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De Juliette a Gigi Hadid, tonalidade acobreada suave ganha espaço no visagismo por valorizar a beleza natural e permite diferentes interpretações de acordo com o estilo de cada pessoa
O universo da beleza vive uma
fase de valorização da naturalidade, e uma das apostas que ganha força em 2026
é o soft copper, tonalidade que combina reflexos dourados, acobreados e nuances
quentes para criar um resultado iluminado e sofisticado. Diferentemente dos
ruivos mais intensos, a proposta é trabalhar o cobre de maneira delicada,
criando profundidade e luminosidade sem deixar o cabelo com aparência
excessivamente artificial.
A tendência acompanha uma
mudança no próprio conceito de visagismo. Em vez de simplesmente reproduzir uma
cor que está em alta, a proposta é encontrar uma tonalidade que converse com a
pele, os olhos, os traços, a rotina e a personalidade de cada pessoa. O
resultado é um cabelo que segue a tendência, mas continua preservando a identidade
de quem o usa.
Entre as famosas que ajudam a
popularizar diferentes versões do cobre estão Juliette Freire, que já apostou
em uma interpretação mais dourada da tonalidade; Gigi Hadid, referência nos
tons acobreados contemporâneos; Emma Stone, conhecida pelas diferentes versões
de ruivo sofisticado; Nicole Kidman, que transita pelo chamado copper blonde;
Amy Adams, com cabelos que passeiam entre o ruivo natural e o strawberry
blonde; e Julia Roberts, que marcou gerações com suas tonalidades acobreadas.
Para Kelly Taise, visagista do
Espaço Hi, em São Paulo, justamente a possibilidade de personalização explica
parte do sucesso do soft copper.
"O soft copper representa
uma mudança na forma como enxergamos a coloração. Hoje, as pessoas não querem
apenas copiar uma tendência, elas querem encontrar uma cor que converse com sua
imagem, sua rotina e sua personalidade. O cobre suave permite essa
personalização porque pode ser mais dourado, mais rosado ou mais intenso
dependendo da proposta."
A escolha da nuance, porém,
não deve ser feita apenas pela referência de uma celebridade. A mesma cor pode
produzir efeitos completamente diferentes dependendo da base do cabelo, da
tonalidade da pele, dos olhos e até da imagem que a pessoa deseja transmitir.
"O visagismo trabalha com
harmonia. Nem todo cobre precisa ser igual. Para algumas pessoas, um cobre
dourado vai trazer luminosidade; para outras, uma mistura com tons de caramelo
ou canela pode criar um resultado muito mais elegante. A cor ideal é aquela que
valoriza a beleza natural", explica Kelly.
Por ser mais suave, o soft copper também se tornou uma alternativa para quem deseja transformar o visual sem necessariamente partir para uma mudança radical. A tonalidade pode ser adaptada para cabelos castanhos, loiros ou que já passaram por processos de iluminação, permitindo diferentes níveis de intensidade.
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"O cobre suave é uma
excelente porta de entrada para quem quer experimentar uma nova imagem. Ele
traz personalidade, mas mantém uma aparência natural. É uma transformação que
chama atenção pela elegância, não pelo exagero", afirma a especialista.
O corte também interfere
diretamente no resultado. Camadas leves, comprimentos médios, franjas
personalizadas e texturas que preservam o movimento natural dos fios podem
ajudar a revelar as diferentes nuances da coloração. Quando a luz encontra
diferentes superfícies do cabelo, os reflexos dourados e acobreados ganham
profundidade.
"Uma cor bonita precisa
conversar com o corte. O movimento faz com que a luz reflita de maneiras diferentes,
criando profundidade e deixando o cobre mais sofisticado. O conjunto entre
corte, cor e finalização é o que constrói uma imagem equilibrada."
A manutenção é outro ponto
importante. Por mais natural que seja a proposta, cabelos coloridos precisam de
cuidados para preservar brilho, uniformidade e saúde dos fios. Hidratação,
reconstrução e produtos específicos para cabelos coloridos ajudam a prolongar o
resultado, especialmente porque o aspecto luminoso é uma das principais
características do soft copper.
"O soft copper só
funciona quando o cabelo está saudável. O brilho é parte fundamental dessa
estética. Um fio bem cuidado potencializa a cor e transmite aquela sensação de
cabelo sofisticado e cheio de vida", destaca Kelly.
A estética também pode ser
estendida para a maquiagem e para o estilo pessoal. Tons terrosos, pele
iluminada e uma maquiagem mais fresca costumam criar uma composição harmônica
com a tonalidade acobreada, sem disputar atenção com o cabelo.
"O visagismo olha para a
pessoa como um todo. Quando fazemos uma mudança de cabelo, precisamos pensar na
harmonia com maquiagem, estilo pessoal e mensagem que aquela imagem transmite.
O soft copper combina muito com uma beleza mais autêntica e elegante."
Apesar de parecer uma
transformação relativamente simples, chegar ao cobre desejado exige avaliação
profissional. A cor final depende da base atual, do histórico químico, da condição
dos fios e da tonalidade que se pretende alcançar. Em alguns casos, pode ser
necessário preparar o cabelo antes da coloração para preservar sua estrutura.
Para Kelly, esse planejamento
é justamente o que diferencia uma tendência reproduzida de uma transformação
realmente personalizada.
"Uma tendência só faz
sentido quando respeita a individualidade. Antes de escolher o soft copper, é
importante avaliar a saúde do cabelo, entender a rotina da pessoa e construir
uma cor que ela consiga manter. O melhor resultado é aquele que une tendência e
identidade."
Mais do que uma simples cor da
temporada, o soft copper representa uma mudança na maneira de pensar a
transformação dos cabelos. A tendência permite brincar com diferentes
intensidades e reflexos, mas mantém como principal característica a busca por
um resultado que pareça pertencer naturalmente à pessoa.
No fim, talvez seja justamente essa combinação
entre tendência e individualidade que explique por que o cobre suave deixou de
ser apenas uma referência entre celebridades e passou a ocupar espaço entre as
principais apostas de beleza para 2026.


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