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terça-feira, 19 de julho de 2016

Estilo de vida causa catarata, diz pesquisa



Pesquisa mostra que além do envelhecimento, o estilo de vida do brasileiro causa catarata e está por trás da maior incidência entre mulheres apontada pelo IBGE.





Envelhecer é inevitável, mas a catarata, doença que torna o cristalino do olho opaco e é apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de cegueira reversível no mundo,  pode ser adiada. O problema é que uma recente pesquisa online realizada com 814 participantes pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, mostra que o estilo de vida do brasileiro facilita  o crescimento da doença. Só para se ter uma idéia, além de aparecer cada vez mais cedo por falta de prevenção, surgem 120 mil novos casos ao ano no país. "É verdade que o envelhecimento da população impulsiona a doença no Brasil, mas este não é o único fator", comenta.

O oftalmologista conta que 68% dos participantes afirmaram viver sob estresse. Isso eleva a produção de radicais livres e a oxidação das células do cristalino, acelerando sua  opacificação. Na mulher, observa, este processo é intensificado pela dupla jornada de trabalho e  oscilação dos hormônios sexuais que fazem o organismo produzir uma quantidade maior dos hormônios cortisol e adrenalina que oxidam as células. Por isso, ressalta,  a chance da população feminina ter catarata é maior e explica  o diagnóstico da doença em 31,9% das mulheres contra  24,6% dos homens, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Falta cultura alimentar
O especialista diz que outro fator de risco é a falta de cultura alimentar. Para se ter uma idéia, só 10% dos participantes afirmaram que as folhas verde escuro que contém luteína protegem os olhos da catarata. O oftalmologista ressalta que  este é o principal grupo de alimentos para preservar a transparência do cristalino. Isso porque, a luteína é capaz filtrar a luz azul que danifica suas células. O especialista destaca que nenhum alimento ou suplementação evita a catarata, mas podem proteger os olhos dos radicais livres. Os principais elementos indicados pelos estudos internacionais são:

Vitamina A/ Betacaroteno
Ovos, laticínios, cenoura, pimentão vermelho, manga e folhas de verde intenso
Vitamina E
Amêndoas, semente de girassol
Vitamina C
Frutas cítricas, mamão, tomate, brócolis
Zinco
Mariscos, ostras, feijão, lentilha, nozes
Luteína
Gema de ovo, folhas verdes, ervilha
Zeaxantina
Milho, pimentão amarelo, laranja,  abóbora.

Proteção solar
Queiroz Neto adverte que a falta de proteção solar aumenta em 60% o risco de contrair catarata e só 45% dos participantes da pesquisa usam lentes com filtro solar durante o ano todo. A radiação ultravioleta emitida pelo sol só é segura para os olhos quando esta abaixo de 6. No Brasil este índice é ultrapassado inclusive no inverno Em saúde a prevenção ainda é o melhor remédio conclui.



Atletas de alto rendimento podem ter problemas ligados à fertilidade



Prática em demasia e uso de substâncias ilegais podem atrapalhar funcionamento do aparelho reprodutor, dificultando ou até mesmo impossibilitando a gravidez natural

Além de representar riscos para os músculos e para o sistema cardiovascular, a atividade física em excesso pode prejudicar a fertilidade, com impactos significativos na produção de sêmen, nos homens, e na ovulação, nas mulheres. No caso dos atletas de alto rendimento, então, quais seriam as consequências dos treinos intensos da profissão na capacidade de engravidar naturalmente? 

Esportistas profissionais vivem uma intensa busca por resultados. Eles precisam constantemente melhorar a condição física e os treinos, com equilíbrio em alimentação balanceada, horas de descanso e de preparação mental, fazem parte do processo, que, em longo prazo, os fará atingir o alto rendimento.

“Seguir essas orientações à risca contribui também para uma vida saudável, sem influências negativas à fertilidade.” observa o Dr. Mauro Bibancos, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington. “É importante considerar, no entanto, que existem algumas modalidades que podem afetar o sistema reprodutor mais do que outras”, completa.

No caso das mulheres, esportes de alto gasto calórico, como corrida e dança, podem ser os principais responsáveis. Segundo o Dr Mauro Bibancos “isso ocorre porque a diminuição extrema dos níveis de gordura do corpo e o excesso de exercícios interferem na produção dos hormônios (gonadotrofinas), que age nos ovários”. Para os homens, o fato dos testículos serem exteriorizados para que tenham uma temperatura mais baixa do que os órgãos internos faz com que o ciclismo e automobilismo possam representar riscos por conta do aquecimento da região - além de pequenos traumas repetitivos. Além desses, esportes com risco de impacto, como artes marciais, também podem atrapalhar a fertilidade, devido a traumas de maior potência nos testículos.

A intensidade na prática das atividades é a principal questão. “O grande problema é que nem todos os atletas são disciplinados. Alguns encontram dificuldades em seguir uma rotina tão regrada, deixam os cuidados de lado e o exercício se torna exagerado. Em outras situações, procuram formas de atingir resultados mais rápidos e comprometem a saúde.”

O imediatismo por resultados e suas consequências
O esporte e a infertilidade têm seus caminhos cruzados também quando entra em cena o uso de anabolizantes. Além de proibidos em competições, eles podem trazer sérias consequências para a saúde. Ainda assim, na busca por aumento de força e melhora do desempenho físico, alguns competidores assumem o risco e optam por esse caminho, menos trabalhoso do que seguir uma rotina cheia de regras. No sistema reprodutor, essa escolha pode levar à diminuição principalmente dos espermatozoides.

O uso de anabolizante consiste em adicionar ao organismo uma dose de hormônios - geralmente testosterona ou derivados - muito superior à que ele já produz naturalmente. No caso das mulheres, que produzem o hormônio em quantidades menores, o esteroide interfere no crescimento do endométrio, dificultando que o embrião fixe na parede do útero. Nos homens, o efeito mais comum é a diminuição dos testículos. “Ambos sofrem essas consequências porque a testosterona em excesso inibe a produção do hormônio FSH, que é essencial para a maturação das células reprodutivas”, explica o especialista.

Há cura para esse tipo de infertilidade?
Tanto em casos de exercício excessivo quanto nos de uso de anabolizantes, o organismo pode ser capaz de voltar às suas funções e retomar a produção normal dos hormônios. Para isso, é necessário que o atleta suspenda o uso e encontre um equilíbrio entre a quantidade de atividade física praticada, alimentação, horas de descanso e fatores psicológicos. Algumas vezes precisamos tentar reverter esse quadro com tratamento médico.

“Seguindo as orientações e respeitando os limites do corpo, o organismo pode levar meses a anos para voltar ao normal. Caso a infertilidade se mantenha mesmo após a adequação das atividades físicas e da função hormonal, o ideal é buscar um especialista em reprodução humana. Nestes quadros, a dificuldade em alcançar a gravidez pode estar vinculada a outras questões, que só podem ser avaliadas por um médico”, observa o Dr. Mauro Bibancos.





Huntington Medicina Reprodutiva - www.huntington.com.br

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