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terça-feira, 16 de agosto de 2016

A maior lição de Usain Bolt para todos nós



Os Jogos Olímpicos Rio 2016 nos surpreenderam positivamente desde a inesquecível e emocionante Cerimônia de Abertura, não é mesmo? São cenas que se eternizam na galeria dos momentos históricos e que nos enchem de inspiração para buscarmos sempre mais. E, ainda, para sempre acreditarmos nos nossos grandiosos sonhos, por mais distantes, difíceis e inatingíveis que eles possam parecer.

E, como sempre, os Jogos formam o cenário mais do que perfeito para extrairmos lições de superação para as nossas carreiras e para as nossas vidas.
Como é que podemos nos esquecer da corredora etíope Etenesh Diro que, mesmo depois de ter perdido o seu tênis durante a prova de 3.000 metros com obstáculos, decidiu seguir adiante descalça?


E os momentos de tensão e apreensão dos ginastas Diego Hypólito e Arthur Nory antes do anúncio da classificação, que nos brindaram com uma inédita dobradinha de prata e bronze na super competitiva prova individual de solo na Ginástica Artística?

Isso sem falar do êxtase que o realmente lendário Usain Bolt nos proporcionou nas provas seletivas de 100 e 200 metros, além da sua indiscutível vitória na prova dos 100 metros que o levou ao inacreditável tri olímpico?

E é exatamente sobre esta lenda que eu quero escrever. Ao invés de falar sobre os incríveis e já tão conhecidos talentos deste jamaicano, que é, de fato, um “homem flecha”, eu quero pedir a sua especial atenção a um “ponto fraco” de Bolt. Ponto fraco? Exatamente!

O homem mais rápido do planeta tem, sim, um ponto fraco, que no atletismo é chamado de “tempo de reação”. Em uma linguagem bastante simplificada para todos nós, que somos leigos neste esporte tão sensacional, trata-se do tempo que ele reage ao “tiro” de largada das provas.

Em praticamente todas as corridas, Bolt é sempre um dos atletas que têm o pior tempo de reação. Isso faz com que ele se mantenha nos primeiros metros da prova mais distante dos seus demais oponentes que largam à sua frente.

No entanto, ele tem alguns pontos fortes que realmente o fazem este atleta tão ovacionado, sensacional, carismático e vitorioso que conhecemos e tanto admiramos. Ele é um atleta muito alto, com seus quase 2 metros, o que torna as suas largas e firmes passadas um ponto dificílimo de ser superado. Junte-se a isso a sua incrível impulsão!

Para você ter uma ideia ainda mais precisa: Bolt precisa de apenas 41 passos para completar a prova dos 100 metros, enquanto os seus oponentes precisam de 3 ou até 4 passos a mais que eles.

E o que é que tudo isso tem a ver com a nossa vida profissional? Esta constatação nos explica que muitas vezes deixamos de brilhar por focar excessivamente nos nossos pontos fracos ao invés de dedicarmos os nossos melhores esforços a maximizar os nossos pontos fortes.

Inúmeros são os estudos e bons livros que se dedicam ao estudo dos pontos fortes e em todos eles algo fica bastante claro: quando conhecemos bem os nossos grandes pontos fortes e investimos conscientemente para torná-los ainda mais vigorosos, o tão sonhado sucesso fica muito mais possível e próximo.

Portanto, investir nos seus pontos fracos é absoluto desperdício! Invista um tempo de qualidade para, em um primeiro momento, identificar quais são as suas grandes competências. Depois disso, maximize estes seus grandes pontos fortes, pois serão eles os responsáveis para fazer você brilhar!

No mundo corporativo cada vez mais competitivo, só se tornam verdadeiros campeões os profissionais que investem em suas grandes competências, dons e talentos, além dos que têm o foco, a garra, a resiliência, a disciplina e a persistência das grandes lendas, como Usain Bolt.




José Ricardo Noronha - consultor, escritor, palestrante, professor e vendedor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP. Possui especialização em Marketing, Empreendedorismo, Empreendedorismo Social e Vendas pela Owen Graduate School of Management e é Professor dos MBAs da FIA. É autor dos livros "Vendedores Vencedores" e "Vendas. Como eu faço?". www.paixaoporvendas.com.br




ALÉM DAS TORMENTAS



 A prolongada e incandescente crise política que vem se desenrolando no pais, abalou profundamente a nossa economia, cujos resultados estão bem à nossa frente. Todavia não abalou as instituições basilares da República. Esse cenário pode ser comparável ao de um avião de grande porte que voa acima das zonas de tempestade.

Não se depreenda, entretanto, que essa situação de solidez das instituições tão benéfica para o nosso destino republicano se traduz também no quadro de um comportamento democrático ideal.

A crise política que envolve os céus brasileiros, carregada de tantos impactos traumáticos, que não conseguiu desestabilizar a estrutura, nem por isso deixou de produzir consequências negativas em vários componentes essenciais do nosso estado de direito.

Na verdade o sistema político representativo brasileiro materializado pelos partidos políticos e pelos mandatários eleitos ingressou em certo momento numa rota perigosa, perturbada por obstáculos de perda de identidade intrínseca, de coerência, de objetividade programática, de compromissos constitucionais e éticos.

Um panorama que deveria caracterizar-se pela transparência e claridade adquiriu as cores cinzentas provocadas pela avalanche de denúncias que envolvem culpados e inocentes, de investigações parlamentares e policiais, de condenações dentro do próprio Congresso, de reações perplexas e indignadas da sociedade.

Em razão disso, os fundamentos da economia só faziam piorar com péssimos resultados nas áreas especialmente sensíveis da inflação, do emprego, das contas externas, da balança comercial, do câmbio, etc.

O Governo instalado, agora, no Planalto, é levado a sustentar um enfrentamento severo, às vezes com estratégias e táticas de grosso calibre para responder ao desejo real e obrigatório da nossa sociedade.

Infelizmente, a classe política brasileira ainda não conseguiu sepultar velhos fantasmas que têm participado nas nossas crises republicanas.

E o que dizer de problemas conhecidos e jamais resolvidos como a fidelidade partidária, o instrumento da reeleição e outros que fornecem uma longa relação de procedimentos políticos discutíveis e imperfeitos?

Que se faça a tão apregoada reforma política sem mais demora, sem o impasse que atravanca o caminho de uma democracia à altura do país importante que somos dentro e fora das fronteiras continentais.
Se aos poucos podemos conquistar os benefícios da estabilidade econômica, porque deveremos continuar prisioneiros das incertezas institucionais?



Sebastião Misiara
Presidente da UVESP
Vice-presidente ADVB
                                                                                           Diretor APM

Saiba quando a caxumba pode causar perda auditiva



Especialista do Hospital Cema esclarece a relação entre as duas doenças e alerta para a importância do rápido diagnóstico para evitar danos permanentes


O alarmante aumento nos casos de caxumba acendeu um alerta em todo País para uma doença que parecia devidamente controlada há muito tempo. Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica foram 842 casos somente no primeiro semestre do ano (até junho). Muitas pessoas não sabem, mas a caxumba pode ter complicações sérias, caso não seja devidamente tratada. Uma delas é a perda auditiva. "Assim como outras infecções virais, a caxumba pode causar dano ao ouvido interno e também ao nervo da audição. Esse processo infecto-inflamatório pode provocar perda auditiva parcial ou total, muitas vezes irreversível", explica o otorrinolaringologista do Hospital Cema, Andy Vicente.

A caxumba é uma doença viral aguda que causa, principalmente, o inchaço das glândulas que produzem saliva. Normalmente, os sintomas desparecem entre 5 e 7 dias, mas a enfermidade pode trazer complicações, como inflamação dos testículos, dos ovários, pancreatite, meningite, meningoencefalites e problemas auditivos. Apesar da perda auditiva em decorrência da caxumba ter baixa incidência de casos, a infecção pode se manifestar de modo incomum, sem o acometimento das glândulas salivares. "Nesses casos, os sintomas tornam-se inespecíficos, muitos similares à sintomatologia de outras viroses", detalha o especialista.

Por isso, é importante ficar de olho em alguns sintomas, que podem indicar um comprometimento da audição por causa da doença. Sensação de pressão nos ouvidos, perda súbita de audição ou zumbido intenso são os principais. "É importante ressaltar que todo distúrbio na audição ou zumbidos súbitos persistentes devem ser considerados uma urgência otorrinolaringológica", diz. Crianças acima de 2 anos e adultos jovens são mais suscetíveis a apresentar as complicações auditivas da caxumba.

Uma vez diagnosticado, o tratamento para a doença deve ser iniciado o mais rápido possível, com medicações anti-inflamatórias e antivirais. Já nos casos onde ocorre dano auditivo permanente, a reabilitação auditiva pode ser realizada com aparelhos de amplificação sonora, próteses, e até mesmo implantes cocleares, em casos mais severos.

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