Muitas
pessoas preferem culpar fatores externos pelo fracasso do próprio
emagrecimento. Será que eles são os verdadeiros responsáveis?
Nos
últimos quatro anos, o índice de sobrepeso e obesidade medido na população
brasileira cresceu. Tratado como um tema secundário, hoje é visto com
preocupação por especialistas. De acordo com o relatório recente sobre
segurança alimentar na América Latina, realizado pela Organização das Nações
Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de
Saúde (OPAS), o sobrepeso entre adultos brasileiros passou de 51,1% em 2010
para 54,1% em 2014. A obesidade na população já está na casa dos 20%, sendo que
em 2010 a taxa era de 17,8%. Este crescimento também tem afetado, nas últimas
décadas, as crianças menores de cinco anos: estima-se que 7,3% dessa faixa
etária estão acima do peso.
Mas por
quê os brasileiros estão engordando? Sedentarismo e consumo de alimentos
industrializados estão entre os principais vilões. Para Gladia Bernardi, nutricionista e
desenvolvedora do programa de coach Emagrecimento Consciente, pessoas também deixam
de emagrecer por conta de fatores ligados à mente. “Existe a necessidade de
compensar algo perdido na vida deste indivíduo, o que faz buscar na comida o
preenchimento desta lacuna, tratada como objeto de vício”.
Para Gladia, a pessoa que
se autossabota não consegue perder peso. “Com base em estudos e pesquisas
descobrimos que existem 21 sabotadores que contribuem Para que a pessoa não
perca peso e continue a engordar”.
Conheça os principais
sabotadores e veja como vencê-los:
Frustração
pessoal
Você já deve ter assistido algum filme em que a mocinha se esbalda
na frente da televisão com chocolates e pipoca por conta de ter levado um fora
no relacionamento. Ela busca suprir a ausência do seu amor por conta de uma
desilusão. Este sabotador não é apenas na parte amorosa. Pode estar associado
também em perdas sexuais, profissionais etc. “Para vencer este sabotador pessoa
deve fazer um planejamento de vida, reorganizar suas metas de vida e melhorar a
autoconfiança”.
Afeto
familiar
Domingo em família, mesa farta e o prato principal é a comida
feita pela avó ou mãe. A pessoa se esbalda naquele prato que remete à infância
e boas lembranças. Além disso é incentivada a comer mais pela família. Para a
coach, o grande desafio é negar o afeto da mãe, avó ou sogra, quebrando uma
tradição e sabotando seu programa de emagrecimento.
Apego
a autoimagem
É comum que quando uma pessoa começa a emagrecer, passe a
estranhar a aparência, não reconhecendo a si mesma. De acordo com Gladia, por
mais que ela tente emagrecer, sempre vai sentir falta da aparência anterior .
“É necessário fazer uma conexão neural, estimulando a pessoa que se veja de
outra forma. É possível definir o padrão ideal que seria o peso almejado. Pode
ser uma foto antiga quando ela era mais magra ou até mesmo algum modelo de
revista. Isso irá mudar o padrão de imagem de que existe no subconsciente”.
Se
achar forte e não gordo
Este sabotador acaba agindo mais nos homens do que as mulheres,
mas não é uma regra. A pessoa se acha forte, mas confundindo gordura como
musculatura. “Ela vê a a magreza como sinônimo de fraqueza. Trata-se de uma
crença limitante que é possível ser desfeita”.
Ostentação
da comida
Algumas pessoas criam a falsa ideia de que a gordura é sinal de
abundância, principalmente aquelas que passaram por falta de comida na mesa
quando criança, assim como aquelas que ostentam por considerar que a comida
seja um prazer na vida. “A pessoas devem deixar de hierarquizar os valores de
comer em primeiro lugar, pois existem prioridades na vida com mais valores,
como atenção à família, realização
profissional etc”.
Resistência
à atividade física
Este sabotador é um dos mais comuns. Além de sabotar o processo de
emagrecimento, também estimula ao sedentarismo. “Muitos associam a prática de
exercícios físicos como um sofrimento e não como um caminho para a saúde e bem
estar, chegando até dizer que existe futilidade em ter um corpo perfeito, sendo
que o principal objetivo está associado à saúde e qualidade de vida”.
A
opinião negativa dos outros
Pessoas gordinhas são consideradas engraçadas, seja pela sua
aparência física quanto suas trapalhadas. Quando emagrecem, é muito comum que
pessoas comentem negativamente de que “antes era mais interessante” ou que
“está com cara de doente”. Segundo Gladia, quando este sabotador age na mente,
a pessoa deixa de escutar o que ela quer e sim o que os outros querem, correndo
risco de reduzir o processo de emagrecimento ou até mesmo engordar um pouco. “É
necessário que a pessoa trabalhe bastante o foto de suportar a estranheza dos
outros às mudanças”.
Dinheiro
É um
dos principais auto sabotadores. A pessoa deixa de frequentar uma academia, ir
ao psicólogo ou nutricionista pelo fato de não ter condições financeiras,
quanto na verdade é apenas uma desculpa. “Quando você firma um contrato com uma
academia ou mesmo profissional em emagrecimento, busque contratos que deixem
você preso a proposta, para evitar que desista em poucas semanas”, explica Gladia.
Gladia Bernardi -
nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento
Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em
coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas
restritivas, prescrição de medicamentos ou mesmo intervenções cirúrgicas para
emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e
consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes.
Atualmente, já formou mais de mil profissionais e é responsável pelo evento
“Por um mundo mais leve”, que defende que qualquer pessoa pode emagrecer se
estiver em harmonia com a sua mente.