do intestino, inalterada e será fermentada por bactérias da flora intestinal, produzindo ácido láctico e muitos gases.


Quais os sintomas da intolerância à lactose?
Os sintomas mais comuns costumam aparecer de 30 minutos a 1 hora após a ingestão de leite ou derivados. Ocorre um desconforto no abdômen, com cólicas, distensão abdominal, náuseas, flatulências e também pode ocorrer diarreia. Estes sintomas podem ser causados por um mal-estar ocasional, mas se estiverem ocorrendo com frequência após a ingestão dos laticínios procure o seu pediatra.


Intolerância a Lactose é a mesma coisa que alergia ao leite?
Não! Não podemos confundi-las! As alergias envolvem uma reação do sistema imunológico. No caso da alergia ao leite de vaca, a reação é contra a proteína do leite e além dos sintomas intestinais, que podem ser muito semelhantes ao da intolerância à lactose, podem ocorrer sintomas de alergia respiratória e cutânea, entre outros. Além disso, a alergia ao leite de vaca ocorre em bebês e, de maneira geral, a intolerância à lactose ocorre em crianças maiores e, principalmente, em adultos.

Na intolerância não existe reação do sistema imunológico e sim a deficiência de uma enzima, causando um quadro exclusivamente intestinal que só ocorre com a ingestão de produtos contendo lactose.


Quem pode ter a intolerância à lactose?
Existem três tipos de intolerância à lactose:


1) Deficiência congênita da enzima: é um defeito genético raro, no qual o bebê nasce sem a capacidade de produzir lactase. Nesse caso, a intolerância à lactose é permanente e já se observam sintomas com a ingestão de leite materno nas primeiras mamadas.

2) Diminuição enzimática secundária a doenças intestinais, a chamada intolerância transitória à lactose: bastante comum no primeiro ano de vida e, principalmente, secundária a diarreias prolongadas. Não existe um tempo exato para que isso ocorra, pois depende da resposta de cada criança.

3) Deficiência primária ou ontogenética: a mais comum na população. Com o decorrer da vida, existe uma tendência natural à diminuição da produção da lactase, podendo acometer qualquer indivíduo, sem uma idade específica. Pode ocorrer também na infância, em geral após os três anos.

O diagnóstico da intolerância à lactose é feito através de exames específicos e o seu tratamento está baseado em restrições alimentares, que devem ser orientadas pelo seu pediatra.

A lactose faz parte da composição dos leites e derivados, mas não é só de lactose que é formado o leite. A principal fonte de cálcio da dieta é o leite, além de importante fonte de fósforo, vitaminas e proteínas de origem animal. Além disso, nem todas as crianças necessitam da exclusão completa da lactose. Muitos toleram quantidades pequenas. Os laticínios fermentados como os iogurtes têm em torno de 50% menos lactose e muitas vezes podem ser consumidos com moderação, sem desencadearem sintomas.

Em situações de intolerância mais graves, os laticínios com baixo teor de lactose são opção interessante, além da possibilidade de utilizarmos suplementos à base de lactase (a enzima que ajuda na digestão da lactose), que devem ser ingeridos juntamente com os laticínios. Não faça exclusões dietéticas sem orientação profissional, pois poderá prejudicar o seu pequeno. De qualquer forma, se os sintomas são recorrentes, o pediatra saberá como orienta-la da forma mais adequada ou até mesmo solicitar a opinião de um especialista.




Dr. Marco Aurélio Safadi (CRM: 54792) - parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital.



Fisioterapia Pélvica Funcional previne e corrige a incontinência urinária e fecal no pós-parto



A Fisioterapia Pélvica Funcional é uma modalidade relativamente nova na área da reabilitação, que ajuda o paciente a prevenir e corrigir disfunções dos sistemas urinários, gastrointestinal e reprodutor, que ocasionam desconforto ou riscos nos afazeres do cotidiano. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 5% da população brasileira sofre com problemas de incontinência urinária, e mais de 30% de alguma disfunção sexual, dados que refletem os hábitos da vida moderna ou simplesmente o fator cronológico. Esses e diversos outros casos também podem ocasionar alterações na região, seja pela anatomia do corpo, mudança de postura, perda de massa muscular, doenças crônicas, pós-operatório, entre outros fatores. 

Durante a gravidez, o corpo da mulher sofre alterações anatômicas que podem danificar os músculos do assoalho pélvico e o tecido conjuntivo, principalmente na hora do parto. De acordo com a fisioterapeuta Thalita Freitas, da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, as disfunções desses músculos fazem que apareçam sintomas inconvenientes e desconfortáveis para as mulheres. “Os músculos do assoalho pélvico têm a função de sustentar órgãos, como por exemplo, a bexiga, o intestino e o útero, auxiliar na continência urinária e fecal, além de serem muito importantes para satisfação sexual. Quando esses músculos sofrem algum tipo de alteração no parto, podem causar sintomas desagradáveis ou até mesmo dor para a mulher”, explica.

 Para fortalecer os músculos da pelve e do períneo, e reduzir as chances de perda involuntária de urina e fezes, são realizados ao lado do fisioterapeuta especializado séries de exercícios e protocolos da fisioterapia funcional, que colaboram para a reabilitação do assoalho pélvico, dos órgãos e ossos relacionados, além de prevenir outras disfunções. A fisioterapeuta Thalita ensina alguns exercícios, que podem ser realizados em casa, para ajudar na prevenção desses problemas.


1. Sentada, coloque as mãos em baixo do bumbum e sinta os dois ossinhos que ficam de apoio. Alterne, desloque o peso do bumbum à direita, à esquerda, para frente e para trás (aproximadamente por 2 min).

2. Ainda sentada, para conseguir aumentar a sensação de contato com a vagina e sentir os músculos, flexione o tronco e coloque os cotovelos sobre a coxa. Esta posição promoverá relaxamento dos músculos da vagina e ânus, que facilitam e auxiliam a função de urinar e evacuar.

3. Deitada, de barriga para cima, realize inspiração e expiração lenta e profunda. Na inspiração insufle os pulmões e na expiração de tempo para todo o ar sair. (10 repetições).

4. Deitada, de barriga para cima, eleve os braços e mãos para cima, e inspire. Expire, levando os braços até a lateral da coxa. (10 repetições).

5. Repita os mesmos exercícios acima e sinta como se comportam a vagina e o ânus. Observe se é capaz de contraí-los juntos.


Thalita Freitas - fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher e reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia.
Fonte: Clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional
 

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