Pesquisar no Blog

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Treinamento em excesso pode levar a problemas cardíacos



 
Especialista do Hospital São Luiz ressalta importância de observar sinais emitidos pelo corpo


A chegada das Olimpíadas pode motivar muitas pessoas a começar a praticar esportes. Para os que já fazem atividade física constante, esta época pode ser um momento para conhecer novas modalidades e dar ainda mais motivação para os treinamentos atuais.

É nesse momento que pode haver preocupações com os excessos – chamado de overtraining, um estado físico que acontece sempre que a quantidade e intensidade de treinos de uma pessoa excedem sua capacidade de recuperação. 

A quantidade elevada de cargas pode evoluir ainda para a Síndrome de Excesso de Treinamento (SET), uma alteração cardíaca com diversos sinais e sintomas. 

Os primeiros indícios podem surgir ainda durante os treinamentos, com a diminuição de desempenho: a pessoa começa a fazer os percursos em mais tempo ou levantar menos peso do que de costume, por exemplo. Ou ainda, ele tem a percepção corporal de que está aumentando a carga, mas tudo continua como antes. Ou seja, a realização das atividades que antes era comum, passa a ser mais difícil. Na SET, os batimentos cardíacos podem se manter elevados, mesmo quando estiver em repouso, além de apresentar insônia, irritabilidade, crescimento anormal do coração e cansaço exagerado.

Para o Dr. Mauricio Fadel, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco é importante ficar atento quando o cansaço começa a aparecer com mais frequência. “São sinais de alerta do corpo dizendo que está precisando de descanso”, observa. 

Além disso, as dores musculares que costumam surgir após os treinos são normais quando duram cerca de dois a três dias após as atividades. Tudo que se assemelha a dor acima disso pode ser indício de excessos de treinamentos. Perda de peso, quando este não é o foco do treino, e diminuição de concentração também são sinais de alerta. 

Ao se enquadrar em alguma das situações acima, o paciente está treinando mais do que o tempo necessário de descanso. Para evitar isso, a primeira atitude é desacelerar.  “O ideal é ficar, pelo menos, uma semana sem treinar”, orienta Fadel. O segundo passo é fazer uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, minerais, carboidratos de absorção lenta e proteínas. Frutas, legumes e cereais integrais deverão também fazer parte do seu cotidiano. Evite as gorduras saturadas, trans e o consumo de bebidas alcoólicas.



Os anos 90 estão de volta! Ao menos para os videogames



Os anos 90 voltaram. A época mais icônica da cultura gamer parece ser o tema que deve definir a indústria de videogames nos próximos anos. Quem foi criança ou adolescente durante a década que encerrou o século passado, conviveu com muitos ícones históricos dos videogames. Foi um tempo onde mais se difundiu o acesso a jogos no país, e quando nasceram ou se popularizaram algumas figuras que marcaram a cara dos jogos para sempre.

Aparentemente, quase vinte anos depois, esses mesmos ícones parecem estar voltando, e estão trazendo consoles com eles. A nostalgia é a regra do negócio no mundo dos jogos digitais.

A jogada é inteligente. Apostar no sentimento da geração que cresceu com uma faceta de cultura que nem sempre pode aproveitar por serem crianças e não terem dinheiro. Hoje, essas crianças são adultos, financeiramente independentes e detentores do poder aquisitivo que está sendo contagiado pelo ressurgimento dos ícones de seu passado.

Buscando o lucro do futuro e do presente, as desenvolvedoras estão olhando para o passado, e revivendo seus maiores acertos. Essa mensagem ficou clara durante diversos painéis da E3 2016. Novas versões de jogos antigos, e até consoles, ganharam destaque e estão chegando com tudo para mais uma vez tomar o mercado.

A Nintendo parece ser a cabeça, ou ao menos a mais ousada, das empresas a embarcarem nessa onda, trazendo de volta o NES, que vendeu mais de 60 milhões de unidades em sua época, em uma versão comemorativa, em miniatura, o NES Classic Edition.

O console estará disponível lá fora a partir de 11 de novembro e virá com jogos clássicos embutidos, como Super Mario Bros, 1.2 e 3, Final Fantasy e Pac-Man. Mas não é a toa que a empresa está na vanguarda desse movimento nostálgico.

Eles já deixaram claro que não pretendem competir na corrida dos gráficos, anos atrás. O resultado é que sempre vem inovando através de outros conceitos, como a jogabilidade que mudou o mundo quando o Wii foi lançado. Apesar da posição dianteira, a Nintendo não é a única.

O tão amado Crash Bandicoot deve retornar ao Playstation 4, com versões remasterizadas dos jogos antigos e possíveis jogos novos, além do clássico da Sega, Sonic, estar de volta às origens em um jogo de plataforma 2D.

No ano passado, a Microsoft já havia anunciado que o Xbox One seria compatível com jogos do, agora antigo e nostálgico, Xbox 360. E a própria Nintendo anunciou o remaster de Final Fantasy VII, tão amado pelos fãs noventistas.

Enquanto algumas empresas correm atrás da realidade virtual, uma grande fatia do mercado busca abraçar o passado. Pokemon Go está ai para mostrar o peso da nostalgia, literalmente parando cidades.

É interessante ficar de olho no mercado. Muitas ideias boas estão voltando à pauta, e o poder aquisitivo está nas mãos de uma geração que amou sua infância, de tal modo que a nostalgia é um dos pilares da cultura nerd e gamer da atualidade - e cada vez mais conquista o status da própria cultura pop. Bem vindo aos anos 90! De novo.




João Mendes - Diretor de Operações da UZ Games.


A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NA INFÂNCIA



Em tempos de Olimpíadas, a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka do Saúde4Kids fala sobre a influência dos pais na prática de esportes dos filhos, a dificuldade de mantê-los em atividades e os benefícios à saúde

Uma pesquisa feita no Brasil pelo Ministério dos Esportes mostrou que 45% dos brasileiros são sedentários. A prática de atividade física geralmente se inicia entre 6 e 10 anos, mas cerca de 27% abandonam as atividades até os 15 anos. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 32% são sedentários. “Portanto, a infância e a adolescência são os períodos críticos para introdução e manutenção de atividades físicas regulares, fundamentais para uma vida adulta mais saudável”, alerta a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka, do Portal Saúde4Kids.

 De acordo com a médica, através dos exercícios a criança pode adquirir confiança nas suas capacidades, melhorar autoestima, interagir socialmente e aprender a expressar suas emoções. “A atividade não tem somente benefícios para a saúde física da criança, mas também é muito benéfica ao intelecto, no desenvolvimento cognitivo e social”, explica a pediatra do Saúde4Kids

Já os benefícios físicos da prática de esportes são muitos, tais como o aumento de força e resistência muscular, desenvolvimento de ossos saudáveis, redução de ansiedade e estresse, controle de peso e dos níveis de colesterol e pressão arterial. “Crianças que fazem atividades físicas têm menos chance de se tornarem adultos com obesidade, hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas”, justifica a Dra. Ana Laura, que também é cardiologista infantil. 

E fazer exercícios é um hábito que pode começar desde cedo. O Departamento de Saúde Americano recomenda atividade física diária com duração de pelo menos 60 minutos a partir dos 6 anos de idade, até os 17. 

Exercícios que trabalham condicionamento físico, coordenação motora e flexibilidade são os mais recomendados, como futebol, natação, basquete, vôlei, dança, entre outros.

Brincadeiras em parques, como correr, escalar brinquedos ou andar de bicicleta também são consideradas atividades físicas. A Dra. Ana Laura comenta que estimular a prática regular a partir dos 2 anos de idade é uma função importante dos pais. Assim como o incentivo com poucos meses de idade para engatinhar até chegar ao andar. 

Mas vale ressaltar que, até que a criança passe pelos estirões de crescimento -por volta dos 14 anos-, não é indicada atividade com carga elevada para ganho de massa muscular, para evitar lesão da placa epifisária dos ossos, que prejudica seu desenvolvimento.

A Dra. Ana Laura acrescenta que a escolha do tipo de atividade deve levar em conta, além das preferências da criança, fatores econômicos, aptidão física, idade e desenvolvimento puberal. “Sem contar que faz muito bem ao coração, física e emocionalmente falando”.

Dicas para fazer as crianças se mexerem

As pediatras da Saúde4Kids dão algumas orientações para os pais tirarem os filhos da frente dos computadores e do celular e fazerem eles se agitarem. São elas:
-Leve a criança a clubes e participe de diferentes atividades com ela, assim você vai descobrir seu interesse e aptidão no esporte; 

-Incentive para que participe de atividades que já sejam frequentadas por amigos. A chance de desistência quando o jovem está entre colegas é menor;

-Dê o exemplo! Se você passa o dia todo sentado em frente à televisão ou tem uma vida sedentária, é bem possível que seu filho tome isso como hábito também. Faça passeios ao ar livre em família e mostre que pode existir diversão longe da televisão, tablet e vídeo game; 

-Se a criança não quiser fazer esporte, converse com ela e procure entender o motivo. Muitas vezes, crianças com sobrepeso evitam atividades por medo de serem ridicularizadas. Um bom diálogo ou até mesmo acompanhamento psicológico podem ajudar; 

-Não submeta a criança a treinos intensos, cujo objetivo é alto rendimento, caso não seja o desejo dela. Quando o esporte deixa de ser diversão para se tornar competição, há maior probabilidade de a criança ou adolescente perder o interesse.




As Pediatras

Dra. Fernanda Viana - médica formada pela Universidade Estadual de Campinas –UNICAMP-; pediatra pela Universidade de São Paulo –USP-; cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo. Além de ser especialista em pediatria com título pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Dra. Rafaella Gato Calmon - médica pela Universidade Federal do Pará –UFPA-; pediatra pelo Hospital Infantil Darcy Vargas, cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Também é mamãe dos gêmeos Bárbara e Rafael.

Dra. Ana Laura Kawasaka - médica formada pela Universidade Estadual Paulista –UNESP-; pediatra pela Universidade de São Paulo –USP-; cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além de mamãe da Clara.


Posts mais acessados