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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Fumantes procuram ajuda para parar de fumar após 36 anos, em média

Levantamento do PrevFumo, do Hospital São Paulo/Unifesp, mostra que pacientes chegam ao tratamento aos 50 anos, em média

 

Fumantes que procuram tratamento no Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) para largar o cigarro chegam ao serviço após 36 anos de tabagismo, em média. O dado é do Ambulatório de Cessação do Tabagismo (PrevFumo) da unidade, onde a idade média das pessoas atendidas é de 50 anos. 

O levantamento mostra ainda carga tabágica média de 40 anos-maço, índice que relaciona a quantidade de maços consumidos por dia ao número de anos de tabagismo. Além disso, 74% dos pacientes apresentam índice de Fagerström igual ou superior a 5, indicando grau relevante de dependência de nicotina. O instrumento é utilizado para avaliar a intensidade da dependência e pode auxiliar na definição da estratégia de tratamento. 

O alerta ganha relevância neste mês, marcado pelo Agosto Branco, campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pulmão, e pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. A data reforça a importância de reconhecer o tabagismo como uma dependência que pode e deve ser tratada. 

“Quando tratamos o tabagismo, não estamos apenas ajudando uma pessoa a parar de fumar. Estamos atuando diretamente na prevenção do câncer de pulmão e de várias outras doenças relacionadas ao tabaco”, afirma a pneumologista e coordenadora do PrevFumo, Lygia Sampaio. 

O tabagismo é o principal fator de risco evitável para o câncer de pulmão. Interromper o consumo do cigarro traz benefícios à saúde em qualquer momento, mas quanto mais cedo ocorre a cessação, maior é a possibilidade de reduzir os danos provocados pela exposição ao tabaco.

 

PrevFumo

Criado em 1988 pela Escola Paulista de Medicina (EPM) e pelo Hospital São Paulo/Unifesp, o Núcleo de Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo) auxilia fumantes que desejam abandonar o cigarro. A equipe é formada por médicos pneumologistas, psicólogos, fisioterapeutas e enfermeiros. A cada dois meses, são abertas vagas para cinco novos grupos. 

O tratamento não farmacológico utiliza técnicas cognitivo-comportamentais abordadas em reuniões de grupo. Ao todo, são oito sessões semanais, com duração de 90 minutos cada. Já o tratamento farmacológico, fornecido pelo SUS, inclui adesivos de nicotina e bupropiona, medicamento de uso oral utilizado para auxiliar no controle da vontade de fumar. 

Para participar do programa, os interessados devem agendar uma avaliação individual pelo telefone (11) 5572-4301.

 

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