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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Viagens para países vizinhos ganham proteção, mas proximidade ainda pode criar falsa sensação de segurança

Vendas de seguros para a América do Sul cresceram 52,4% em um ano — bem acima da média nacional do setor; orientações de consulados brasileiros mostram que despesas médicas podem pesar no bolso de turistas na região
 

Uma viagem de poucos dias para um país vizinho pode parecer simples: trajetos mais curtos, destinos conhecidos e, muitas vezes, a possibilidade de chegar de carro. Mas a proximidade geográfica não elimina os imprevistos — e os brasileiros parecem estar mais atentos a isso. As vendas de seguro viagem para a América do Sul cresceram 52,4% entre 2025 e 2026, passando de 7.895 para 12.030 apólices comercializadas na plataforma, segundo levantamento da Seguros Promo referente ao período de janeiro a julho de cada ano. 

O avanço foi superior ao observado em outros destinos: na Europa, as vendas passaram de 11.518 para 13.625, alta de 18,3%; na América do Norte, o crescimento foi de 16%, de 3.372 para 3.910. O ritmo também superou a média nacional do setor, que cresceu 12,2% no primeiro semestre de 2026, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O movimento ganha outro contexto quando se olha para as condições de atendimento médico oferecidas aos turistas na região. No Chile, por exemplo, o Consulado-Geral do Brasil em Santiago alerta que consultas, exames, internações e procedimentos podem ter custos elevados para visitantes estrangeiros e recomenda a contratação de seguro viagem com cobertura para despesas médicas, hospitalares e remoção de emergência. 

No Uruguai, a orientação do Consulado-Geral do Brasil em Montevidéu é semelhante: o atendimento médico e hospitalar gratuito é destinado a cidadãos locais e residentes legais, enquanto estrangeiros podem ter de arcar com as despesas correspondentes em caso de atendimento, incluindo transporte de ambulância. 

Na Argentina, mudanças recentes na legislação migratória também colocaram o tema no radar de quem entra no país. As novas regras preveem declaração sobre a posse de seguro de saúde — item cuja implementação ainda depende de regulamentação. Paralelamente, o governo argentino já restringiu o acesso gratuito de estrangeiros não residentes a determinados atendimentos de saúde pública. 

Existe uma percepção de que viagens para países próximos exigem menos planejamento, seja pela distância ou pela familiaridade com o destino. No entanto, o viajante está cada vez mais consciente de que o seguro viagem é um cuidado importante em qualquer jornada, inclusive nas mais curtas. Ele oferece suporte diante de diferentes situações e permite aproveitar a experiência com mais tranquilidade. Por isso, o planejamento deve considerar não apenas o destino, mas também a segurança e o bem-estar durante todo o período fora do Brasil”, afirma Paulo Zamboni, CEO da Seguros Promo .

Imprevistos operacionais também entram nessa conta. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estabelece procedimentos específicos para casos de extravio de bagagem, exigindo registro da ocorrência junto à companhia aérea — um processo que pode levar dias até a localização e devolução dos pertences e que planos de seguro viagem com cobertura de bagagem ajudam a amortecer financeiramente. 

O crescimento de 52,4% nas vendas para a América do Sul, portanto, contrasta com a ideia de que a contratação de proteção seria preocupação exclusiva de quem viaja para destinos distantes. No caso de países vizinhos, a distância pode ser menor, mas as condições de atendimento, os custos e os imprevistos continuam diferentes dos encontrados no Brasil — e, segundo dados públicos do setor, cerca de 3 em cada 10 brasileiros que viajam contratam seguro viagem, com base em levantamento do Sistema de Estatísticas da SUSEP (SES SUSEP) e dos Anuários BRAZTOA.

 

Amo Promo

 

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