Com mais de 90% de chance de atingir intensidade muito forte, fenômeno pode alterar os padrões de chuva e temperatura até 2027 e reforça a importância de adaptar a proteção contra mosquitos e animais rastejantes às condições de cada região
As mudanças provocadas pelo El Niño não devem afetar o Brasil da
mesma forma - e isso também pode mudar os cuidados necessários dentro de casa.
Com o fenômeno ganhando intensidade e previsão de permanência até o início de
2027, diferentes regiões do país podem enfrentar combinações de chuva, calor e
períodos de seca capazes de alterar as condições de proliferação de mosquitos e
favorecer a presença de insetos rastejantes.
Uma nova atualização da Administração Nacional Oceânica e
Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica mais de 90% de chance de o El Niño
atingir intensidade muito forte e 69% de probabilidade de alcançar um patamar
histórico entre outubro e dezembro, podendo superar a intensidade dos eventos
registrados desde 1950. No Brasil, os efeitos podem variar significativamente
entre as regiões: o Sul tende a concentrar chuvas acima da média, com maior
risco de temporais, enchentes e inundações; o Sudeste pode enfrentar ondas de
calor mais frequentes e intensas, alternadas com chuvas irregulares e períodos
de tempo seco; enquanto Centro-Oeste, Nordeste e Norte podem registrar
temperaturas mais elevadas, redução das chuvas e períodos de seca mais
intensos.
Embora os impactos não sejam garantidos e possam variar conforme a
região e a evolução das condições atmosféricas, o cenário reforça uma mensagem
importante: a prevenção também precisa acompanhar as características de cada
território.
A experiência de 2024 ajuda a dimensionar a importância dessa
preparação. Naquele ano, ainda sob influência do forte El Niño de 2023/2024, o
Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com 6,6 milhões de
casos prováveis e mais de 6 mil mortes. O precedente não significa que o mesmo
cenário irá se repetir, mas reforça a necessidade de acompanhar as condições
climáticas e epidemiológicas e agir de forma antecipada.
Em julho, o Ministério da Saúde alertou estados e municípios sobre
a possibilidade de aumento das arboviroses na temporada 2026/2027. De acordo
com a pasta, projeções do InfoDengue/Fiocruz apontam para cerca de 1,7 milhão
de casos de dengue em 2027. O próprio Ministério ressalta, porém, que se trata
de uma estimativa construída a partir de cenários climáticos e sujeita a
atualizações conforme novos dados sejam incorporados.
De acordo com a Dra. Rosana Richtmann, médica infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o cuidado deve considerar as diferentes condições climáticas do país. “O calor acelera o ciclo do mosquito, enquanto as chuvas favorecem o acúmulo de água. Nas regiões mais secas, o armazenamento sem vedação adequada também pode criar novos focos. Por isso, a prevenção precisa ser constante, com atenção especial à proteção dos ambientes domésticos”, explica.
Nesse cenário, a proteção doméstica ganha ainda mais relevância. Marca líder no segmento de repelentes e inseticidas*, SBP reforça que a prevenção precisa acompanhar as condições de cada região, combinando a eliminação de criadouros com cuidados adequados de proteção pessoal e dos ambientes.
“Sabemos que a proteção da saúde começa dentro de casa,
especialmente diante de mudanças climáticas que alteram os riscos. As chuvas
exigem foco na eliminação da água parada contra mosquitos, enquanto o calor e a
seca demandam atenção a frestas e ao controle de baratas, que podem contribuir
para a presença de escorpiões. Como marca parceira das famílias brasileiras,
investimos continuamente em inovação e eficácia para que nossa linha de inseticidas
e repelentes seja uma aliada diária. Mais do que reagir a surtos, defendemos
que a prevenção deve ser um hábito contínuo”, afirma Letícia Pires, Head de
Marketing de SBP.
Além do uso correto de inseticidas e repelentes, a população deve eliminar água parada, manter caixas d’água e outros reservatórios bem fechados, desobstruir calhas e ralos e reforçar a inspeção da casa depois de chuvas fortes. “A prevenção não deve começar quando os casos aumentam. Diante da possibilidade de intensificação do El Niño, este é o momento de antecipar os cuidados, reforçar a proteção dos ambientes e manter medidas preventivas de forma contínua. Antecipar os cuidados é fundamental para reduzir riscos e evitar que a prevenção seja deixada para depois”, conclui Richtmann.
Fonte: NielsenIQ Market Track. Vendas em unidades de SBP em Inseticidas Domésticos no total Brasil (T.BR INA+INFC+C&C) no ano móvel até março de 2026.
SBP
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