Pesquisar no Blog

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Alimento não é inimigo - Fique atento aos sinais dos transtornos alimentares



Quando se fala em transtorno alimentar o primeiro pensamento que vem a cabeça de muitas pessoas é "problema com o alimento". Porém, distúrbios alimentares como anorexia, bulimia e compulsões alimentares são doenças graves, tratáveis e que resultam da complexa interação entre genética, biologia e o meio ambiente. Cada vez mais frequentes, os transtornos atingem na maioria mulheres, cerca de 90%, e tem a maior taxa de mortalidade de todas as doenças mentais. "O alimento não é um inimigo, o problema está em utilizar a comida como válvula de escape das emoções", afirma a nutricionista Tatiana Eto. Sentimento de culpa após comer algo, perda de apetite, excesso de exercício físico, isolamento, alterações de humor, ansiedade, ou descontrole diante de uma panela de brigadeiro, são sinais de alerta de um mau relacionamento com o alimento.  "Identificar essas atitudes  e diagnosticar o problema corretamente são os primeiros passos para o tratamento eficaz", ressalta Tatiana.

Anorexia, bulimia, compulsão são alguns dos transtornos alimentares mais comuns. Cada pessoa pode apresentar características variadas, além de dos sinais comportamentais que caracterizam cada transtorno, também é possível perceber alterações físicas, consequência de deficiências nutricionais, compulsões e comportamentos compensatórios.   "Na maioria dos casos são os familiares e amigos que percebem o distúrbio por meio da negação ao hábito de se alimentar e a perda de peso excessivo em um curto intervalo de tempo, por exemplo", ressalta Tatiana.

Sinais Comportamentais
·    Uso de laxantes e ou vômitos para controlar peso
·    Ingerir uma quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome;
·    Expressar descontentamento com a aparência, peso ou auto-estima.
·    Comer até se sentir desconfortavelmente cheio ou mesmo agoniado;
·    Medo intenso a ganhar peso, mantendo-o abaixo do valor mínimo normal.
·    Sentimento de culpa ou depreciação por ter comido
·    Hiperatividade e exercício físico excessivo
·    Episódios repetidos de "binge eating" (ataques de comer)
·    Dramáticas flutuações de peso

Sinais Físicos
·    Erosão dentária e caries
·    Falta de folego
·    Refluxo gastresofágico
·    Saciedade precoce, esvaziamento gástrico lentificado
·    Amenorreia ou ciclo menstrual irregular
·    Perda de libido
·    Perda de memória/baixa capacidade de concentração
·    Insônia
·    Depressão/ansiedade/comportamento obsessivo

O tratamento mais eficaz para os transtornos alimentares deve ser feito de maneira multidisciplinar, com acompanhamento médico, nutricional e psicológico. É preciso ressaltar que o diagnóstico do transtorno alimentar deve ser feito por um profissional qualificado, pois ele irá indicar o tratamento mais adequado para cada problema. 



Tatiana Eto (www.tatianaeto.com)
Nutricionista, mestre em Ciências (UNIFESP), pós graduada em Medicina do Esporte e da Atividade Física (USCS), Obesidade e Emagrecimento (UVA), Psicologia, Nutrição e Transtorno Alimentares (em curso - UNIARA) e MBA em Gestão Empresarial (FGV). Também é membro da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), e Coaching de Saúde e Bem Estar (Health & Wellness Coaching) - Wellcoaches USA (em formação). 



7 motivos para utilizar a prática mindfulness todos os dias



Ao realizarmos uma tarefa, dizemos que a mente está em modo online-tarefa.
Ao relaxarmos, a mente passa para o modo offline e dirige sua atenção aos próprios pensamentos. Neste estado, a mente passeia por cenários futuros e propõe comportamentos utilizados no passado. Cria um vai e vem entre ideias. Em pouco tempo, alcança um estado chamado ruminativo.

E é neste estado que o nível de stress aumenta, porque a mente não sabe dizer o que vai acontecer. No modo online-tarefa nada disso acontece, porque a mente está focada em algo concreto. 

Então, o que podemos fazer para deixar a mente no modo offline, sem recorrer ao estado ruminativo? Focando a mente no momento presente, como se ele representasse uma tarefa. A ciência ocidental chama esse estado de mindfulness (atenção plena, atenção focada no presente, ação do presente, presentação).

No estado mindfulness, focamos em algo, porém, não realizamos uma tarefa de senso estrito. A tarefa é o presente. Estamos offline, mas não ruminamos. Não há acionamento das estruturas cerebrais ligadas ao estresse.

O estado offline é simples de ser alcançado, mas requer alguns preparativos. É necessário focar a mente na respiração e esvaziar a atenção ao redor. Em pouco tempo você será capaz de fazê-la em casa, no escritório, no ônibus ou na praça.

Quais são os benefícios que obtemos com o estado mindfulness? Leia abaixo 7 motivos para aprender a permanecer offline por, pelo menos, por 2 minutos diários. A prática persistente produzirá resultados surpreendentes.

1. Ideias mais claras
As áreas cerebrais cognitivas se tornam disponíveis para o raciocínio. Isso significa que você vai pensar mais claramente. A manipulação de ideias e de valores – o chamado pensamento abstrato – é realizada de forma mais rápida e cristalina. 

2. Emoções livres
A mente apreende a reconhecer os estados emocionais sem ser apanhada desprevenida no redemoinho criado por eles. É uma diferença que traz resultados palpáveis. Digamos que alguém vem na sua direção para cumprimentá-la. Ela é sabidamente antipática. Você se prepara para ouvir as tagarelices sem sentido de sempre. O estômago aperta, o peito afina e os músculos retesam. Se você percebe essas reações, porém, não pensa junto com elas, sua mente será capaz de deixar o evento passar por você sem produzir hormônios do estresse, abalar a economia interna e reduzir sua capacidade social. Quem ganha é você.

3. Cérebro prossocial
O cérebro muda em áreas prossociais. Os neurônios em espelho, adaptados para reproduzir em você os sentimentos do outro, sem que você seja levado por eles ou tenha fazer um esforço para conter o seu alcance, nos capacitam com o recurso denominado de empatia. Sem ela, o trabalho em equipe na empresa moderna não vai longe. Liderados apreciam líderes que sentem o que eles sentem. A técnica mindfulness faz com que as áreas prossociais do cérebro elevem seu desempenho.

4. Anticorpos eficazes
Seus anticorpos estarão mais vigilantes. Somos um organismo em contato com nuvens de micro-organismos que agem como predadores. Não podemos simplesmente fazer de conta que eles não existem. O contato com cada um deles cria uma entrada na extensa biblioteca que especifica se é maligno ou não. Quando o predador aparece, temos anticorpos na ponta da língua. Mas anticorpos sofrem de paralisia de ação quando somos levados por emoções deflagradas, por exemplo, por pessoas antipáticas. Adoecemos por que não tivemos tempo – melhor, sabedoria – para reagir com autocontrole. Mindfulness é vacina contra moleza de anticorpos.

5. Sono que reequipa
Dormimos melhor. O sono é vital na nossa vida. Dormimos um terço do dia para que nas 16 restantes possamos agir com resolutividade, sem recorrer às reações de estresse. O sono repara e nos reequipa. Dormir é como preparar uma peça de teatro nos bastidores; quando a luz acende e as cortinas abrem, a vida é apresentada sem sobressaltos.

6. Mega-senas diárias
O modo offline é o preparador de possíveis momentos instantâneos em que a mente descobre alguma coisa que estava procurando há tempo, mas não encontrava. Chamamos isso de “Ahás!” criativos. Eles ocorrem em circunstâncias pouco conhecidas, mas sabemos que são antecedidos de uma onde cerebral com um ritmo peculiar gama 40 Hz. Trata-se de um evento movido pela percepção de que a mente acabou de elaborar um circuito fresco, não pensado antes e que se ampara em redes neuronais distantes, distribuídas nos dois hemisférios do cérebro. É como ganhar uma mini mega-sena dentro da cabeça. E não custa nada; quer dizer, custa empenhar-se no modo mindfulness com alguma frequência.

7. Cérebro envelhecido em barril de carvalho
Células cerebrais envelhecem. A mente enruga, como a pele que permaneceu horas sob o sol. Assim como perdemos as células elásticas que deixam a pele torneada, a mente perde neurônios em que suas ideias, pensamentos, planos e projetos são ancorados. Pesquisas surpreendentes acabaram de revelar que o estado offline diferenciado protege os cromossomos – a parte da célula que guarda o código genético e toca a vida adiante. Pessoas mindful permanecem jovens por muito mais tempo. Tem juízo iluminado, boa memória, são emotivos e têm sabedoria. Vencem na vida e transpiram felicidade. A mente offline oferece o barril de carvalho nobre onde podemos amadurecer o melhor de nós.


Dr. Martin Portner - Neurologista e Mestre em Neurociência pela Universidade de Oxford e especialista em Mindfulness. Há mais de 30 anos divide suas habilidades entre atendimentos clínicos e palestras, treinamentos e workshops sobre sabedoria, criatividade e mindfulness

O maior reconhecimento vem de você



Todos nós adoramos ser reconhecidos, ser celebrados, vistos, respeitados, por algo que a gente fez ou está fazendo. E muitas vezes quando nós não somos vistos, quando não somos reconhecidos, pode prestar atenção, que parte sua anda criticando seus progressos? Sim, porque o reconhecimento não está vindo no mundo, é a manifestação do reconhecimento que não está vindo de você.

Por exemplo, estamos aí passando da metade do ano. Talvez você tenha feito planos. Eu fiz vários projetos pessoais e profissionais. Quando eu fiz um balanço do que já tinha feito, eu percebi me criticando. Sabe, atualmente estou lançando um livro, e me cobro demais por ainda não ter feito isso, aquilo, quantos projetos estão pela metade. Eu me ouvi simplesmente invalidando, não reconhecendo os passos que eu dei. E, de repente, eu parei e prestei atenção. 

Porque é isso que é a consciência, que é a meditação. Quando eu me ouço e presto atenção no que estou fazendo comigo mesma. E comecei a falar: “Nossa, eu tenho um plano para esse ano, olha o tanto que eu já fiz, olha onde eu estava a um ano atrás, olha onde estou agora. Hoje eu consegui estar com meu livro impresso, já resolvi um monte de coisas da minha mudança desde que cheguei em São Paulo. No ano passado, eu não tinha nada disso, olha o quanto já andei. Parabéns, Nathalie!”

Ao contrário de nos punir e cobrar, podemos dizer para nós mesmos, que bom, olha o quanto você já fez. Comemora! Celebra! Aí sim, desse estado interior, mais reconhecido, mais honrado, mais visto por você mesmo, o mundo lá fora começa a te apoiar, começa a te parabenizar, a te reconhecer. Lembre-se, sempre o começo está dentro. Aquilo que eu falo para mim, aquilo que eu vivencio, eu produzo e reproduzo, tenho a resposta fora, na minha vida, nos meus relacionamentos, nas minhas conquistas. Então meu convite hoje é para você olhar para dentro e se perguntar. Eu estou reconhecendo os meus progressos? Eu estou de verdade dizendo parabéns, você fez muito?! Ainda faltam algumas coisas. Depois, a partir desse lugar reconhecido, traçar mais planos. Eu já disse e repito, você é tão bom quanto o seu estado interior. Se você estiver feliz com suas conquistas será muito mais fácil traçar novos planos!!!


Nathalie Favaron – terapeuta, coach e autora do recém-lançado O Reencontro. http://oreencontro.onlinewww.nathaliefavaron.com.br

Posts mais acessados