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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Seis em cada dez brasileiros estão acima do peso. Tratamento de doenças metabólicas deve unir medicina, nutrição e saúde mental

Segundo o Ministério da Saúde, 62,6% dos brasileiros apresentam excesso de peso. Diante do avanço das doenças cardiometabólicas, o Hospital São Lucas Copacabana, da Rede Américas, inaugura o primeiro Centro de Saúde Metabólica do estado do RJ, voltado para o atendimento integrado de pacientes.  

Mais de seis em cada dez brasileiros apresentam excesso de peso e um em cada quatro vive com obesidade, segundo o estudo Vigitel 2025, do Ministério da Saúde. O crescimento desses indicadores tem contribuído para o aumento de doenças como diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica, esteatose hepática e problemas cardiovasculares, condições que compartilham fatores de risco e costumam evoluir de forma simultânea. 

Um estudo publicado na revista científica Circulation propõe uma abordagem integrada para doenças cardiovasculares, renais e metabólicas, considerando a relação entre essas condições e a necessidade de acompanhamento por diferentes especialistas. 

Nesse contexto, o Hospital São Lucas Copacabana, da Rede Américas, acaba de inaugurar o Centro de Saúde Metabólica, o primeiro do estado do Rio de Janeiro estruturado para oferecer atendimento integrado às doenças cardiometabólicas. O espaço reúne cardiologistas, endocrinologistas, nefrologistas, hepatologistas, cirurgiões metabólicos, psicólogos e nutricionistas para avaliação conjunta de pacientes com síndrome metabólica e doenças associadas. O centro também disponibiliza exames, permitindo concentrar diferentes etapas da investigação e do acompanhamento em um único local. 

Segundo Fernando Barros, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica do Hospital São Lucas Copacabana, a síndrome metabólica é caracterizada pela associação de fatores de risco como obesidade, aumento da circunferência abdominal, hipertensão arterial e alterações nos níveis de glicose e colesterol, condições que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, renais e hepáticas. 

“Durante muitos anos, pacientes com obesidade, diabetes, doença renal, alterações hepáticas e problemas cardiovasculares foram acompanhados por especialistas de forma isolada. Hoje sabemos que essas condições compartilham fatores de risco comuns. Uma avaliação integrada permite compreender melhor a evolução clínica e definir um tratamento mais completo”, afirma. 

O modelo assistencial do centro substitui a lógica dos múltiplos encaminhamentos por uma avaliação compartilhada entre especialidades. A proposta é discutir cada caso de forma conjunta, definir estratégias terapêuticas coordenadas. 

“O objetivo é oferecer um cuidado integrado desde a primeira avaliação. Em vez de percorrer diferentes consultórios, o paciente passa a contar com especialistas que discutem o caso em conjunto, o que favorece decisões clínicas mais coordenadas e um acompanhamento contínuo”, completa o especialista. 

Reconhecido pela atuação em transplantes de órgãos sólidos abdominais e procedimentos de alta complexidade, o Hospital São Lucas Copacabana amplia sua linha de cuidado com um modelo voltado ao atendimento integrado de pacientes com doenças metabólicas, reforçando o investimento em abordagens multidisciplinares para a população do Rio de Janeiro.


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