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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Obesidade em gatos: os perigos da doença e como evitá-la



Quanto mais gordinho, mais fofinho. Pode parecer inocente, mas esse tipo de pensamento tende a ser prejudicial à saúde dos gatos. A obesidade pode acarretar diversas complicações para a saúde do felino e até leva-lo à morte. Conheça abaixo os perigos da obesidade, saiba como lidar com a doença e o que fazer para evitar que o seu bichano entre neste grupo de risco.

O que vem com a obesidade
A obesidade é uma complicação que não anda só. Ela pode contribuir com o surgimento de outros problemas de saúde, tais como doenças respiratórias, cardiovasculares, dermatológicas, ortopédicas, renais e hepáticas. A obesidade também aumenta as chances de o animal desenvolver diabetes, o que acarreta vários transtornos ao animal, podendo levar à morte.

Meu gato está obeso?
O gato é considerado obeso quando apresentar um sobrepeso a partir de 30% do seu peso estimado. Para diagnosticar este estado, o ideal é leva-lo ao veterinário para uma avaliação, inclusive para identificar as causas da obesidade, que pode ser desde um comportamento sedentário somado a uma alimentação inadequada até uma situação de hipertireoidismo. Entretanto, há alguns truques que podem ajudar a identificar se o pet está acima do peso ou não: ao olhar o gato de cima, ele deve ter uma cintura visível e ao apalpar a região do tórax do animal, deve ser possível sentir as costelas. Esses são sinais de que o pet não está obeso, mas para uma avaliação completa e certeira, o recomendado é levar o gato para ser examinado no veterinário.

Dieta para felinos obesos
A perda de peso estimada para gatos é de 0,5 a 1% do peso corporal por semana. "Dependendo de quanto peso o animal tem que perder, o tratamento pode durar vários meses", alerta Patrícia Padovez, veterinária e coordenadora técnica da Farmina Pet Foods. Segundo a profissional, a dieta deve ser prescrita por um veterinário, que irá acompanhar a perda de peso e o escore corporal do pet.

Alimentos coadjuvantes podem fazer parte do processo de emagrecimento de gatos. "Esse tipo de ração tem função terapêutica e auxilia no tratamento da obesidade, mas deve ser receitado por um veterinário", adverte Padovez. A Farmina oferece o Vet Life Natural Feline Obesity. Com baixa densidade energética e um elevado teor de fibras e proteínas de qualidade, o alimento é indicado para a redução do excesso de peso corporal em gatos adultos, além de ser formulado apenas com conservantes naturais e livre de transgênicos. 

Manutenção do peso
O gato emagreceu, mas o que fazer para ele não voltar a engordar? "Após a perda de peso estimada, o animal deve receber um produto de manutenção light e preferencialmente associado a alimentos da categoria úmido", indica a veterinária.

Por terem um alto teor de água na composição, os alimentos úmidos possuem baixa densidade calórica. "Além de auxiliar na manutenção do peso, eles são fundamentais para um consumo hídrico apropriado, já que a maioria dos gatos não bebe a quantidade diária de água suficiente", explica Patrícia.

De acordo com a especialista, para o manejo nutricional adequado, é importante levar em conta o peso e o grau de atividade do animal, sempre respeitando a quantidade de alimento sugerida na embalagem pelo fabricante.

Como evitar a obesidade
Gato sedentário tende a tornar-se obeso, por isso, estimular o gasto de energia é essencial. Ofereça brinquedos para o bichano se exercitar. Bolinhas, arranhadores, caixas de papelão e caneta laser são excelentes opções para o pet brincar. Outra dica é preparar o ambiente para que o animal se exercite: felinos gostam de lugares altos para explorar.

Assim como acontece com os humanos, é muito mais difícil fazer com que o gato mude de comportamento depois de adulto do que já acostumá-lo desde filhote a ter uma rotina saudável. Por isso, a recomendação é expressa: "cuide para que o pet tenha uma alimentação balanceada e dedique momentos de brincadeira durante todas as fases da vida do animal", finaliza. E lembre-se da máxima: prevenir é sempre melhor que remediar!


Farmina



Meu cachorro atleta



Veja dicas do veterinário para praticar atividades físicas com o amigo pet


            O país inteiro está no clima de Olimpíadas e ansioso para ver os resultados das competições. E como sabemos, neste evento sempre há uma grande produção, tanto por parte da organização quanto dos atletas, para que tudo dê certo. A preparação acontece muito antes da data de início do evento e os atletas programam a mente e o corpo por um bom tempo para terem sucesso nos jogos.

Aproveitando a onda e pensando sempre em passar mais tempo com os animais de estimação e proporcionar qualidade de vida, a Petlove, maior loja virtual de produtos pet do País, levanta a seguinte questão: fazer uma atividade física com seus animais é fundamental para a saúde de todos.

Confira as recomendações do médico veterinário e fundador da Petlove, Márcio Waldman, que devem ser seguidas antes de iniciar qualquer exercício com os pets.

Toda atividade ao ar livre com seu pet é indicada, desde um simples passeio até brincadeiras mais agitadas com brinquedos. Sair do ambiente do dia a dia e socializar seu pet com outros bichinhos é importante para a saúde geral do animal. Além disso, o dono acaba ganhando por se exercitar também.

Mas, para as pessoas que identificaram um potencial extra no bichinho, independente de sua raça, a dica é envolvê-los em provas de habilidade e agilidade, como as competições de agility. “Não existe uma regra. Tudo depende de como o pet é estimulado. Raças como a Border Collie já são famosas pela inteligência na identificação dos comandos e por participarem com louvor em provas de agility. Contudo, já vi cachorros de outras raças, como Pinscher, e gatos também, participarem de esportes e terem ótimos resultados”, explica o médico veterinário.

Segundo Waldman, antes de iniciar qualquer atividade é imprescindível consultar um veterinário, que certamente fará exames e traçará diagnósticos para identificar se o animal possui alguma restrição à atividade.

Durante os exercícios é importante ficar atento ao corpo do bichinho. Se ele mancar e apresentar sinais de cansaço é bom respeitar os limites dele.

A hidratação também é fundamental, dê bastante água, mesmo no inverno, e siga corretamente a alimentação que o veterinário sugerir, pois ela vai repor as energias perdidas durante os treinos. “Em casos de gastos aumentados, como em competições, geralmente a indicação é de rações com mais calorias e proteínas”, afirma Waldman.

Muitos também adoram colocar seus cachorros para brincar com a bola, inclusive jogar vôlei. Já para as raças que amam água uma opção é nadar em piscinas. “Cuidado com o ambiente. Se tiver areia, por exemplo, pode gerar até uma alergia na pele do cachorro. Fique atento também ao tamanho da piscina e com a chance de criar trauma no cachorro por força-lo a entrar na água. A melhor opção é pedir ajuda de um especialista em adestramento. Além disso, tenha atenção redobrada com os ouvidos e seque bem os pelos depois da folia na água. Tudo para evitar doenças”, finaliza o médico veterinário.




Alimentação é estilo de vida



Um dos maiores mitos em relação a saúde é a de que nós precisamos emagrecer para sermos saudáveis. Na verdade, é o total oposto disso, ou seja, nós precisamos ficar saudáveis para emagrecer.

Um corpo com o metabolismo desregulado e seu sistema hormonal desequilibrado, tipicamente reflete em uma pessoa acima do peso e/ou com diversos problemas de saúde, desenvolvidos ao longo do tempo. Desse modo, essa pessoa jamais irá conseguir retomar a boa forma definitiva e uma saúde de ferro, se priorizar somente o ganho de peso e não em se solucionar as causas do mesmo.

Porém, é justamente isso que a maioria das pessoas tenta fazer: iniciar todos os tipos de dietas restritivas e que não atacam o que motiva o ganho de peso, mas sim, tentam mitigar temporariamente as consequências dele, dando uma falsa impressão de que a solução está a caminho.


Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa mostrando que quase metade da população brasileira está acima do peso. Em 2006, 42.7% da população estava acima do peso e em 2011 este número era para 48.5%. (1)

Em se tratando de nutrição, a ciência ainda não sabe absolutamente tudo, porém, tendo estes fatos em mãos se sabe claramente de uma coisa: o que vem sendo feito para tentar solucionar estes problemas, claramente não está funcionando.

A minha opinião, assim como a de uma vertente nova de especialistas de nutrição, é de que o conceito de dieta para perda de peso como praticado hoje em dia está errado em sua própria definição. Dieta hoje é entendida como um esforço temporário onde a pessoa se submete a algum tipo de restrição, tipicamente baseada em um menor consumo calórico e maior atividade física, é o que chamo de paradigma quantitativo do emagrecimento.

Quando as pessoas entram em uma dieta, elas já estão de olho no final da mesma, afinal, é um “sofrimento” temporário. O grande problema é que as pessoas tipicamente ganham todo o peso perdido e até mais após cada tentativa e isso só piora o problema, dificultando cada vez mais a aparição de resultados promissores nas tentativas de dietas subsequentes.

E se ao invés de ficarmos pulando de dieta em dieta, parássemos por um segundo para entendermos quais as verdadeiras causas do problema do ganho de peso e começássemos a praticar diariamente hábitos que as solucionem definitivamente? E o melhor, e se estes hábitos aplicados no dia-a-dia nos favorecerem com um bem-estar contínuo, resultados claros na frente do espelho e na balança, sem privações dolorosas e sem o temido efeito sanfona?

É neste ponto que conquistamos o maior objetivo para saúde, boa forma e bem-estar, ou seja, transformar a nossa alimentação em um novo estilo de vida que corrige as causas dos problemas, reprograme nosso metabolismo para a queima contínua e natural de gordura e restabeleça o funcionamento normal do nosso sistema hormonal.

Um estilo de vida alimentar correto consiste de 3 pontos basicamente: Alimentação Forte, Flexibilidade e Bem-estar.

Este estilo de vida é baseado no paradigma qualitativo da alimentação, ou seja, de que o emagrecimento e saúde é resultado da qualidade do que comemos e não da quantidade, por isso, este estilo alimentar não se baseia em contagem de calorias, controle de porções ou nenhum controle de quantidade, mas sim no foco total na qualidade dos alimentos ingeridos.

Assim como o médico de Harvard Dr. David Ludwig diz: "A solução [para o emagrecimento] está em mudar O QUE comemos e não o QUANTO comemos." (livro “Always Hungary)”.
Cada alimento que ingerimos impacta nosso sistema hormonal de forma positiva ou negativa e hoje se sabe que emagrecimento, assim como ganho de peso, é um fenômeno hormonal e não calórico, por isso a qualidade vem antes da quantidade.

Além disso, o ser-humano não foi feito para contar calorias, aliás, o próprio conceito de caloria só passou a existir em 1824, o que é algo bem recente se tivermos em mente os 2.5 milhões de anos da nossa existência.

Eu defendo a opinião de que controle de calorias só se faz necessário se nos alimentarmos dos alimentos agressores que causam o problema da obesidade e outros relacionados a síndrome metabólica. Afinal, quando menos comermos de alimentos problemáticos, melhor.
Agora, quando baseamos nossa alimentação em alimentos colaboradores, aqueles que fazem sentido biológico para nosso organismo e corrigem as causas dos problemas, este controle consciente de quantidades e calorias passa a ser desnecessário.

Outro ponto chave deste estilo de vida alimentar é a flexibilidade. A maioria das dietas por aí falham também por serem rígidas e inflexíveis. Por definição, um estilo de vida precisa ser dinâmico e flexível a ponto de ser adaptável a realidade de cada um, afinal, nada na vida é 100%.

Isso significa é que se durante 80% do tempo você estiver praticando uma alimentação forte, você pode contar com 20% de flexibilidade para sair da linha e curtir os momentos que precisar curtir. É somente com esta flexibilidade adaptável que se torna possível seguir algo pela vida inteira.

Para completar, nenhuma dieta ou estilo de vida alimentar terá sucesso se o foco não for inteiramente em gerar bem-estar contínuo nas pessoas que o seguem. Somente quando regularizamos o nosso organismo, tornando-o mais saudável é que iremos liberar os acessos naturais a gordura armazenada, começar a queimar o excesso naturalmente até atingirmos nosso peso ideal sem risco de efeito rebote. Ou seja, quando o nosso foco primário está em se reestabelecer nossa saúde, o emagrecimento virá naturalmente, o que de fato não acontece quando o foco está no emagrecimento em detrimento da nossa saúde.

É quando você se sente bem, com mais energia e disposição e ao mesmo tempo vê os resultados aparecendo na balança e no espelho, que você é abastecido com a certeza de que você está no caminho certo e com a vontade de continuar seguindo isso para o resto da vida, eis a alimentação como estilo de vida.




Rodrigo Polesso - especialista em Nutrição Otimizada para Saúde e Bem Estar pela Universidade Estadual de San Diego, Califórnia

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