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quarta-feira, 20 de julho de 2016

ALZHEIMER: COMO NOTAR OS SINAIS E LIDAR COM OS SINTOMAS?




A doença de Alzheimer foi descrita pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, em 1906. Trata-se de um processo degenerativo do sistema nervoso central que atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade. Essa é a forma mais comum de demência no idoso. O desenvolvimento da doença acontece quando o cérebro produz a proteína tau (intracelular) e o peptídeo beta-amiloide. Essas substâncias são tóxicas para os neurônios e estes acabam morrendo com o tempo. A perda neuronal leva à progressiva redução da massa cerebral e, consequentemente, aos sintomas da doença.

Nas fases iniciais, os sintomas mais importantes são as falhas progressivas de memória em relação a fatos recentes. Já os fatos antigos, ficam preservados. A pessoa pode se lembrar detalhadamente de algo que ocorreu há 50 anos, mas não se lembra de algo que ocorreu ontem, ou há poucas horas. Muitas vezes, faz a mesma pergunta repetidamente, ouve a resposta, mas logo se esquece e pergunta de novo.

A medida que a doença progride, a pessoa começa a ter dificuldade para se orientar no tempo e no espaço. Ela pode se perder ao sair na rua para ir a um lugar conhecido, e depois não achar o caminho de volta. Outros sintomas são alterações do sono, agitação ou apatia, e até quadros psicóticos. Na fase final da doença, o paciente perde a capacidade de se expressar, não reconhece nem os familiares e não consegue mais cuidar de si mesmo, demandando a presença de cuidadores em tempo integral.

Ainda há dúvidas e controvérsias sobre as causas da doença de Alzheimer. Uma das certezas é que a genética é um dos fatores influenciadores. O sistema nervoso central produz uma proteína chamada apolipoproteína E (ApoE). Essa proteína tem algumas sub-formas, e a presença do alelo E4 do gene da apolipoproteína E (ApoE4) é considerado fator de risco elevado para o desenvolvimento da doença. Outros fatores que podem estar envolvidos na doença de Alzheimer é a presença de radicais livres (chamado stress oxidativo), diabetes, traumatismos cerebrais e elevação da homocisteína, um aminoácido presente no sangue que está relacionado com o surgimento de doenças cardiovasculares.

Na doença de Alzheimer, há uma redução importante de um neurotransmissor chamado “acetilcolina”. A maioria dos medicamentos usados no Alzheimer aumenta a quantidade deste neurotransmissor no cérebro. Estes medicamentos não recuperam o que já foi perdido (ou recuperam muito pouco), mas são úteis para reduzir a velocidade da progressão da doença. Além do tratamento medicamentoso, os cuidados com a saúde física, com a organização do ambiente do paciente e com a aplicação de atividades que auxiliem na memória (leituras, jogos e informações que irão incentivar o exercício mental) contribuem para manter a qualidade de vida do paciente.


Prof. Dr. Mario Louzã - médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (CRMSP 34330)

28 de Julho - Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites Virais



Hospital Samaritano realiza teste gratuito para população

O Hospital Samaritano de São Paulo realiza, nos dias 28, 29 e 30 de julho (entre quinta-feira e sábado), das 7h às 18h, teste gratuito de Hepatite C para a população. Com uma rápida coleta, o resultado fica pronto em poucos minutos.

A campanha, em parceria com a ABPH - Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, ocorre pelo segundo ano consecutivo e visa realizar cerca de mil testes.
“Por se tratar de uma doença silenciosa, o diagnóstico precoce é importante afim de evitar complicações futuras, como por exemplo, cirrose ou câncer“, destaca Dra. Cátia Rejânia, hepatologista do Núcleo de Gastroenterologia do Hospital Samaritano de São Paulo.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde - OMS, um terço da população mundial tem hepatite. “As hepatites virais são um dos maiores problemas mundiais de saúde, e matam duas vezes mais do que a AIDS.  O nosso desafio é diagnosticar a presença do vírus e conter a doença antes dos danos que ela acarreta ao fígado.  As mais graves doenças do fígado são causadas pela hepatite C, entretanto, apenas 5% dos portadores da doença estão diagnosticados.  Nosso desafio está no diagnóstico e ele é simples!  Apenas um teste de triagem com resultado em dois minutos”, explica Humberto Silva, Presidente da ABPH.


Sobre o Hospital Samaritano: Especializado em medicina de alta complexidade, o Hospital Samaritano de São Paulo está há 122 anos em atividade. Fundado em 25 de janeiro de 1894, nasceu como primeiro hospital privado da capital paulista e hoje é uma das poucas instituições de saúde que permanece em atividade, em duas passagens de séculos, com recursos próprios.
Especializado em Cardiologia, Gastroenterologia, Neurologia, Ortopedia, Oncologia, Trauma, Urologia e Ginecologia, o Hospital Samaritano de São Paulo oferece atendimento completo e integrado aos pacientes, com acompanhamento em todas as etapas do tratamento. Além disso, oferece Serviço de Emergência Especializada 24 horas em Ortopedia, Cardiologia, Neurologia e Trauma.
O Complexo Hospitalar do Hospital Samaritano conta com 19 andares, 313 leitos, além de Centro Cirúrgico com salas para realização de procedimentos de alta complexidade e Centros de Medicina Especializada em Pediatria e doenças da Tireoide. Desde 2004, é certificado pela Joint Comission International (JCI), um dos mais importantes órgãos certificadores de padrões de qualidade hospitalar no mundo.


Anote na agenda:
Teste gratuito de Hepatite C - Hospital Samaritano de São Paulo
Data: de 28 a 30 de julho (quinta à sábado)
Horário: das 7h às 18h
Local: Hospital Samaritano de São Paulo - entrada principal
Endereço: Rua Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis

Mudança de hábito é saída para sair do vermelho



Consultora financeira dá dicas de como guardar dinheiro e se livrar do endividamento


            As famílias brasileiras estão endividadas. É isso que mostra os dados da Pesquisa Nacional de Endividamentos e Inadimplência do Consumidor: em janeiro de 2015, 61,6% da população estava com dívidas. Segundo a consultora financeira e uma das palestrantes do evento Coaching Para Mulheres Yes, We Can!, que ocorre no dia 20 de agosto, das 8h às 18h, no Encontro da Amazônia, em Curitiba, Joyce Rezende, a facilidade de acesso ao crédito e o mundo da publicidade que explora, de maneira agressiva a indução de compra imediata, cooperando para o endividamento. “O consumidor acaba ‘caindo em armadilhas’ de consumo e, muitas vezes, opta pelo financiamento de suas compras para sustentar um padrão de vida que não cabe no bolso”, comenta.

            Para a consultora, a mudança de hábitos pode ser uma forma de economizar dinheiro e sair do endividamento. “Poupar dinheiro é necessário para manter reservas para os momentos difíceis, pois nunca se sabe a hora que se enfrentará uma dificuldade”, explica. De acordo com ela, o primeiro passo é criar uma meta de poupança mensal e encará-la como uma de suas despesas. “Com algumas atitudes diárias podemos poupar aos poucos para conseguir manter a meta, tais como: alimentar-se antes de ir ao supermercado e preparar uma lista de itens necessários; economizar energia elétrica mantendo desligados da tomada os aparelhos que não estão sendo utilizados no momento; evitar banhos demorados e utilizar o máximo de iluminação natural; diminuir as refeições fora de casa e trocar a academia por caminhadas ao ar livre”, ensina.

            Entre guardar dinheiro por meio de títulos de capitalização e poupança, Joyce é enfática: a poupança é a melhor opção. “Nos títulos de capitalização, somente parte do valor pago mensalmente é rentabilizado. Já na poupança todo montante é capitalizado, sem contar que o valor pode ser resgatado a qualquer momento sem pagar nada por isso”, salienta. De acordo com ela, existem ‘n’ maneiras de fazer o dinheiro render. “Há uma série de aplicações financeiras que podem rentabilizar o dinheiro: quanto maior a aplicação, maior o retorno. Para quem está começando o ideal é iniciar com a poupança até se obter uma quantia razoável e, na sequência, buscar um investimento com maior retorno de acordo com o seu perfil e plano de vida”, ressalta.



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