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domingo, 19 de março de 2017

Aumento dos nódulos na tireoide é indicação cirúrgica?



O diagnóstico de doenças da glândula tireoide tem aumentado consideravelmente. A glândula tireoide é um órgão importante, pois, possui a  capacidade única de captar o iodo ingerido dos alimentos e o reutilizar para produzir o famoso hormônio da tireoide. As alterações estruturais da tireoide consistem nos nódulos que a glândula pode apresentar. Dr. Murilo Neves Cirurgião Cabeça e Pescoço da Clinica MedPrimus São Paulo explica que descobrir nódulos na tireoide é sempre uma causa de estresse e preocupação. Mas, vale lembrar que aproximadamente 85% das vezes os nódulos são benignos.

O mau funcionamento da glândula elevará o valor do TSH (estimulante natural da tireoide). Da mesma forma, se a tireoide funcionar normalmente menor será o valor do TSH. Dessa maneira, a tireoide doente produz pouco hormônio T4 (hormônio produzido pela tireoide controlado pelos níveis de TSH) e a  hipófise passa a produzir muito TSH, na tentativa de reverter a situação. Condição clinica chamada de  hipotireoidismo. Quando a tireoide produz muito hormônio significa que T4 livre estará alto e o TSH  resultante baixo. Esse estado é chamado de  hipertireoidismo .

Entre essas duas situações o hipotireoidismo é o mais comum. Em que os sintomas mais frequentes são: cansaço e fadiga, dor muscular, cabelos e unhas fracas, ganho de peso e dificuldade de perder peso, intolerância aofrio. No hipertireoidismo os sintomas são inversos: perda de peso, calor e sudorese, palpitação do coração, tremores e ansiedade.

“Entre os dois diagnósticos o hipertireoidismo exige um tratamento mais complexo. Inicialmente envolve controle medicamentoso da função da glândula. As medicações utilizadas reduzem a produção e secreção do hormônio da tireoide, no entanto, não tratam o problema que causa a hiperfunção, além disso agridem o fígado e a medula óssea.  Sendo assim, a utilização destas medicações deve ser restrita a um período não superior a 2 anos ou como preparação para o tratamento definitivo.” Explica Dr. Murilo Neves.

Atualmente existem duas opções de tratamento definitivo nos casos de hipertireoidismo: a cirurgia ou a iodoterapia. Ambas apresentam vantagens e desvantagens. A decisão entre elas deve ser tomada em conjunto com o médico.

A cirurgia esta indicada nos seguintes casos:

·      Nódulos malignos ou suspeitos de serem malignosna biópsia;
·      Nódulos que apresentam uma velocidade de crescimento rápida;
·      Nódulos grandes e que avançam em direção ao tórax ou que causam sintomas compressivos no pescoço;
·      Os nódulos grandes, mas que não causem sintomasou nódulos associados a hipertireoidismo podem ser operados ou tratados clinicamente.

Sendo assim, nem sempre um nódulo de tireoide deverá ser tratado com cirurgia obrigatoriamente.





Dr. Murilo Neves - Especialidades: Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Formação: Medicina pela Universidade de São Paulo - USP
Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - USP
Residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Título de especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - SBCCP
Pós-graduando em Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP




6 coisas que você precisa saber sobre o câncer colorretal




Março é o mês que marca a luta contra esse tipo de câncer, que é o segundo mais incidente em mulheres no Brasil1



Março é considerado o mês mundial para a conscientização sobre o câncer colorretal. Conhecido, também, como câncer do intestino grosso ou câncer de cólon e de reto, é uma doença com alta incidência em homens e mulheres no mundo ocidental1.

A oncologista Drª Renata D’Alpino, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, separou alguns fatos relevantes sobre a doença. “Esse tipo de câncer pode ser tratado de forma mais simples se descoberto cedo, mas, por desinformação, e por se tratar de um assunto tabu, muitos pacientes só procuram o médico quando a doença já está em estágio avançado”, explica. “Os pacientes, muitas vezes, ficam constrangidos em falar sobre diarreia e movimentos intestinais anormais com seus médicos, o que é um erro” completa.

Veja a lista:



É o segundo tipo de câncer mais incidente em mulheres no Brasil e o terceiro entre os homens1

Em 2016, foram estimados 34.280 casos entre a população, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres. 


 A melhor forma de diagnosticar o câncer de cólon é precocemente, por meio de exames e testes2.

O exame de sangue oculto nas fezes é capaz de identificar traços de sangue não vistos a olho nu, o que pode auxiliar no diagnóstico mais precoce. Além disso, a colonoscopia é hoje considerada o melhor exame para diagnóstico do câncer colorretal, pois permite ao médico visualizar toda a parte interna do intestino grosso, onde surgem os tumores. Esses exames devem ser realizados, sobretudo, em pessoas com sinais e sintomas sugestivos de câncer colorretal, ou naquelas sem sinais e sintomas, mas que pertençam a grupos de maior risco, por exemplo a partir dos 50 anos de idade. No caso de histórico deste câncer em familiares de primeiro grau, recomendamos iniciar o rastreamento 10 anos antes do diagnóstico no familiar ou aos 50 anos (aquele que ocorrer primeiro).


Pacientes com boa alimentação durante o tratamento têm melhores condições no tratamento2.

O planejamento alimentar é parte importante do tratamento do câncer colorretal. Uma alimentação correta durante essa fase pode contribuir para o bem-estar e fortalecimento, evitando a degeneração dos tecidos do corpo e ajudando a vencer os efeitos colaterais e de enfrentar, com êxito, a administração de doses adequadas dos medicamentos.


 A escolha do tratamento depende principalmente da localização da lesão tumoral no cólon ou reto e do estadiamento da doença2.


O tratamento da doença poderá incluir cirurgia do cólon ou reto, quimioterapia, radioterapia e terapia alvo. Para pacientes com doença avançada também podem ser utilizadas a ablação ou a embolização. Dependendo do estágio da doença, um ou mais destes tipos de tratamento podem ser realizados simultaneamente ou usados um após o outro.


 A cirurgia é o principal tratamento para o câncer em estágio inicial2.

·         Colectomia Aberta: retira uma parte do cólon e os gânglios linfáticos (linfonodos) próximos.  Na maioria das vezes, não é necessária a colectomia total para tratar o câncer de cólon. Geralmente é realizada apenas se existe doença na parte do cólon sem o câncer, como centenas de pólipos ou, às vezes, a doença inflamatória do intestino.

·         Colectomia Laparoscópica Assistida: diferente da colectomia aberta são feitas diversas incisões menores, por onde serão removidos, com auxílio de instrumentos guiados, a parte do cólon afetada e os linfonodos.


Terapia personalizada aumenta as chances de cura no caso de  Câncer Colorretal metastático2

Para pacientes diagnosticados recentemente com câncer colorretal metastático, fazer o teste com o biomarcador RAS, antes de iniciar o tratamento de primeira linha, é extremamente importante. O teste RAS pode ajudar o médico a escolher o tratamento mais apropriado, como parte de um plano de tratamento personalizado do paciente. É sempre importante que os pacientes possam entender melhor as opções disponíveis e discuti-las com seus médicos.

Previna-se com exames de rotina e fique atento aos sintomas. Apesar de ser mais comum em pessoas acima de 50 anos, o câncer colorretal também pode ser diagnosticado em jovens adultos. Obesidade, má alimentação e tabagismo estão entre as principais causas da doença2.


Quer demonstrar seu apoio na luta contra a doença? Use as redes sociais para demonstrar seu apoio a campanha “Março em Cores”. Para contribuir com esse movimento, basta doar a sua positividade. Seja compartilhando nossos posts ou publicando fotos ou vídeos cheios de cor, sempre com as hashtags da campanha.
#MarçoEmCores #CCrComMaisCor #MerckOncologia





Sobre o Março em Cores

A Merck está lançando o Março em Cores, um mês inteiro de muita informação e conscientização sobre o câncer colorretal. Para contribuir com esse movimento, basta doar a sua positividade. Seja compartilhando nossos posts ou publicando fotos ou vídeos cheios de cor, sempre com as hashtags da campanha. Juntos, vamos colorir as redes sociais e trazer mais energia positiva para um assunto que não pode passar em branco.
#MarçoEmCores #CCrComMaisCor #MerckOncologia







Grupo Merck

Referências:
1 - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Estimativa 2016: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro, 2015. p. 7-122



sexta-feira, 17 de março de 2017

Anjos de amor demais



No dia 21, o número do cromossomo tripartido,  nossa homenagem aos seres acometidos de síndrome de Down. Anjos sobrecarregados de amor, nos três tempos. 

Antes, vergonhosamente chamados de mongoloides, que o nazismo, Hitler e Mengel, dizimaram impiedosamente, principalmente se gêmeos.

Talvez a punição divina, mas algumas pesquisas revelam maior incidência das síndromes entre os descendentes germânicos. Ao que consta, a raça africana está livre desse mal, mas a quantidade dos demais problemas do continente perdido não representa nenhum alento aos nossos irmãos negros. 

Incidente cromossômico na hora da fecundação do óvulo, que se triparte, ao invés de apenas bipartir-se, no  número 21, trespassando carga genética mais pesada que as frequentes, porquanto leva em duplicidade o gene do pai ou da mãe. Essa sobrecarga impede a agilidade das sinapses, que ligam os neurônios e armam no ordinário verdadeiras tempestades responsivas em seus diálogos e interações.

Assim como precisamos de uma fala lenta, cadenciada, para compreender o que nos diz alguém de outra língua, percebida com restrições,  os portadores da síndrome elaboram com mais vagar as respostas, o processamento mental é mais lento. Porém, compreendem todo o necessário à vida diária, até mesmo coisas abstratas, são embaladas por um sentimento generoso em relação a todos, no princípio da vida não têm noção de nossa finitude e creem que o amor pelo próximo, que julgam recíproco, é eterno. 

Daí, eventualmente, severas depressões quando se dá a morte, principalmente de alguém da família, até serem devidamente orientados. 

Incompatíveis com a agitação cambiante e massacrante da vida moderna, repassam em silêncio suas ideias e seus projetos antes de expressá-los, até mesmo aos pais. Claro que sofrem restrições, mas é um transtorno menos dramático do que o autismo, exemplificativamente. Melhoram a personalidade agressiva de quem com eles convivem e, não raro, proporcionam muitas alegrias imateriais. 

Traduzindo, são anjos que, no processo de fecundação, trouxeram amor demais, pelo pai ou pela mãe. 

O terceiro cromossomo extragrande, responsável pelo incidente, reflete a ansiedade incontida de ser como a mãe, ou como o pai. Essa transferência excessiva do patrimônio genético de um dos genitores é carga genética insuportável. As sinapses, responsáveis pelas ligações neuronais, não suportam. Dobradas,  andam mais lentas, como quando carregamos peso, e os neurônios não disparam tanto quanto os "normais". 

Nascido, o Down transmite esse amor não apenas àquele que amou a mais não poder, mas ao outro ascendente, aos irmãos, às famílias, a seus médicos e professores,  à humanidade; anjos bloqueados pela emoção ao se pronunciarem no momento de regar esta terra árida do número dois, não do mágico três, como diziam os alquimistas.  




Amadeu Roberto Garrido de Paula - Advogado, um renomado jurista brasileiro com uma visão bastante crítica sobre política, assunto internacionais, temas da atualidade em geral. 




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